sexta-feira, 16 de novembro de 2012

- CRENTES: DESCRENTES, DIABÓLICOS...


Já parou pra pensar o quanto a sociedade mudou em menos de 20 anos? Pense em quanto os ditos evangélicos mudaram em duas décadas, me lembro de quando dizer que fulano era crente, era ter convicção de que ele era diferente, era honesto, casto e sinônimo de como todo ser humano devia ser, era exemplo não somente para os que estão dentro, mas muito mais para os que estão de fora.

Bons tempos...

Hoje em dia não vemos mais estas características na grande maioria evangélica deste país, qual seria o motivo? São vários, mas principalmente pelo fato de que, esta grande maioria não serve mais ao Criador. Considera isto escandaloso? Acha que estou “julgando”?

Pois bem vamos aos fatos:

O número de escândalos envolvendo pastores e todos os níveis de crentes já supera a velocidade da informação atual e muita coisa deixa de ser publicada porque este tipo de noticia já deixou de ser algo estranho e se tornou comum, comum até mesmo para a grande massa evangélica, que ao se deparar com esta situação já tem uma resposta pronta: Não podemos olhar o homem, temos que olhar pra Jesus!
O que passa despercebido por eles é a total falta de conhecimento bíblico de ambos.

Já não se fala sobre vida cristã diária na maioria das igrejas atuais e como se pode notar seus lideres também não se preocupam com isso, afinal de contas temos que pregar algo que todos possam aceitar. Muitos pastores já não falam mais sobre o pecado e suas consequências; isso poderá afastar as pessoas da congregação, a mensagem precisa ser agradável aos ouvidos da “igreja”!

Mas há falta de conhecimento bíblico, pois em nenhum momento Jesus disse que o mundo iria receber o evangelho, antes Suas palavras confrontadoras foram motivo de ódio em Sua época e Ele repartiu a nós dizendo que se fizeram isso a Ele, fariam também a nós.

Então o que tem acontecido com a grande massa evangélica do nosso país?

Seria somente falta de conhecimento bíblico? Sim e não.

Sim pelo fato de não conhecerem as promessas da vida futura e da abnegação do EU em seu modo de vida.

Não, pelo fato de terem escolhido não ler e meditar nas Escrituras.

Infelizmente hoje em dia o total despreparo de um crente perante as heresias pregadas chega a ser medíocre, sim medíocre, pois todos tem acesso a Palavra para ler e meditar e mesmo assim não o fazem.

Por quê?

Porque não meditar mais nas promessas futuras e viver de acordo com o que elas nos ensinam?

Muito simples! Os evangélicos abandonaram as promessas futuras pelo agora, pelo hoje, pelo imediatismo imposto pela sociedade globalizada, que nada tem a ver com o modo de vida cristão.

Diante disso procuram se esquecer do futuro para viver nessa mediocridade gospel de prosperidade, restituição e culto ao eu.

Esqueceram-se de notar que uma criatura anterior a eles também examinou e cultuou seu próprio eu e foi banida de seu habitat por cometer tal pecado, não queria ser criatura,mas o criador e sofreu a justa punição. E assim como ele, eles também receberão a justa punição.

Vivem vidas medíocres baseadas em seus próprios desejos mundanos, onde querem apenas gozar das delícias desta terra, abandonaram a Escritura para viverem pelo ego e assim se tornaram diabólicos.

Achou o título pesado?

Presta atenção:

No capítulo 11 de Hebreus vemos o discorrer do autor sobre aqueles que buscaram servir a Deus através de uma fé genuína e vivendo segundo o desejo de Deus e não do seu próprio ego:
Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:13-16

Pois é, preciso explanar mais sobre o tema?

Leia todo o capítulo e você vai entender o que acontece quando se tem uma fé firmada no firme fundamento que é Cristo (tem gente pregando por aí que Pedro é o fundamento da “igreja”), pois se acontecer o que está escrito abaixo, você saberá qual deve ser sua posição:

E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. Hebreus 11:36-38

Você sofreria o que eles sofreram?

Onde fica o testemunho de riqueza material e honra pregada nos dia de hoje?

Os crentes atuais se tornaram dignos do mundo, deixaram de ser sal, abandonaram a Cristo que é o cabeça da Igreja, para se tornarem cabeças de seu mundo fútil baseado em heresias que desonram ao Criador. Muitos até querem o corpo, mas rejeitam a cabeça; logo vivem uma igreja mutilada.

Creio que já ficou bem claro o testemunho de muitos, que viveram nos tempos antigos e assim padeceram por amor a Deus e Sua Palavra. Toda essa exaltação do eu, que visa enriquecimento, glória, restituição, títulos e toda essa baboseira gospel dos dias de hoje é demoníaca, pois desvia o cristão do seu verdadeiro alvo que é Cristo.

Se você vive para desejar e requerer de “deus” os prazeres e riquezas deste mundo, ignorando o fato de que aqueles que buscam a Cristo são estrangeiros e peregrinos, já deve estar se perguntando por que escrevi entre aspas e com d minúsculo, esse deus que vem pra suprir seu desejo pecaminoso e te afastar do Verdadeiro Caminho, está descrito no versículo abaixo:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Mateus 6:24


Em algumas traduções a palavra mamom está traduzida como riqueza ou deus da riqueza, logo esse deus não merece nenhum crédito de minha parte, pois sirvo a outro Deus e continuo estrangeiro e peregrino, errante por este mundo tenebroso, onde se perdeu totalmente a referência do que é viver de acordo com Cristo e sua Palavra e diante disso não posso esquecer o que Paulo deixou escrito como aviso aos evangélicos de sua época e assim percebo que as coisas nos tempos dele, não foram tão diferentes assim:

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 1 Coríntios 15:19




Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


domingo, 4 de novembro de 2012

- A BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA VONTADE DE DEUS!




Este artigo que você começou a ler está na minha cabeça há mais de dois anos, desde agosto de 2010. Foi um ano muito difícil, acho que o mais difícil de toda a minha vida, pois num espaço um mês e vinte dias perdi meu pai e minha mãe. Dois golpes duríssimos da vida, não somente sobre mim, mas sobre toda a minha família. Eu nunca tinha imaginado estar no velório do meu pai, tampouco da minha mãe. É como se eles fossem imortais, pelo menos para nós, filhos. Era antevéspera do dia dos namorados, 09 de junho de 2010. Eu e minha esposa resolvemos sair de nossa casa, em Cachoeiras de Macacu e virmos a um Shopping Center em São Gonçalo, bem próximo à casa dos meus pais (onde eu moro hoje) e resolvemos dar uma esticada até lá para jantarmos com os velhos. Meu pai sempre foi uma pessoa muito expansiva, alegre, vascaíno doente e foi uma noite muito interessante. Ele contou que ficara mais de uma hora no telefone falando com minha irmã que mora em Curitiba, que meu irmão mais novo trouxera a filhinha recém-nascida para que ele conhecesse, e foi contando que todos os filhos o tinham procurado nos dois últimos dias e que dos seis, só faltava eu. Jantamos, dei um beijo e um abraço no meu pai, outro na minha mãe e voltamos para casa. Quando acabei de colocar o carro na garagem minha filha mais nova, Jenifer, veio correndo e pediu que eu atendesse ao telefone, era meu irmão e ele estava chorando muito. Atendi e ouvi: “papai teve alguma coisa, caiu aqui e eu acho que ele está morto”!
Minhas pernas travaram, o coração disparou, eu só pude pensar em uma coisa: “ponha-o no carro e vá para o hospital, eu vou retornar”! (era aproximadamente uma hora de viagem).
Quando eu e Marlan chegamos ao hospital já estavam todos lá e, ao longe, eu já pude entender que o pior acontecera: meu pai estava morto!
É impossível colocar em palavras o sentimento que me invadiu quando vi meu pai ali, deitado dentro daquela urna mortuária, mas como filho mais velho, tive que tomar a frente dos acontecimentos e ver documentação, funerária, cemitério e tudo mais. Quando o esquife estava para sair a  minha vontade era pedir para que não fechassem o caixão, pois ele poderia ressuscitar e se a urna estivesse aberta ele poderia sair, empurrar a tampa da gaveta e voltar para casa e eu pedia em silencio: “Deus traga meu pai de volta”!
Ele havia se reconciliado com Deus há apenas quinze dias, depois de uns oito anos afastado dos caminhos do Senhor. Mas eu não fui atendido.
Foi difícil, mas a vida continuava seu curso natural e alguém me disse: “seu pai foi um homem especial, pois ele nunca teve a tristeza de sepultar um filho e todos os filhos estão aqui para sepultá-lo”!
Dia 29 de julho de 2010, por volta das onze horas da manhã o telefone toca e uma vizinha de minha mãe, muito nervosa dá a notícia: Tia Jô (como era carinhosamente chamada por todos) estava passando muito mal e  havia sido levada para o pronto socorro. Imediatamente eu e minha esposa nos deslocamos para o hospital e quando chegamos lá o médico deu a seguinte informação: “... ela teve um A.V.E (acidente vascular encefálico) de grandes proporções, o cérebro está tomado de sangue e qualquer intervenção poderá ser o fim, vamos esperar as próximas setenta e duas horas para ver a reação aos medicamentos e saber qual a melhor atitude deverá ser tomada”!
Iniciamos um rodízio no plantão até que no dia seguinte o neurologista disse: “se ela sair desse A.V.E ficará com sequelas graves; não vai andar, não vai falar, vai viver como um vegetal”! Mais uma vez minhas pernas travaram a voz falhou e só me restou clamar, mas no domingo dia 31 de julho de 2010 minha mãe faleceu e os mesmos sentimentos tomaram conta do meu coração, ainda dolorido pela perda do meu pai.
Mais uma vez eu comecei a clamar dentro de mim, pois sei que o Senhor estava como está agora, me sondando e sabia o que eu pedia: “Senhor traga minha mãe de volta”. E um primo muito querido permaneceu aproximadamente uma hora ao lado do caixão orando e eu sabia que ele estava pedindo o mesmo que eu: “ressuscita a tia Jô”! Mas nem eu nem ele fomos atendidos!
Mas em I João 5:14-15 está escrito:
14 - E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. 15 - E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. Então porque o Senhor não me atendia?
A partir daí eu comecei a questionar a Deus, pois na sua Palavra Ele nos diz que em nome de Jesus nós ressuscitaríamos mortos e faríamos coisas maiores do que as que Ele fez. E por muitas e muitas vezes eu passei longos momentos no meu quarto de escuta esperando que Ele me desse uma resposta. Até que um dia Deus falou claramente ao meu coração: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal”! Como pedi mal? Tudo que eu desejava era que meu pai e minha mãe voltassem da morte e, mais uma vez Ele me levou para Tiago 4:3 -
Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para os vossos vãos deleites. E o próprio Deus passou a ministrar no meu coração: quando Jesus ressuscitava os mortos era simplesmente para mostrar que ele era Deus e que as pessoas precisavam crer nEle para encontrar o caminho da salvação. Mas Ele me chamou para mais alguns detalhes importantes:

1º todas as pessoas que Jesus ressuscitou voltaram a morrer;

2º Jesus nunca chamou atenção para si nas maravilhas que fazia, mas tudo Ele atribuía ao Pai;

3º Se meu pedido ou o do meu primo fosse atendido, provavelmente entraríamos numa discussão para saber de quem era o milagre;

4º imediatamente uma multidão iniciaria uma procura interminável para que orássemos por pelas pessoas, muitos pagariam para que estivéssemos nos velórios orando para ressuscitar seus entes queridos;

5º Vaidade, orgulho, soberba, jactância, egoísmo, egocentrismo, ganância e tantas outras coisas iriam tomar conta de nossas vidas;

6º E disse ainda o Senhor: “estou te poupando de todos esses pecados e problemas e ainda de um segundo sofrimento, pois certamente assim como as pessoas que Jesus ressuscitou voltaram a morrer seus pais também voltariam à morte, portanto você está sofrendo somente uma vez por cada um, sem contar que se eles voltassem à vida pode ser que você morresse antes deles e a dor que um pai e uma mãe sentem ao perder um filho é muito maior do que a sua e de seus irmãos”.



Aí o texto fez toda diferença: Tiago 4:3 -
Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para os vossos vãos deleites.

Eu sei que no momento de perda, tudo que nós queremos é recuperar o que se perdeu, mas a Palavra diz em Romanos 12:2 - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Portanto o nosso inconformismo tem que ser com o mundo, pois a vontade de Deus é boa, agradável, e perfeita e humanamente falando, seria injusto, depois de alguém já estar na glória, face a face com o Filho, em perfeita adoração, voltar a este mundo de assolações e dores. Era o meu egoísmo que me fazia pedir tal coisa a Deus!

Perdão meu Deus por querer mais minha vontade, que a Tua. Que o Teu querer cumpra-se em todas as áreas da minha vida e de cada leitor deste artigo e que eu Te busque até ser perfeito contigo, na glória por toda a eternidade. Amém!!!


Um Abraço no Seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

- MARKETING DO REINO! A PUBLICIDADE QUE SALVA!


(Romanos 10:14) -  Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?
(I Coríntios 9:22) - Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
(I Coríntios 9:23) - E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

“Um maravilhoso tônico para os nervos e o cérebro, e um notável agente terapêutico”. Propaganda para Coca-Cola em1890.

UM MARAVILHOSO TÔNICO PARA O CORPO A ALMA E O ESPÍRTO: JESUS CRISTO, desde 0000
Jovem, você pode se imaginar bebendo uma bebida que foi inventada na época do seu bisavô? Como seus colegas iriam reagir se soubessem que você gosta de uma coisa que foi criada no século XIX? Você pode imaginar algo tão velho estando na moda hoje?
Coca-Cola foi vendida pela primeira vez no dia 8 de maio de 1886, na cidade de Atlanta, Georgia, nos Estados Unidos. Seu inventor, o farmacêutico John S. Pemberton vendeu a receita em 1887, e a empresa The Coca-Cola Company foi fundada em 1892. Coca-Cola foi vendida em garrafas pela primeira vez em 1894 e em latas em 1955.
Desde seus primeiros anos, Coca-Cola tem sido promovida com um marketing agressivo. Robert Woodruff, presidente da empresa de 1923 a 1954, declarou sua intenção de que "todas as pessoas no mundo bebessem Coca-Cola como sua bebida preferida." Coca-Cola foi a primeira empresa a patrocinar as Olimpíadas, em 1928, e tem patrocinado todas as Olimpíadas desde então, e todas as Copas do Mundo da FIFA.
Mais que 120 anos depois da sua invenção, Coca-Cola permanece sendo o refrigerante mais vendido no mundo, e continua atraindo os jovens. Com uma receita praticamente não modificada desde o ano de 1885.
Imagine que agora você recebendo um prato com bolinhos de bacalhau quentinhos ou uma bela fatia de pizza ou até mesmo um petisco de uma lanchonete qualquer; o que você pede pra beber?
As almas sentem sede de Deus assim como você quer uma coca-cola para degustar o seu lanchinho, essa sede só pode ser saciada pelo próprio Deus!
Ao nascer o ser humano trás em si três vazios que precisam ser preenchidos: PAI, MÃE E DEUS!
- Se uma criança nasce e não tem um pai; um irmão mais velho, um tio, um avô, até mesmo um padrasto pode assumir esse lugar;
- Da mesma forma a mãe pode ser substituída por uma tia, uma avó ou uma madrasta;
- Mas Deus, ninguém pode substituir e, eu e você somos os responsáveis por levar Deus ao conhecimento das pessoas!
Lembra a estória da cinderela? Pois é; o homem é o sapatinho e o único pé que cabe nele se chama Deus!
(Romanos 10:14) -  Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?
O mundo clama por Jesus. O ser humano precisa do Divino, anseia por ele e nós temos o produto, mas o nosso marketing é horrível.  Deixamo-nos levar pelos preconceitos, pelos rótulos denominacionais, pelas nossas vaidades, pela soberba, pelo egoísmo e mais um amontoado de coisas e, o Reino de Deus que é bom, ih...
Não foi por acaso que Jesus disse que "os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz". Uma multinacional, visando apenas os seus lucros, tem entendido a necessidade de sempre atualizar sua forma de comunicar, enquanto mantém a mesma receita de sempre (aliás, quando a empresa tentou mudar a receita em 1985, ela sofreu um grande fracasso comercial).
O MESMO ACONTECERÁ CONOSCO SE TENTARMOS MUDAR A ESSÊNCIA DO EVANGELHO. A Coca-Cola utiliza a linguagem, as atividades, os personagens, e as tecnologias atuais para continuar vendendo sua velha bebida, como, por exemplo, as suas campanhas do Rock in Rio e da Copa do Mundo de futebol da FIFA.
The Coca-Cola Company não continua na liderança da sua categoria usando o mesmo marketing nem as mesmas embalagens do século 19. E a igreja precisa desesperadamente aprender, com o Apóstolo Paulo e com a Coca-Cola, que nós devemos nos tornar "tudo para com todos para de alguma forma salvar alguns", fazendo isso "por causa do evangelho". Nossa mensagem é velha – bem mais velha do que a Coca-Cola - mas nossas formas de apresentação, nossas formas de comunicação, têm que ser atuais.
- JESUS CRISTO E PAULO FORAM OS MAIORES MARKETEIROS!
PAULO NO AREÓPAGO EM ATENAS:
(Atos 17:19-25) - E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?  Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade). E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

O que mais tem atrapalhado o marketing do Evangelho de Jesus é a tradição (coisa dos fariseus), os rótulos, os escândalos e as terríveis quatro paredes!!
O primeiro passo para um marketing de longo alcance foi dado pelo próprio Deus. O dia de Pentecostes foi aonde, pela primeira vez, o povo ouviu a igreja "declarar as maravilhas de Deus em sua própria língua". COM ISTO DEUS ESTAVA DIZENDO: “ESTOU FACILITANDO AS COISAS PARA VOCÊS IREM MUITO MAIS ALÉM”!
Precisamos voltar à experiência e essência da igreja primitiva, deixando que o Espírito de Deus nos capacite para comunicar a Boa Notícia de Jesus à esta geração.
Um abraço no seu coração!
Fique na graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr William Thompson

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

- A SENHA - COMO VOCÊ ESTÁ FALANDO POR AÍ?


Juízes 12:1-7

1 - ENTÃO se convocaram os homens de Efraim, e passaram para o norte, e disseram a Jefté: Por que passaste a combater contra os filhos de Amom, e não nos chamaste para ir contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo. 2 - E Jefté lhes disse: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom; e chamei-vos, e não me livrastes da sua mão; 3 - E, vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida, e passei contra os filhos de Amom, e o SENHOR os entregou nas nossas mãos; por que, pois, subistes vós hoje, para combater contra mim? 4 - E ajuntou Jefté a todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim; e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este dissera-lhe: Fugitivos sois de Efraim, vós gileaditas que habitais entre Efraim e Manassés, 5 - Porque tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e sucedeu que, quando algum dos fugitivos de Efraim dizia: Deixai-me passar; então os gileaditas perguntavam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não, 6 - Então lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete; porque não o podia pronunciar bem; então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil. 7 - E Jefté julgou a Israel seis anos; e Jefté, o gileadita, faleceu, e foi sepultado numa das cidades de Gileade.

A História Bíblica, como acabamos de ler, relata o confronto entre Jefté, general de Gileade contra o exército de Efraim. O motivo desta desavença teria surgido do fato de não serem convidados os homens de Efraim, para participarem do conflito contra os filhos de Amon, lembrando que os vencedores, nesta época, costumavam levar os ricos despojos de guerra dos vencidos. Jefté, vitorioso no combate resolveu para garantir a total derrota do exército de Efraim, guardar as passagens do rio Jordão, por onde tentariam os fugitivos retornarem a suas terras. A semelhança entre os povos daquela região dificultava esta vigilância, foi então que, Jefté utilizando-se da variação linguística, armou um meio de acabar de uma vez por todas com o exército de Efraim. Assim sendo, todos que por ali passavam eram imediatamente indagados a repetirem uma palavra.

A palavra escolhida foi SCHIBOLET, pois os Efraimitas pronunciavam a consoante S, num som mais sibilado, saindo então SIBOLET, dessa feita, os Efraimitas prejudicados por sua diferença de pronúncia, ao repetirem a palavra, eram então rapidamente identificados e degolados.
Como a palavra Shibolet resultou uma senha segura, o rei Salomão a usou, posteriormente, como palavra de passe para os seus companheiros.

Xibolete (do hebreu, שבולת‎) é uma peculiaridade de pronúncia que serve para identificar um determinado grupo linguístico, funcionando praticamente como um tipo de senha linguística.

História

Este vocábulo é a transliteração de um vocábulo hebraico que é traduzido por alguns como "espiga de grãos" e por outros como "torrente de água".

Esse uso da linguagem para diferenciar grupos humanos é difundido mundialmente e, geralmente, para atuar de forma hostil contra aqueles que são reconhecidos como sendo pertencentes a grupos diferentes. Durante o massacre das Vésperas Sicilianas, no séc. XIV, os franceses eram reconhecidos pela forma como pronunciavam ciceri, uma espécie de ervilha seca. Durante as revoluções de 1893 e de 1923, no Sul do Brasil, os uruguaios eram identificados fazendo-os pronunciarem a letra J ou pauzinhos, que eles pronunciavam, respectivamente, como: /shôta/ ou /paucinhos/.

Ampliação do termo

Atualmente, o termo teve seu significado ampliado, podendo indicar também o reconhecimento de um hábito ou uma característica distinta, que permita reconhecer que o indivíduo pertence a um grupo distinto. É importante notar que o termo não se confunde com sotaque ou regionalismo, mas está a eles relacionado.

A forma xibolete é registrada no Aurélio XXI e no Grande Manual de Ortografia, de Celso Pedro Luft. O termo também pode ser escrito como xibolé ou xibolê. Em inglês e francês é escrito shibboleth.

A terminação "ão" é o principal xibolete do português e os estrangeiros têm muita dificuldade em pronunciá-la.

Aí você me pergunta: aonde o pastor quer chegar com isso?

Já te respondo:

A linguagem usada por muitos cristãos nos dias de hoje já não se pode dizer que seja algo condizente com a condição de um verdadeiro servo de Deus. Há algum tempo atrás, eu ainda não era pastor, era ministro de música de uma igreja batista e com a devida autorização pastoral, foi necessário chamar à disciplina um grupo musical da igreja, pois as atitudes dos integrantes não estavam de acordo com o que o senhor Jesus nos expõe no texto sagrado.

Ao serem avisados de que a igreja esperava uma mudança de comportamento ou do contrário o grupo estaria suspenso, o que ouvi foi uma série de palavras de baixo calão de um dos integrantes e quando indagado sobre tal linguajar tão chulo para um jovem cristão, veio a seguinte resposta: “o que eu sou no mundo eu sou aqui dentro da igreja” e, só me coube fazer a pergunta: “você não acha que a situação deveria ser exatamente o contrário?

Em fim; se fosse, nos dias de hoje utilizado a senha shibboleth muitos cristãos seriam degolados “às margens do Jordão”. Está cada dia mais complicado ver que homens e mulheres de deus têm um palavriado incondizente com o seu relacionamento com Deus. A igreja tem se contextualizado com o mundão, em pensamentos, atitudes e principalmente palavras.

Conversamos com um ímpio e com um cristão e não notamos qualquer diferença, os cristãos estão falando “sibolet” ao invés de shibboleth e quando advertidos dizem: “isso não tem nada a ver”.

Atitudes como essas trazem os hábitos e costumes mundanos para o convívio da igreja, não permitindo que a igreja cumpra seu papel transformador, pois ela mesma está sendo modificada pelo mundo ao invés de transformá-lo.

Irmãos fiquem atentos à senha, usemos as palavras certas na hora certa e da forma certa para que o Senhor Deus continue a nos preservar, pois fomos criados para o louvor da Sua glória e, as nossas ações demonstram se queremos ou não dar louvor ao Senhor, por isso ele mandou Jesus para nos salvar do castigo eterno. Não esqueça: a forma como falamos pode dizer quem somos e a que povo pertencemos!
Presta atenção galera!


Um abraço no seu coração
Fique na graça e na paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

- ANATOTE OU ACÉLDAMA?


Quem nunca foi tomado por um forte sentimento de culpa? Quem jamais desejou voltar no tempo para consertar as coisas? Mesmo Judas, o apóstolo traidor, sentiu-se profundamente arrependido do que fizera ao seu Mestre. No livro chamado “Eu, Judas”, onde o autor tentava redimir a figura do apóstolo traidor, entre suas teorias, talvez a mais contundente era a que dizia que Judas fora movido por um propósito altruísta. Ele achava que se “cutucasse a onça com vara curta”, Jesus se levantaria, assumindo Seu papel messiânico, arregimentando Seu povo para uma tomada de poder. A traição seria apenas um empurrãozinho. Mas as coisas não aconteceram como planejadas.

Quando Judas ouviu de Jesus que os discípulos deveriam se armar para acompanhá-lo até o Getsêmane, ele imaginou que finalmente a revolução ocorreria. Porém, Jesus jogou um balde de d’água fria em seus planos quando não apenas reprovou a atitude violenta de Pedro ao desembainhar sua espada para defendê-lo, como também colocou no lugar a orelha decepada de Malco, um dos soldados do Sinédrio que vieram prendê-lo.

Amargurado com os rumos dos últimos acontecimentos, Judas dirigiu-se aos principais sacerdotes e anciãos para devolver-lhes o dinheiro que recebera para trair seu Senhor. Tudo deu errado! Jesus fora condenado, preso, e em mais algumas horas seria crucificado. A conclusão a que Judas chegara foi expressa na frase: “Pequei, traindo o sangue inocente”. Já que não dava pra voltar atrás, pelo menos o dinheiro que recebera deveria ser devolvido. Mas para sua surpresa, os sacerdotes recusaram recebê-lo de volta. E olha que trinta moedas de prata eram uma quantia considerável. Como os sacerdotes recusaram-se a recebê-la, Judas atirou-a para dentro do santuário e retirou-se já resolvido a suicidar-se.

Que destino deveriam tomar aquelas moedas?

Por mais sórdidos que fossem aqueles sacerdotes, ainda lhes restara certo senso de ética. Em conselho convocado de última hora, concluíram: “Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.”


Como alguém que foi capaz de subornar um dos apóstolos de Jesus para traí-lo, ainda seria capaz de posicionar-se eticamente? Por incrível que pareça, tal senso ético não tem sido facilmente encontrado em muitas lideranças cristãs.

A conclusão a que chego é que os principais dos sacerdotes que condenaram Jesus eram mais éticos que muitos líderes evangélicos de nosso tempo. Que vergonha! Quantos ministérios edificados sobre "Campos de Sangue"! Quantas ofertas recebidas que foram fruto de extorsão, venda de drogas, vidas arruinadas, dinheiro público desviado que deveria ser usado na compra de ambulâncias, merenda escolar, segurança, etc.?

Como eu poderia subir ao púlpito com a consciência tranquila sabendo que o dinheiro que mantém o ministério vem de fontes erradas? Como eu poderia pregar honestamente vendendo os votos do rebanho para um político inescrupuloso? Será que os fins justificam os meios? Será que Maquiavel tinha razão? Já que não somos católicos romanos, em vez de canonizá-lo, que tal elegê-lo como patrono de nossa causa? Há que se ter redobrados cuidados com ministérios que explodem de uma hora pra outra, comprando tudo que vê pela frente... Quem trabalha duro à frente de um ministério sabe que dinheiro não cai do céu...

Já que aquele dinheiro sujo não deveria ser depositado no cofre do templo, algo precisaria ser feito. Alguém teve uma “brilhante” ideia: Vamos utilizá-lo na aquisição de um campo para servir de cemitério para os estrangeiros. O conselho prontamente votou e aceitou.

O dinheiro foi considerado tão sujo, que mesmo que fosse usado na construção de um cemitério, este deveria ser destinado unicamente aos estrangeiros. Nenhum judeu poderia ser enterrado nele. A propriedade adquirida recebeu o nome de “Campo de Sangue”.

Interessante notar que o relato feito por Lucas difere um pouco de Mateus, que é o que temos considerado até agora. Segundo Lucas em seu relatório conhecido como Livro de Atos dos Apóstolos, o próprio Judas teria adquirido aquele campo com o “salário da sua iniquidade”.

Não creio que haja contradição entre Mateus e Lucas. O fato é que Lucas intencionalmente atribuiu a Judas a compra daquele campo para enfatizar o seu terrível destino. Como que por coincidência, Judas sai em busca de um lugar ermo para dar cabo de sua vida, avista uma árvore à beira de um precipício, pendura-se nela, com o peso do seu corpo, o galho se quebra, e ele se precipita no abismo, tendo suas entranhas espalhadas pelo campo. Era uma imagem horrível de ser ver. O que ele jamais poderia supor é que aquele lugar escolhido para ser cenário de seu suicídio era justamente o campo comprado com dinheiro que recebera pela traição.


Judas bem que tentou livrar-se daquelas moedas, mas elas o perseguiram até o fim.

Em contraste com Jeremias, que mesmo preso adquiriu, por ordem do Senhor, um campo em Anatote (que quer dizer “Resposta à oração”), o campo adquirido com o dinheiro da traição foi chamado de Acéldama, que significa “Campo de Sangue”.

Acéldama representa o fim da linha, o precipício do qual a alma humana se lança quando trai a si mesma. Toda traição é auto traição. Ninguém trai alguém sem trair a si mesmo. E toda a traição tem um salário e um custo. O custo jamais compensa o salário que se recebe dela. E não adianta tentar fugir, lançar as moedas de volta ao seu lugar de origem. Elas nos acharão!

O precipício é o preço da precipitação. Precipitamo-nos sempre que sacrificamos nossos princípios e valores no altar do imediatismo. Traímos nossas convicções por conveniência. Somos iludidos pela ideia de que é possível apressar o processo.

Um dia o que estava oculto vem à tona. As entranhas de Judas são expostas. E aí... será tarde demais.

Mateus 27:3-8

3 - Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4 - Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. 5 - E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. 6 - E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. 7 - E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. 8 - Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.

Atos 1:15-19

15 - E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: 16 - Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 17 - Porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério. 18 - Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniquidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. 19 - E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém; de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Acéldama, isto é, Campo de Sangue.



Um abraço no seu coração!
Fique na graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

- O CRISTÃO E A CAVERNA DO MITO PLATONIANO


Em momento algum da história humana, nunca se registrou uma procura tão acentuada por Deus quanto neste início de século XXI. Nunca houve outro período em que o nome Jesus rendesse tanto comentário e busca, mesmo que desesperada. Nunca se viu tanta gente em diversos seguimentos religiosos exercitar a fé, mesmo que cega. Então, o que faz o nome de Deus render tanta procura nesses últimos dias? Por que mesmo cheias de fé, as pessoas se encontram tão vazias e sem Deus?

Não precisa ir muito longe, basta dar um clique na televisão ou escutar o clamor do vizinho, ou mesmo, nos auto observar nos espelhos do dia a dia o quanto Deus está presente em nossas vidas, afinal: “Vinde a mim todos que estais cansados e Eu vos aliviarei”. E é justamente ai, neste alívio, onde se exercita a fé, ainda que cega e distorcida; é na nossa sede que vamos buscar água em poços desconhecidos e profundos sem encontrar água potável e doce, pois quando a sede é grande toda água é boa, na fome as bolotas que os porcos comiam pareciam caviar para o filho pródigo. E nessa direção, muitos vão exercitando uma fé morta por não encontrar o verdadeiro caminho.

Falar da fé tem sido lucro certo, nunca se falou tanto sobre fé. Os teólogos lançam livros a cada semana, a mídia tem escancarado o assunto de forma insigne, a música tem arrecadado milhões em composições enfáticas feitas quase que exclusivamente em nome da fé, de uma vitória que vai chegar à sua vida custe o que custar, até a filosofia, que de tão pouco consultada, hoje é uma das cadeiras principais nos cursos de ciências humanas, tendo um papel elementar na busca da fé ou na sua negação; tudo isto porque, a fé virou comércio e tem manobrado muitos fervorosos num “mito da caverna de Platão” que se repete a cada dia. Eis um motivo forte para a filosofia dar um tapa sem mão naqueles sedentos por Jesus, sendo assim, “conhecereis a árvore pelos seus frutos.../ ...conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Pelos seus frutos, muitos têm exercido uma fé cega, capaz de superlotar igrejas, andarem de joelhos nas ruas pagando promessas, ficar em casa sentado esperando a morte chegar, levantarem bandeiras sociais em nome da paz e do próximo, executarem o nome de Jesus nas tantas letras que o anunciam de forma distorcida e até mesmo se vestirem de nova criatura, mas trocando de roupa para acompanhar o ritmo e o compasso do mundo que de tão sedento por Cristo, continua bebendo na fonte errada.

Nessa cegueira espiritual do mundo moderno, as igrejas estão lotadas de pessoas com braços levantados para o alto, clamando por um Deus que eles não conhecem na íntegra, só de nome. Quando seus frutos têm negado a eficácia dessa fé, por não fazerem o que deveria ser feito, mas apenas o que mandam: vista branco, azul, amarelo, fique de joelhos, ande um quilômetro, ponha um copo d’água em cima do rádio, traga a carteira de trabalho para a porta se abrir; enfim, faça tudo, menos tentar conhecer a verdade e a Deus como Ele é: simples, ordeiro, amoroso como uma galinha que acolhe todos os seus pintinhos debaixo de suas asas sem discriminação; assim é o nosso Deus que não quer sacrifício de ninguém, nem faz acepção de pessoas, que está de braços abertos para aqueles que abrem a porta do coração para Ele. Por outro lado, o mito da caverna é gritante, quando alguém manobra as réstias na parede da caverna com o ventrículo nos deixando abobalhados com a cena, é assim que estamos: abobalhados, sem poder nos mexer, sem forças para questionar, olhar para trás e observar o que estamos fazendo e quem está nos iludindo até porque, o amor que Deus tem por cada um de nós é muito grande, por isso Ele nos adverte: “Errais por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus.../ ...toda árvore que não der um bom fruto, será cortada e jogada no fogo”, porque a foice está amolada e em breve a colheita será feita.

Não quero terminar este texto o condenando ao fogo do inferno, ao contrário, quero terminá-lo condenando você de você mesmo. Diagnosticando sua fé que anda míope e precisa ser operada para que veja a luz dentro dessa caverna que você se alojou ao longo do tempo. Essa caverna de tantos cânticos, preces e louvores de um Deus vivo que ainda se encontra morto por não ter conseguido tirá-lo desse buraco negro de tantas verdades hipócritas que o faz sentir mais sede da verdade. A sua fome de leitura em torno da fé, seus ouvidos aguçados têm provado a sua sede por um Deus que você não descobriu ainda, mas sabe que Ele existe ai bem dentro de você, embora em uma penumbra ao se movimentar nas paredes da caverna do mito platoniano.

Sede, exercitada numa fé cega que teima andar no caminho estreito e levar sua cruz dia após dia, mas que quer as facilidades de um evangelho próspero e cheio de bênçãos. Fé cega, por louvar tanto o nome de Deus nas igrejas e nas praças e deixá-lo sempre em último lugar em sua lista de prioridades. Fé cega, de um povo que diz tanto amar a Deus e tê-lo no coração, mas que O nega em suas atitudes e falta de amor, por querer seguir seus próprios caminhos menos o caminho descrito na bíblia pelo seu Criador, em palavras que se cumpriram e vem se cumprindo ditas pela boca do próprio Cristo “Tua palavra é a verdade”, mas negada por muitos que dizem não serem suficientes, quando buscam outras. Fé cega, quando Deus não é suficiente para curar suas mazelas e trazer paz, procurando outros meios e pessoas para darem um melhor suporte para sua fé.

Foice amolada, que fará separação no dia da colheita e esbofeteará muitos daqueles que usam sua própria verdade sem observar as verdades de Deus, por continuar a questionar igual a Pilatos: “o que é a verdade?”, mas por perceber igual ao centurião romano, mesmo que tarde diante dos fatos: “verdadeiramente este homem era o filho de Deus”.

Verdadeiramente Jesus está voltando pelos sinais que se cumprem. Verdadeiramente amar a Deus sem segui-lo pelo caminho proposto por Ele faz de minha fé cega, ainda que eu não faça mal a ninguém. Verdadeiramente as vãs filosofias têm levado as pessoas a inverterem o caminho, procurando a felicidade dentro da caverna cujo mito alimenta a fome dos fervorosos e os afastam cada vez mais dos caminhos de Deus que mais parecem fardos pesados e difíceis de carregar.



Verdadeiramente sua fé pode estar cega, se você não der meia volta e olhar por trás de você e deter esse alguém que manobra o ventrículo que o deixa preso às mensagens doces, mas que amargarão no final. Verdadeiramente a foice está amolada, mas pela grande misericórdia de um Deus verdadeiro e que o ama, que espera você produzir frutos bons e vindos apenas dEle, que é a videira verdadeira e quando o momento certo chegar ele executará sua justiça de amor, cortando e separando o joio do trigo; o trigo que conseguiu permanecer em pé, mesmo sendo sufocado pelo joio que insiste em distorcer e cegá-lo com medo de ser cortado e lançado fora.
Então, corte você de você, suas práticas de suas práticas, sua fé de sua fé, para quando o ceifeiro vir com sua foice afiada não o lance no fogo eterno com sua fé cega.



Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

- PERDOEM-ME!


Não sou evangélico fundamentalista, bitolado e fanático, personagem tão comum em nosso tempo. Alguns cheiram Bíblias, outros são especialistas no toque do shofar, tem ainda, os que chamam de “trouxas” a quem crê, ama e recusa barganhar a fé cristã. 
Ah! Não podemos esquecer os que vendem unção, os que uivam, engatinham, mergulham-se em óleo e metem medo pela bizarrice com que demonstram seu extravagante “evangelho”.

Desculpem-me!

Não sou protestante puritano, hiper-calvinista, nem super-arminianista, não pertenço em essência a nenhum dos rotulantes “ismos” tão presentes em nossa histórica igreja. Alguns estratificam a fé, outros na ânsia da racionalização da fé, deserdam-nos do seu dulçor e como estranhos iluministas, diabolizam a mais natural emoção que se dá do encontro do perdido com o Salvador que nos torna filhos. Não podemos esquecer-nos dos que materializam mecanicamente o Caminho e são tão eficientes em defenderem conjuntos doutrinários sistematizados que idolatram os heróis e se esquecem da misericórdia, amor e perdão.

Perdoem-me!

Não sou evangélico imbecilizado que vaga servil, correndo atrás dos seus líderes carismáticos, reproduzindo grunhidos e imitando as gesticulações patéticas como quem segue os tripulantes de um trio elétrico.

Desculpem-me!

Não sou crente medíocre, fascinado com a espiritualidade plástica, impactado pelos milagres fabricados e os testemunhos produzidos pela indústria da fé (crendice). Tolo a ponto de sujeitar-se a tirania apossada do púlpito, a qual anda reluzindo o ouro e prata de suas conquistas.

Vão às favas!

Os pseudos vencedores que vendem o Evangelho, que fazem de sua mensagem um misticismo doentio, uma ferramenta de captação de recursos financeiros livres de impostos e preparados para uso ardiloso e vil.

Apartai-vos de mim!


Os que arregimentam exércitos de seguidores marionetados, incapazes de uma reflexão aguda e de conduzir sua fé na estrada segura da Palavra, a qual é fundamentada na inspiração divina que ilumina nosso caminho.

Arreda!

Bandidos de Bíblias em punho como arma de manipulação e domínio. Negociantes incansáveis e insaciáveis pelos privilégios mundanos, sustentados pelo suor e sangue dos incautos peregrinos que de “igreja” em “igreja” buscam na penitência do dízimo o alívio para suas almas.

Ouço musica ao longe…

Ela me acalma e tem a capacidade de me conduzir ao sonho de dias melhores. Não! Não é a utopia platônica de um mundo sempre lá, no eterno: o “outro”. Mas, uma luta constante a partir de mim e de cada um que crê, (e não são tão poucos assim) não deixando esmorecer a fé naquEle que é o seu Autor e Consumador.

Ouço música ao longe…

O Evangelho é música.

Música com cheiro, tom, textura e sabor de vida nova. Regenerada! Vida pra ser vivida, sorvida, deglutida e transformada em frutos que permaneçam. Frutos da salvação. Frutos que não pesam, não aprisionam, não machucam o indefeso crente.

O Evangelho é música feita para crer, pensar, viver!


Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr. William Thompson

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

- VOCÊ E DEUS! E AGORA? É FOGO!!


Quase nunca nos damos conta do que é estar na presença de Deus. Ele nos espera, nos observa fica ao nosso lado, nos envolve e nós, muitas e muitas vezes, sequer percebemos a Sua presença. Lembramos dEle sim,  quando a coisa fica preta, aí corremos e  começamos a clamar e dizemos: será que o Senhor não está vendo o meu sofrimento, o tamanho da minha enrascada?!

Na realidade Deus estava bem ali do nosso lado e nós é que não observamos, pois estávamos envolvidos demais com as preocupações deste mundo.
É bem comum nós acharmos que estar na presença de Deus é como um carregador de baterias. Eu venho pra igreja, e aqui é como se em cada cadeira tivesse uma tomada, aí eu ligo a minha bateria e começa a recarga. Ao final da celebração, depois de carregada a bateria eu vou embora pra ter uma semana de total afastamento de Deus.


ÊXODO 3: 1-6
(Êxodo 3:1) - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
(Êxodo 3:2) - E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
(Êxodo 3:3) - E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima.
(Êxodo 3:4) - E vendo o SENHOR que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui
(Êxodo 3:5) - E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
(Êxodo 3:6) - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.

É bastante comum nós chegarmos ao trabalho na 2ª feira e falarmos com nossos colegas “crentes”: “olha o culto ontem bombou”! Uma irmã falou em línguas, a outra dançou, o pregador profetizou, um irmão foi tomado pelo Espírito Santo e não suportou a unção e caiu!!!
Mas Deus pergunta: E Você?
Tudo isso aconteceu e você viu ou te contaram?
Você diz cheio de orgulho: ninguém me contou não; eu estava lá, eu vi com esses olhos que a terra há de comer!!
Mas, e você, não sentiu nada?
E aí a sua cara vai ao chão!
Constantemente temos visto o agir de Deus em nosso meio, e ficamos perguntando por que está acontecendo isso com o irmão, por que ele  está fazendo aquilo e eu não sinto nada?
A resposta é simples: você está ISOLADO!
Quando estamos na presença de Deus temos que nos despir de tudo que possa nos isolar. No verso 5 quando no Senhor diz a Moisés: Tira o sapato dos teu pés por que a terra que você pisa é santa, entre outras coisas Deus estava dizendo: se você não tirar o sapato, não vai sentir o “fogo do espírito te queimar”, não vai ter o que testemunhar, vai contar a experiência daqueles que estavam descalços.

O TEXTO NOS ENSINA ALGUMAS COISAS PARA A NOSSA CAMINHADA COM DEUS:


É PRECISO SUBIR A MONTANHA
É PRECISO DESPIR-SE POR COMPLETO
É PRECISO TER CONTATO
É PRECISO SENTIR VONTADE DE VER, AINDA QUE NÃO POSSA
É PRECISO QUEBRAR FORTALEZAS
É PRECISO OUVIR E OBEDECER
NO FINAL DEUS FAZ PROMESSAS PRA TUA VIDA E NÃO SÓ VOCÊ, MAS MUITAS PESSOAS SERÃO ABENÇOADAS POR CAUSA DISSO!

COISAS QUE NOS IMPEDEM DE TOMAR UMA ATITUDE DIANTE DE DEUS:

- EU NUNCA FICO DESCLAÇO
- EU SOU MUITO TÍMIDO PRA ME DESPIR
- EU NÃO TENHO MAIS PERNAS PRA SUBIR MONTANHAS
- EU NÃO TENHO FORTALEZAS
- EU ATÉ SINTO VONTADE, MAS...
- EU ACHO QUE EU SOU OBEDIENTE SIM, TALVEZ NÃO SEJA 100%, MAS ÀS VEZES EU OBEDEÇO.

O verdadeiro cristão tem que vibrar pela ação de Deus na sua vida, tem que parar de contar experiências alheias e ter as suas próprias e usá-las para abençoar a muitos outros. As nossas experiências com Deus devem servir para impactar a vida dos sem igreja, por que aqui dentro cada um deve ter um ato de poder para contar, se isso não aconteceu comece a pedir ao Senhor e Ele vai te chamar pro monte, vai mandar você tirar o sapato e você vai ver a sarça arder e não se queimar, vai sentir o óleo da unção descer sobre a sua cabeça, ouvir a voz de Deus e é bem possível que quando tocado as pessoas sintam choque, tamanho o poder do Espírito Santo em ação através de você. Na Segunda feira não será preciso falar nada, os colegas vão notar a diferença no teu rosto, ele estará brilhando, tal qual o de Moisés!

Se entregue, adore, obedeça, dispa-se, tire as máscaras e o mais Ele fará!!!

O Fogo de Deus não é o que destrói, é o que preserva a sarça: o Homem. Moisés, apesar das suas capacidades intelectuais, não tinha sobre si o fogo da glória de Deus. Moisés teve que deixar o Egito, para poder contemplar a glória de Deus ardendo sobre a sarça. Muitos estão neste estágio, tem cultura, tem conhecimento, mas não têm uma experiência com o Senhor. São arbustos secos. A Igreja está lotada de arbustos secos. Uns estão de gravata, outros perfumados, outros com instrumentos na mão, uns são doutores, outros professores, donas de casa etc. Todos nós somos arbustos secos totalmente dependentes do Senhor. Mas buscamos em Deus pela fé que o inimaginável aconteça. Moisés, então, respondeu: “Eis-me aqui”. Esta deve ser a atitude de quem ouve o chamar do Senhor para o Altar. É uma atitude definida. Eis-me aqui Senhor, disposto a obedecer, a trabalhar na Tua obra: SACRIFICAR. A maior lição é que DEUS escolhe sarças para mandar sobre elas o fogo do seu poder. Há um povo que é como sarça; pequeno, frágil, imperfeito; somos nós. Mas buscamos o Senhor por nos escolher e transformar-nos em sarças ardentes através da nossa fé, e sucessivamente mudar a nossa vida. É o fogo que preserva e não o que consome.

Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr William Thompson

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

- PASTORES vs OVELHAS - INVERSÃO DE VALORES


Hebreus 13: 17

Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

Pastores e ovelhas eram uma parte tão familiar do mundo antigo que se tornaram uma pronta metáfora para os escritores bíblicos. O terno cuidado dos pastores com suas ovelhas levaram Davi e seus companheiros salmistas a falar do Senhor como o pastor de Israel (Salmos 23; 80:1), e de Israel como “as ovelhas do Seu pasto” (Salmos 100:3; 95:7; 79:13; 78:52).

Eu sou nascido e criado na Igreja Batista, sou Pastor Batista. Recordo-me dos domingos pela manhã que eram dedicados à parte administrativa da igreja, as chamadas Sessões ou Assembleias, como chamamos hoje. Nessas assembleias eram decididas todas as diretrizes administrativas da igreja e nós (pelos menos os batistas) nos acostumamos a ver e brigar pela soberania da maioria democrática nas votações, inclusive no que se dizia ou diz respeito à disciplina do rebanho.

Mas afinal; quem toma conta do rebanho?

A Palavra de Deus, a Bíblia, nos ensina em Hebreus 13: 17 que as ovelhas devem obedecer e se sujeitar ao seu pastor. Então quem tem a prerrogativa de disciplinar o rebanho é o Pastor. Alguma dúvida?

Porém tive a minha atenção voltada para esta questão quando um pastor, amigo meu, foi indicado para participar em um processo de sucessão pastoral em uma igreja e foi preterido por que disse no momento da entrevista que não abriria mão de ser o doutrinador ou disciplinador do rebanho e que a assembleia não teria autoridade sobre este quesito.

Faço aqui algumas perguntas: 


Na escola, aluno disciplina aluno?

 No quartel soldado pune soldado? 

Por que na igreja ovelha tem que disciplinar ovelha?

Quem aplica o doutrinamento e a disciplina dentro do rebanho é o pastor. As igrejas ao longo dos tempos se habituaram a deliberar sobre assuntos que dizem respeito a alguém que o próprio Deus levantou para fazer. A maioria da igreja decide o que comprar, de que forma vai pagar, se vai dar aumento para o zelador, se vai comprar um ônibus ou uma van etc. Agora rebanho avocar para si a decisão máxima em disciplinar uma ovelha, não! Isto é função do pastor.

Por outro lado existe uma visão e eu já li em estatuto de igrejas a lavra de que uma das obrigações do pastor é fazer o rebanho multiplicar. Este é um dos maiores enganos que a igreja vem comet
endo ao longo dos tempos: quem gera a multiplicação do rebanho são as ovelhas; o pastor é o cuidador, tratador, guia do rebanho. Você já viu gato gerar cachorrinhos ou coelhos gerarem gatos? Logo quem gera ovelha é outra ovelha.

Precisamos rapidamente voltar os nossos olhos para as nossas obrigações espirituais. A Igreja oferta para o sustento de missionários, paga salário ao pastor e depois muitos dizem “eu fiz a minha parte”!

Errado, a nossa parte está lá em Mateus 28:19

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Este texto não foi escrito só para os pastores, muito pelo contrário, é para todos e, claro, isto acaba incluindo o pastor (que também é ovelha e precisa ser um multiplicador), mas a responsabilidade central do crescimento do rebanho é das ovelhas (ovelha gerando ovelha)!

Então precisamos acabar com esta inversão de valores que abunda as entranhas das igrejas, principalmente as batistas (falo assim porque sou cristão batista): O pastor cuida do rebanho e as ovelhas geram outras ovelhas através do testemunho, da amizade, ganhando a confiança das pessoas, pregando o Evangelho com a própria vida!

Jesus narra, no Evangelho de Lucas, a parábola de um pastor que apascentava cem ovelhas, mas uma desgarrou-se.

Tal fato gerou, no pastor, uma atitude altruísta: foi pelo deserto em busca da ovelha que se perdera, e só deu a missão por acabada quando a ovelha estava acolhida no seio do rebanho. Ele estava cumprindo a sua vocação, cuidar de ovelhas. Fora chamado e treinado para isso, portanto, não poderia fugir à responsabilidade. Veja que o pastor não mandou outra ovelha à busca da que se perdera.

Uma outra coisa: existe um termo agressivo e bastante comum no nosso meio: EXCLUSÃO! Eu gostaria que alguém me dissesse se Jesus excluiu alguém em seu ministério? E olha que situações para isso não faltaram! Ele não excluiu a mulher adúltera, nem Pedro, nem Judas (este se auto excluiu).

ROMANOS 14:12 diz: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”

Os pastores pagam duas contas: a deles mesmos e a das ovelhas! Ovelhas que se perderam e eles não procuraram, ovelhas que não foram tratadas, discipuladas ou que não receberam os ensinamentos devidos etc.!

Para encerrar:

Ovelha gera ovelha, aumenta o rebanho. Pastor cuida, trata, ensina, doutrina e disciplina o rebanho e até no momento, se necessário, da ovelha ser tratada como gentia, tem que ser por decisão pastoral!

Tenho dito!!!



Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus!
Pr William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...