terça-feira, 14 de julho de 2015

- UNI DUNI TÊ OU URIM TUMIM?





Uni Duni tê é um termo usado pelas crianças, geralmente para definir alguma escolha entre várias opções. Ninguém sabe seu significado; é uma “parlenda”. Curiosamente a palavra não vem de qualquer lenda, mas dos termos "parlar" ou "parlengar", que significam "tagarelar". Tudo isso para significar nada ou "um palavreado vazio". Por isso que ninguém sabe. Nas parlendas o sentido não importa. O que conta mais é seu jeitinho doido, repetido de geração a geração.

Já o Urim e Tumim de acordo com a visão judaica, remontam ao Sumo Sacerdote de Israel. A placa peitoral que utilizava era dobrada ao meio, formando um bolso onde ficava um pergaminho contendo o nome de Deus. Este nome fazia com que certas letras gravadas sobre as pedras preciosas acendessem de acordo com as questões perguntadas. Aquele que desejava uma resposta (e apenas questões de relevância dentro da comunidade israelita poderiam ser perguntadas) ia ao sumo sacerdote. Este se virava para a Arca da Aliança, e o inquiridor de pé atrás do sumo sacerdote fazia a pergunta em voz baixa. O sumo sacerdote, olhando para as letras que se acendiam , era inspirado para decifrar a resposta de Deus. A tradição é unânime ao afirmar que foram utilizados até a destruição do Primeiro Templo, quando pararam de funcionar. O Urim e Tumim era um dos cinco utensílios que faltavam no Segundo Templo de Jerusalém. Flávio Josefo, no entanto, diz que o oráculo estava silencioso "200 anos antes do seu tempo", ou seja, a partir dos dias de João Hircano, o que significa que Urim e Tumim teriam sido utilizados até os tempos dos Macabeus. Os mestres talmudistas, no entanto, nunca haviam visto Urim e Tumim, que consideravam como o nome de Deus escrito no peitoral do Sumo Sacerdote.

Geralmente os cristãos creem que Urim e Tumim sejam duas pedras colocadas no peitoral do Sumo Sacerdote de Israel, contendo em uma face resposta positiva e em outro, resposta negativa. Fazendo-se a pergunta, jogavam-se as pedras, e de acordo com os lados que caíssem era confirmado uma resposta negativa, positiva ou sem resultados.
Pois bem, dadas as devidas explicações vamos ao que define o nosso artigo.

Há tantos tipos de igrejas quanto de pastores e membros. Se você estivesse à procura de uma para se tornar membro, sobre qual delas cairia a sua escolha? Quais seriam os critérios que você usaria para fazer a sua seleção? Tomei a liberdade de dividi-las em três grandes grupos, apenas para facilitar a sua visualização do “mercado religioso” nacional.

A.
As do ‘grupo A’ são as que atraem por dois fortes apelos: bem-estar e espetáculo. Sob uma ênfase pragmática simples – os homens têm muitos problemas e queremos dar solução à todos eles – elas oferecem solução apropriada para cada caso, com rituais específicos em dias específicos, os quais, garantem eles, vão aplacar a ira dos espíritos malditos e desembaraçar as tramas infernais, tecidas inteligentemente para a destruição do matrimônio, da saúde e das finanças das pessoas. Dentro deste mesmo grupo, adeptas da teologia do bem-estar, também estão aquelas igrejas que capricham no cenário do espetáculo, oferecendo experiências muito semelhantes a qualquer uma das oferecidas pelos inúmeros teatros da broadway: euforia e doses maciças de endorfina. Nesse ambiente, a audiência grita, berra, pula, canta, mesmo sem saber o que está cantando, pois tudo o que se busca não é culto racional, o alvo é a sensação.

B.
As do ‘grupo B’ são as que fascinam pelo misticismo. Visões, arrebatamentos de sentidos, quedas, risos, choros, açulamento emocional, e uma forte personalidade por trás de um microfone (ou sem ele), impondo autoridade pelo volume da voz e de afirmações sobre a presença de seres celestiais e infernais, em batalhas violentas entre o bem e o mal, que certamente imporiam a J. K. Rowling e seu personagem Harry Potter o lugar de figurantes. Igrejas deste grupo fazem muito sucesso num país cuja religiosidade foi formada em torno de ocas e senzalas.

A + B
Outro detalhe, digno de um parágrafo exclusivo, que une as igrejas do grupo ‘A’ e ‘B’, é o forte apelo financeiro por trás dos seus serviços. Para elas, dinheiro é artefato de culto, por isso, dedicam um tempo considerável construindo argumentos e mecanismos para arrancar o máximo dos seus adeptos, também fascinados com os lucros que a divindade poderá lhes dar dos seus ‘investimentos’. Em seus ambientes vende-se de tudo e seus pastores mais parecem com mascates do que com embaixadores.

C.
Finalmente, as do ‘grupo C’, comprometidas com a reflexão sobre o texto sagrado, e totalmente desvinculadas da máxima romana de que o povo necessita de pão e circo, oferecem um ambiente mais devocional, cânticos contextualizados com a fé, e uma séria dedicação pastoral associada ao serviço e ao ensino. Tais igrejas, não comovem pelo espetáculo mas por sua seriedade e respeito aos seus membros. Elas também falam em dinheiro, dízimos e ofertas, não como artefatos de culto, mas como um instrumento de sustento da proclamação da verdade.

Que tipo de igreja você quer? É só escolher.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



Adaptado do texto de Weber Chagas do Blog Abertos para a Reforma.

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