terça-feira, 4 de setembro de 2012

- DEUS NOS SURPREENDE COM AMOR E GRAÇA

Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, deu as boas-vindas aos espias e escapou da destruição que veio sobre aqueles que recusaram confiar em Deus. Hebreus 11:31.

Raabe é um dos grandes troféus da graça de Deus em toda a Bíblia. Duas vezes elogiada no Novo Testamento, ela está entre as cinco mulheres mencionadas na genealogia de Jesus. Era Cananeia, criada em ambiente pagão. Não de linhagem nobre, era uma “dama da noite”. A tradição judaica a coloca entre as quatro mulheres mais bonitas de Israel.

Será que o autor de Hebreus não poderia ter se referido a Raabe de maneira menos rude, ou ter omitido o detalhe, sem mencionar que ela era prostituta?

Mas sua intenção foi outra. Ele quis deixar claro que Deus não vê as pessoas como nós as vemos.

Que mudança a graça pode realizar na vida de alguém!

Deus foi ao encontro de uma jovem que disse: “Eu quero mudar”, e levou em conta sua fé, não sua “profissão”.

Dificilmente imaginaríamos que Deus pudesse incluir uma prostituta em Seus planos ou que colocasse o nome dela na galeria dos grandes heróis da fé. Essa atuação de Deus levou Paulo a afirmar: “Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, [...] a fim de que ninguém se vanglorie diante dEle. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27-30). Deus é soberano. Ele escolhe quem quer. Raabe é uma dessas surpresas. Ela mesma disse aos espias “[...] pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos Céus e embaixo na Terra” (Js 2:11).

O que Raabe, a meretriz de Jericó, fez que agradou tanto a Deus?

Suas atitudes mudaram sua vida completamente.

Josué Capítulo 2

Raabe era uma prostituta que morava com sua família numa casa nas muralhas da cidade de Jericó (significa “cidade da lua”, provavelmente adoravam a lua). Como todas as outras cidades de Canaã, estava destinada a destruição, por causa de sua imoralidade e idolatria.

Ela ouviu:

“porquanto temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós,” v-10

“Ouvindo isso, desmaiou-nos o coração e ninguém mais tem animo algum...”v-11.

Todos ouviram, mas poucos tomaram decisões acertadas.

Ela entendeu e compreendeu: foi consciente. Calculou os prejuízos de uma vida dissoluta.

“E lhes disse: Bem sei que o Senhor lhes deu essa terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados”. v-9

Teve consciência. “Bem sei...” Aquela terra fora tomada deles e dada a outro povo que obedecia a Deus. Ela compreendeu isso e não se rebelou contra a vontade de Deus.

Reconheceu a soberania do Senhor, e não se opôs ao plano de Deus em dar aquela terra aos israelitas (“o Senhor lhes deu”)

Teve medo do juízo de Deus que viria sobre ela pela mão dos israelitas (“o pavor... caiu sobre nós”). Somente tem medo àquele que tem convicção da existência de Deus.

Convenceu-se: Ela ouviu e creu, entendeu e confessou.

“... como o Senhor secou o Mar Vermelho” v-l0

“... o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra”. V-11b

“Vosso Deus”. Os deuses que conhecia não traziam “felicidade” alguma, agora Raabe ouve algo real e muito maravilhoso: “secou o mar”... ”lhes deu vitoria contra os amorreus”.v-10

Não se lamentou, nem chorou, apenas creu.

Quantos estão insatisfeitos com a vida, mas se sentem indignos do favor de Deus.

Obedeceu. Obedecer é ação na pratica. Obedecer é fazer com as mãos.

Correu risco ficando contra seu povo: “Porém aquela mulher tomou os dois homens, e os escondeu” v-4

“Porém ela os tinha feito subir ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho”, v-6

Fez aliança. “jurai-me, vos peço, pelo Senhor que assim como usei de misericórdia para convosco, também dela usareis para com a casa de meu pai; e me dareis um sinal certo.”v-12

Socorreu: “Ela, então o fez descer por uma corda pela janela”. v- 15

Orientou qual o caminho era seguro, v-16

Teve obras e teve fé (Tg. 2:25; Heb. 11:31). Atitude fala mais que palavras.

Recebeu orientação de como seria salva e obedeceu.

Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai.

Amarrou o cordão e permaneceu dentro de casa esperando.

Na semelhança de Raabe muitos pecadores estão vivendo nesta “Jericó” (mundo “da lua”) que está destinada a destruição.
Esta é a historia de como uma mulher moralmente depravada, que jamais pensávamos que pudesse ser capaz de alcançar tão grande vitória pela fé.

Haverá um julgamento de Deus e quem poderá se livrar dele? (Mt. 25:31-34,41)

Use os ouvidos. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap. 2:7, 11, 17,26, 3:6, 13,22) – sete vezes só em Apocalipse.

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap.1:3).

Raabe sabia que Jericó “chegaria ao fim”. Que os muros da cidade não iriam protegê-la. Nem tão pouco seus deuses. (Is.2:21; Ap. 20:11-13)

Use o entendimento.

“Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho” (Mat. 13:19).

Calcule o prejuízo de uma vida sem a garantia da salvação.

Não basta ouvir e temer é preciso entender

Seja convicto. Crer. Confessar (reconhecer).

O estado atual ou do passado, não impede que uma pessoa, por mais indigna que seja, tome consciência e mude sua vida (Lc. 15:17-20. Is. 1:18)

Raabe confessou a grandeza de Deus, reconhecendo-o como Senhor Soberano (Josué 2:8-10).

Reconheça Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.

Não basta entender é preciso crer

Tome uma atitude: agir implica obedecer.

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”; (Mt. 7:24)

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou (a Jesus) dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. (Rom 10:9, 10)

Veja onde a fé acompanhada de obra levou Raabe:

Raabe casou-se com o israelita, Salmom (foi tataravó do Rei Davi) e teve um filho chamado Boas que foi bisavô do rei Davi. (Mat.1:5). Ela tornou-se ancestral da família de Cristo (Mat.1:5-16: Lc. 2:32).

Está ao lado de Abrão e outros como pessoas na Galeria dos Heróis que tiveram fé e obras: Tg 2:23, 25 Heb. 11:31

Aplicação:

O fato da vida de Raabe ser poupada, sendo ela uma prostituta e havendo mentido aos emissários do rei de Jericó, não significa que Deus estivesse sancionando tais pecados explicitamente condenados no Decálogo (ver Êx 20:14 e 16). Nesse incidente, Deus manifestou Sua graça salvadora a uma prostituta possuída de uma fé genuína, com o propósito de salvá-la de sua vida de pecado. O mesmo poder regenerador que atuaria na vida da “mulher adúltera”, durante o ministério terrestre de Cristo (Jo 8:1-11), também transformou a vida da prostituta Raabe. E o mesmo amor compassivo que perdoaria as mentiras do pretensioso apóstolo Pedro (Mc 14:27-31;66-72) também perdoou a mentira de Raabe.

A galeria dos heróis da fé (ver Hb 11), da qual Raabe faz parte (verso 31), não é composta por santos que nunca pecaram, mas por pecadores que pela graça divina alcançaram a vitória sobre os seus pecados. Essa galeria é formada por pessoas que, à semelhança do filho pródigo (Lc 15:11-32), deixaram as imundícies de uma vida de pecado e voltaram à casa paterna; pessoas que estavam mortas em “delitos e pecados” mas que foram regeneradas pela graça divina (Ef 2:1 e 5).

Raabe mudou sua vida completamente quando creu no Senhor. Então o Senhor levou os espiões até sua casa para lhe dar oportunidade de mudança. Você não precisa perecer juntamente com os demais que estão destinados a destruição. Hoje mesmo você pode fazer parte do povo que entrará na Nova Jerusalém. Creia que o Sangue de Cristo te purifica de todo o pecado e receba Cristo com seu Senhor e Salvador.



Um Beijo no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

- SE JESUS FOSSE CRENTE...


Se Jesus fosse CRENTE, não venceria Satanás pela palavra, por ocasião de sua tentação no deserto, mas teria repreendido, amarrado, mandado ajoelhar, e dito que ele é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria pregado o Sermão da Montanha, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu do Avivamento e Fogo no Monte, cobraria apenas 250 Dracmas, divididas em 4 vezes sem juros ou em 12 vezes no cartão (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse CRENTE, jamais teria dito, no caso de alguém bater em nossa face, para darmos a outra. Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor sobre o agressor, pois “ai daquele que tocar no ungido do Senhor” (Mt 5:38-42)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas mandaria levar o tal servo em uma das sua reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o servo enfermo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado (Mt 8:5-13)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça ao povo, de jeito nenhum. Antes o pão ou peixe seriam “adquiridos” por uma pequena semente de fé de 50 dracmas, e quem comesse o tal pão ou peixe, milagrosamente seria curado de todas as suas enfermidades (Mt 6:1-15)

Se Jesus fosse CRENTE, quando os fariseus o pedissem um sinal, certamente ele levantaria as mãos, e delas sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo se formaria em volta dele, que levitaria enquanto anjos cantarolavam : “DIVISA DE FOGO VARÃO DE GUERRA, ELE DESCEU A TERRA, ELE CHEGOU PARA GUERREAR”. Sempre que fosse solicitado repetiria tal performance (Mt 16:1-12)

Se Jesus fosse CRENTE, nunca teria dito para carregarmos a nossa cruz, perdermos nossa vida para ganha-la; mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria : RECEEEEEEBAAAAAA!! (Lc 13:10-17)

Se Jesus fosse CRENTE, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montando num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Pôncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória e “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana, mas marchariam atrás da carruagem enquanto os discípulos contariam quantos milhões de pessoas estavam na PRIMEIRA MARCHA PARA JESUS (Mt 21:1-15)

Se Jesus fosse CRENTE, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria imediatamente curado, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo, pois se parasse de crer...

Se Jesus fosse CRENTE, não teria expulsado os demônios do gadareno com tanta facilidade. Ele teria realizado um Seminário de Batalha Espiritual, e a partir daí se iniciaria o processo de libertação daquele jovem, incluindo uma completa libertação das maldições hereditárias que estavam sobre a vida dele (Mc 5:1-20)

Se Jesus fosse CRENTE, o texto seria assim: “MAIS VALE PASSAR UM CAMELO PELO BURACO DA AGULHA DO QUE UM POBRE ENTRAR NO REINO DOS CÉUS” (Mt 19:22-24)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria transformado a água em vinho, mas em Guaraná ou Coca-Cola (Jo 2:1-12)

Se Jesus fosse CRENTE, ele teria sim onde recostar a cabeça, pois moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria também um castelo de verão no Egito (Mt 8:20)

Se Jesus fosse CRENTE, Zaqueu seria orientado a não devolver o produto das possíveis defraudações, antes oferecê-los como doação ao Seu ministério (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse CRENTE, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada IGREJA DE CRISTO, e Judas, ao traí-lo, não se mataria, mas abriria a IGREJA DE CRISTO RENOVADA.

Se Jesus fosse CRENTE, não diria que no mundo teríamos aflições, mas que teríamos sucesso, honra, vitória, riquezas, prosperidade … (Jo 16:33)

Se Jesus fosse CRENTE, ele seria amigo de Herodes, apoiaria a eleição de Pôncio Pilatos a governador, e só falaria o que os fariseus estavam interessados em ouvir.

Se Jesus fosse CRENTE, certamente não sofreria tanto nem morreria por mim e por você. Ele estaria preocupado com outras coisas. Mas ainda bem que ELE não era CRENTE.

E VOCÊ, É CRENTE? NÃO ESTÁ NA HORA DE REPENSAR O QUE DE FATO É SER CRENTE E SE TORNAR UM CRISTÃO VERDADEIRO?


Um abraço no seu coração

Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


Este texto é de autoria do pr. Josué Lima; foi coletado de seu BLOG e adaptado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

- PASTORES FERIDOS!

Cerca de 1,5 mil pastores desistem do ministério todos os meses

Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?

As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo. Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.

Foi preciso parar. No fim de 2010, José Nilton protocolou uma carta à direção de sua igreja requisitando a “disponibilidade ativa”, uma licença concedida aos pastores da denominação. Passou todo o ano de 2011 longe das funções ministeriais. No período, foi exercer outras funções, como advogado e professor de escola pública e de seminário. “Acho possível servir a Jesus, independentemente de ser pastor ou não”, raciocina, analisando a vida em perspectiva. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”. Reconstruindo-se das cicatrizes, Nilton casou-se novamente. E, este ano retornou ao púlpito, assumindo o pastoreio de uma igreja na zona leste de São Paulo. Todavia, não descarta outro freio de arrumação. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, raciocina. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”. É assim que ele pretende caminhar daqui para frente: sem fazer do pastorado o centro ou a razão da sua vida.

Encontrar o equilíbrio no ministério não é tarefa fácil. Que o digam os ex-pastores ou pastores afastados do púlpito que passam a exercer outras atividades ou profissões depois de um período servindo à igreja. Uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), com seus 30 mil pastores filiados – entre homens e mulheres –, registra uma deserção de cerca de 70 pastores por mês desde o ano passado. Os números estão nas circulares da própria igreja. Não é gente que abandona a fé em Cristo, naturalmente; em sua maioria, os religiosos que pedem licença ou desligamento das atividades pastorais continuam vivendo sua vida cristã, como fez José Nilton no período em que esteve afastado do púlpito. É que as pressões espirituais e as demandas familiares e pessoais dos pastores, nem sempre supridas, constituem uma carga difícil de suportar ao longo doa anos. Some-se a isso os problemas enfrentados na própria igreja, as cobranças da liderança, a necessidade de administrar a obra sob o ponto de vista financeiro e – não raro – as disputas por poder e se terá uma ideia do conjunto de fatores que podem levar mesmo aquele abençoado homem de Deus a chutar tudo para o alto.

A própria IPI, onde José Nilton militou, embora muito menor que a Quadrangular – conta com cerca de 500 igrejas no país e 690 pastores registrados –, teria hoje algo em torno de 50 ministros licenciados, número registrado em relatório de 2009. Pode parecer pouco, mas representa quase dez por cento do corpo de pastores ativos. Caso se projete esse percentual à dimensão da já gigantesca Igreja Evangélica brasileira, com seus aproximadamente 40 milhões de fiéis, dá para estimar que a defecção dos púlpitos é mesmo numerosa. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas, o número de pastores evangélicos no país é cinco vezes maior do que a de padres católicos, que em 2006 era de 18,6 mil segundo o levantamento Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Porém, devido à informalidade da atividade pastoral no país, é certo que os números sejam bem maiores.

FERIDOS QUE FEREM

O chamado pastoral sempre foi o mais valorizado no segmento evangélico. Por essa razão, é de se estranhar quando alguém que se diz escolhido por Deus para apascentar suas ovelhas resolva abandonar esse caminho. Nos Estados Unidos, algumas pesquisas tentam explicar os principais motivos que levam os pastores a deixar de lado a tarefa que um dia abraçaram. Uma delas foi realizada pelo ministério LifeWay, que, por telefone, contatou mil pastores que exerciam liderança em suas comunidades eclesiásticas. E o resultado foi que, apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”. Curiosamente, foram os veteranos, com mais 65 anos, os menos desanimados. Já os dirigentes das megaigrejas foram os que mais reclamaram de problemas. De acordo com o presidente da área de pesquisas da Life Way, Ed Stetzer – que já pastoreou diversas igrejas –, a principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais. “Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos”, aponta. “Precisamos muito menos de clientes e muito mais de cooperadores”, diz, em seu blog pessoal.

Outras pesquisas nos EUA vão além. O Instituto Francis Schaeffer, por exemplo, revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Numa pesquisa da entidade, 57% dos pastores ouvidos admitiram que deixariam suas igrejas locais, mesmo se fosse para um trabalho secular, caso tivessem oportunidade. E cerca de 70% afirmam sofrer depressão e admitem só ler a Bíblia quando preparam suas pregações. Do lado de cá do Equador, o nível de desistência também é elevado, ainda mais levando-se em conta as grandes expectativas apresentadas no início da caminhada pastoral pelos calouros dos seminários. “No começo do curso, percebemos que uma boa parte dos alunos possui um positivo encantamento pelo ministério. Mais adiante, já demonstram preocupação com alguns dilemas”, observa o diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o pastor batista Lourenço Stélio Rega. Ele estima que 40% dos alunos que iniciam a faculdade de teologia desistem no meio do caminho. Os que chegam à ordenação, contudo, percebem que a luta será uma constante ao longo da vida ministerial – como, aliás, a própria Bíblia antecipa.

E, se é bom que o ministro seja alguém equilibrado, que viva no Espírito e não na carne, que governa bem a própria casa, seja marido de uma só mulher (ou vice-versa, já que, nos tempos do apóstolo Paulo não se praticava a ordenação feminina) e tantos outros requisitos, forçoso é reconhecer que muita gente fica pelo caminho pelos próprios erros. “O ministério é algo muito sério” lembra Gedimar de Araújo, pastor da Igreja Evangélica Ágape em Santo Antonio (ES) e líder nacional do Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas, o Mapi. “Se um médico, um advogado ou um contador erram, esse erro tem apenas implicação terrena. Mas, quando um ministro do Evangelho erra, isso pode ter implicações eternas.”

Desde que foi criado, há 20 anos, em Belo Horizonte (MG), como um braço do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), o Mapi já atendeu milhares de pastores pelo país. Dessa experiência, Gedimar traça quatro principais razões que podem ser cruciais para a desmotivação e o abandono do ministério. “Ativismo exagerado, que não deixa tempo para a família ou o descanso; vida moral vacilante, que abre espaço para a tentação na área sexual; feridas emocionais e conflitos não resolvidos; e desgaste com a liderança, enfrentando líderes autoritários e que não cooperam”, enumera. Para ele, é preciso que tanto os membros das igrejas quanto as lideranças denominacionais tenham um cuidado especial com os pastores. “Muitos sofrem feridas, como também, muitas vezes, chegam para o ministério já machucados. E, infelizmente, pastor ferido acaba ferindo”.

Quanto à responsabilidade do próprio pastor com o zelo ministerial, Gedimar é taxativo: “É melhor declinar do ministério do que fazê-lo de qualquer jeito ou por simples necessidade”. A rede de apoio oferecida pelo Mapi supre uma lacuna fundamental até mesmo entre os pastores – a do pastoreio. “É preciso criar em torno do ministro algumas estruturas protetoras. É muito bom que o líder conte com um grupo de outros pastores onde possa se abrir e compartilhar suas lutas; um mentor que possa ajudá-lo a crescer e acompanhamento para seu casamento e família e, por fim, ter companheiros com quem possa desenvolver amizades e relacionamentos saudáveis e sólidos”, enumera.

EXPECTATIVAS

Juracy Carlos Bahia, pastor e diretor-executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), sediada no Rio de Janeiro, conhece bem o dilema dos colegas que, a certa altura do ministério, sentem-se questionados não só pelos outros, mas, sobretudo, por si mesmos. Ele lida com isso na prática e sabe que o preço acaba sendo caro demais. “Toda atividade que envolve vocação, como a do professor, a do médico ou a do pastor, é vista com muita expectativa. Quando se abandona esse caminho, é natural um sentimento de inadequação”. Para Bahia, o desencantamento com o ministério pastoral é fruto também do que entende como frustrações no contexto eclesiástico. Há pastores, por exemplo, que julgam não ter todo seu potencial intelectual utilizado pela comunidade. “Às vezes, o ministro acha que a igreja que pastoreia é pequena demais para seus projetos pessoais”, opina. Isso, acredita Bahia, estimula muitos a acumularem diversas funções, além das pastorais. “Eu defendo que os pastores atuem integralmente em seus ministérios. Porém, o que temos visto são pastores-advogados, pastores-professores, enfim, pastores que exercem outras profissões paralelas ao púlpito”, observa.

No entender do dirigente da OPBB, esse acúmulo de funções mina a energia e o potencial do obreiro para o serviço de Deus. A associação reúne aproximadamente dez mil pastores batistas e Bahia observa isso no seio da própria entidade: “Creio que metade deles sofra com a fuga das atividades pastorais para as seculares”. Contudo, ele acredita que deixar o ministério não é algo necessariamente negativo. “A pessoa pode ter se sentido vocacionada e, mais adiante na vida, por meio da experiência, das orações e interação com outros pastores, é perfeitamente possível chegar à conclusão que a interpretação que fez sobre seu chamado não foi adequada e sim emotiva”.

Quando, já na meia idade, casado e com dois filhos, ingressou no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), na capital pernambucana, Recife, Francisco das Chagas dos Santos parecia um menino de tanto entusiasmo. Nem mesmo as críticas de parentes para que buscasse uma colocação social que lhe desse mais status e dinheiro o desmotivou. “A igreja, para mim, é a melhor das oportunidades de buscar e conhecer meu Criador para que, pela graça, eu continue com firmeza a abrir espaço em meu coração para que ele cumpra sua vontade em mim, inclusive no ministério pastoral”, anotou em sua redação para o ingresso no SPN, em 1998. Ele formou-se no curso, foi ordenado pastor em 2003 e dirigiu igrejas nas cidades de Garanhuns e Saloá.

Hoje, aos 54 anos, Francisco trabalha como servidor público no Instituto Agronômico de Pernambuco. Ainda não curou todas as feridas e ressentimentos desde que, em 2010, entregou seu pedido de desligamento da denominação. Ele lamenta o tratamento recebido pelos seus superiores enquanto foi pastor. “Minha opinião sobre igreja não mudou. Nunca planejei um dia pedir licença ou despojamento do ministério. Mas entendo que somos o Corpo de Cristo, e, se uma unha dói, todos nós estamos doentes”, pondera. “Não é possível ser pastor sem pensar em restaurar vidas – e existem muitas vidas precisando de conserto, inclusive entre nós, pastores”.

A vida longe dos púlpitos ainda não foi totalmente sublimada e Francisco sabe bem que será constantemente indagado sobre sua decisão de deixar o ministério. “A impressão é que você deixou um desfalque, que adulterou ou algo parecido”, observa. Ele não considera voltar a pastorear pela denominação na qual se formou, porém não consegue deixar de imaginar-se como pastor. “Uma vez pastor, pastor para sempre”, recita, “muito embora as pessoas, em geral, acreditem que seja necessário um púlpito.”

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


Fonte:http://www.adiberj.org/portal/2012/05/09/pastores-feridos/

- O PRAGMATISMO EVANGÉLICO E O DECLÍNIO DA MENSAGEM BÍBLICA

Resumo dos três primeiros capítulos

NO LIVRO, COM VERGONHA DO EVANGELHO, JOHN MACARTHUR, FALA SOBRE A UTILIZAÇÃO DO "VALE-TUDO" PARA PREGAR O EVANGELHO
Pragmatismo é a noção de que o significado ou o valor é determinado pelas consequências práticas. É muito similar ao utilitarismo, a crença de que a utilidade estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista, se uma determinada técnica ou um curso de ação resulta no efeito desejado, a utilização de tal recurso é válida. Se parece não produzir resultados, então não tem valor.

O pragmatismo tem suas raízes no darwinismo e no humanismo secular. É inerentemente relativista, rejeitando a noção dos absolutos – certo e errado, bem e mal, verdade e erro. Em última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico. As ideias que não parecem úteis ou relevantes são rejeitadas como sendo falsas.

Quando o pragmatismo é utilizado para formularmos juízos acerca do certo e do errado ou quando se torna a filosofia norteadora da vida, da teologia e do ministério, acaba, inevitavelmente, colidindo com as Escrituras. A verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que “funciona” ou no que não “funciona”. Sabemos por intermédio das próprias Escrituras, por exemplo, que o evangelho frequentemente não produz uma resposta positiva (I Co 1:22-23; 2:14). Por outro lado, as mentiras satânicas e o engano podem ser bastante eficazes (Mt 24:23-24; II Co 4:3-4). A reação da maioria não é um parâmetro seguro para determinar o que é válido (Mt 7:13-14), e a prosperidade não é uma medida para a veracidade (Jó 12:6). O pragmatismo como uma filosofia norteadora do ministério é inerentemente defeituoso e como uma prova para a veracidade é satânico.

Para muitos, a quantidade de pessoas nos cultos tornou-se o principal critério para se avaliar o sucesso de uma igreja, aquilo que mais atrai o público é aceito como “bom”, sem uma análise crítica. Isso é pragmatismo.

Pior ainda, a teologia concede à metodologia lugar de honra. Na igreja contemporânea, tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica! Assim, o pragmatismo representa para a igreja de hoje exatamente a mesma ameaça sutil que o modernismo representou há quase um século. O modernismo começou como uma metodologia, mas logo se tornou uma teologia singular.

Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade aberta! Se existe algo que a história nos ensina é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja.

Por viver em uma época tão instável, a igreja não pode se dar ao luxo de vacilar. Ministramos a pessoas que buscam desesperadamente respostas; por isso, não podemos amenizar a mensagem ou abrandar o evangelho. Se fizermos amizade com o mundo, nos tornaremos inimigos de Deus. Se nos dispusermos a crer em artifícios mundanos, estaremos automaticamente abrindo mão do poder do Espírito Santo.

A fraqueza da pregação em nossos dias não brota de lábios excêntricos e frenéticos que discursam sobre o inferno; resulta de homens que comprometem a mensagem e temem proclamar a Palavra de Deus com poder e convicção. A igreja certamente não manifesta uma superabundância de pregadores sinceros e objetivos; de fato, ela parece repleta de ministros que adulam os homens (Cf. Gl 1:10).

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea.

Contudo, devemos estar conscientes de que tamanho de igreja não é sinônimo da bênção de Deus; e a popularidade não é barômetro de sucesso. O verdadeiro sucesso não é prosperidade, poder, proeminência, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. Sucesso genuíno é fazer a vontade de Deus apesar das consequências!

Muitos cristãos professos aparentam se importar mais com a opinião do mundo do que com a de Deus. As igrejas manifestam tanta preocupação em agradar os não-crentes, que muitas esqueceram que seu primeiro propósito é agradar a Deus (II Co 5:9). A igreja se contextualizou a tal ponto, que se deixou corromper pelo mundo.

Nós, que amamos o Senhor e à sua igreja, não devemos ficar assentados enquanto a igreja ganha ímpeto em direção ao declínio que leva ao mundanismo e ao comprometimento do evangelho. Homens e mulheres pagaram com seu próprio sangue o preço de passarem a nós uma fé genuína. Agora é a nossa vez de preservarmos a verdade; e esta é uma tarefa que requer coragem, sem compromisso com o erro. Trata-se de uma responsabilidade que exige devoção inabalável a um propósito muito específico!


Um Abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

Vi no blog Refletindo.com http://refletindopontocom.blogspot.com.br
John McArthur, Com Vergonha do Evangelho, (São José dos Campos, SP. Editora Fiel, 1997). Trechos selecionados dos três primeiros capítulos.









quinta-feira, 16 de agosto de 2012

- VERDADEIRO OU FALSO?


Nós vivemos nos dias atuais uma verdadeira dicotomia, entre o que é falso e o que é verdadeiro!

É bem fácil encontrarmos pessoas usando roupas de “marca” que elas mesmas sabem serem falsas, pirataria, mera imitação, mas a vontade de ostentar a marca “x” no tênis a marca “y” na camisa e assim por diante não as faz pensar que estão dando preferência ao falso, por não poder ou não querer pagar o preço do que é verdadeiro. Muitas pessoas alegam que a pirataria é tão perfeita que muitas vezes não se pode definir o falso do verdadeiro, mas um conceito bem interessante é que para reconhecer o que é falso basta conhecer o que é verdadeiro! Uma vez conhecedor da verdade o que é falso não terá mais o poder de enganá-lo, uma vez conhecendo o que é verdadeiro o falso não lhe encherá os olhos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.(João 8:32 ).

Se perguntarmos a uma pessoa se ela é falsa, com certeza ela vai responder que não, pois ninguém se acha falso.

Isso é verdadeiro, quando nos decepcionamos com alguém e achamos que a pessoa foi falsa, na realidade ela não foi, ela foi verdadeira, ela agiu de acordo com a sua natureza, essa é a realidade dessa pessoa, nós é que não a conhecíamos o suficiente e acabamos por confiar em quem não merecia tanta confiança!


Existe uma parábola africana que descreve muito bem o comportamento de um ser verdadeiramente falso:

O Sapo e o Escorpião

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"

O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."

“Antes eu te conhecia de ouvir falar; mas agora os meus olhos podem te ver.” (Jó 42:5).

Vamos fazer uma análise de convivência humana no texto acima: Jó está falando com Deus que pelo ouvir falar dEle, pensava que O conhecia, mas agora ele, Jó, O conhece por andar com Ele, o Senhor. Compreenda este “andar” como conviver, viver junto, buscar experiência, ter intimidade etc.

O sapo conhecia a fama do escorpião, mas só se deu conta de que o estava verdadeiramente conhecendo quando perguntou: “Por quê? Por quê?” Só naquele momento o sapo percebeu que estava conhecendo a verdadeira personalidade do escorpião!

Assim são as pessoas.

Falsidade é quando alguém começa uma relação com a intenção pré-determinada de enganar alguém, não se importando com os danos que isso poderá acarretar na vida da outra pessoa. A falsidade fica configurada, pois a atitude é direcionada a alguém, sendo o comportamento “normal” com as demais pessoas do círculo de relacionamento!

Dá para sentir a alegria de Jó ao dizer a Deus que agora o conhece por andar com Ele!

Na ótica humana pode ser depois da decepção de uma relação verdadeiramente falsa que um amigo diga ao outro: “antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora eu andei com você”.

Minha querida esposa tem um senso bastante apurado para observar as pessoas e por diversas vezes me alertou sobre o comportamento verdadeiramente falso de algumas pessoas a minha volta; entre os que se diziam meus amigos.

É daí que me veio a análise às avessas do texto de Jó 42:5, pois muitas vezes somos alertados sobre alguém, suas atitudes, seus maus hábitos, mas mesmo assim iniciamos uma caminhada juntos e só no momento em que a máscara cai é que podemos ver que por debaixo do cordeiro havia um lobo ávido por nos derrubar e tudo que essa pessoa queria era sugar o nosso melhor!

Mas nisso tudo há um consolo:

- A quem você tem, verdadeiramente, entregado o seu melhor?

Se é ao Senhor, que verdadeiramente é o merecedor de toda honra, toda glória e todo louvor e toda adoração, você vai observar que o seu falso amigo acabará por sair com as mãos vazias.

Isso não quer dizer que não haverá sofrimento e decepção, mas o próprio Deus prometeu que sararia toda ferida e enxugaria dos nossos olhos toda lágrima.

Use de cautela, aprenda a conhecer as pessoas, não se deixe levar por sorrisos e tapinha nas costas, observe a árvore e os frutos. Jesus nos manda ligar a luz amarela em Mateus 7:15-23 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome, e em teu nome não expulsamos demônios, e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

A falsidade não é a simples falta da verdade, é, muitas vezes, a vontade pré-estabelecida de se enganar a uma ou a várias pessoas e sempre há um objetivo por trás de toda falsidade.

Se dermos uma cédula falsa de Cem Reais nas mãos de um caixa de banco imediatamente ele a recusará, pois seu tato já conhece a textura de uma cédula verdadeira, por isso volto a declarar: “para reconhecer o que é falso, basta conhecer o que verdadeiro”.

OBSERVE:

Diz o ditado que nós só conheceremos uma pessoa após comermos junto com ela um saco de sal – se o ditado estiver correto levaríamos mais de 16 anos para comer a nossa metade, isso se dividirmos igualmente na proporção 50/50.

Uma pessoa saudável, segundo recomendações, deve comer de 4 a 6 gramas diárias de sal - vamos ficar com a média: 5 gramas. Um quilo tem 1.000 gramas, uma saca de 60 quilos de sal contém 60.000 gramas do produto; é muito sal. A nossa metade equivaleria então a 30.000 gramas que consumidos a uma porção de 5 gramas diárias, seriam 6.000 dias comendo sal junto com uma pessoa para conhecê-la de fato.

Um ano é igual a 365 dias, isso quer dizer que 6.000 dias são exatamente 16,438356 anos. Se fôssemos conviver com uma pessoa durante todo esse período, talvez ainda assim não a conheceríamos verdadeiramente.

O sal é bastante apropriado para descrever as dificuldades da convivência. Se você foi capaz de dividir uma saca de sal com alguém, pode apostar que no mínimo você testou os seus próprios limites.

PARA FINALIZAR: depois disso tudo, a ficha cai e você entende: “perdi a inocência”! 


PENSE:

“Não se arrependa jamais de ter conhecido algumas pessoas em sua vida. Por que as pessoas boas te trazem felicidade, as pessoas ruins te trazem experiências, e as pessoas más te trazem um lição. Em todas ocasiões você ganha alguma coisa, por que na vida tudo que você aprende te torna um verdadeiro vencedor!”







Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



terça-feira, 7 de agosto de 2012

- O SENHOR É O MEU PASTOR



O termo pastor nos remete imediatamente a algum tipo de animal. A Bíblia nos diz no Livro de 1º Samuel cap. 16, versos 11a 13 que Davi era pastor de ovelhas. No evangelho de Lucas cap. 15 do verso 11 ao 32, Jesus nos fala na parábola do filho pródigo que o jovem foi pastorear porcos. Mas ao que sempre nos reportamos quando falamos de pastor é lembrar ovelhas e vice versa! O próprio Jesus diz que Ele é o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas e que elas o conhecem (João 10:11 e João 10:14)!

Mas o termo não é usado de maneira aleatória, existe um motivo lúcido para que nós sejamos comparados à ovelhas, que fazemos parte de um rebanho e que existe e existirá sempre um pastor para cuidar de nós, enquanto ovelhas (existem também os lobos).

VEJAMOS OS MOTIVOS:

. OVELHAS são animais especiais, não sobrevivem em qualquer lugar, precisam da presença constante de um “pastor” que as conduza.

. OVELHAS não comem qualquer tipo de grama e precisam de um pastor que saiba encontrar e escolher o melhor pasto.

. OVELHAS só bebem água corrente, não suportam água parada, nem tampouco águas muito caudalosas, por isso o pastor precisa mantê-las sempre próximas de riachos limpos e tranquilos.

. OVELHAS não conseguem viver sozinhas, precisam de companhia o tempo todo. Por isso quando uma resolve pular a cerca do redil várias outras vão atrás, ficam temerosas de ficarem para trás e sós. Elas têm uma tendência natural para a depressão e o pastor precisa estar atento ao comportamento “social” das ovelhas.

.OVELHA só descansa quando confia. Uma ovelha só se deita para descansar quando ela confia no seu pastor, quando ela tem certeza de que ele não dormirá e não permitirá que os lobos ataquem o aprisco.

. OVELHA que confia, descansa e quando descansa sua lã fica mais limpa, mais pura, mais macia e até os seus ossos ficam mais fortes. O pastor precisa desfrutar da confiança do rebanho.

. OVELHAS que participam de concursos e que precisam estar sempre sendo deslocadas de um lado para o outro constantemente são transportadas em cabinas especiais e na parte da frente dessa cabina vai uma fotografia grande do seu tratador (seu pastor) para que ela tenha sempre a sensação de que não está desamparada. O seu pastor está ali, olhando para ela o tempo todo.

Reporte-se ao Salmo 23:

- O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
- Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
- Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
- Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
- Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
- Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

1º PONTO: - O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. É a ovelha que confia que o seu pastor é seu provedor, nada lhe faltará; seja o que for;

2º PONTO: - Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. A ovelha conhece, confia, descansa, se alimenta e sacia sua sede pois sabe que seu pastor vai lhe dar sempre o melhor;

3º PONTO: Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. A ovelha não pode ser criada em qualquer tipo de clima, por isso o salmista diz que o seu Pastor refrigera-lhe a alma e isto feito o rebanho é sempre conduzido por caminhos seguros com todo o carinho e amor que existem no coração do pastor;

4º PONTO: Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. A ovelha sabe que se ela se distanciar do rebanho sua falta vai ser notada e mesmo que ela esteja em perigo, o pastor vai deixar o rebanho em segurança e irá buscá-la, onde quer que ela esteja; na praia ou no penhasco e sabe também que precisará ser humilde, pois com todo amor e carinho o pastor vai usar o cajado para discipliná-la;

5º PONTO: Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. A ovelha sabe que ela é o prato preferido dos lobos, mas sabe também que seu pastor vai levá-las a pastos verdejantes, verdadeiras mesas de banquetes em locais rodeados de lobos e não permitirá que eles lhes façam mal algum. A unção com óleo é o diferencial na vida da ovelha obediente e o cálice transbordante é o que contagia umas às outras para que o rebanho cresça, para que o rebanho se reproduza, ovelha gerando ovelha;








6º PONTO: Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias. Cada ovelha bem cuidada torna-se uma ovelha produtiva e quanto maior o amor dedicado pelo pastor, maior será a reprocidade, a fidelidade do rebanho, que crescerá e habitará em segurança no aprisco do BOM PASTOR!

Jesus é o nosso Sumo Pastor, Ele tem nos guardado dos lobos, do inimigo devorador. Sofreu a nossa morte para que tivéssemos vida e vida em abundância, como diz a canção: “ ...pois morreu a nossa morte pra vivermos Sua vida, nos trouxe grande salvação...”





Um abraço no seu coração
Graça e Paz
Pr William Thompson

















terça-feira, 31 de julho de 2012

- AOS AMIGOS E IRMÃOS:


domingo, 29 de julho de 2012

- IGREJA, O GRANDE HOSPITAL DA HUMANIDADE


Nós vivemos num mundo extremamente ativo. Corremos pra todo lado, fazemos “n” coisas ao mesmo tempo e muitas vezes não observamos o que estamos fazendo, o que somos e o que realmente é necessário à nossa vida.

Como pessoa, de que maneira você tem visto os necessitados que vivem à sua volta? Tem tido tempo pra isso? Tem se preocupado com isso? Tem procurado agir nessa direção? Talvez sua resposta seja: “EU NÃO TENHO TEMPO PARA ISSO!”

VAMOS ENGROSSAR O CALDO!

E COMO IGREJA? O que nós temos feito em relação a todo tipo de gente que vem até nós. Se a igreja somos nós e cada um vive com o seu cada um como ficam os pobres, os necessitados, os doentes?

Nós vamos viajar numa parábola e não é uma parábola narrada entre as várias que Jesus nos deixou, mas uma parábola que o Espírito Santo de Deus colocou no meu coração: A PARÁBOLA DOS ENFERMOS ESPIRITUAIS E DO HOSPITAL ESPIRITUAL!!!

Ø ·MATEUS (cap. 10) ·

42 E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

- Jesus está dizendo aqui o seguinte: faça alguma coisa por essas pessoas porque eu mesmo vou recompensá-los.

Todo ser humano gosta dessa palavrinha, não é mesmo?

RE COM PEN SAS: o que será que eu vou ganhar? Deve ser algo bom, assim...

O CALDO VAI ENGROSSAR!!!

Se nós tivermos vida no Corpo de Cristo vamos viver como Ele mandou:

Ø ·MATEUS (cap. 10) ·

8 - Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.
 A Igreja hoje tem perdido ou fugido do seu papel de HOSPITAL. Hospital instituído pelo próprio Jesus a fim de que muitos sejam salvos ou curados; como quiserem!

·MARCOS (cap. 2)·

16 Vendo os escribas dos fariseus que comia com os publicanos e pecadores, perguntavam aos discípulos: Por que é que ele come com os publicanos e pecadores?

17 Jesus, porém, ouvindo isso, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores.

Nas entrelinhas Jesus está dizendo eu sou médico e vim procurar pessoas doentes, pessoas que necessitam de cura. Hoje nós temos visto igrejas jogando doentes na rua, com o pretexto de que são Gabrielas (EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, EU SOU MESMO ASSIM, VOU SER SEMPRE ASSIM: GABRIELA!) ESQUECERAM DE QUE SÃO SERVOS DE DEUS E QUE PRA DEUS NADA É IMPOSSÍVEL!!!

Jesus fundou o grande hospital da alma, um hospital universal chamado igreja! Nós sabemos que Ele é o Rei dos reis, Senhor dos senhores e Médico dos médicos e por isso Ele nos chamou, nos vocacionou e nos capacitou para sermos médicos, enfermeiros, operadores de elevador, empurradores de maca, de cadeiras de roda, atendentes, telefonistas, e mais o que tiver num hospital!

Este texto bíblico de MARCOS (cap. 2: 16-17)·chama-nos a atenção para duas prioridades que o Senhor Jesus tinha e tem com relação à raça humana.

A primeira é a sua preocupação com ela: Ele sabe que ela está “doente”, corrompida pelo pecado e separada de Deus. Por isso, Ele deixa claro aos religiosos da época essa sua preocupação, afirmando que veio para aqueles que estão doentes e não para os justos, ou pelo menos não para aqueles que se consideram justos e que não precisam de Deus (mesmo entendendo que estes também necessitam).

A sua segunda prioridade é ir até onde estão os doentes, os pecadores: Ele foi até eles. Mesmo sendo estes considerados os piores pecadores, o Senhor Jesus foi e se sentou a mesa com eles. Por isso, era considerado “amigo dos pecadores” (apelido lindo e adequado para o Cristo de Deus e pra nos também).

O Senhor Jesus não somente se preocupava com os pecadores, os doentes. Ele efetivamente colocava em prática essa preocupação indo onde eles estavam para assim levar a cura para a enfermidade da qual padeciam.

A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DE UM HOSPITAL SÃO OS DOENTES e hoje eles são esquecidos em detrimento de equipamentos de som, luz, instrumental, bancos ou cadeiras confortáveis...

A razão de existência da igreja são os doentes espirituais e hoje temos esquecido ou escolhido os doentes que queremos tratar. É claro que às vezes recebemos doentes com males fáceis de serem tratados; como uma doença de pele, bem superficial, uma alergia, uma gripe. Mas pode acontecer de recebermos doentes com males crônicos, com doenças graves da mente como fortalezas, cegueira, doenças da coluna como cerviz endurecida, doenças do coração, tuberculoses, hepatites, doenças causadas por falta de higiene da boca, deprimidos, doenças dos ossos, traumatizados etc. Nós temos que estar prontos para receber, cadastrar e tratar cada uma dessas pessoas, temos que lembrar que Deus nos capacitou para sermos os médicos, ou seja, os discipuladores, tratadores dessas pessoas pelas quais Jesus também morreu, E O NOSSO TESTEMUNHO PODE SER O PRINCIPAL MEDICAMENTO NESSE PROCESSO DE CURA.

Mas num hospital os profissionais ficam expostos a todo tipo de vírus, bactérias e doenças em geral, por isso regularmente passam por exames de check-up; para nós igreja, reciclagem; para vermos se não estamos contaminados, doentes e com potencial para contaminar outras pessoas, sejam elas pacientes ou “colegas de trabalho.”

Num hospital acontece ainda um outro fator de risco: A INFECÇÃO HOSPITALAR!

Na igreja existem vários fatores que podem revelar um quadro infeccioso e que pode até interditar o “hospital”, provocando a transferência de pessoal e fatalmente a aceitação de novos doentes.

VEJA AS MUITAS SEMELHANÇAS ENTRE A IGREJA E UM HOSPITAL

A Maternidade: Nos melhores hospitais sempre existe a maternidade. É ali que nascem os bebês. É onde ocorrem os partos. Na Igreja também isso deve ser uma constante (João 3:7). Os novos nascimentos devem ocorrer. Igreja que não vive a experiência de ter nascimentos, onde não se tem bebês espirituais, está em processo de estagnação, de decadência espiritual.

Mas, assim como em um hospital existem aqueles que fazem os partos e aqueles que cuidam dos bebês imediatamente aos partos, na Igreja também Deus capacita pessoas para tais funções (ministérios). Os nascimentos, os partos se dão pelo poderoso convencimento do Espírito através da pregação do Evangelho. Os pregadores, evangelistas e ensinadores da Palavra de Deus têm parte nisso. Deus os capacita extraordinariamente para exercer esses ministérios visando alcançar os pecadores perdidos (os pacientes). Após isso são encaminhados ao Berçário.

No berçário entra o trabalho dos enfermeiros (as) espirituais, cuidando dos bebês que acabaram de nascer.

É necessário aquecê-los, dar-lhes carinho e amor, encaminhá-los a primeira mamada, muitas vezes niná-los, dar o “colinho”, enfim, observá-los com cuidado e zelo, pois ainda são totalmente incapazes de viver sozinhos. São bebês. Precisam que alguém cuide deles.

Talvez Deus tenha capacitado você para ser um destes que servem na maternidade ou no berçário espiritual. Talvez seu ministério seja encaminhar aos partos ou cuidar dos bebês espirituais.

A Pediatria: Nos hospitais existe uma área destinada ao atendimento às crianças. Na Igreja, quando os bebês são bem cuidados e alimentados adequadamente, eles crescem e se tornam crianças. Estão se desenvolvendo (1 Cor. 3: 12). E também necessitam de cuidados especiais.

Nesta fase já conseguem pegar os alimentos e comer até sozinhos. Porém, não discernem o bom alimento daquele que pode prejudicar-lhes a saúde. Ainda precisam que alguém prepare o que vão comer (é preciso preparar a famosa "papinha" ou a mamadeira que alguns teimam em não deixar).

Importante saber que gostam muito de alimentos que são saborosos ao paladar. Não são simpáticos àqueles que são fundamentais para o bom crescimento. Preferem os doces, as guloseimas e tudo que lhes traz satisfação naquele momento. Também fazem muita bagunça e barulho. São extremamente sensíveis e melindrosos. Choram à toa. Dormem quando é pra ficar acordado e ficam acordados quando é pra dormir. Quebram as coisas. Falam o que não é pra falar. Ficam “emburrados” e gostam muito de ser elogiados.

Ora, são crianças. O que podemos esperar? Não podemos exigir deles que tenham atitudes de adultos. Chegarão lá.

Temos que ter paciência, amor e entender isso.

Por isso, precisam de pessoas cuidando deles.


A boa alimentação (discipulado, ensino, aconselhamento...) são alimentos essenciais para as crianças crescerem, mas não esqueça de vez em quando de levá-las para passear (momentos de comunhão), de brincar com elas (confraternizações, eventos) e de demonstrar seu amor de forma objetiva (ouvindo-as e dedicando a elas sua atenção). Tudo isso faz parte da boa infância, inclusive espiritual.

Talvez você seja uma dessas pessoas que Deus capacitou para cuidar das crianças espirituais nesse grande hospital que é a Igreja.

A Clínica Geral: Nos hospitais e clínicas, os clínicos gerais são aqueles que tratam, a princípio, de todo tipo de enfermidade crônica em seu diagnóstico inicial. Quando verificam qual tratamento devem disponibilizar ao doente o encaminham a um especialista naquela área.

Na Igreja podemos encontrá-los realizando o trabalho de ensino de uma forma geral. Podem ser professores de Escola Bíblica ou líderes de grupos pequenos, células, por exemplo. Levam o alimento a todos e o remédio necessário àqueles que estão sendo tratados de enfermidades espirituais crônicas, como é o caso de pessoas que sempre ficam doentes da mesma enfermidade. São curadas, mas por não cumprir com as observações e medicamentos prescritos voltam a ficar doentes. Precisam ser corrigidas e advertidas de tais atitudes. Os clínicos gerais tem muitas vezes essa função.

Talvez Deus tenha capacitado você para ser um clínico geral.

A Ala Cirúrgica: Os cirurgiões são aqueles responsáveis pelas operações mais delicadas e indispensáveis quando os demais tratamentos não surtiram o efeito desejado. São tratamentos drásticos. Não há mais a possibilidade desses doentes serem curados através de medicação ou tratamentos mais comuns. É necessária uma cirurgia.

Na Igreja ou através da Igreja, muitas vezes isso também é necessário para que o doente seja restaurado ou até salvo.

A cirurgia é dolorosa e sofrida. Muitas vezes é demorada e trabalhosa. Requer um período de preparação e após, de restabelecimento. Mas, se feita corretamente e se seguida de todas as precauções e cuidados, restaura a qualidade de vida do doente. Espiritualmente isso também é um fato. Não podemos expulsar (excluir) doentes simplesmente porque estão doentes. Não é pra isso que existe o hospital (Igreja)? Não podemos mandar embora os que precisam ser tratados. Esse não é o papel de um hospital, e muito menos de uma Igreja verdadeiramente cristã.

Deus capacita certos crentes para esta tarefa (ministério). São líderes que entendem a importância e o momento certo de efetuarem essa operação. São homens e mulheres de Deus, capacitados, vocacionados e preparados para esse delicado trabalho.

Você pode ser um destes. Já pensou nisso?

O CTI: Este local é temido por todos. Quando se está internado no CTI corre-se sério risco de morte. Geralmente, aqui as pessoas estão em coma, ou seja, muitas estão vivas apenas porque aparelhos assim o permitem.

Estão quase mortas. Já não conseguem se comunicar com as demais pessoas. Não falam. Não veem. Estão inconscientes.

Espiritualmente, muitos assim se encontram. Já não conseguem ver as coisas espirituais, não conversam mais sobre as coisas de Deus e não percebem que a consciência foi cauterizada pelo pecado que estão cometendo constantemente. Alguns já serviram e trabalharam em um hospital local (igreja local), mas hoje estão tão doentes quanto àqueles que um dia trataram.

Estão vivos espiritualmente porque alguém ainda ora e intercede por eles. Estão ainda vivos porque Deus ainda os ama e os tem preservado.


Porém, precisam de tratamento intensivo. Precisam de remédios específicos e de muita paciência, para que novamente voltem à vida que já desfrutaram.

O coma pode durar horas, dias, meses e até anos. Requerem dos médicos e enfermeiros que trabalham nesse setor muita perseverança, esperança, confiança e fé.

Mas, enquanto estiverem ligados pelos aparelhos, tudo pode mudar.

Você pode ter sido chamado e capacitado por Deus para trabalhar em um CTI espiritual e cuidar dessas pessoas enquanto estão inconscientes, até que despertem.

A Geriatria: Esta área é separada para os mais idosos, ou seja, aqueles que já viveram muitos anos e agora estão em sua velhice. Os cuidados aqui são tão especiais quanto para as crianças. Alguns dizem que nessa fase voltamos a ser crianças.

Os nossos queridos mais experientes necessitam também de uma alimentação adequada a sua idade. Alguns ficam doentes com enfermidades próprias da idade, causadas muitas vezes pelo excesso de trabalho durante a vida ou ainda pela má alimentação que tiveram. Alguns têm feridas antigas que carregam sem ainda estarem cicatrizadas. Também requerem atenção e carinhos constantes, mas acima de tudo possuem uma sabedoria de vida sem igual que não pode e não deve ser desprezada.

Gostam muito de conversar e de contar os acontecimentos ocorridos na sua vida. Ouvi-los com atenção sincera além de ser remédio para eles, nos traz conhecimento para nossa vida.

Aprendemos muito com eles. E mais, um dia lá estaremos.

Quem sabe, você não foi capacitado por Deus para cuidar deles.

Percebeu como existem muitas semelhanças entre um hospital literal e uma igreja local.

Há muitas outras, porém creio que essas já bastam para compreendermos nossa missão.

E sendo assim, algumas perguntas são pertinentes.

Qual sua especialidade nesse grande hospital que é a Igreja?

Temos como membros dessa Igreja nos preocupado com os doentes que estão fora de nossas paredes?

Temos nos preocupado em alcançá-los?

Temos nos preocupado com os doentes dentro de nossas paredes?

Temos buscado curá-los ou temos expulsado muitos porque estão sofrendo de enfermidades graves?

Temos tido paciência?

Temos compreendido que as enfermidades, muitas vezes são acompanhadas de revolta e desânimo? Temos aplicado o bom remédio de Deus? Temos amado o suficiente?

Finalmente, observando a analogia usada por Cristo, temos entendido que a Igreja Cristã, também pode ser entendida como o maior hospital desse mundo?

·I CORINTIOS (cap. 11)·
30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.


SE OS MALES NÃO FOREM TRATADOS DA MANEIRA BÍBLICA VÃO SE TRANSFORMAR NUMA DOENÇA CHAMADA MAU TESTEMUNHO!

E ISSO PODE SE TORNAR CRÔNICO!

C U I D A D O ! ! !

Entre os trabalhadores dos hospitais e os pacientes há os que se enquadram e há aqueles que acham que o hospital está chato, não tem remédios de qualidade, não querem tratar ou deixar-se tratar e vão procurar outros locais; uns para serem mais que atendentes ou enfermeiros e outros querendo um tratamento mais diferenciado. Para esse tipo de gente só tratamento de choque com doses maciças de CONFRONTO diariamente.

O dono desse hospital e de todos que nele trabalham garante a vitória sobre a enfermidade que assola a humanidade, o pecado.

Comuniquemos, revelemos e apliquemos o remédio para a cura dos doentes. Remédio esse que um dia nos foi comunicado, revelado e aplicado, Jesus Cristo.

Estar no hospital do Senhor Jesus (a igreja), ser tratado por Ele é algo tão maravilhoso e tremendo que a nossa saúde aumenta tanto que acabamos por ter VIDA ETERNA!!!





Um abraçono seu coração
Graça e Paz
Pastor William Thompson

quinta-feira, 26 de julho de 2012

- RELIGIOSIDADE E RELIGIÃO: VOCÊ NÃO PRECISA DISSO!!


Temos vivido um momento em que as pessoas estão num grande distanciamento de Deus, vivem suas vidas como se nada mais importasse, mas na maioria se dizem pessoas religiosas e de muita fé. Na mente dessas pessoas está estabelecida uma conexão entre fé, religiosidade e religião: isto é um enorme engano!!!

Em primeiro lugar vamos entender religiosidade e religião:

No senso comum, religião é entendida como prática religiosa. Religião e religiosidade são conceitos completamente diferentes. Religiosidade é uma condição inata, um atributo que nasce com o homem, natureza construtiva que o impele para viver em paz, social e individualmente. Religião é instituição humana, criada por homens, cujo objetivo é cultuar entidades divinizadas cultuadas como superiores á natureza humana. As religiões são instituições com ideologias polimorfas, com rituais diferenciados (culto, missa), com representantes personificados (pastor, padre, rabino) e com hierarquia e funcionamento semelhante aos de uma empresa, no que se refere á administração de bens, estrutura de organização e objetivos a atingir.

Algumas diferenças podem ser percebidas entre um conceito e outro, por exemplo: Religiosidade é condição atemporal, individual, inerente ao plano da imaginação e do sentimento; religião é temporal, grupal, ideológica, socialmente organizada. Religião se organiza por dogmas e hierarquia do grupo religioso; religiosidade se manifesta por atos mediados pelo bom senso (índole) individual. Religiosidade é manifestação desvinculada de interesses materiais e corporativos; religião é influenciada por esses fatores. Religião se origina da formação de classes numa sociedade (elites): governantes, sacerdotes, militares; religiosidade é uma condição intrínseca ao “modo de ser” espiritual de cada indivíduo.

O que tento explicar é que religiosidade é aquele vazio, aquela necessidade do divino que vem dentro de cada um de nós quando nascemos por termos sido desligados da comunhão direta com Deus quando o pecado entrou na natureza humana lá no Éden. É a vontade de reencontrar, estar novamente nos braços do Criador. Por conta do pecado ficamos desligados, numa linguagem mais atual, desconectados. A criatura separou-se do seu criador.

Durante muito tempo os cristãos latinos sustentavam a definição de Cícero de que "religião" era procedente de re-ligio e deriva-se do verbo re-legere, ou seja, "reler ou interpretar ao pé da letra" que, por extensão, significa cuidadosa reconsideração e profunda concentração da mente em estudo que reclama respeito e reverência. Esta é, provavelmente, uma das razões pelas quais os cristãos latinos eram identificados como aqueles que liam os seus escritos e neles retornavam pela busca do sagrado.

Porém, Lactâncio, antigo escritor cristão, afirmou, contrariamente a Cícero, que o vocábulo procedia do verbo latino re-ligare, "tornar a ligar; amarrar de novo". De acordo com a hermenêutica de Lactâncio, religião tratava-se de "um religamento das relações entre o homem e Deus".

Mas as revisões continuaram e outros sugeriram que procedia de re-eligere, ou seja, "voltar a escolher", como se o homem voltasse a escolher em definitivo a vida em direção ao sagrado. A filósofa brasileira Marilena Chauí, define o termo religião também a partir do étimo latino. Para a autora religião procede de religio, formada pelo prefixo re (outra vez, de novo) e o verbo ligare (ligar, unir, vincular). 

Definidos os parâmetros entre religiosidade e religião, concluímos que hoje nem eu nem você precisamos de nenhuma das duas: nem da religiosidade, nem da religião!

POR QUÊ?

1º - Já não existe mais motivo para vazio no coração humano. Imagine o sapatinho da Cinderela que só cabia no seu pé; a forma perfeita para o objeto perfeito. Deus é a forma perfeita e nós o objeto a ser preenchido por essa forma maravilhosa.
Mas se eu estou desligado de Deus, como poderei ser preenchido por Ele?

2º - JESUS, o nosso re-ligio, re-legere, re-ligare; foi enviado pelo próprio Deus para reaproximar-nos de Si.

Resumindo: religiosidade nos leva a uma procura constante – nós não precisamos disso. Em João 3: 16 está escrito: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

E em João 14:6 o próprio Jesus diz: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Não é mais necessária a procura, Deus enviou Jesus que nos mostrou o caminho e com sua morte na cruz e ressuresção nos religou ao Pai.

É necessário entender que enquanto a religiosidade nos leva a uma eterna procura, a religião acaba por fazer do religioso um cumpridor de regras, cego, muitas vezes fanático e obsecado.

Tiago nos fala da religião pura:

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1:26-27).

Então a própria Bíblia fala de religião, e pura?

Claro, Tiago está nos remetendo ao estilo de vida de Jesus Cristo. É por isso que o Cristianismo não é uma religião, mas um estilo de vida. Jesus é a nossa religião e já nos reconciliou com o Pai. Você conhece mais alguém que tenha morrido para te garantir vida eterna

(Romanos 5:10) - Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

Agora, como entender a fé?

(Hebreus 11:1) - Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.

É a fé que nos leva ao perfeito entendimento de que Cristo é o nosso caminho de volta ao Pai, que Ele mesmo deixou-nos o Espírito Santo, o Consolador.

(Lucas 17:5) - Disseram então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé.

Se você pensa que ter fé é algo que vem de você mesmo, está terrivelmente enganado, na Bíblia encontramos várias passagens onde os discípulos e os que seguiam Jesus pediam a ele que lhes aumentasse a fé, portanto: a nossa fé vem de Deus, ela não é nossa, é a Fé de Deus em nós.

Por nós mesmos não teríamos condição alguma de crer naquilo que não vimos, (João 20:29) - Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.

Sendo o homem, pois liberto da religiosidade e dos dogmas das religiões, dos rótulos e das máscaras, tendo em seu coração uma fé inabalável, genuína, vinda do próprio Deus e direcionada de volta para Ele, tendo como único intercessor o Filho, Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para a salvação de todo aquele que crê, tudo se faz novo, nascendo um nova criatura!

(2º Corintios 5:17) - Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

(João 8:32) - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Jesus é a Verdade!

(João 8:36) - Se, pois, o Filho (Jesus Cristo) vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.

Logo, nada mais pode te impedir de se achegar à presença de Deus, o preço já foi pago com o sangue de Jesus, que morreu e ao terceiro dia ressuscitou para a glória de Deus Pai.


Um abraço no seu coração
Fique na Paz e na Graça do Senhor Jesus
Pr. William Thompson








domingo, 22 de julho de 2012

- SE FALAR DO IRMÃO JÁ TEM GENTE QUE GOSTA... DO PASTOR ENTÃO...


Se existe algo intrigante no meio da igreja (qualquer igreja local), são aquelas pessoas que passam o tempo todo criticando, falando mal, comentando a vida de alguém , levantando rumores. Quando são chamadas à responsabilidade na maioria das vezes elas põe a culpa em outra pessoa (lembra de Adão e Eva) ou dizem: eu não estava falando por mal, estava apenas tecendo uma crítica “construtiva”, era só brincadeirinha.
O que essas pessoas não imaginam é que na totalidade das vezes em que isso acontece pessoas saem feridas, magoadas, traumatizadas e deprimidas, caídas.



Como pastor, já me acostumei a ser criticado, apunhalado pelas costas, ser traído por ovelhas e irmãos em quem depositava total confiança; mas o que fazer se nem mesmo Jesus Cristo escapou desse tipo de situação; vejam só o que falavam dEle:
Lucas 23:2 – Jesus foi acusado por muitas pessoas de estar:
                  ...enganando nosso povo.
                  (Novo Testamento Século XX)
 ...ensinando divisões ao nosso povo
[Os quatro Evangelhos] (E.V. Rieu)
...impedido-os de pagar impostos ao imperador.
                  (Novo Testamento Século XX)
                  ...dizendo-lhes que é errado pagar impostos.
                  Novo Testamento em Inglês moderno)
 ...afirmando ser um Rei ungido.
(Novo Testamento Enfatizado)
Em Lucas 11:15, Jesus foi acusado de ser capaz de expulsar demônios porque Ele é:
...enturmado com belzebu, o chefe dos espíritos malignos.
(Novo Test. em Inglês Moderno)

Paulo foi acusado
Em Atos 24:5, Paulo foi acusado de ser:
...um fonte de transgressão
(Novo Test. em Vernáculo Modernos)
...uma praga verdadeira.
(Novo Test. Versão Berkeley)
...uma peste pública.
(Novo Testamento Século XX)
...um perturbador da paz.
(tradução Weymouth)
...aquele que promove contendas.
Novo Testamento Século XX)
...um fomentador de discórdias.
(Tradução Livre da Bíblia Novo Inglês)
...um líder de seita.
(Tradução Livre da King James [Rei Tiago])
Em Atos 24:6, ele também foi acusado de ser alguém que:
...também tentou dessacralizar o templo.
(Novo Testamento Enfatizado)
...estava tentando tornar o templo impuro.
(Novo Testamento no Inglês Básico)
A realidade é que Jesus, Paulo ou mesmo eu e você, precisamos persuadir as  pessoas que estão ao nosso lado acerca do nosso caráter. Paulo era de fato um líder de uma seita e fonte de maldades? Alguma vez ele tentou dessacralizar o templo? Claro que não, nem tampouco Jesus era ou fez tudo aquilo que as pessoas disseram dele. E falaram tanto de Jesus que chegaram a crucificá-lo; mesmo sendo Ele inocente.
Há um ditado que diz que onde há fumaça, há fogo, isso quer dizer que em todo boato há um fundo de verdade, mas eu gostaria de lhe pedir uma coisa não fique vendo a fumaça e acreditando nos rumores, vá ao foco: GELO SECO COM ÁGUA TAMBÉM FAZ FUMAÇA!
Em suma: havia algum rumor de verdade nas acusações contra Jesus e contra Paulo? A resposta é NÃO!
Na experiência normal do ministério haverá rumores de acusações, rumores e estórias envolvendo cada homem de Deus.

O que vocês vão ler agora não se trata de uma ilustração, mas é a mais pura realidade:
“Um pastor muito meu amigo, (que eu prefiro não identificar para não causar constrangimentos) de uma Igreja Batista, tomou conhecimento de um rumor, boato, a famosa fofoca eclesiástica, que atingia a honra de uma pessoa na igreja e essa pessoa já estava à beira de uma crise de depressão, foi quando ele tomou uma atitude que eu nunca vi nenhum líder tomar: chamou a pessoa ofendida ao gabinete e perguntou: através de quem esses fatos chegaram aos seus ouvidos? Depois de relutar um pouco, com medo de envolver outras pessoas, ela acabou por dizer: foi fulano!
O pastor foi ao fulano e faz a mesma pergunta: através de quem esses fatos chegaram aos seus ouvidos? Depois de um pouco de relutância veio a resposta: foi beltrano e assim, ele foi puxando a corrente do mal que envolveu umas oito pessoas até chegar na criatura que tinha a lenha, o querosene e o fósforo. Resumindo; todos foram levados ao gabinete pastoral e as máscaras tiradas e sabe o que o incendiário disse: não foi bem isso que eu disse, fui mal interpretado, tudo não passou de um mal entendido e, a parte mais complicada; disse o pastor: então peça perdão e foi uma complicação até que a celeuma tivesse fim."
É sempre assim, existem pessoas que não percebem que estão sendo boca do diabo dentro da Casa de Deus e acabam disparando contra seus pastores (principalmente), seus líderes e irmãos. Se você quiser saber como isso funciona na realidade, leia a postagem “FOGO AMIGO” neste mesmo Blog.
Durantes uns três anos eu fui dirigente de uma congregação evangélica dentro de uma Unidade da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Brasil) e lá todos sabiam e sabem até hoje da minha condição de Pastor e Ministro de Adoração. Em 2010 depois de cumprir o meu tempo de serviço (30 anos) fui para casa a fim de viver a sonhada aposentadoria junto da minha família e durante os exames de rotina que são feitos no momento da aposentadoria eu descobri que tenho um problema grave no coração e que segundo os médicos poderá me matar ao menor esforço. Houve então a necessidade de uma desaceleração nas atividades ministeriais e os colegas de farda e irmãos da congregação da qual havia sido líder resolveram formar um grupo para me visitar, mas uma "pessoa"  disse o seguinte a esses irmãos: “não façam essa visita, o pastor Thompson está em rebeldia, não quer receber visita de ninguém, proibiu o pessoal de igreja de ir à casa dele e, inclusive está até com uma “amante”. 
Sem saber de nada que acontecia, precisei ir ao antigo local de trabalho para assinar uma papelada relativa ao processo de reforma e, ao visitar as seções onde trabalham os irmãos que ainda fazem parte da congregação fui chamado em particular e eles me expuseram o que estava ocorrendo!
A vontade, que a carne traz na hora era chamar e desmascarar a pessoa, mas isso provocaria um escândalo que só traria prejuízo para o Reino de Deus. O que eu fiz? Fui atrás das testemunhas até encontrar alguém que me falou; “foi o fulano de tal, no momento que ele falou beltrano estava junto comigo e ouviu tudo e eu ainda fiquei a pensar: o Thompson é pastor, canta e toca nos cultos do batalhão, fazendo uma coisa dessas! NEM SEMPRE ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO!
Esse porta voz do inferno foi chamado para tirar a estória  (estória mesmo) a limpo e sabe o que ele respondeu? Euuuuuu, nunca falei isso, deve haver algum engano, só que ele não sabia que eu já tinha as provas, mas pra evitar o escândalo já que a pessoa não é cristã, o caso ficou abafado, mas fiz como Paulo na , Primeira Carta a Timóteo no Capítulo 1: 19-20“Conservando a fé e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, naufragaram na fé. 20 - E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”  
O que tem me confortado é que eu sei em quem tenho crido e  o Espírito Santo de Deus não tem me abandonado, estou melhorando a cada dia e não abro mão de estar adorando e levando outros a adorar ao Senhor Comigo e uma coisa Ele tem colocado no meu coração: (I Timóteo 4:14) - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
Vendo a minha tristeza e revolta um irmão me disse algo tremendo: têm dois anos que você está em casa, mas pergunte quem é você aqui? Todos te conhecem e sabem do seu testemunho, entregue-o nas mãos de Deus!
Estão falando de você?
Sempre me disseram uma frase que na realidade me incomodava um pouco: “NINGUÉM JOGA PEDRA EM ÁRVORE QUE NÃO DÁ FRUTO!”
Sabe o que isso me mostra que os apedrejadores são pessoas doentes, perdidas na casa do Pai, pessoas famintas por causa da inveja, do orgulho, da arrogância e tantas outras coisas por ai e que no fundo querem é se alimentar dos frutos que arrancam com as pedradas.



O que mais me interessa hoje e como sempre foi é: AGRADAR AO MEU DEUS, honrar o Seu Reino, testemunhar do Seu amor e falar do Seu nome.
Aos incendiários que saibam que o Sangue de Jesus me cobriu e mais uma vez o diabo saiu envergonhado!

Provérbios 6: 16-19: Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que Ele abomina: (17) olhos altivosLíngua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente; (18) coração que maquina projetos Iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; (19) testemunha falsa que profere
Mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.



Um agraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...