terça-feira, 4 de dezembro de 2012

- NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA.

Por que despertamos o ódio de tanta gente quando expomos a Verdade em contraposição dos métodos e estratégias usadas pela igreja atual? Basta um artigo sobre assuntos polêmicos como a famigerada teologia da prosperidade ou a terrível liberdade teológica, para que o ânimo de alguns se altere. Quando comentam em nossos artigos, em vez de exporem seus pensamentos com base nas Escrituras, preferem os ataques pessoais, tentando minar nossa credibilidade e pôr em xeque nossas motivações.

Por incrível que pareça, este não é um fenômeno recente. A igreja primitiva teve que lidar com as mesmas reações, ora por parte dos judeus, ora por parte dos gentios.

Um episódio que pode atestar o que estamos afirmando é o que lemos em Atos 19, e que nos mostra o efeito causado pela atuação do ministério de Paulo em Éfeso.

À medida que as pessoas iam se convertendo à Fé, elas abandonavam suas superstições e crendices. O texto diz que “muitos dos que tinham praticado artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos”(v.19). Até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer com o que é seu. Quer rasgar, queimar, quebrar, dar fim, o problema é dele. Mas alguém que assistia resolveu calcular o prejuízo. “Feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil moedas de prata”. Uau! Se Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, e isso já era uma quantia considerável, imagine o que representava uma quantia tão vultuosa: cinquenta mil moedas de prata!


Pra se ter uma ideia do montante, as trinta moedas recebidas por Judas foram suficientes para adquirir um campo. Isso significa que as 50 mil moedas de prata daria pra comprar cerca de 1666 campos! Tudo isso em livros. O mercado editorial de Éfeso entrou em colapso. Aquelas pessoas que dispuseram seus livros para a fogueira, jamais voltariam a consumir tal literatura.

Devemos estar cientes que a pregação do genuíno Evangelho sempre fere interesses. Alguém vai ter que arcar com o prejuízo.

Não bastasse a quebra do mercado editorial, sobrou também para a indústria religiosa.

O texto diz que “por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho. Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Ele os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem a nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram” (At.19:23-27).

Em outras palavras, a mensagem pregada por Paulo doía no bolso e ainda maculava a reputação deles, colocando-os em descrédito perante a opinião popular. Portanto, era uma questão que envolvia dinheiro e reputação, avareza e vaidade. Para disfarçar, eles alegavam que Diana, sua deusa, estava sendo ultrajada, dando assim um ar de piedade religiosa às suas reivindicações. Foi o suficiente para que houvesse uma manifestação popular. – Grande é Diana dos Efésios! Bradava a turba.

No fundo, no fundo, o que os incomodava não era o culto à deusa. Se o templo de Diana fosse reputado em nada, o que fariam os que viviam da venda de miniaturas dele? Imagine se convencêssemos as pessoas que a Arca da Aliança (tão em voga no meio evangélico hoje em dia) não passava de uma figura de Cristo, e que já não serve pra nada. O que fariam os pastores que distribuem miniaturas da Arca por uma oferta módica de 100 reais?

O que seria daquela cidade se o culto a Diana fosse exterminado? E os milhares de romeiros que vinham de todas as partes do mundo para ver de perto da imagem que, segundo o dogma, havia caído de Júpiter?

A pregação do Evangelho causou tamanho impacto que bagunçou o coreto daquela sociedade. Todos os esquemas foram desarmados. Era como se a correia dentada do motor que a mantinha em movimento se arrebentasse. De repente, todas as engrenagens pararam. Alguma providência tinha que ser tomada!

Tomaram dois dos companheiros de Paulo e os levaram ao teatro para apresentá-los à turba enfurecida. Paulo quis se apresentar, mas foi dissuadido por algumas autoridades que lhe eram simpáticas. No meio do tumulto, “uns clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso. A maioria não sabia por que se tinha reunido” (v.32). Eis o retrato fiel de um povo “Maria vai com as outras”, que só serve de massa de manobra nas mãos dos poderosos.

A maioria sequer sabia o que estava acontecendo. Mas não hesitavam em unir suas vozes aos demais em protesto gratuito e desprovido de sentido.

Quando Alexandre se apresentou diante do povo, acenando com a mão como quem queria apresentar uma defesa,“todos unanimemente levantaram a voz, clamando por quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios!” (v.34). Repare nisso: Diana era considerada deusa em todo o império romano. Mas em Éfeso, seu culto tomou um vulto inédito. Ela não era apenas “Diana”, e sim “Diana dos Efésios”. Algo parecido com o apego que muita gente tem à sua denominação. Cristo deixa de ser Cristo, para ser o “Cristo dos Batistas”, o “Cristo dos Presbiterianos”, o “Cristo dos Pentecostais”, o "Cristo dos Assembleianos", e assim por diante.

Finalmente, o escrivão da cidade (provavelmente um figurão da sociedade efésia), conseguiu apaziguar a multidão, dizendo: “Efésios, quem é que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente” (vv.35-36). Para tentar controlar o manifesto, o tal escrivão apelou ao dogma religioso. Dogma é aquilo que não se pode contestar. É tabu. Está acima do bem e do mal. Por isso, não se discute. É isso e tá acabado.

A igreja evangélica também tem seus dogmas. Ninguém se dá o trabalho bereiano de averiguar se o que está sendo pregado bate ou não com as Escrituras. Se o líder falou, está dito. E se alguém se atreve a questionar, é logo tachado de herege, e acusado de estar tocando no ungido do Senhor. Creio que isso seja um resquício do velho dogma católico da infalibilidade papal.

Alguém viu quando a estátua caiu de Júpiter? De onde provinha tal certeza? Quem anunciou o fato? Provavelmente foram os sacerdotes do templo de Júpiter, que queriam atrair o público de volta ao templo a qualquer custo.

Há uma indústria religiosa que se alimenta de mentiras, de dogmas inquestionáveis, e de superstições baratas. É esta indústria que corre o risco de quebrar se a verdade do Evangelho for anunciada, e suas mentiras desmascaradas.


Os fiéis não passam de papagaios de pirata, repetindo o que ouvem sem ao menos refletir. Veja: compromissos são feitos em cima desses argumentos chulos. A prestação da propriedade adquirida pela igreja. O programa de rádio. O material de propaganda. O salário do pastor. Tudo isso tem que ser garantido pelo esquema montado. É um ciclo retroalimentado. Se alguém chega pregando algo que contrarie o esquema, é logo taxado de herege, falso profeta, etc., pois interrompe o ciclo, produzindo um colapso na estrutura.

É isto que o Evangelho faz! Todas as estruturas injustas entram em colapso, para que um novo sistema, com engrenagens justas, se erga, tendo como centro o Trono da Graça de Deus.
Acorde, povo de Deus! Voltemos para as Escrituras! Abandonemos a mentira, o argumento falso, o estelionato, e voltemos à prática do primeiro amor. Caso contrário, Deus nos julgará, e reduzirá nossa indústria religiosa (que chamamos carinhosamente de “igreja”) aos escombros. Não ficará pedra sobre pedra!



Um forte abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Pr. William Thompson

4 comentários:

Anônimo disse...

Boa tarde!
Eu sempre lia o blog do amado pastor. Mas de um tempo para cá, analisando suas postagens, passei a perceber que o irmão tem guardado um rancor, ou até mesmo uma certa raiva no coração, contra pessoas, as quais não tem o direito de se defender, pois o blog é seu. Estes sentimentos, no meu ponto de vista, não condizem com sua condição de pastor.
Percebo que os assuntos que outrora seriam usados para edificação de vidas, vem se mostrando apenas ferramentas de ataque e auto afirmação.
Sugiro amado pastor, que volte as origens do seu blog, onde havia realmente um interesse na edificação espiritual dos fracos e novos na fé.

William THOMPSON MATHEUS disse...

Minha cara(o) anonima(o), você me faz pensar que seja uma psicóloga(o), pela maneira como você "analisa" minhas postagens. Me causa um enorme prazer: ver que minhas publicações têm trazido a baila pessoas que estavam deitadas em suas zonas de conforto. Entenda; raiva, rancor, mágoa, tristeza, alegria são sentimentos inerentes à alma humana e é impossível alguém que viva uma vida inteira sem que em algum momento tenha estado absorvido um ou mais de um desses sentimentos. Fora de Jesus Cristo eu ainda não conheci nenhum pastor que não fosse humano, que não estive suscetível a esses sentimentos. Mas quando escrevo estou fazendo algo que amo, tanto quanto ministrar e tocar em louvor ao meu Deus. Acredito que já aconteceu com você, quando em determinados momentos as situações ficam difíceis e vamos à bíblia para ouvir Deus falar e acabamos com uma chuva de cangalhas no pescoço; já aconteceu comigo várias vezes e creio que com você também. Agora se você leu algumas postagem e se sentiu incomodada(o) vai orar, faça um quarto de escuta, pare de gastar o seu tempo comigo, eu não sou merecedor da atenção que deve ser dada a Deus. Quando vejo comentários como o seu dou graças a Deus, por que mesmo sendo humano, fraco e pecador ele me ama e me usa para honra e glória do nome dEle!
Sem mágoas, sem raiva e sem rancor!
Pr William Thompson
Shalom Adonai!

Anônimo disse...

Amado Pastor! Acho que me entendeu errado. Não me senti incomodado com suas postagens, apenas percebi que o blog está sendo usado para outro fim e não para aquele em que o senhor mesmo especifica (um portal para crescimento, edificação e relacionamento com Deus e com pessoas).
Não sou uma psicóloga(o) como o senhor acha, pelo fato de ter dito que analisava suas postagens. Até mesmo porque na Palavra do Senhor, em João 5:39, diz que “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. Se formos pela sua linha de raciocínio meu amado, teríamos que ser pelo menos médicos, para lermos e entendermos as escrituras.
Em sua resposta você disse para parar de gastar meu com você. Não vejo desta forma, pois se o que você posta aqui está sendo realmente do coração e baseado na palavra de Deus, não acho que este seja um bom conselho. Vejamos, se um pecador (todos somos pecadores) vai a uma igreja em que o pastor em sua pregação diz que “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”, dai o visitante, em seu coração surgem algumas dúvidas, por se achar de coração impuro, então ele procura o pastor, para falar a respeito do assunto. Chegando até ele, após colocar todas as suas dúvidas, ele recebe carinhosamente a seguinte resposta: (pare de gastar o seu tempo comigo, eu não sou merecedor da atenção que deve ser dada a Deus). Como ficaria a cabeça desse individuo? Acho que não sairia dali com uma boa imagem da igreja, do pastor e nem tão pouco da Palavra de Deus.
Se em algum momento amado, o senhor se sentiu atacado, te peço perdão. Minha única intenção é alertar quanto a um caminho que não é edificante e o Senhor não tem prazer nele. Digo isso por experiência e por saber que pelo fato de sermos pastores, não quer dizer que somos donos da verdade.
Sem mágoas, sem raiva e sem rancor.
Se não quiser publicar no seu blog, entenderei.
Fique na Paz de Cristo.
Pr. Luiz Felipe.

William THOMPSON MATHEUS disse...

Eu entendi exatamente o que você quis dizer e o texto de João 5:39 diz tudo: examinai as escrituras e não analisar o pregador. A mensagem às vezes é um pouco ácida, mas não tem intenção de perseguir a ninguém, simplesmente expõe a realidade "gospel" dos dias atuais. Teologia da Prosperidade, Liberalismo Teológico, barateamento da Graça de Deus, alguns estão quase rasgando a Bíblia ao meio para jogar o antigo testamento no lixo. São dessas coisas que eu falo e critico em algumas postagens. Peço perdão por que tenho a língua solta e não tenho nenhum medo de falar o que penso; apenas com um detalhe, ponho o meu nome no que falo e faço, não uso do anonimato nem de pseudônimos para jogar ácido nas pessoas. Quanto a você não gastar seu tempo comigo é justamente por isso, por que Deus é o centro das coisas e você, como "PASTOR", creio que tenha um ministério para cuidar e por ver que estava falando com alguém convertido disse para não gastar seu tempo comigo. As almas que o Senhor tem me dado, dessas Ele mesmo tem me orientado na condução.
" se um pecador (todos somos pecadores) vai a uma igreja em que o pastor em sua pregação diz que “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”, dai o visitante, em seu coração surgem algumas dúvidas, por se achar de coração impuro, então ele procura o pastor, para falar a respeito do assunto. Chegando até ele, após colocar todas as suas dúvidas, ele recebe carinhosamente a seguinte resposta: (pare de gastar o seu tempo comigo, eu não sou merecedor da atenção que deve ser dada a Deus). Como ficaria a cabeça desse individuo? Acho que não sairia dali com uma boa imagem da igreja, do pastor e nem tão pouco da Palavra de Deus."
Já que você é pastor deve saber que esta colocação é ridícula e sem sentido!
Fique na Graça e na Paz de JESUS CRISTO
Aqui não há espaço para mágoas, rancor ou raiva, mas as vezes a verdade dói ou acaba virando uma chuva da cangalhas!
Shalom Adonai!