sexta-feira, 7 de agosto de 2015

- A DESTRUTIVA ARTE DA FOFOCA!


2Tm.2.17,18 - "..Além disso a linguagem deles corrói como gangrena, entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé de alguém..."

Satanás usa a FOFOCA para que o pecado da rebeldia entre no coração do "crente". Depois de consumado na mente, o suposto crente, começa a abrir a sua boca contra tudo e contra  todos, usando a maledicência, a mentira, enganação, manipulação, as heresias e toda sorte de maldades arquitetadas no inferno, transformando a boca do "crente" em uma fonte de água podre que jorra do e para o mal.
Desta forma o espírito do Anticristo é evidenciado e se cumpre o que está escrito em (1 jo.2.18 e 19):

18. Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. 19. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos.


Sete características do fofoqueiro:

1- Tem um olhar invejoso:Usa deste olhar para destruir com palavras malignas os talentos que Deus levanta na Igreja.

2- Guarda a rebeldia dentro do seu coração. Tornando-se inimigo da Cruz de Cristo e dando ibope às coisa do inimigo.

3- Usa de palavras doces para convencer e destruir:(Pv.18.8).."As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre"..

4- Alimenta-se de mentiras. É surdo espiritual. Ouve o mundo, mas não ouve a verdade.

5- Suas palavras alimentam os deformados, destrói os imaturos na fé e alimenta aqueles que lhe dão crédito e, não lê a Bíblia.

6- Normalmente tem pecados ocultos: É um traço na vida do fofoqueiro. Sempre usa do que fala.

7- São covardes:Sempre falam às escondidas. Quando acossados pela verdade, fogem e usam a famosa expressão:"ouvi dizer mas não sei quem foi". Não prova nada. São apenas instrumento do diabo, razão pela qual o apóstolo Paulo orientou a Igreja de Coríntios que deveria entrega-los a Satanás.

Sete consequência da fofoca.

1- Traz mágoas, destrói lares, destrói corações.

2- Traz contendas no meio do corpo de Cristo.

3- Traz divisões no meio do corpo de Cristo.

4- Traz inimizades no meio do corpo de cristo.

5- Traz paralisia nas atividades da Igreja.

6- Traz retrocesso no meio dos louvores e cânticos.

7- traz frieza e depois morte espiritual.

Por isso:Não dê ouvidos e nem empreste sua boca ao diabo; o papel de acusador e pai da mentira é dele e não seu.

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo" (Efésios 4:26).
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados (Lucas 6,37).


Quando ouvir um boato e não tiver certeza repreende o mal em nome de Jesus!

Não leve acusação contra seu irmão.

Infelizmente o mesmo espírito de Caim tem andado vagando em muitos corações.

Ao invés de entrar na onda do fofoqueiro e tentar destruir a criatura de Deus, diga pra ele: Vou orar muito por essa pessoa!

Fazendo assim, você será luz, detendo o avanço das trevas através da mentira e de crentes que deixam o diabo usar suas bocas!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



















quarta-feira, 22 de julho de 2015

- CASAMENTO vs UNIÃO ESTÁVEL!


Existe hoje dentro das igrejas uma corrente de pensamento que vem formando opiniões e levantando debates ferrenhos entre líderes e liderados, pastores e ovelhas: A UNIÃO ESTÁVEL. Alguns, de forma liberal, acham que é legal, portanto deve ser entendido como se fosse um casamento, mas preste atenção no termo: COMO SE FOSSE, então não é casamento. Na união estável se a pessoa é solteira, após fazer o registro da união, ela continuará solteira, enquanto que no casamento há uma mudança no estado civil e até a documentação precisará ser alterada. Os favoráveis se apegam à questão jurídica e os contrários se apegam às questões espirituais. Mas à luz da Palavra de Deus como fica esta história?

Vejamos:

1. Diferenciando o casamento da união estável quanto ao seu propósito

É inegável que a tendência do direito é aproximar cada vez mais os dois institutos. Mas a diferença fundamental, que se reflete no campo da espiritualidade e do aconselhamento pastoral, não está no campo dos direitos civis, mas na própria natureza e origem das duas modalidades.

Silvio Rodrigues, famoso doutrinador de Direito, ensina que: "Casamento é o contrato de direito de família que tem por fim promover a união do homem e da mulher, de conformidade com a lei, a fim de regularem suas relações sexuais, cuidarem da prole comum e se prestarem a mútua assistência".

Por sua vez, a União estável, nas palavras de Sílvio de Salvo Venosa, outro jurista: “configura-se pela convivência do homem e da mulher sob o mesmo teto ou não, more uxório, como se fossem casados marido e mulher. A natureza da união estável é fato social e fato jurídico. Fato jurídico é qualquer acontecimento que gera consequência jurídica. A união estável é um fato do homem que, gerando efeitos jurídicos, torna-se um fato jurídico” (Sílvio de Salvo Venosa).

Como se pode sentir, a distância entre as duas figuras está no seu propósito.

No casamento, sobretudo o cristão, o casal se une (contrato, pacto) para criar uma nova família com o objetivo de fazê-la dar certo; ou seja, o compromisso, que se propõe eterno, vem antes da família. A família é o alvo buscado em função do compromisso. No casamento, o pacto (ato de união solene), já que assumido diante de Deus e da igreja, gera por si só o compromisso. No altar, os noivos se assumem como casal e prometem fidelidade e amor até que a morte os separe.

Na união estável não há nenhum compromisso público que inaugure a relação. Esta união só se tornará estável, e então passará a gozar de relevância jurídica, se o tempo a confirmar. A constituição de família, no sentido de um objetivo firme e permanente, é acidental à união do casal. Estável é a união que deu certo. Na união estável, o compromisso (estabilidade) é que poderá gerar o pacto, isto é, o reconhecimento dos direitos legais pelo Estado.

Em suma, o casamento é um pacto público para a vida toda e a união estável é apenas uma situação de fato que a lei lhe empresta certos efeitos jurídicos.

Creio que a resposta se a união estável é ou não pecado está justamente nesse ponto: em que Deus não espera que homem e mulher se testem sentimental e sexualmente para verificar se poderão viver juntos, mas que o homem deixe seus pais e se ligue a uma mulher com ânimo definitivo a fim de que ambos sejam uma só carne (Gênesis 2.24).

2. O que as ovelhas realmente necessitam de seu pastor?

Identificado o pecado da vida sexual fora do casamento, agora surgem outros problemas: O que deverá fazer o pastor quando um casal amasiado lhe pede socorro nas questões que envolvem conflitos de relacionamento? Poderá o pastor deixar de lado a questão do pecado quando se tratar de cuidar de aconselhar os casais amasiados em suas crises conjugais?

Creio que a resposta dependerá das lentes com as quais se vê o problema.

O humanista liberal certamente argumentará que o mais importante de tudo é o bem-estar do ser humano, pois Deus, a Bíblia e o Evangelho apontariam para esse fim último. Por essa vertente, o pastor deve perpassar a questão do pecado, abster-se de fazer juízo sobre a situação e proporcionar o cuidado pastoral de acordo com as necessidades dos aconselhados.

O cristão conservador centrado na santidade de Deus sustentará que tudo flui no sentido, não da satisfação humana, mas da glória de Deus. Todo relacionamento deve ser direcionado para agradar a Deus, visto que é por meio da adoração que o ser humano encontra o seu propósito e, em última instância, a sua plena satisfação na vida.

Humanista e conservador concordarão que o pastor deverá oferecer aos aconselhados o que necessitam, e não necessariamente o que eles querem. A questão, então, residirá no que se pensa que as ovelhas realmente necessitam.

O humanista dirá: “os indivíduos necessitam se sentir bem, serem resolvidos consigo mesmos e felizes, independentemente de padrões morais preestabelecidos. Podem ir para o inferno, desde que vão sorrindo”.

O conservador, por sua vez, proclamará: “os indivíduos necessitam ser santos, ser adoradores, e o pecado, por mais que seja confortável à carne, não acalentará os anseios mais profundos da alma. Não há alegria plena quando se permanece no pecado, mas quando se vive em conformidade com a vontade de Deus”.

Como pastor, eu me inclino mais a pensar que minha responsabilidade mais séria será sempre a de conduzir as ovelhas à salvação e à santidade, e não a de produzir algum tipo de contentamento terreno e passageiro.

Um amor verdadeiro e responsável não é o que fecha os olhos para o destino eterno das pessoas.

Assim, na questão proposta, esforçando-me na compaixão, não posso fechar os olhos para o pano de fundo do pecado na questão da união estável. 


Devemos obedecer as Leis Divinas e Humanas, mas quando houver conflitos, permaneçamos fieis ao Senhor!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



terça-feira, 21 de julho de 2015

- RECUPERANDO A INOCÊNCIA PERDIDA?



Brasil, Região Sudeste, Estado do Rio de Janeiro; o frio está bem diferenciado, comparando com o que temos visto nos últimos anos. Eu gostaria de saber se você teria coragem de ir para rua ou a outro lugar qualquer apenas com suas roupas íntimas, ou até mesmo nu?
Quem teria coragem de ir nu para a igreja?
Ninguém?
Será que por causa do frio; (e se fosse verão?), ou é por causa da vergonha?
Eu sou franco em dizer que eu teria muita vergonha! IMAGINE, eu, meio gordinho... (Deus me livre)!
Rsrsrsrsrs.

(Gênesis 1:27-28) - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

(Gênesis 2:25) - E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.


* O Dicionário Aurélio descreve a nudez da seguinte forma:
Sem vestuário; despido, pelado.
Fig. Não disfarçado; evidente.


Vamos fazer um comparativo da nudez de Adão e Eva com a nudez da igreja.

- A NUDEZ ERA ALGO COMUM E NORMAL


- ESTAR NU TINHA LIGAÇÃO DIRETA COM A INOCÊNCIA E A PUREZA.

(Gênesis 3:10) - E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
- A DESOBEDIÊNCIA TROUXE A PERDA DA INOCÊNCIA

(Gênesis 3:11) - E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

- A PARTIR DÁI NUDEZ SE TORNA SINÔNIMO DE VERGONHA (quem está nu, está com a VERGONHA exposta)

Desta mesma forma a igreja ao longo dos tempos tem perdido a visão dada inicialmente por Deus. Além de um vestido muito pesado foi necessário o uso de máscara. Isso é algo intrigante, que deve trazer incômodo ao nosso coração.

Como Cristãos devemos lutar para que a igreja seja marcante e relevante, na vida das pessoas, que preguemos o Evangelho genuíno, simples.

Alguns líderes têm confundido vestes nupciais com roupas maculadas pelos interesses particulares, políticos, pela arrogância, pelo descuido com o rebanho, líderes que comem a gordura das ovelhas, templos faraônicos etc.

A Igreja como Corpo de Cristo, é a noiva que está sendo preparada para o encontro com o noivo. Enquanto corpo ela está sendo sarada, tratada, as unhas estão sendo aparadas, os cabelos enfeitados com véu e grinalda, limpeza de pele e os mais belos adornos, até que chegue a hora de se vestir para a grande festa; “a noiva e noivo dançando pela eternidade...” (David Quinlan)

Entender o que é o Corpo de Cristo é fundamental para o despertamento espiritual da Igreja, segundo a revelação dada ao apóstolo Paulo (I Cor 12:27, Ef. 1:22, 23). Para que isso seja uma realidade plena e, sobretudo, prática, a Igreja necessita estar ligada ao Cabeça, o Senhor Jesus. Jesus precisa não apenas ser reconhecido como possuindo o título de Cabeça, mas, na prática, precisa ter condições de governar Sua Igreja. A Igreja, para isso, precisa estar pronta para receber Seus comandos (revelados por meio dos dons espirituais) e obedecê-los. “...Crer e observar tudo quanto Ele ordenar...”, como diz o antigo hino 301 do Cantor Cristão.

Para que esteja pronta para receber instruções do Senhor Jesus, a Igreja precisa ser organizada como um Corpo, da forma indicada no capítulo 12 de I Coríntios e em Efésios 4:11: E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores; e todos os membros são edificados por meio dos dons espirituais e do exercício desses 5 ministérios.

Em um corpo sadio todos os membros dependem dos comandos do cérebro para operar. Nenhum membro atua sem que tenha havido uma ordem específica da Cabeça. O mesmo ocorre no Corpo de Cristo. O Senhor Jesus revela Sua vontade com relação à operação dos membros. Para isso foi enviado o Espírito Santo (Jo 16:13-14).

Em um corpo normal, cada membro foi gerado para ocupar um lugar previamente determinado. Não é o membro que escolhe o seu lugar no Corpo de Cristo, tampouco. O Senhor Deus, por meio do Espírito Santo, coloca os membros no Corpo como quer (I Cor 12:18, 28); e essa escolha é confirmada pelo Governo da Igreja (pastores, líderes). Cabe assim a cada membro fiel submeter-se a esse Governo da Igreja, pois foi estabelecido pelo Senhor.

A Igreja é composta por membros fiéis e trabalhadores, que procuram obedecer às determinações do Senhor e às orientações de seus pastores. Fé e fidelidade são duas qualidades que caracterizam a Igreja e que honram o crente. Fidelidade significa obediência às determinações da Palavra de Deus e às orientações do Senhor para a vida cotidiana da Igreja. Cabe aos dirigentes (pastores, líderes) ensinar à Igreja que cada membro deve participar da edificação da Igreja executando com fidelidade a função que o Senhor lhe deu no Corpo.

Mas vem a hora das núpcias...
A igreja é a noiva de Cristo, amém?
Você faz parte da noiva, amém?
E a noiva deve estar muito bem vestida, certo?
Mas no ato das núpcias o que é que o noivo faz?
Exatamente, ele despe a noiva, isto quer dizer que a igreja vai retornar ao início de tudo, vai ter que ficar nua. E o que é que o noivo vai ver quando esse momento chegar?

- LEGALISMO?

- RELIGIOSIDADE?

- HIPOCRISIA (farisaísmo)?

- PROSTITUIÇÃO (física e espiritual)?

- DISSENÇÕES ENTRE MEMBROS?

- ANÁTEMA?

- MÁSCARAS?

- POLÍTICA?

- RÓTULOS?


- CICATRIZES?

- TATUAGENS?

- PROFANAÇÕES?

Deus vê a nossa nudez (Ele nos fez para estarmos nus).

(Hebreus 4:13) - E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.   


(Neemias 9:17) - E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz e, na sua rebelião, levantaram um capitão, a fim de voltarem para a sua servidão; porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu não os desamparaste.


(II Corintios 5:5-7) - Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito. Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor. (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.


Infelizmente, EXISTEM LÍDERES QUE ESTÃO SE TORNANDO VERDADEIROS ESTILISTAS, CRIADORES DE ROUPAS E MODELOS ROTOS PARA A NOIVA DE CRISTO...


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson







terça-feira, 14 de julho de 2015

- UNI DUNI TÊ OU URIM TUMIM?





Uni Duni tê é um termo usado pelas crianças, geralmente para definir alguma escolha entre várias opções. Ninguém sabe seu significado; é uma “parlenda”. Curiosamente a palavra não vem de qualquer lenda, mas dos termos "parlar" ou "parlengar", que significam "tagarelar". Tudo isso para significar nada ou "um palavreado vazio". Por isso que ninguém sabe. Nas parlendas o sentido não importa. O que conta mais é seu jeitinho doido, repetido de geração a geração.

Já o Urim e Tumim de acordo com a visão judaica, remontam ao Sumo Sacerdote de Israel. A placa peitoral que utilizava era dobrada ao meio, formando um bolso onde ficava um pergaminho contendo o nome de Deus. Este nome fazia com que certas letras gravadas sobre as pedras preciosas acendessem de acordo com as questões perguntadas. Aquele que desejava uma resposta (e apenas questões de relevância dentro da comunidade israelita poderiam ser perguntadas) ia ao sumo sacerdote. Este se virava para a Arca da Aliança, e o inquiridor de pé atrás do sumo sacerdote fazia a pergunta em voz baixa. O sumo sacerdote, olhando para as letras que se acendiam , era inspirado para decifrar a resposta de Deus. A tradição é unânime ao afirmar que foram utilizados até a destruição do Primeiro Templo, quando pararam de funcionar. O Urim e Tumim era um dos cinco utensílios que faltavam no Segundo Templo de Jerusalém. Flávio Josefo, no entanto, diz que o oráculo estava silencioso "200 anos antes do seu tempo", ou seja, a partir dos dias de João Hircano, o que significa que Urim e Tumim teriam sido utilizados até os tempos dos Macabeus. Os mestres talmudistas, no entanto, nunca haviam visto Urim e Tumim, que consideravam como o nome de Deus escrito no peitoral do Sumo Sacerdote.

Geralmente os cristãos creem que Urim e Tumim sejam duas pedras colocadas no peitoral do Sumo Sacerdote de Israel, contendo em uma face resposta positiva e em outro, resposta negativa. Fazendo-se a pergunta, jogavam-se as pedras, e de acordo com os lados que caíssem era confirmado uma resposta negativa, positiva ou sem resultados.
Pois bem, dadas as devidas explicações vamos ao que define o nosso artigo.

Há tantos tipos de igrejas quanto de pastores e membros. Se você estivesse à procura de uma para se tornar membro, sobre qual delas cairia a sua escolha? Quais seriam os critérios que você usaria para fazer a sua seleção? Tomei a liberdade de dividi-las em três grandes grupos, apenas para facilitar a sua visualização do “mercado religioso” nacional.

A.
As do ‘grupo A’ são as que atraem por dois fortes apelos: bem-estar e espetáculo. Sob uma ênfase pragmática simples – os homens têm muitos problemas e queremos dar solução à todos eles – elas oferecem solução apropriada para cada caso, com rituais específicos em dias específicos, os quais, garantem eles, vão aplacar a ira dos espíritos malditos e desembaraçar as tramas infernais, tecidas inteligentemente para a destruição do matrimônio, da saúde e das finanças das pessoas. Dentro deste mesmo grupo, adeptas da teologia do bem-estar, também estão aquelas igrejas que capricham no cenário do espetáculo, oferecendo experiências muito semelhantes a qualquer uma das oferecidas pelos inúmeros teatros da broadway: euforia e doses maciças de endorfina. Nesse ambiente, a audiência grita, berra, pula, canta, mesmo sem saber o que está cantando, pois tudo o que se busca não é culto racional, o alvo é a sensação.

B.
As do ‘grupo B’ são as que fascinam pelo misticismo. Visões, arrebatamentos de sentidos, quedas, risos, choros, açulamento emocional, e uma forte personalidade por trás de um microfone (ou sem ele), impondo autoridade pelo volume da voz e de afirmações sobre a presença de seres celestiais e infernais, em batalhas violentas entre o bem e o mal, que certamente imporiam a J. K. Rowling e seu personagem Harry Potter o lugar de figurantes. Igrejas deste grupo fazem muito sucesso num país cuja religiosidade foi formada em torno de ocas e senzalas.

A + B
Outro detalhe, digno de um parágrafo exclusivo, que une as igrejas do grupo ‘A’ e ‘B’, é o forte apelo financeiro por trás dos seus serviços. Para elas, dinheiro é artefato de culto, por isso, dedicam um tempo considerável construindo argumentos e mecanismos para arrancar o máximo dos seus adeptos, também fascinados com os lucros que a divindade poderá lhes dar dos seus ‘investimentos’. Em seus ambientes vende-se de tudo e seus pastores mais parecem com mascates do que com embaixadores.

C.
Finalmente, as do ‘grupo C’, comprometidas com a reflexão sobre o texto sagrado, e totalmente desvinculadas da máxima romana de que o povo necessita de pão e circo, oferecem um ambiente mais devocional, cânticos contextualizados com a fé, e uma séria dedicação pastoral associada ao serviço e ao ensino. Tais igrejas, não comovem pelo espetáculo mas por sua seriedade e respeito aos seus membros. Elas também falam em dinheiro, dízimos e ofertas, não como artefatos de culto, mas como um instrumento de sustento da proclamação da verdade.

Que tipo de igreja você quer? É só escolher.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



Adaptado do texto de Weber Chagas do Blog Abertos para a Reforma.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

- A ARMADURA DE DEUS: NOSSA PROTEÇÃO ESPIRITUAL!




Efésios 6: 10-18
Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.
Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.
Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.
Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
 e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.

FIQUE ATENTO:

O Apóstolo Paulo nos exorta dizendo “fortalecei-vos no Senhor”. Isso porque a força vem de Deus e cabe a nós exercitarmos nossa fé para sermos mais fortes no Espírito. Assim como precisamos do exercício físico para manter nosso corpo vigoroso e em bom funcionamento, o Espírito também precisa de um constante exercício de fé para se fortalecer e manter-se cheio de vida.

Importante: Paulo nos ensina a combater o MAL e não o MAU, ou seja, devemos combater o PECADO e não o PECADOR. “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas [...] contra as forças espirituais do mal” Além disso, trata-se de um combate interior e não exterior. Paulo não fala de como enfrentar o pecado dos outros, mas de como enfrentar as raízes do pecado dentro de nós mesmos. “... para que possais resistir às astutas ciladas do inimigo.”

Tal como o soldado que vai para a guerra, assim é o cristão. Para ser um bom soldado é preciso muito treino, astúcia e força. O cristão também necessita de elementos fundamentais para combater o mal. E, para isso, nada melhor do que usar a armadura de Deus.

1 - Primeiramente devemos estar cingidos com a verdade. Na Bíblia, estar com a cintura cingida significa estar de prontidão, pronto para o trabalho. É por isso que Paulo fala de um estado de alerta. É estar atento às diversas situações da nossa vida e discerni-las à luz da verdade. O compromisso com a verdade deve estar na base de nossas atitudes e pensamentos.

Quando faltamos com a verdade estamos favorecendo o inimigo a entrar em nosso terreno e sugerir nossas próximas atitudes. Jesus mesmo disse que é o caminho, A VERDADE e a vida. CINGIR-SE COM A VERDADE SIGNIFICA GUIAR NOSSOS PASSOS DE ACORDO COM AQUILO QUE JESUS ENSINOU.

É interessante também associar que o ato de cingir-se consiste em amarrar a veste com um cordão que passa pela cintura à altura dos rins. Considerando que para o povo da bíblia os rins eram o lugar dos sentimentos (assim como o coração é para nós, hoje), podemos ainda acreditar que Paulo estivesse justamente nos orientando a “amarrar” nossos sentimentos com o “cordão da verdade”.

Sentimentos verdadeiros, enraizados na verdade que é Jesus, são o primeiro passo para superar o mal. Examinemos nossos sentimentos e vejamos se são verdadeiros, se estão cingidos pela verdade que é Jesus e, se não, reflitamos sobre como fazer isso.

2 – Depois vestimos nosso corpo com a couraça da justiça. Ora, a justiça é fonte de inúmeras bênçãos para o ser humano.

“Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados.” (Mt 5,6)
“Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt 5,10)
“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais vos será dado por acréscimo.” (Mt 6,33)

Quem busca a justiça de Deus, recebe dEle a justa recompensa do Reino dos Céus e tudo aquilo de que necessita é dado por acréscimo. Ela é uma couraça, pois quem se reveste de justiça recebe a justiça e as bênçãos de Deus, de modo que ai o mal não pode entrar.

Mas cuidado! A couraça deve estar também ligada ao cordão da verdade, de modo que tudo aquilo que Jesus ensinou devemos praticar e ensinar também. “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus.” (Mt 5,20)

3 – Os pés devem estar calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Ir aonde o Espírito mandar. Atender sempre ao chamado do Senhor.

Devemos aqui lembrar o que Deus disse a Moisés: “Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” (Ex 3,5b) Fica claro que devemos tirar nossas vaidades e “achismos” e calçar a prontidão para o serviço e as ideias do Evangelho. Logo depois de Moisés tirar as sandálias Deus diz: VAI, eu te envio ao faraó para tirar do Egito os israelitas, meu povo. [...] EU ESTAREI CONTIGO, respondeu Deus.” (Ex 3,10b.12a)

O calçado é aquilo que protege os pés das pedras do caminho. Dá firmeza no andar e dissipa o medo de se machucar. Por isso quem calça a prontidão do Evangelho segue firme em seu caminho, pois Deus está com ele. Aquele que tira suas próprias ideias para “calçar” a prontidão do Evangelho tem a presença certa de Deus em sua vida.

4 – Segundo Paulo, devemos usar, principalmente, o escudo da fé, para apagar os dardos inflamados do Maligno. Ora, o escudo é aquilo que protege o soldado de ser ferido ou até mesmo morto. Paulo ensina que nossa fé deve ser essa proteção.

São várias as passagens em que Jesus diz “A tua fé te curou” ou “A tua fé te salvou”. Se Jesus fez questão de mostrar várias vezes que a fé realiza prodígios, devemos fazer dela um elemento indispensável em nosso combate diário. A fé é o escudo que nos fecha para o mal e, ao mesmo tempo, nos abre para a graça de Deus.

Mas cuidado! Um escudo fragilizado não suporta o combate. Para estarmos bem protegidos é preciso ter um escudo fortalecido. Por isso os discípulos sentiram dificuldades:

“19. Então os discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este demônio?
20. Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; E NADA VOS SERÁ IMPOSSÍVEL.” (Mateus 17: 19-20)

Devemos, pois, fortificar nossa fé para que ela nos seja um escudo prodigioso. Um escudo que apaga dardos inflamados, não pode ser de madeira. Deve ser de metal. E para forjar um escudo de metal é preciso fogo. Dessa forma concluímos que o escudo da fé, para ser forte e resistente e apagar o fogo do inimigo, precisa ser forjado no fogo do Espírito. Deixemos nossa fé arder no fogo do Espírito para que seja para nós escudo de salvação e realização de prodígios.

5 – Também compõe a armadura o capacete da salvação. O capacete é a parte da armadura que protege a cabeça dos ataques inimigos. Dessa forma, Paulo, ao propor o capacete da salvação, está querendo dizer que aquele que coloca a salvação em sua cabeça mantém-se livre de pensamentos impuros.

Quando se combate com o objetivo da salvação, os demais pensamentos não penetram o nosso íntimo. Ora, o pior pensamento para aquele que combate é o medo, que o impede de agir e faz buscar uma posição de comodismo. No combate da fé, o capacete da salvação ajuda a livrar dos medos e demais pensamentos mundanos. Não devemos ter medo, pois Deus está conosco.

6 – Por fim, a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. A espada é a arma com que lutamos. É com ela que derrotamos o inimigo. Diz a carta aos Hebreus: “A palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes...” (Hebreus 4: 12)

Mas a espada não é uma exclusividade do cristão. O inimigo também tem suas espadas. E, assim como a nossa espada é a palavra de Deus, o inimigo também se utiliza da palavra para nos ferir. A manipulação da palavra, a deturpação do sentido, a interpretação errada apenas para benefício próprio, tudo isso é espada do inimigo.

No deserto, vemos claramente o inimigo manipulando a palavra, fazendo dela uma espada quebrada e enferrujada para ferir Jesus. Mas Jesus também brandiu a sua espada, a palavra viva e eficaz, forte e inquebrantável, e destruiu as armas do inimigo. (Mt 4,1-11)

No duelo das espadas, vence a mais forte. E para fazer uma espada forte é preciso temperá-la no fogo e depois enrijecê-la na água. É preciso deixar a palavra de Deus formar-se em nós, temperada pelo fogo do Espírito, enrijecida pela água que jorra diretamente do Trono de Deus. A mesma água que jorrou do coração de Jesus, para curar os corações e lavar os pecados, junto ao fogo do Espírito Santo que habita em nós e nos dá a vida.

Peçamos a deus essa água e esse fogo para forjar em nós a armadura dele. Que sejamos verdadeiros guerreiros do espírito. Sempre prontos a combater o mal. Perseverando na oração, em todas as circunstâncias, suplicando por nós e por todos os cristãos, combatentes na fé.


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


quarta-feira, 3 de junho de 2015

- IGREJA CORROMPIDA - EVANGELHO MORNO

“Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que
não mais andeis como andam os gentios,
na vaidade da sua mente, entenebrecidos no entendimento,
separados da vida de Deus pela ignorância que há neles,
pela dureza do seu coração.”
(Efésios 4:17-18)

Por: Pastor Reinaldo Ribeiro







Desde o início do século XXI, inúmeras mudanças ocorreram no meio evangélico provocando um redirecionamento da fé. Fruto de um processo lento e avassalador ocorrido desde a década de 80 (talvez até antes), sua moral, dentre outras, entrou em declínio. Por que isto aconteceu? A resposta para tal questão é robusta, não podendo ser apresentada como algo específico. As alterações são resultados de muitas interferências dos homens de poder que ficaram secularizados e modificaram o discurso da pregação de um Evangelho que muda vidas para vidas que decidiram mudar o Evangelho.

Cesar Castellanos, Kenneth Hagin e Benny Hinn transformaram suas experiências em doutrinas, rompendo com a ortodoxia histórica da Igreja e fermentando o evangelicalismo com heresias. Adeptos de suas convicções, alguns brasileiros crédulos (pastores e pastoras liberais) e cúmplices fervorosos como Renê Terranova, Valnice Milhomens, Casal Estevam e Sônia Hernandez, Bispo Rodovalho dentre outros, recepcionaram aqui no Brasil o conteúdo doutrinário advindo desses e tantos outros hereges e proclamam em seus púlpitos as falácias de seus propalados “profetas”. Como já era de se imaginar, a consequência foi e continua sendo devastadora.

O tradicionalismo que é visto como conservador e ultrapassado, foi desbancado para dar lugar às experiências particulares de alguns oráculos desta nova ordem evangélica. O conservadorismo foi e continua sendo rejeitado, pois os novos valores adquiridos com tantas experiências extra bíblicas e antibíblicas caíram na graça de um povo não compromissado com a causa maior do Evangelho: a abnegação. O credo apostólico foi ignorado e a sã doutrina foi subvertida para dar lugar a uma versão gospel dos sistemas mundanos em plena Igreja. Trata-se de algo trágico, que jamais deveria ter acontecido, mas que convém se evidenciar para confirmar a apostasia final profetizada claramente na Bíblia.

A igreja evangélica está numa situação tão escandalosa que o testemunho pessoal já não mais importa. Ter uma conduta irrepreensível, ilibada e devotada é tido como algo obsoleto, uma postura de gente quadrada. O crente moderno gosta de fazer o que o mundano faz: adere aos modismos e à sensualidade visual, é aproveitador (um dos males da cultura brasileira), age por egoísmo e interesse, não se preocupa com uma vida interior devotada a Deus, mas com o embelezamento artificial exterior, gosta de ouvir músicas mundanas, veste-se sem pudor, tem a língua afiada para proferir torpezas, piadas sujas ou para exigir direitos. A liturgia moderna "sacraliza" danças coreográficas e sensuais dentro da igreja e até mesmo pastores humoristas lotam igrejas e casas de espetáculos, trocando sua "pregação descolada" pela fortuna gerada na bilheteria, pois o que eles receberam de graça, de graça eles não dão. O crente moderno não é mais um adorador - ele agora é cantor gospel. Encontros de louvor são coisas do passado, agora crentes pulam, gritam e entram em êxtase em shows que não deixam nada a dever para o mundo. O crente moderno profetiza e reivindica para si o melhor desta terra, mas não aceita os deveres espirituais, morais e sociais da fé cristã – os quais são a única forma de diferenciar um cristão de um ímpio, interna e externamente.

Na verdade, ser evangélico hoje é uma mistura de tendências da moda, hedonismo, ativismo politiquista, crise ética, relativismo moral, sincretismo religioso e de uma rebeldia explícita. Além disso, os referenciais dessa massa sem conversão são os cantores gospel, os apóstolos da prosperidade, os pregadores da mídia mercantilista e as celebridades "convertidas desse" novo momento. A Igreja é um clube. O louvor é um show. O evangelho é uma curtição. Revelações são idolatradas. Bíblia, nem pensar.

Essa modificação no cenário evangélico reprimiu a influência do Santo Espírito. Não há muitas conversões com constrangimento e compulsão como houve em Atos. Não há mais temor como existe nas Escrituras. O genuíno poder de Deus, seguido de milagres e maravilhas, deu lugar a uma encenação midiática, de feições teatrais flagrantes, cujo único fruto tem sido a perda da credibilidade cristã e o fornecimento de munição para as ideologias racionalistas e agnósticas. Nunca foi tão fácil ser ateu e esse mérito é todo da "igreja moderna".

Mas ainda temos uma boa notícia para propagar aqui. Há muitos joelhos que decididamente não se dobram aos baalins e mamons usurpadores do santuário cristão. Louvamos a Deus por essas vidas e aqui as estimulamos a permanecerem firmes e distantes desse avassalador processo de secularização da Igreja. O trigo conhece o seu papel de santidade no reino. Já o joio assume um compromisso que se limita a programações, decretos apostólicos e visões fajutas. À Noiva de Cristo cabe pregar a Palavra e viver por ela. 

A maioria dos evangélicos esqueceu esse preceito e por esse 
motivo também será esquecida no tempo das bodas.


Um abraço no seu coração 
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


domingo, 17 de maio de 2015

- REFORMAS JÁ – EIS O CLAMOR!!


De longe pode-se ouvir o clamor dos adeptos da prosperidade, da confissão positiva, dos liberais teológicos e outros que a eles têm feito um ajuntamento de pessoas que querem reformar o evangelho. A visão do amor de Deus e até mesmo a cruz, em suas ideias reformistas, tem ficado de lado. O pecado já não existe, nem precisa ser renunciado, afinal, se Jesus morreu pelos meus pecados, até o que eu ainda não pratiquei já está perdoado. Ideia deles.

Dentro desta ótica, Deus precisa se adaptar o mais depressa possível aos novos tempos. Essa coisa de porta estreita, caminho estreito precisa acabar. O céu tem que ser inclusivo. Inferno e castigo eterno? Isso é conversa de pregadores antiquados que gostam de impor medo às pessoas para que elas se convertam e vivam no cabresto espiritual. O mundo mudou, o homem mudou e, é lógico, Deus também precisa mudar. Se Ele conhece e sonda os corações Ele sabe que o homem não é mal. As regras é que precisam ser revistas para que a humanidade possa ter acesso ao céu. Alias, a bíblia está bem antiga, essa coisa de não poder mudar nem um til sequer precisa ser revista, já é hora de Deus levantar um profeta com ares cinematográficos pra promover uma reforma das escrituras.

É..., em muitos lugares e na cabeça de muita gente já se passam ideias como as que estão expostas acima. O que essas pessoas não entendem é que elas estão querendo cerrar os ouvidos à dura mensagem; esqueceram-se que 
realmente o céu  não é inclusivo, é exclusivo, para aqueles que de coração reconhecem o senhorio do Senhor Jesus e o confessam como Senhor e Salvador de suas vidas e renunciam o pecado. Não entendem que Deus não tem plano “b”, Ele é onipotente, onipresente e onisciente, não vive atrelado ao kronus e, principalmente: é Senhor de tudo e sobre todas as coisas.

Quando eu era criança na Igreja Batista Nova Sião, onde me converti e fui batizado, no instante em que alguém revelava seu desejo de aceitar ao Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, era imediatamente matriculado na classe de novos convertido ou catecúmenos [os catecúmenos surgiram logo no início da Igreja Primitiva, tendo em vista a necessidade de doutrinar e preparar os novos convertidos que desejavam agregar-se á Igreja, tendo em vista a grande quantidade de gentios vindos do paganismo]. Passava um período de pelo menos seis meses frequentando a escola bíblica dominical e participando de todas as atividades da igreja, até ser marcada uma assembleia para ser ouvido em profissão de fé. [é o ato pelo qual a pessoa declara publicamente que Jesus Cristo é seu Senhor, Salvador e Mestre. Porque é fundamental e necessário que pessoa que deseja agregar-se á Igreja, seja orientada corretamente sobre a Bíblia, suas doutrinas básicas, e a vida cristã estando apta para discernir o passo que haverá de dar], sendo então conduzido para o batismo. EBD hoje é algo ultrapassado.

Assistindo um determinado programa de televisão estava lá a apresentadora entrevistando uma celebridade em sua cobertura em frente ao mar e ela indaga sobre a religião dessa figura, que responde ser “evangélico não praticante”!

É possível isso?

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Apocalipse 3: 15-16


Tenho aprendido a não ficar escandalizado com coisa alguma, mas parece que as coisas estão ficando extremas e se alguém se levanta apontando as discrepâncias do que está sendo pregado é taxado de “fundamentalista”.

Tempos modernos. Tempos difíceis.  Tempos do fim.

Parece que quanto mais frouxa é a mensagem, mais “fieis” se achegam a essas congregações e um pastor que foi meu professor de seminário me disse o seguinte: “por mais absurda que seja a mensagem sempre haverá pessoas que acreditem e defendam essas ideias”!

Alguns atributos Seus, Deus nos concedeu, entre eles a autoridade para pregar a Palavra, expulsar demônios e tantas outras coisas, mas alguns líderes tem arrogado para si o poder. Ele, o Senhor, nos concede autoridade, mas o poder é dEle.

Tv, show, imagem, dinheiro... Na mente de alguns a igreja virou point de balada. “BALADA GOSPEL.”

Aliás, o termo “gospel”, que é evangelho em inglês, foi introduzido no Brasil para tornar o Evangelho mais comercial, diminuir a rejeição, é chic ser gospel. Cantor evangélico passou a ser artista gospel, com cachê e o culto agora é show gospel. (Deus vai cobrar)!

A igreja precisa ser inclusiva, incluir para transformar, se não exercer o seu papel de conduzir o ser humano a ter a mente e o caráter de Cristo, ela estará excluindo pessoas do céu.

A igreja que prega o Evangelho puro e cristalino, não negocia a essência, nem camufla a dura mensagem, certamente terá um “público” reduzido, mas certamente marchando pelo caminho estreito rumo ao céu.

A reforma urge, mas a nova reforma da igreja. Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente e não quero aqui questionar a fé ou a conversão de ninguém, mas confrontar os métodos usados por alguns líderes que abrem mão da qualidade e saúde espiritual do rebanho em troca de um ambiente lotado de pessoas vazias.

Que Deus conceda, à igreja contemporânea, tempo para voltar ao lugar onde caiu e arrepender-se, voltando ao primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse2:5

Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,
A Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.
Efésios 3:20,21.




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

segunda-feira, 11 de maio de 2015

- QUERO O CORPO, MAS A CABEÇA NÃO!



Você já imaginou ter um amigo do qual você rejeita a cabeça? Estranho, não e mesmo? 
Mas eu vou explicar: eu estou falando do relacionamento humano com Cristo. Muitas pessoas estão querendo Cristo em suas vidas, mas não querem pagar o preço, querem o corpo, as benesses, mas não querem a cabeça que os guie, que lhes mostre o melhor caminho, o que deve ou não se feito ou deixado de lado. Isso é querem o corpo de Cristo, mas um corpo mutilado pelas vontades e vaidades, sem submissão, mas com uma total admiração, só isso; admiração. Numa escala de custo benefício, a pessoa só quer o benefícios e despreza os custos. 

Não sei quantos de vocês já pararam para pensar um pouco com seriedade, sobre sua vida com Deus. Tá, você pode dizer: “Sim, faço isso constantemente”. Quero saber quantos já foram confrontados com Deus e Sua verdade a ponto de que isso lhe causasse uma mudança verdadeira? E que não fosse apenas um momento emocional ou de reflexão com um fim em si mesmo. Que essas verdades custassem de forma prática e sacrificial na sua vida diária. Pare e pense!

Temos conhecido uma geração de jovens que “aceita” com alegria a graça de Deus, mas não querem ser discípulos de Jesus Cristo. Querem usufruir da salvação de Deus, mas não querem ser participantes no sofrimento de Cristo. Querem ser libertos da condenação, mas não tomam para suas vidas o “negue-se a si mesmo” (Mateus 16.24). Querem viver no céu, mas não querem viver como cidadãos do céu enquanto estão na terra (Efésios 4.1-1), tampouco querem ter o custo de anunciar a mensagem de salvação a outros.

A verdade é que muitos querem Cristo [suas bênçãos e benefícios], mas não querem viver como cristãos [obediência, renúncia e sacrifício]. Querem ser chamados filhos de Deus, mas não querem nem conhecem as implicações que isso nos leva. Tem Jesus por "bom pastor", mas não ouvem Sua voz (João 10.27).

Querem ter seus pecados perdoados, a salvação, mas não querem comprometimento nenhum com Cristo. Infelizmente uns usam a desculpa de que “sou jovem” para poder viver desenfreadamente sem postura de homem ou mulher de Deus, sem retidão, vivendo como bem lhe apraz, mas com a “garantia” de que tem a “salvação” de Cristo na sua vida. Outros, pelo intelecto, liberalismo e relativização da Bíblia acabam caindo nos mesmos erros, ou piores.

Não seja como aqueles que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 1.4). Infelizmente lamento dizer que muitos destes pensam, falam e vivem de maneira insensata, inconsequente, não moldados a Cristo, e são piores do que

muitos que não se declaram cristãos.

Hoje é comum ver em nossos cultos dominicais mãos levantadas na hora das canções, pessoas que choram, se emocionam, cantam louvores, dizem mil e uma coisas naquele momento... Já disseram que suas vidas são de Cristo, que querem e pertencem a Deus, e tantas outras coisas. Mas isso não adianta de nada se não for precedido de um compromisso rigoroso ao Senhor. Ou serão meras palavras e emoções.



Por favor, não diga que Cristo é tudo na sua vida se você não dá a mínima pro que ele diz (Mateus 15.8). Não diga que Deus é tudo pra você, se você não conhece nada dos Seus atributos, não observa Seus preceitos, nem tampouco se esforça pra conhecer e obedecê-lo. Não diga que não consegue viver sem Deus se você não se dedica à comunhão com Ele. Ou se tudo isso está apenas em seu intelecto e não no seu coração. Não diga isso para a vergonha do Evangelho. (Romanos 2.24)

Não use a desculpa de que “sou jovem” para sua falta de comprometimento com a Palavra e com Deus; para colocar em seus cultos de coisas bizarras, entretenimento, coisas ridículas; para pegar coisas mundanas e encher seus cultos. Não é isso que o Senhor pede de nós, não é este o culto ao Senhor. Porque queremos dar tais coisas a Ele? Queremos fazer um culto segundo o mundo ou um culto segundo Deus? É de partir o coração quando vemos uma igreja querendo imitar o mundo para atrair jovens... E ninguém querendo imitar a Igreja. E nessa história toda, poucos são os que querem imitar a Cristo.

É triste ver pessoas que dizem ser geração radical, loucos por Jesus, adoradores extravagantes, quando dedicam tão pouco tempo em comunhão e em serviço ao Senhor, quando ainda não se humilharam diante de Deus, quando conhecem e obedecem tão pouco da Sua Palavra. Esta é a geração jovem que muitas vezes lotam os “shows gospels”, mas não estão presentes em reuniões de oração ou em culto de doutrina. Muitos destes usam a igreja como apenas ponto de “encontro da galera”, diversão, passatempo e não como casa de oração, lugar de encontrar seus irmãos para em comunhão adorarem a Deus e aprender da Sua Palavra.

É uma geração que acha que por estarem na igreja, por participarem dos cultos, por estarem no louvor, ou em algum grupo específico, por irem ao acampamento ou ao retiro, acham que está tudo bem. Não se engane com isso e converta-se ao Senhor e busque de todo coração. E queira deixar a vida de criança para viver uma vida cristã madura. Este não é um alerta apenas pra você, mas pra mim também!

Este não é um convite para que você seja uma pessoa impecável, nem tampouco para pessoas fortes demais em si mesmas. Mas um convite para pecadores como eu, que eram rebeldes contra Deus, destinados à morte eterna, mas que foram achados por Cristo e buscam uma vida transformada a ponto de que nem o pecado, nem sua fraqueza serão suficientes para lhe parar no seu comprometimento e busca por Cristo e por ser parecido com ele.

Eu sei que em meio a essa turbulência toda, em uma geração tão difícil, há também aqueles que se comprometeram em


honrar a Deus com suas vidas. Meu desejo profundo é que vocês nunca desistam, mas que sejam moldados à imagem de Cristo - no sofrimento, na provação, na perseverança, em tudo que ele passou e nos ensinou. Queira deixar seu legado no meio desta geração. Mais do que relevantes aos olhos dos outros, importa que sejamos encontrados fiéis ao nosso Senhor.

Isto não é um clamor por uma vida legalista, mas um clamor por uma vida de amor e dedicação ao Senhor!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson    


Adaptado do texto de Willy Menezes

sexta-feira, 10 de abril de 2015

- SALVO DE QUÊ?

                                 

             



Certa vez, fui confrontando por um jovem na Filadélfia que me perguntou: “Você está salvo?” Minha resposta para ele foi: “Salvo de quê?”. Ele foi pego de surpresa com a minha pergunta. Obviamente, ele não tinha pensado muito sobre o significado da questão que estava perguntando. Certamente eu não estava salvo de ser interrompido na rua e abordado com a pergunta: “Você está salvo?”.

A questão de ser salvo é a questão suprema da Bíblia. O assunto das Sagradas Escrituras é o tema da salvação. Jesus, em sua concepção no ventre de Maria, é anunciado como o Salvador. Salvador e salvação caminham juntos. O papel do Salvador é salvar.

Perguntamos novamente: Salvo de quê? O significado bíblico de salvação é amplo e variado. Na forma mais simples, o verbo salvar significa “resgatar de uma situação perigosa ou ameaçadora”. Quando Israel escapa da derrota nas mãos de seus inimigos no campo de batalha, ele se diz salvo. Quando as pessoas se recuperam de uma doença com risco de vida, elas experimentam salvação. Quando a colheita é resgatada de praga ou seca, o resultado é a salvação.

Usamos a palavra salvação de uma maneira similar. Diz-se que um boxeador foi ”salvo pelo gongo” se o round termina antes do árbitro iniciar a contagem. Salvação significa ser resgatado de alguma calamidade. No entanto, a Bíblia usa o termo salvação em um sentido específico para se referir à nossa redenção definitiva do pecado e à reconciliação com Deus. Neste sentido, a salvação é da calamidade final – o juízo de Deus. A salvação final é realizada por Cristo, “que nos livra da ira vindoura” (1Ts 1.10).

A Bíblia anuncia claramente que haverá um dia de julgamento, em que todos os seres humanos serão responsabilizados diante do tribunal de Deus. Para muitos, esse “dia do Senhor” será um dia de trevas, sem luz. Esse será o dia em que Deus vai derramar sua ira contra os ímpios e impenitentes. Será o holocausto final, a hora mais escura, a pior calamidade da história humana. Ser liberto da ira de Deus, que muito certamente virá sobre o mundo, é a salvação definitiva. Esta é a operação de resgate que Cristo executa para o seu povo, como seu salvador.

A Bíblia usa o termo salvação não só em muitos sentidos, mas em muitos tempos. O verbo salvar aparece em praticamente todos os possíveis tempos da língua grega. Há o sentido de que fomos salvos (desde a fundação do mundo); estávamos sendo salvos (pela obra de Deus na história); somos salvos (por estar em um estado justificado); estamos sendo salvos (por estarmos sendo santificados ou tornado santos) e seremos salvos (por experimentar a consumação da nossa redenção no céu). A Bíblia fala da salvação em termos de passado, presente e futuro.

Às vezes, nós igualamos a nossa salvação presente com a nossa justificação. Em outros momentos, vemos a justificação como um passo específico na ordem total ou plano de salvação.

Por fim, é importante notar outro aspecto central do conceito bíblico de salvação. A salvação é do Senhor. Salvação não é uma iniciativa humana. Os seres humanos não podem se salvar. A salvação é uma obra divina, que é realizada e aplicada por Deus. Somos salvos pelo Senhor e do Senhor. É ele quem nos salva da sua própria ira.




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Escrito por: R. C. SPROUL                                                                 Traduzido por Annelise Schulz


segunda-feira, 30 de março de 2015

- ANARQUISTAS NA IGREJA!

"Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente "sem governo", isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída."

Submissão é coisa rara nos dias atuais. As pessoas estão cada vez mais donas de seus narizes e não querem se submeter à autoridade de quem quer que seja. Mas quando elas estão em função de liderança – aí sim – todos devem obedecer aos seus comandos. Suas ideias são as melhores e tudo que fazem é belo e irretocável.

Na igreja não é diferente. Aumenta a cada dia o número de crentes que não se sujeitam aos líderes e pensam que estão certos (verdadeiros anarquistas). Não respeitam pastores, verberam contra a liderança e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel”, argumentam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme, segura, de militarista. Alguém chegou a me dizer o seguinte: 



“...a expressão "PASTOR" (Usada para se referir a um ministro do Espírito Santo) é só uma maneira carinhosa de chamar o ministro...” “... Jesus Cristo é o Único bom Pastor!
O resto são homens imperfeitos como toda ovelha...”

Entretanto, vemos na Bíblia que o próprio Deus prioriza e hierarquiza. Ele — que podia ter formado todas as coisas com uma única palavra — fez questão de formar tudo a seu tempo, dia a dia (Gn 1). O Senhor também pôs em ordem as tribos de Israel (Nm 2), pois o nosso Deus é um Deus de ordem (1 Co 14.40).

De acordo com 1 Coríntios 12.28, há uma hierarquização dos dons e ministérios — estabelecida por Deus, é evidente. Ela existe, não para que um portador de certo dom e ministério se considere superior aos outros, e sim para que haja ordem na casa do Senhor.

Deus pôs na igreja “primeiramente apóstolos” (1 Co 12.28; Ef 4.11). Apóstolo quer dizer: o que é enviado, o que vai a frente, que prepara alicerces. Os que andaram com Jesus, que aprenderam com Ele, que pregaram a Palavra de maneira incessante, fundaram e orientaram igrejas e pagaram com a própria vida para que nós, nos dias atuais sejamos discípulos desse mesmo Jesus!

O texto de 1 Coríntios 12.28 afirma, ainda, que Deus pôs na igreja “em segundo lugar, profetas, mencionados — na mesma posição, depois dos apóstolos — em Efésios 4.11. Não confunda esses profetas com os crentes que falam em profecia nos cultos, também chamados de profetas em 1 Coríntios 14.29. O ministério profético neotestamentário é formado por pregadores (pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas.

Em seguida, a Palavra do Senhor, em 1 Coríntios 12.28, assevera: em terceiro, doutores. Veja como essa hierarquização ocorria na igreja de Antioquia da Síria: “havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo” (At 13.1). Nesse caso, os doutores, que atuam juntamente com os profetas, são ensinadores da Palavra de Deus.

Há casos, como o de Paulo, em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor) se intercambiam (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista certamente fazem parte dos três escalões mencionados em 1 Coríntios 12.28, posto que são títulos relacionados com a liderança maior da igreja.

Finalmente, em 1 Coríntios 12.28, está escrito: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. Milagres só vêm depois de apóstolos, profetas e doutores? Isso mesmo. Na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais prioritário que os milagres, haja vista serem estes o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.17). Observe que João Batista foi considerado por Jesus o maior profeta dentre os nascidos de mulher, mesmo sem ter realizado sinal algum (Jo 10.41).

Se não houver hierarquia nas igrejas, para que servirão os cargos e funções? Qualquer pessoa, dizendo-se usada por Deus, poderá mandar no pastor. Aliás, isso estava acontecendo na igreja de Tiatira, e o próprio Senhor Jesus repreendeu o obreiro frouxo que não estava exercendo a liderança que recebera do Senhor (Ap 2.20).

Deus é Deus de ordem!

O princípio divino da hierarquização aparece em várias outras passagens neotestamentárias. Em 1 Coríntios 14.26, vemos que, no culto coletivo a Deus, deve haver ordem. Quanto à ressurreição, está escrito: “Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15.23). E, no Arrebatamento, tal princípio também será aplicado: “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1 Ts 4.17).

Observe que no cap. 2 do Apocalipse, nas cartas às sete igrejas da Ásia Menor, o Senhor fala ao “ANJO DA IGREJA”, (o pastor). Ele não fala ao diácono, ao ministro de louvor, ao líder desse ou daquele departamento; Ele fala com o responsável, àquele que foi incumbido de prestar contas junto a Ele sobre os erros e acertos da igreja.

Muitos pregadores têm dito: “Deus nos quer por inteiro: corpo, alma e espírito”. Mas a Bíblia afirma em 1 Tessalonicenses 5.23: “e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa ordem mostra que a obra santificadora do Espírito Santo ocorre de dentro para fora, e não de fora para dentro.

Precisamos ser zelosos para não permitir que atitudes contrárias à Palavra de Deus venham permear as entranhas da Igreja. Assim como na política a Igreja está sendo invadida pela anarquia: todos pensam e agem de acordo com o sabem e querem sem se reportar a uma autoridade, visto que todo anarquista é seu próprio líder.

Vigiai e orai!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


sexta-feira, 20 de março de 2015

- VIRANDO OS HOLOFOTES!

Janot pede fim de obrigatoriedade da Bíblia em escolas e bibliotecas públicas.


Procurador-geral da República alega que leis estaduais do RJ, RN, AM e MS ofendem o princípio da laicidade, previsto na Constituição Federal
- O ESTADÃO
Em meio ao fogo cerrado da maior investigação sobre corrupção no País, em que mira 50 políticos, entre deputados, senadores, governadores sob suspeita de envolvimento com as propinas na Petrobras, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encontrou tempo e disposição para agir em outra área.

Perante o Supremo Tribunal Federal (STF) Janot ajuizou nesta quinta-feira, 12 de março de 2015, quatro ações diretas de inconstitucionalidade que questionam leis estaduais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, de Mato Grosso do Sul e do Amazonas sobre a inclusão obrigatória da bíblia no acervo das bibliotecas e escolas públicas. Janot também propôs uma ação contra legislação de Rondônia que oficializa no Estado o livro como publicação-base de ‘fonte doutrinária para fundamentar princípios, usos e costumes de comunidades, igrejas e grupos’.

“O Estado de Rondônia não se restringiu a reconhecer o exercício de direitos fundamentais a cidadãos religiosos, chegando ao ponto de oficializar naquele ente da federação livro religioso adotado por crenças específicas, especialmente as de origem cristã, em contrariedade ao seu dever de não adotar, não se identificar, não tornar oficial nem promover visões de mundo de ordem religiosa, moral, ética ou filosófica”, afirma Janot.

Nas ações do RJ, RN, AM e de MS, o procurador alega que as leis ofendem o princípio da laicidade estatal, previsto na Constituição Federal. A legislação prevê que é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, manter subsídios, atrapalhar o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, a colaboração de interesse público.

Segundo Janot, se por um lado os cidadãos detêm liberdades individuais que lhes asseguram o direito de divulgarem publicamente suas crenças religiosas, por outro, o Estado não pode adotar, manter nem fazer proselitismo de qualquer crença específica.

“O princípio da laicidade lhe impede de fazer, por atos administrativos, legislativos ou judiciais, juízos sobre o grau de correção e verdade de uma crença, ou de conceder tratamentos privilegiados de uma religiosidade em detrimento de outras”, alega o procurador.

Ele aponta que, além de impedido de adotar ou professar crenças, o Estado encontra-se impossibilitado de intervir sobre aspectos internos de doutrinas religiosas.

“Seu dever com relação aos cidadãos, nessa seara, é o de apenas garantir a todos, independentemente do credo, o exercício dos direitos à liberdade de expressão, de pensamento e de crença, de forma livre, igual e imparcial, sendo vedada, em razão da laicidade, que conceda privilégios ou prestígios injustificados a determinadas religiões”, argumenta.

Na avaliação de Rodrigo Janot, ao obrigar a inclusão da Bíblia em escolas ou bibliotecas públicas, os quatro estados fizeram juízo de valor sobre livro religioso adotado por crenças específicas, considerando fundamental, obrigatória e indispensável sua presença naqueles espaços. “Contudo, incumbe aos particulares, e não ao Estado, a promoção de livros adotados por religiões específicas”, sustenta.

O procurador-geral da República destaca que seu interesse é “unicamente proteger o princípio constitucional da laicidade estatal”, de modo a impedir que os estados promovam ou incentivem crenças religiosas específicas em detrimento de outras, sempre se resguardando, por outro lado, os direitos dos cidadãos de assim procederem, em decorrência do exercício das liberdades de expressão, de consciência e de crença.

VEJA AS LEIS DE CADA ESTADO

Rio de Janeiro

A Lei fluminense 5.998/2011 torna obrigatória a manutenção de exemplares da Bíblia nas bibliotecas situadas no estado, impondo multa em caso de descumprimento, é o alvo da (AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE) ADI 5248.

Rio Grande do Norte

Na ADI 5255, Rodrigo Janot pede a declaração de inconstitucionalidade da Lei potiguar 8.415/2003, a qual determina a inclusão no acervo de todas as bibliotecas públicas do estado de, pelo menos, dez exemplares da Bíblia Sagrada, sendo quatro delas em linguagem braile.

Mato Grosso do Sul

Os artigos 1º, 2º e 4º da Lei sul-mato-grossense 2.902/2004, que tornam obrigatória a manutenção, mediante custeio pelos cofres públicos, de ao menos um exemplar da Bíblia Sagrada nas unidades escolares e nas bibliotecas públicas estaduais, são o alvo da ADI 5256.

Amazonas

Na ADI 5258, o procurador-geral da República requer a inconstitucionalidade dos artigos 1º, 2º e 4º da Lei Promulgada amazonense 74/2010, os quais obrigam a manutenção de ao menos um exemplar da Bíblia Sagrada nas escolas e bibliotecas públicas estaduais.

Rondônia

Os artigos 1º e 2º da Lei rondoniense 1.864/2008 são questionados na ADI 5257. O primeiro oficializa no estado a Bíblia Sagrada como livro-base de fonte doutrinária para fundamentar princípios, usos e costumes de comunidades, igrejas e grupos. Já o segundo estabelece que essas sociedades poderão utilizar a Bíblia como base de suas decisões e atividades afins (sociais, morais e espirituais), com pleno reconhecimento no Estado de Rondônia, aplicadas aos seus membros e a quem requerer usar os seus serviços ou vincular-se de alguma forma às referidas instituições.

* Em meio a tantas celeumas envolvendo o dinheiro do povo brasileiro, me parece que o Senhor Procurador Geral da República Rodrigo Janot tem preocupações mais urgentes. Vem-me uma desconfiança de que se faz necessário o desvio da atenção popular, a consguinte retirada dos holofotes do petrolão, criando com essas ADI’s (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) uma cortina de fumaça, pois fatalmente a cristandade se levantará contrariamente, criando uma discussão, que determinará o possível esquecimento momentâneo, transferindo as atenções para outra direção, dando, assim, tempo para que decisões importantes passem despercebidas e, é grande a possibilidade de ser mais uma vez aberta a pizzaria do Congresso Nacional.

Tudo isso não passa de mais uma jogada política sob a batuta do PT.

(* GRIFUS NOSSOS)





Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...