quarta-feira, 31 de outubro de 2012

- A SENHA - COMO VOCÊ ESTÁ FALANDO POR AÍ?


Juízes 12:1-7

1 - ENTÃO se convocaram os homens de Efraim, e passaram para o norte, e disseram a Jefté: Por que passaste a combater contra os filhos de Amom, e não nos chamaste para ir contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo. 2 - E Jefté lhes disse: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom; e chamei-vos, e não me livrastes da sua mão; 3 - E, vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida, e passei contra os filhos de Amom, e o SENHOR os entregou nas nossas mãos; por que, pois, subistes vós hoje, para combater contra mim? 4 - E ajuntou Jefté a todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim; e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este dissera-lhe: Fugitivos sois de Efraim, vós gileaditas que habitais entre Efraim e Manassés, 5 - Porque tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e sucedeu que, quando algum dos fugitivos de Efraim dizia: Deixai-me passar; então os gileaditas perguntavam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não, 6 - Então lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete; porque não o podia pronunciar bem; então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil. 7 - E Jefté julgou a Israel seis anos; e Jefté, o gileadita, faleceu, e foi sepultado numa das cidades de Gileade.

A História Bíblica, como acabamos de ler, relata o confronto entre Jefté, general de Gileade contra o exército de Efraim. O motivo desta desavença teria surgido do fato de não serem convidados os homens de Efraim, para participarem do conflito contra os filhos de Amon, lembrando que os vencedores, nesta época, costumavam levar os ricos despojos de guerra dos vencidos. Jefté, vitorioso no combate resolveu para garantir a total derrota do exército de Efraim, guardar as passagens do rio Jordão, por onde tentariam os fugitivos retornarem a suas terras. A semelhança entre os povos daquela região dificultava esta vigilância, foi então que, Jefté utilizando-se da variação linguística, armou um meio de acabar de uma vez por todas com o exército de Efraim. Assim sendo, todos que por ali passavam eram imediatamente indagados a repetirem uma palavra.

A palavra escolhida foi SCHIBOLET, pois os Efraimitas pronunciavam a consoante S, num som mais sibilado, saindo então SIBOLET, dessa feita, os Efraimitas prejudicados por sua diferença de pronúncia, ao repetirem a palavra, eram então rapidamente identificados e degolados.
Como a palavra Shibolet resultou uma senha segura, o rei Salomão a usou, posteriormente, como palavra de passe para os seus companheiros.

Xibolete (do hebreu, שבולת‎) é uma peculiaridade de pronúncia que serve para identificar um determinado grupo linguístico, funcionando praticamente como um tipo de senha linguística.

História

Este vocábulo é a transliteração de um vocábulo hebraico que é traduzido por alguns como "espiga de grãos" e por outros como "torrente de água".

Esse uso da linguagem para diferenciar grupos humanos é difundido mundialmente e, geralmente, para atuar de forma hostil contra aqueles que são reconhecidos como sendo pertencentes a grupos diferentes. Durante o massacre das Vésperas Sicilianas, no séc. XIV, os franceses eram reconhecidos pela forma como pronunciavam ciceri, uma espécie de ervilha seca. Durante as revoluções de 1893 e de 1923, no Sul do Brasil, os uruguaios eram identificados fazendo-os pronunciarem a letra J ou pauzinhos, que eles pronunciavam, respectivamente, como: /shôta/ ou /paucinhos/.

Ampliação do termo

Atualmente, o termo teve seu significado ampliado, podendo indicar também o reconhecimento de um hábito ou uma característica distinta, que permita reconhecer que o indivíduo pertence a um grupo distinto. É importante notar que o termo não se confunde com sotaque ou regionalismo, mas está a eles relacionado.

A forma xibolete é registrada no Aurélio XXI e no Grande Manual de Ortografia, de Celso Pedro Luft. O termo também pode ser escrito como xibolé ou xibolê. Em inglês e francês é escrito shibboleth.

A terminação "ão" é o principal xibolete do português e os estrangeiros têm muita dificuldade em pronunciá-la.

Aí você me pergunta: aonde o pastor quer chegar com isso?

Já te respondo:

A linguagem usada por muitos cristãos nos dias de hoje já não se pode dizer que seja algo condizente com a condição de um verdadeiro servo de Deus. Há algum tempo atrás, eu ainda não era pastor, era ministro de música de uma igreja batista e com a devida autorização pastoral, foi necessário chamar à disciplina um grupo musical da igreja, pois as atitudes dos integrantes não estavam de acordo com o que o senhor Jesus nos expõe no texto sagrado.

Ao serem avisados de que a igreja esperava uma mudança de comportamento ou do contrário o grupo estaria suspenso, o que ouvi foi uma série de palavras de baixo calão de um dos integrantes e quando indagado sobre tal linguajar tão chulo para um jovem cristão, veio a seguinte resposta: “o que eu sou no mundo eu sou aqui dentro da igreja” e, só me coube fazer a pergunta: “você não acha que a situação deveria ser exatamente o contrário?

Em fim; se fosse, nos dias de hoje utilizado a senha shibboleth muitos cristãos seriam degolados “às margens do Jordão”. Está cada dia mais complicado ver que homens e mulheres de deus têm um palavriado incondizente com o seu relacionamento com Deus. A igreja tem se contextualizado com o mundão, em pensamentos, atitudes e principalmente palavras.

Conversamos com um ímpio e com um cristão e não notamos qualquer diferença, os cristãos estão falando “sibolet” ao invés de shibboleth e quando advertidos dizem: “isso não tem nada a ver”.

Atitudes como essas trazem os hábitos e costumes mundanos para o convívio da igreja, não permitindo que a igreja cumpra seu papel transformador, pois ela mesma está sendo modificada pelo mundo ao invés de transformá-lo.

Irmãos fiquem atentos à senha, usemos as palavras certas na hora certa e da forma certa para que o Senhor Deus continue a nos preservar, pois fomos criados para o louvor da Sua glória e, as nossas ações demonstram se queremos ou não dar louvor ao Senhor, por isso ele mandou Jesus para nos salvar do castigo eterno. Não esqueça: a forma como falamos pode dizer quem somos e a que povo pertencemos!
Presta atenção galera!


Um abraço no seu coração
Fique na graça e na paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

 

Um comentário:

Anônimo disse...

Pastor a Paz........
Gostei muito do texto, concordo que hoje alguns de nossos irmãos tem pronunciado um som meio estranho e que parece diferente do que a bíblia fala, se observarmos I Cor. 14-8 veremos que tem muita gente dando som de trombeta incerto, e com isso não tem se preparado para a batalha, estejamos atentos para quais os sons que temos pronunciado.
Pr. Gilberto Junior