quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

- AOS NOSSOS “AMIGOS” E CRÍTICOS ANÔNIMOS!


Sempre que postamos alguma matéria mais contundente, mais confrontadora, surgem diversos comentários. Alguns favoráveis, outros mais ácidos e muitos absurdamente desconectados com o próprio texto. Dentre esses, destaco aqueles que, "protegidos" sob a máscara do anonimato (a coragem dos covardes), destilam todo o ódio teológico típico da mentalidade talibã dos legalistas.

Em sua maioria, esses gladiadores anônimos da verborréia teológica usam sempre a mesma arma: comparação! "Quantas almas vocês já ganharam?" É como se o reino de Deus fosse reduzido às estratégias de marketing das grandes empresas: quem ganha mais é quem produz mais! Esse evangelicalismo da produtividade confunde o reino com uma competição barata, onde os supostamente mais aptos (a velha lei do mais forte) sempre vencem.

"Por que, ao invés de criticar, vocês não evangelizam?" Simples! Porque não é qualquer tipo de pregação que pode ser, de fato, evangelização. Evangelizar não é pregar uma teologia (seja ela qual for), mas o puro e simples Evangelho da Graça. Nesse Evangelho da Graça, é a essência que conta, não a evidência. É o miolo, não a casca. É a Graça, não a Lei. O que Jesus mais fez em sua estadia por aqui foi CRITICAR pesadamente os fariseus e sua teologia do "eu faço mais do que você".

"Cuidado! Deus vai cobrar de vocês" É a maldade teológica. A teologia da retribuição. É a Guantánamo da teologia. Estranho essa veia bélica dos que se dizem evangélicos, mas não amam como Jesus. É uma teologia da ira, da irritabilidade: "quebra, mata, arrasa, pesa tua mão", uma espiritualidade da destruição. E o pior é que nessa destruição tenta-se legitimar uma santidade: "Vocês vão ver o quanto somos santos quando Deus detonar vocês". Ou seja, uma santidade que só se legitima na desgraça alheia. Se esse fosse o Jesus do Novo Testamento, não teria sobrado um único romano pra contar a história.

Louvo a Deus pelo fato magistral de a Bíblia não legitimar uma prática da comparação. Assim como não há como comparar a glória por vir, também não há como comparar níveis de santidade a partir de contabilidades eclesiásticas da culpa. Graças a Deus que, em Cristo, estamos livres da tentativa de agradar, livres para um amor que não é escravo dos números, nem dos bancos de dados das al-qaedas divinas.

Quer comparar? Experimente servir a Deus sem as neuroses legalistas e as invencionices dos falsos mestres... Não há comparação!



Um abraço no seu coração!
Graça e Paz!
Pr. William Thompson


Texto adaptado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

- ANO NOVO: ALGUÉM TEM ALGUMA IDEIA?


Todos os anos é a mesma coisa. Os líderes eclesiásticos anunciam a "palavra profética" que guiará seus ministérios durante o decorrer do novo ano. Geralmente são frases de efeito tais como "Ano da Dupla Honra", "Ano da Conquista", "Ano da Multiplicação", "Ano da Restituição", Ano Disso, Ano Daquilo etc.

Eles bem que poderiam ser um pouco mais criativos, lançando frases como "Ano da Humildade","Ano do Amor ao próximo", ou "Ano do Perdão", e admitir que não se trata de palavras proféticas, mas tão-somente de slogans cujo objetivo é atrair o interesse das pessoas para os seus ministérios. Tudo não passa de marketing.

Mas quem se sentiria atraído por tais slogans? Quem está interessado em servir ao semelhante, perdoar os inimigos, andar humildemente? Todos querem mesmo é ter suas necessidades supridas, seus desejos saciados, seus sonhos realizados.

Enquanto isso, entidades seculares lançam campanhas de conscientização contra o racismo, a corrupção, a devastação do meio-ambiente, etc. A Igreja Católica, por sua vez, lança campanhas falando de solidariedade, fraternidade e até de ecologia.

Se a igreja evangélica não der uma guinada de 180 graus, vai acabar perdendo o pouco que lhe resta de credibilidade e pertinência.

O fato é que, tornamo-nos agremiações religiosas anacrônicas, centradas em seu próprio umbigo, indiferentes às demandas da sociedade. Só damos a cara a tapa quando o assunto é de ordem moral, como o homossexualismo. Não estamos preocupados com a corrupção crônica de nossa sociedade, nem com questões éticas e sociais. Nossas marchas são sempre com a intenção de demonstrarmos nosso capital político, a fim de barganharmos com os poderes constituídos. Não somos boca para os mudos, nem mãos estendidas para os excluídos.

As igrejas deixaram de ser voz profética em favor do oprimido, para tornarem-se franquias de ministérios megalomaníacos, cuja mensagem é pasteurizada, os cultos padronizados, e os obreiros (cópias fiéis de seus líderes) produzidos em série numa escala industrial. Por isso, sucursais (não congregações) pipocam a dois por um em todo território nacional.

O mundo nos menospreza, e não sem razão. Deveríamos nos envergonhar desse triunfalismo infantil e barato, voltando-nos para fora de nós mesmos, isso é, na direção do outro, de suas necessidades, de seus questionamentos.

Em Sua primeira aparição pública após o batismo, Jesus escolheu uma passagem das Escrituras e leu-a em plena sinagoga, usando-a como anúncio de intenção do Seu ministério:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres. Enviou-me para proclamar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, para libertar os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor." Lucas 4:18-19

Infelizmente, fazemos uma leitura espiritualizada desta passagem, perdendo sua essência subversiva e revolucionária. Os pobres em questão não eram pobres espirituais, e sim vítimas daquele sistema corroído pela injustiça romana. Além de pobres, Jesus também os chama de cativos, cegos e oprimidos. Aquele era o anúncio da chegada de um novo tempo, chamado de "Ano aceitável do Senhor". Tratava-se da proclamação da chegada do Reino de Deus, em que vigoraria a graça, e que priorizaria os excluídos e marginalizados pelo sistema.

Acabando de ler essa passagem, Jesus "fechando o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Os olhos de todos na sinagoga estavam direcionados para ele. Então começou a dizer: Hoje se cumpriu esta Escritura que acabastes de ouvir" (vv.20-21).

Aquele "ano aceitável" ainda não terminou. Independentemente do calendário a que estamos submetidos, aquela palavra não perdeu sua vigência. É sob ela que a igreja cristã deve avançar, ignorando agendas políticas e ideológicas, e promovendo a subversão reinista.*

O problema não é adotarmos slogans, lemas anuais, ou coisa parecida. O problema é perdermos o foco, voltando-nos para nossos projetos pessoais em detrimento do projeto do Reino. A escolha soberana de Deus não deve ser vista apenas como um privilégio, mas como um voto de confiança. Porém, para nós, este não é o "Ano dos Escolhidos" ou coisa parecida. Mas continua sendo o "Ano aceitável do Senhor".

Espero que esta reflexão contribua para o amadurecimento da igreja cristã no Brasil.

Tenham todos um 2013 surpreendente, repleto de amor, sinceridade, perdão, fidelidade, e todas as virtudes impressas em nosso caráter pelo Espírito da Graça.
* Reinista = alusão ao Reino de Deus






Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


Texto adaptado.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

- CASAR PRA QUÊ?!!


Com a desvalorização do casamento em nossa cultura, junto com a relativização dos valores morais e a tendência contra tudo aquilo que é estabelecido, muitos cristãos nutrem esta idéia curiosa de que a Bíblia não ensina o casamento, o qual se resume num acordo mútuo de duas pessoas viverem juntas. Pronto, estão casadas diante de Deus.

Com isto, não é pequeno o número de evangélicos que têm uma vida sexual ativa com o namorado/namorada.

Este post deve-se à repercussão de um outro publicado no dia 22 de novembro, gerando opiniões diversas, atingindo a colocação de segunda postagem mais lida do blog. O título é “CARTA A EVANGÉLICO QUE FAZ SEXO COM A NAMORADA”!

Vamos em frente:

Há alguns dias fiquei impressionado com uma estatística publicada em um site evangélico após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, havia nascido em lar evangélico e eram frequentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já havia praticado sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem é de setembro de 2002. Desconfio que os números sejam ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2012.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga "é proibido o sexo pré-marital" (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

"...nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações" (Dt 7.3).

"...Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa" (Gn 34.12).

"... e lhe dará uma jovem em casamento..." (Dn 11.17).

"... Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?" (Mt 9.15).

"... nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento" (Mt 24.38).

"... Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento" (Jo 2.1-2).

"... Estás livre de mulher? Não procures casamento" (1Cor 7.27).

"... Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento..." (1Tim 4.1-3).

"... Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem..." (Dt 22.13-14)

"... qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 5.32).

"... Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar" (Mt 19.10).

"... Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Cor 7.9).

"... Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca" (1Cor 7.28).

"... A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor" (1Cor 7.39).

"... ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (Jo 4.17-18).

"... alguém (o presbítero e/ou pastor) que seja irrepreensível, marido de uma só mulher..." (Tito 1.6).

"... quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido." (1Cor 7:1-2)

"... Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Heb 13.4).

"... que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação" (1Tes 4.4-7).


As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 4). Os argumentos do tipo, "quem casou Adão e Eva" demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: "O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis".

Os demais argumentos - "é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc." nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação (e vergonha na cara).

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de jovens e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. "A vingança pertence ao Senhor" (Rom 12.19).



Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

- VERDADE SEM AMOR OU AMOR SEM VERDADE! O QUE DÓI MAIS?


Um dos pontos que mais me chama a atenção no comportamento humano é a falta de coragem de se falar a verdade.
Sinceramente não compreendo por que temos a capacidade de falar e pensar de uma forma, porém, ao agir fazemos tudo diferente.
Levando ao campo das relações interpessoais então, é um desastre total.
Vez e outra ouço expressões como “Ah, é só uma mentirinha boba”,” Falei isso para não machucá-lo (a).”, “ Menti por necessidade”.
Será que realmente existe mentira boba? Que ao usá-la livraremos o outro do sofrimento?
Que há momentos em que dizê-la se faz imprescindível?
Por mais que eu tente, não consigo concordar com tais afirmações. Sigo a filosofia “Diga a verdade não importa as conseqüências”. Sempre fui assim e agora vejo o quanto é difícil encontrar pessoas que compartilhem desse mesmo pensamento. Não entendo por que muitos acreditam que dizendo uma mentira estará protegendo o outro de possível sofrimento. Na realidade não percebem que quando se conta uma “inverdade” estará somente abrindo um profundo abismo entre ele e a pessoa enganada.
Falar a verdade é tão simples e fácil. É lógico que às vezes ela machuca, provoca dores profundas, mas logo são sanadas. Já a mentira é um campo minado, cheia de obstáculos que ao ser descoberta a dor virá acompanhada de mágoa, desilusão, ódio e rancor.
Mentir é pior que trair, pois você priva o outro de viver uma real felicidade.
Sei que viver a verdade nua e crua é muito difícil. Eu vivencio isso. Mas, não há nada melhor do que termos a consciência tranqüila, de saber que apesar das dificuldades nossa vida é um jogo tão excitante que nos permite jogar de uma maneira livre e aberta.
Falando a verdade você tem: Liberdade de ação; segurança em poder olhar no olho do outro e expor o que pensa e sente; e adquire Confiança em si mesmo.
Mas, como vivemos em um mundo de aparências, onde por mais que você tente ser autêntico, verdadeiro, os outros não aceitam tal atitude. É mais conveniente aceitar uma mentira do que encarar a dura verdade.
Você deve saber que ao primar pela verdade você sempre será visto com certa desconfiança pelas pessoas que o cercam, não é fácil, é duro, mas cabe a você escolher o que é melhor para si.

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche

Nós lemos e estamos carecas (eu literalmente) de conhecer o texto de João 8:32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará, mas nos firmamos na vã filosofia de que existe uma tal verdade sem amor e que verdade sem amor é mentira! Eu julgo que isso é mentira, por que verdade é e sempre será verdade, seja qual for a circunstância. A mentira pode estar na má intenção de quem fala a verdade com segundas intenções. Por exemplo: um filho é adotivo, mas foi criado com todo amor e carinho sem saber de sua real situação biológica, vive feliz e isso é algo que nem de longe passa pela sua cabeça, mas um belo dia sua mãe entra numa demanda com uma vizinha que, por vingança resolve contar o que sabe ao rapaz que entra numa piração total e a gente pode imaginar o que advêm de uma situação dessas. A vizinha mentiu? Não!!! O que ela fez foi usar realmente a verdade sem amor, com intuito de vingança.

As nossas convicções nos levam a mentir em nome de um pseudo amor. Se o texto sagrado me diz que a verdade liberta por que as pessoas tentam transformar a verdade em algo vergonhoso, vexatório, dolorido. Será muito mais dolorido ao meu irmão saber que eu usei de uma mentira com a “intenção” de não fazê-lo sofrer. É sempre uma enorme hipocrisia quando alguém lança mão desse tipo de recurso “em nome do amor”! SE NÃO É CONVENIENTE DIZER A VERDADE, ENTÃO QUE SE FAÇA SILÊNCIO! Lembra daquele clichê que os celebrantes de casamento falavam (alguns ainda falam): “se alguém souber de alguma coisa que possa impedir este casamento que fale agora ou cale-se para sempre”!

Quando alguém lhe perguntar alguma coisa, seja sincero em sua resposta, só não use a sinceridade como arma camuflada de vingança, agressão ou escárnio. Às vezes, a verdade pode ser dura de ouvir, mas palavras amigas, amorosas e compreensivas tornam tudo mais fácil. A crítica, o julgamento e a recriminação são espelhos do que está oculto na alma de cada um. Não use o outro para descarregar suas frustrações, não se aproveite da fraqueza alheia para enaltecer o seu ego. Seja verdadeiro de uma forma digna, correta, com o único propósito de ajudar. E se você não encontrar nada de bom para dizer, simplesmente silencie. Não dizer nada é melhor do que ferir!

O amor pode morrer na verdade, a amizade na mentira.
Abel Bonnard


Verdade sem amor, amor sem verdade. Há alguns anos estava numa aula de neuro-linguística e a professora começou a relatar sobre uma jovem que era muito bonita e queria fazer cirurgias para mudar o seu rosto, o seu corpo e apesar de todos à sua volta dizerem que ela era linda, nada mudava seu intento, até que o cirurgião recomendou um psicólogo para fazer um acompanhamento, foi quando se descobriu que a jovem tinha raiva se ser bonita, pois havia sido vítima de um estupro e durante o ato o estuprador repetia que estava fazendo aquilo por que “ela era muito linda”. O fato de ela ser uma linda jovem não mudou, não se tornou uma mentira por não haver amor na forma com a qual o bandido lhe disse! Os traumas que acometeram a essa jovem talvez fossem menores se o bandido ficasse de boca fechada, tudo que ele dizia não passava de uma verdade hipócrita e nojenta.

PARA ENCERRAR:

“Seguindo a verdade em amor...” (Ef 4.15a). Uma frase curta que contém um desafio tão grande. O desafio de reconciliar o que nunca deveria ter sido separado.

Verdade e amor são duas faces da mesma moeda: o caráter de Deus. Não são dois guerreiros, um tentando vencer o outro. Ao contrário, são dois guias de uma mesma jornada que nos revelam a natureza de Deus e nos conduzem à sua maravilhosa presença, onde há plenitude de vida.

Em tempos de pós-modernidade, sofremos; confusos, com a falta de equilíbrio. Nossos traumas do passado nos convencem de que falar sobre uma verdade absoluta é desrespeitar o amor. Outros imaginam que a bandeira do amor não é uma luta tão digna quanto a corajosa imposição da verdade.

A verdade não passa de ideologia sem a aproximação misericordiosa do amor. O amor, por sua vez, se torna sentimentalismo sem a referência segura da verdade. “Verdade sem amor é legalismo. Amor sem verdade é hipocrisia”.

Como então conciliar as duas coisas? A resposta está no mesmo versículo: “…cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef. 4.15b). Cristo é tanto o exemplo do amor como a fonte da verdade. Sua autoridade divina personaliza tudo o que é digno. Seu sacrifício torna possível o horizonte inalcançável. Sua ressurreição anuncia um novo tempo e rasga o futuro, trazendo luz à escuridão das nossas dicotomias filosóficas. Crescer em Cristo é crescer na verdade e no amor.

Que o Espírito Santo nos ajude a caminhar juntos nesta jornada tão fascinante!


Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

- NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA.

Por que despertamos o ódio de tanta gente quando expomos a Verdade em contraposição dos métodos e estratégias usadas pela igreja atual? Basta um artigo sobre assuntos polêmicos como a famigerada teologia da prosperidade ou a terrível liberdade teológica, para que o ânimo de alguns se altere. Quando comentam em nossos artigos, em vez de exporem seus pensamentos com base nas Escrituras, preferem os ataques pessoais, tentando minar nossa credibilidade e pôr em xeque nossas motivações.

Por incrível que pareça, este não é um fenômeno recente. A igreja primitiva teve que lidar com as mesmas reações, ora por parte dos judeus, ora por parte dos gentios.

Um episódio que pode atestar o que estamos afirmando é o que lemos em Atos 19, e que nos mostra o efeito causado pela atuação do ministério de Paulo em Éfeso.

À medida que as pessoas iam se convertendo à Fé, elas abandonavam suas superstições e crendices. O texto diz que “muitos dos que tinham praticado artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos”(v.19). Até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer com o que é seu. Quer rasgar, queimar, quebrar, dar fim, o problema é dele. Mas alguém que assistia resolveu calcular o prejuízo. “Feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil moedas de prata”. Uau! Se Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, e isso já era uma quantia considerável, imagine o que representava uma quantia tão vultuosa: cinquenta mil moedas de prata!


Pra se ter uma ideia do montante, as trinta moedas recebidas por Judas foram suficientes para adquirir um campo. Isso significa que as 50 mil moedas de prata daria pra comprar cerca de 1666 campos! Tudo isso em livros. O mercado editorial de Éfeso entrou em colapso. Aquelas pessoas que dispuseram seus livros para a fogueira, jamais voltariam a consumir tal literatura.

Devemos estar cientes que a pregação do genuíno Evangelho sempre fere interesses. Alguém vai ter que arcar com o prejuízo.

Não bastasse a quebra do mercado editorial, sobrou também para a indústria religiosa.

O texto diz que “por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho. Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Ele os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem a nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram” (At.19:23-27).

Em outras palavras, a mensagem pregada por Paulo doía no bolso e ainda maculava a reputação deles, colocando-os em descrédito perante a opinião popular. Portanto, era uma questão que envolvia dinheiro e reputação, avareza e vaidade. Para disfarçar, eles alegavam que Diana, sua deusa, estava sendo ultrajada, dando assim um ar de piedade religiosa às suas reivindicações. Foi o suficiente para que houvesse uma manifestação popular. – Grande é Diana dos Efésios! Bradava a turba.

No fundo, no fundo, o que os incomodava não era o culto à deusa. Se o templo de Diana fosse reputado em nada, o que fariam os que viviam da venda de miniaturas dele? Imagine se convencêssemos as pessoas que a Arca da Aliança (tão em voga no meio evangélico hoje em dia) não passava de uma figura de Cristo, e que já não serve pra nada. O que fariam os pastores que distribuem miniaturas da Arca por uma oferta módica de 100 reais?

O que seria daquela cidade se o culto a Diana fosse exterminado? E os milhares de romeiros que vinham de todas as partes do mundo para ver de perto da imagem que, segundo o dogma, havia caído de Júpiter?

A pregação do Evangelho causou tamanho impacto que bagunçou o coreto daquela sociedade. Todos os esquemas foram desarmados. Era como se a correia dentada do motor que a mantinha em movimento se arrebentasse. De repente, todas as engrenagens pararam. Alguma providência tinha que ser tomada!

Tomaram dois dos companheiros de Paulo e os levaram ao teatro para apresentá-los à turba enfurecida. Paulo quis se apresentar, mas foi dissuadido por algumas autoridades que lhe eram simpáticas. No meio do tumulto, “uns clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso. A maioria não sabia por que se tinha reunido” (v.32). Eis o retrato fiel de um povo “Maria vai com as outras”, que só serve de massa de manobra nas mãos dos poderosos.

A maioria sequer sabia o que estava acontecendo. Mas não hesitavam em unir suas vozes aos demais em protesto gratuito e desprovido de sentido.

Quando Alexandre se apresentou diante do povo, acenando com a mão como quem queria apresentar uma defesa,“todos unanimemente levantaram a voz, clamando por quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios!” (v.34). Repare nisso: Diana era considerada deusa em todo o império romano. Mas em Éfeso, seu culto tomou um vulto inédito. Ela não era apenas “Diana”, e sim “Diana dos Efésios”. Algo parecido com o apego que muita gente tem à sua denominação. Cristo deixa de ser Cristo, para ser o “Cristo dos Batistas”, o “Cristo dos Presbiterianos”, o “Cristo dos Pentecostais”, o "Cristo dos Assembleianos", e assim por diante.

Finalmente, o escrivão da cidade (provavelmente um figurão da sociedade efésia), conseguiu apaziguar a multidão, dizendo: “Efésios, quem é que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente” (vv.35-36). Para tentar controlar o manifesto, o tal escrivão apelou ao dogma religioso. Dogma é aquilo que não se pode contestar. É tabu. Está acima do bem e do mal. Por isso, não se discute. É isso e tá acabado.

A igreja evangélica também tem seus dogmas. Ninguém se dá o trabalho bereiano de averiguar se o que está sendo pregado bate ou não com as Escrituras. Se o líder falou, está dito. E se alguém se atreve a questionar, é logo tachado de herege, e acusado de estar tocando no ungido do Senhor. Creio que isso seja um resquício do velho dogma católico da infalibilidade papal.

Alguém viu quando a estátua caiu de Júpiter? De onde provinha tal certeza? Quem anunciou o fato? Provavelmente foram os sacerdotes do templo de Júpiter, que queriam atrair o público de volta ao templo a qualquer custo.

Há uma indústria religiosa que se alimenta de mentiras, de dogmas inquestionáveis, e de superstições baratas. É esta indústria que corre o risco de quebrar se a verdade do Evangelho for anunciada, e suas mentiras desmascaradas.


Os fiéis não passam de papagaios de pirata, repetindo o que ouvem sem ao menos refletir. Veja: compromissos são feitos em cima desses argumentos chulos. A prestação da propriedade adquirida pela igreja. O programa de rádio. O material de propaganda. O salário do pastor. Tudo isso tem que ser garantido pelo esquema montado. É um ciclo retroalimentado. Se alguém chega pregando algo que contrarie o esquema, é logo taxado de herege, falso profeta, etc., pois interrompe o ciclo, produzindo um colapso na estrutura.

É isto que o Evangelho faz! Todas as estruturas injustas entram em colapso, para que um novo sistema, com engrenagens justas, se erga, tendo como centro o Trono da Graça de Deus.
Acorde, povo de Deus! Voltemos para as Escrituras! Abandonemos a mentira, o argumento falso, o estelionato, e voltemos à prática do primeiro amor. Caso contrário, Deus nos julgará, e reduzirá nossa indústria religiosa (que chamamos carinhosamente de “igreja”) aos escombros. Não ficará pedra sobre pedra!



Um forte abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Pr. William Thompson

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

- FELIZ DIA DO MÚSICO - PRA NÓS

- CARTA A EVANGÉLICO QUE FAZ SEXO COM A NAMORADA

[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...]
Meu caro Ricardo,

Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever João, nosso amigo comum. Não lhe encontrei. João me disse que você e a Raquel, sua namorada, tinham saído com a turma da mocidade para um acampamento no fim de semana e que só regressariam nessa segunda bem cedo.


Saí com o João para comer pizza após o culto e falamos sobre você. João abriu o coração. Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido com Raquel para motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar com Raquel quando terminarem a faculdade.


Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Você e a Raquel, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, João me disse que o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família faz muitos anos, desde que vocês frequentaram minha igreja em Niterói, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou diante de João para justificar sua ida a motéis com a Raquel.


Se entendi direito, você argumenta que não há nada na Bíblia que proíba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga “não farás sexo antes do casamento”, mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio – que é o término oficial do casamento – como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).


Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus – a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.


Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. Bom, é certo que o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, do ponto de vista bíblico, não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família e dominar o mundo. O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus – mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.


É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. É uma triste constatação que o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte – e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.


O João me disse ainda que você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que argumentou que tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. Ricardo, é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. Além do mais, como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma “cerimônia” particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus – qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. Lembre inclusive que não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.


Não posso deixar de mencionar aqui que na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, a qual também é chamada de “aliança de nossos pais”, uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).


Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi “é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento”. Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice – mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar… você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.


Agora, o pior argumento que ouvi do João foi que você disse “a graça de Deus tolera esse comportamento.” Acho esse o pior argumento porque ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. Esse sempre foi o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de “homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão “o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão “a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos” (Apocalipse 2:20) e a conhecer “as coisas profundas de Satanás” (Apocalipse 2:24).


Como seu amigo e pastor, permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, Ricardo, antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar com a Raquel e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.


Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. Traga a Raquel também. Estou orando por vocês.

POSTADO PELO PASTOR AUGUSTUS NICODEMOS NO PÚLPITO CRISTÃO!


Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr. William Thompson

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

- SUA VIDA É UM SAMBA DO CRIOULO DOIDO?




Jesus nos disse em João 10:10 b: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância!”
Muita gente confunde isso com liberdade e liberdade com libertinagem e daí suas vidas viram uma verdadeira bagunça, um verdadeiro “samba do crioulo doido”.
Se nós fizermos uma analogia, um comparativo da nossa vida com a música nós vamos compreender o que é ter uma vida organizada por Deus, definida em harmonia constante, com uma linda melodia e com um ritmo gostoso que vai constantemente convidar as pessoas a uma dança cheia de alegria e tudo muito bem organizado.
Toda música tem um compositor.
 A sua vida foi composta por Deus.
Nem sempre o compositor executa a canção que ele compôs.
Nem sempre Deus conduz a sua vida, que Ele criou.
E aí a música começa a desafinar.
Muitas vezes pode aparecer outro “maestro” querendo fazer arranjos na música, na sua vida!

(Provérbios 10:23) -  Para o tolo, o cometer desordem é divertimento; mas para o homem entendido é o ter sabedoria.
O ser humano criou um parâmetro de liberdade muito estranho. Para ele ser livre é poder virar madrugadas num bar ou numa boate bebendo, fumando, se drogando, se prostituindo. Tudo isso por que ele é “livre” e pode fazer o que quer na hora que quer e como bem entender. Na realidade ele está entrando no seu próprio cativeiro, ele está criando o seu próprio cárcere, se deixando dominar por todo tipo de porcaria.
(Colossenses 2:22) - As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens.

 Esse tipo de vida se comparado à música, a única que me ocorreu foi o funk (UMA LOUCURA QUE QUASE NUNCA SE ENTENDE O QUE O Mc ESTÁ DIZENDO).

A música é uma estrutura bem organizada. Primeiramente ela se sustenta em três pilares: MELODIA, HARMONIA E RÍTMO. E a nossa vida também deve estar sustentada em três pilares em unidade: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO.
Os três itens básicos da música, como já disse são: MELODIA, HARMONIA E RITMO. Nós, da mesma forma somos compostos por três itens básicos: CORPO, ALMA E ESPÍRITO. A melodia tem a ver com o nosso corpo, é ela quem determina aquilo que nós interpretamos como sendo a canção e por sua vez a melodia é o corpo da música. A harmonia tem a ver com a nossa alma, ela aguça nossos sentimentos. O ritmo tem a ver com o espírito, ele pode mudar o andamento, o compasso e dar nova direção à música e, da mesma forma o Espírito Santo pode mudar o compasso e o andamento das nossas vidas. 
(Colossenses 2:18-19) - Ninguém vos domine  a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão. E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.

A música respeita a métrica, cada compasso tem um número pré-determinado de notas a ser comportado e a nossa vida também tem limites, a começar pelo nosso corpo que não suporta determinados estilos de vida por muito tempo.

A música por questões de arranjo o compositor escreve uma mudança de tonalidade através de modulações e a sua vida da mesma forma talvez esteja precisando fazer uma modulação para mudar de tom, para fazer uma escala de notas perfeitas que fará inveja a qualquer pessoa, e creia: muitos vão querer cantar, tocar e assobiar a canção da sua vida!
(João 8:34) - Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
(João 8:36) - Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.


Como tem sido executada a sua canção, ou melhor, a sua vida, quem tem sido o seu maestro? Você ou Deus?
Em que estação a sua canção tem sido tocada, na estação da luz ou das trevas?

Verifique se já não está na hora de uma mudança de tom e tirar da mão do ladrão, do diabo, a regência da sua canção (sua vida).
(João 10:10) - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Não se escravize com o julgo do príncipe deste tempo, com falsas idéias de liberdade, com atitudes que entristecem o grande compositor da canção da sua vida.
Toda canção tem início, meio e fim, verifique se você já não está executando os últimos compassos da sua vida, verifique se já não está sendo executado o acorde final, peça ao Senhor que lhe garanta um sustain, que alongue suas notas, seus dias e que lhe permita mudar a tonalidade da sua música, sua vida!  AMÉM!!!

Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

terça-feira, 20 de novembro de 2012

- QUEM QUER SUBIR TEM QUE DESCER



Imagine que você tem nas mãos um pedaço de massa de modelar para fazer o que bem entender com ela!
É comum em qualquer área da nossa vida, queremos estar em uma posição um pouco melhor. Nos estudos, queremos ter boas notas para sermos os primeiros da classe, no trabalho estamos sempre esperando que algo aconteça para que chegue mais uma promoção, o que nos trará mais “poder” e consequentemente um aumento de salário; e em tantos outros setores da nossa vida é sempre bom quando a gente consegue estar “por cima da carne seca”!
Nós vamos buscar entender hoje o que Deus quer nos falar a respeito do nosso desejo de estarmos em lugar de destaque na casa dEle, na obra dEle, na presença dEle e em tudo que é dEle e diz respeito a Ele.
JEREMIAS 18: 1-6
(Jeremias 18:1-6) - A PALAVRA do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas.  Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Continue imaginando que você tem um pedaço de massa de modelar e foi pedido que você fizesse ou modelasse o que bem entendesse de fazer. Pois bem; é bom quando temos a autoridade aliada à liberdade para fazermos o que bem entendemos, por que somos os donos da situação, por que não precisamos dar satisfações àqueles que imaginamos que estejam abaixo de nós. Muitas vezes sequer estamos em posição de liderança, mas o simples fato de desejar tal posição já nos faz intolerantes, arrogantes, insubmissos e tantas outras coisas.
Já terminou de modelar o seu pedaço de massa?
Você fez aquilo que bem entendeu?
Muito bem, vamos trocar de posição; agora você é a MASSA!
Imagine você que Deus está querendo te modelar, assim como você modelou seu pedaço de massa. Nas mãos de Deus nós somos massa de barro, argila, matéria prima para confecção de vasos e vários outros tipos de ornamentos. Respondam por favor: a massa reclamou por estar sendo modelada por você?


Claro que não e você vai dizer que ela não tem vida nem vontade própria para fazer tal reclamação, mas VOCÊ TEM vida e vontade própria para escolher ser moldado ou não por Deus!
Observe que o Senhor manda que o profeta DESÇA à casa do oleiro e lá ele observa que o oleiro está trabalhando o barro sobre as rodas (lembra do filme ghost  quando a Demie Moore está fazendo uma peça de barro na roda?). E o barro se quebrava e o oleiro tornava a fazer como bem lhe parecia aos seus olhos.
Muitas e muitas vezes nós estamos na casa do Senhor, sonhamos em ter uma atividade ou uma função que a nós nos parece boa, mas nos esquecemos que se isso vier do coração de Deus e não apenas do nosso, nós vamos ter que passar pela olaria do Senhor. Seremos molhados, amassados, quebrados, novamente amassados, entortados, esticados, feitos e refeitos para finalmente o próprio Deus avaliar e dizer: ESTÁ PRONTO PARA O FORNO!!

Você esqueceu a parte do forno?
Toda peça produzida pelo oleiro só fica pronta para ser usada depois de queimada no forno à altas temperaturas. Tem que ser queimado para que não haja rachaduras, tem que ser queimado para que fique resistente às intempéries, tem que ser queimado para que as impurezas do barro não contaminem o azeite, o vinho, a água, enfim, a unção que o oleiro vai depositar no vaso. Deus não usa vaso rachado, vaso defeituoso, e nem tampouco vaso emborcado (vocês já viram panela emborcada reter alguma coisa?)
Na maior parte do tempo a gente quer estar no topo, mas esquecemos que o Senhor está dizendo: DESCE à casa do Oleiro, e não é só descer, é descer para apanhar, se amassado, quebrado, novamente amassado, esticado, entortado, apalpado, ajustado e finalmente queimado, para depois estar em condições de ser usado. E isso leva tempo, às vezes muito tempo. O tempo de Deus!
Às vezes nós pensamos que estamos com a bola toda e queremos fazer “uma graça” como diz o Galvão Bueno, a jogada acaba saindo errada, o inimigo faz o gol e nós com a maior cara de pau, como que querendo dar uma de Adão, colocamos a culpa no irmão: - Tá vendo, eu errei, pisei na bola, permiti o gol do inimigo e a culpa é sua. Olha o que o Senhor diz para você:  
(Tiago 4:8-10) - Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.
E MAIS:
(Naum 1:3) - O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.
O Senhor tem o melhor para nós, e muitas vezes deixamos passar batida a oportunidade de sermos submissos a Ele e usados por Ele.
Precisamos entender que o líder na casa de Deus não é aquele que está em destaque, ele se destaca por que é servo, o líder é modelado por Deus para servir, e principalmente para ser submisso a toda e qualquer autoridade, seja do pastor, do pai, da mãe, do marido, do professor etc.
Observe o que Ele tem para o teu coração:  
(Jeremias 29:11-14) - Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.  Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.

Um abraço no teu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr. William Thompson

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

- DEUS MORREU?!!! E AGORA?...




Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 1 Coríntios 15:19

Espere, leia com calma e depois busque o entendimento do que você vai ler!

Apesar de o tema chamar atenção de uma maneira que você pode achar herética, afinal todos nós sabemos que isto é algo impossível de acontecer, fique atento à abordagem:

Como você receberia ou talvez tenha recebido a notícia da morte de um ente querido seu? Seu pai, sua mãe, um irmão, o marido, a esposa ou até mesmo seu filho ou filha.

Já vi todo tipo de reação: os que choram demasiadamente, os que quase ficam loucos, até alguns que por causa do sistema nervoso começam a rir em gargalhadas escandalosas e, há também os que ficam quietos amuados, calados, como se estivessem em outro mundo; mas a realidade é que o que se sente é um grande vazio que nos domina quando perdemos alguém a quem amamos e que jamais gostaríamos de vê-los mortos! Todas essas reações são provocadas pelo amor que dispensamos àqueles a quem perdemos.

Pois bem, nós temos vivido tempos de paixão. Pessoas cantam, declaram em alta voz que estão apaixonadas por Jesus. Que amam e são capazes de ir para fornalha, de serem jogadas às feras, serem mortos e que fariam tudo por amor a Deus e não o negariam jamais.

Agora vamos ao que sugere o tema:

Faça de contas (por favor, isto é um fato imaginário) que você acabou de ouvir aquela vinheta do plantão do Jornal Nacional e foi assim: primeiro a musiquinha, depois a voz do Bonner: “o plantão do Jornal Nacional informa: acabamos de receber a informação através do anjo Gabriel (Chefe dos anjos mensageiros), que DEUS ACABOU DE MORRER, no céu, na morada do altíssimo. O Espírito está sendo velado pelos querubins, serafins, arcanjos e anjos, todos no terceiro céu, voltaremos a qualquer momento com outras informações”!!!

Como você se comportaria? O que você sentiria? Qual seria sua primeira reação. Isso mesmo, você que diz que ama, que é apaixonado, que morreria, que iria para a fornalha mesmo aquecida sete vezes mais. Como seria? Você chora, grita, entre em total desespero ou sai correndo e vai pro quarto orar e pedir uma confirmação, mas lembra, se Deus morreu Ele não pode responder. Pode ser também que alguns não liguem, não se importem.

Imediatamente especialistas, teólogos e doutores em assuntos espirituais vão começar dar entrevistas e longos debates tomarão conta da programação de todos os canais de TV, mas e nós, meros mortais indefesos e agora sem alguém que possa perdoar os nossos pecados, estaríamos entregues à nossa própria sorte?

O que você sente? Talvez uma vontade enorme de morrer também, entre num choro compulsivo, fique com o coração despedaçado e, ainda haverá o ateu, ah, o ateu vai dizer: “... e eu tinha plena certeza de que ele não existia”! Vamos chegar a conclusão que o caos se instalaria. Afinal quem vai segurar o planeta, as galáxias, as estrelas, os astros, uffa...

É só pra você refletir no que Deus representa pra você! Ele vive e Reina de eternidade em eternidade, todo domínio e poder estão em suas mãos. Ele domina sobre a vida e a morte. Não o ame ou se diga apaixonado só por que é a letra de uma canção, não se entregue a morte por Ele só da boca pra fora.

No momento em que estou escrevendo este artigo estou sendo invadido por uma enorme tristeza, talvez fruto da depressão, pode até ser, mas a verdade é que precisamos mostrar o nosso amor ao Deus das nossas vidas de uma maneira incondicional, sem interesses, sem trocas, amá-lo simplesmente pelo que Ele é: Deus. O nosso Deus!

Jeremias 31:3 - Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.


MAIS QUE UMA VOZ.
kleber-lucas

Eu queria ter mais que uma voz
Mais que um amor e uma vida pra te oferecer
Pois tu és muito mais que eu possa ter em meu ser
Tu és o autor, aquele que
Pintou com perfeição a vida
Tu és o Senhor, aquele que
Me amou e és o
Meu Deus, meu Senhor
Minha vida é pra teu louvor
Meu Deus, meu Senhor
Minha vida é pra teu louvor


Um abraço no seu coração!

Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

- CRENTES: DESCRENTES, DIABÓLICOS...


Já parou pra pensar o quanto a sociedade mudou em menos de 20 anos? Pense em quanto os ditos evangélicos mudaram em duas décadas, me lembro de quando dizer que fulano era crente, era ter convicção de que ele era diferente, era honesto, casto e sinônimo de como todo ser humano devia ser, era exemplo não somente para os que estão dentro, mas muito mais para os que estão de fora.

Bons tempos...

Hoje em dia não vemos mais estas características na grande maioria evangélica deste país, qual seria o motivo? São vários, mas principalmente pelo fato de que, esta grande maioria não serve mais ao Criador. Considera isto escandaloso? Acha que estou “julgando”?

Pois bem vamos aos fatos:

O número de escândalos envolvendo pastores e todos os níveis de crentes já supera a velocidade da informação atual e muita coisa deixa de ser publicada porque este tipo de noticia já deixou de ser algo estranho e se tornou comum, comum até mesmo para a grande massa evangélica, que ao se deparar com esta situação já tem uma resposta pronta: Não podemos olhar o homem, temos que olhar pra Jesus!
O que passa despercebido por eles é a total falta de conhecimento bíblico de ambos.

Já não se fala sobre vida cristã diária na maioria das igrejas atuais e como se pode notar seus lideres também não se preocupam com isso, afinal de contas temos que pregar algo que todos possam aceitar. Muitos pastores já não falam mais sobre o pecado e suas consequências; isso poderá afastar as pessoas da congregação, a mensagem precisa ser agradável aos ouvidos da “igreja”!

Mas há falta de conhecimento bíblico, pois em nenhum momento Jesus disse que o mundo iria receber o evangelho, antes Suas palavras confrontadoras foram motivo de ódio em Sua época e Ele repartiu a nós dizendo que se fizeram isso a Ele, fariam também a nós.

Então o que tem acontecido com a grande massa evangélica do nosso país?

Seria somente falta de conhecimento bíblico? Sim e não.

Sim pelo fato de não conhecerem as promessas da vida futura e da abnegação do EU em seu modo de vida.

Não, pelo fato de terem escolhido não ler e meditar nas Escrituras.

Infelizmente hoje em dia o total despreparo de um crente perante as heresias pregadas chega a ser medíocre, sim medíocre, pois todos tem acesso a Palavra para ler e meditar e mesmo assim não o fazem.

Por quê?

Porque não meditar mais nas promessas futuras e viver de acordo com o que elas nos ensinam?

Muito simples! Os evangélicos abandonaram as promessas futuras pelo agora, pelo hoje, pelo imediatismo imposto pela sociedade globalizada, que nada tem a ver com o modo de vida cristão.

Diante disso procuram se esquecer do futuro para viver nessa mediocridade gospel de prosperidade, restituição e culto ao eu.

Esqueceram-se de notar que uma criatura anterior a eles também examinou e cultuou seu próprio eu e foi banida de seu habitat por cometer tal pecado, não queria ser criatura,mas o criador e sofreu a justa punição. E assim como ele, eles também receberão a justa punição.

Vivem vidas medíocres baseadas em seus próprios desejos mundanos, onde querem apenas gozar das delícias desta terra, abandonaram a Escritura para viverem pelo ego e assim se tornaram diabólicos.

Achou o título pesado?

Presta atenção:

No capítulo 11 de Hebreus vemos o discorrer do autor sobre aqueles que buscaram servir a Deus através de uma fé genuína e vivendo segundo o desejo de Deus e não do seu próprio ego:
Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:13-16

Pois é, preciso explanar mais sobre o tema?

Leia todo o capítulo e você vai entender o que acontece quando se tem uma fé firmada no firme fundamento que é Cristo (tem gente pregando por aí que Pedro é o fundamento da “igreja”), pois se acontecer o que está escrito abaixo, você saberá qual deve ser sua posição:

E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. Hebreus 11:36-38

Você sofreria o que eles sofreram?

Onde fica o testemunho de riqueza material e honra pregada nos dia de hoje?

Os crentes atuais se tornaram dignos do mundo, deixaram de ser sal, abandonaram a Cristo que é o cabeça da Igreja, para se tornarem cabeças de seu mundo fútil baseado em heresias que desonram ao Criador. Muitos até querem o corpo, mas rejeitam a cabeça; logo vivem uma igreja mutilada.

Creio que já ficou bem claro o testemunho de muitos, que viveram nos tempos antigos e assim padeceram por amor a Deus e Sua Palavra. Toda essa exaltação do eu, que visa enriquecimento, glória, restituição, títulos e toda essa baboseira gospel dos dias de hoje é demoníaca, pois desvia o cristão do seu verdadeiro alvo que é Cristo.

Se você vive para desejar e requerer de “deus” os prazeres e riquezas deste mundo, ignorando o fato de que aqueles que buscam a Cristo são estrangeiros e peregrinos, já deve estar se perguntando por que escrevi entre aspas e com d minúsculo, esse deus que vem pra suprir seu desejo pecaminoso e te afastar do Verdadeiro Caminho, está descrito no versículo abaixo:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Mateus 6:24


Em algumas traduções a palavra mamom está traduzida como riqueza ou deus da riqueza, logo esse deus não merece nenhum crédito de minha parte, pois sirvo a outro Deus e continuo estrangeiro e peregrino, errante por este mundo tenebroso, onde se perdeu totalmente a referência do que é viver de acordo com Cristo e sua Palavra e diante disso não posso esquecer o que Paulo deixou escrito como aviso aos evangélicos de sua época e assim percebo que as coisas nos tempos dele, não foram tão diferentes assim:

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 1 Coríntios 15:19




Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...