sexta-feira, 22 de julho de 2016

- A MELHOR REDAÇÃO


Já fiz "cosquinha" na minha irmã pra ela parar de chorar.

Já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.

Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.

Já me cortei fazendo a barba apressado.

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.

Já subi em árvore pra roubar fruta.

Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas.

Já escrevi no muro da escola...

Já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando.

Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.

Já meti a língua no copo de coca-cola até senti-la dormente.

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.

Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua,

Já gritei de felicidade,

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas.

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
'Qual sua experiência?'

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...

Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?

Sonhos! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? "Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"

(autor desconhecido)



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- UM BARQUINHO OU UM TRANSATLÂNTICO?




Tivemos algum atraso nesta postagem, pois passamos por uma mudança de residência e de cidade com os atropelos que toda mudança trás, mas vamos a continuação da postagem anterior que se intitula "FALA SÉRIO JESUS!!!"




Muita gente se põe como críticos dos irmãos que se misturam aos desigrejados colocando a opinião de que estes se assentam em roda escarnecedores, mas por sua vez nada fazem para ganhar sequer uma alma para o Reino de Deus.

Essas pessoas esquecem que a vida cristã é um pequeno barco, um bote, como de um pescador, vivem uma existência fútil como que num transatlântico a desfrutar antecipadamente as maravilhas do céu, esquecendo-se do IDE de Jesus. São pessoas desobedientes, soberbas e que se acham mais dignas do Reino dos Céus do que aqueles que descem aos mais profundos abismos afim de ganhar uma alma para a causa do Rei. 

Mateus 28:18-20
E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

Esta ordem de Jesus tem sido literalmente esquecida. Algumas pessoas vivem a vida cristã com aquilo que eu chamo de 3 S's: salvo, sentado e satisfeito. "- Eu já conquistei a minha salvação, agora quem quiser que corra atrás". 

Nada pode ser pior na vida de um servo de Deus do que estar "satisfeito", conformado e despreocupado com a situação das almas que se perdem. 

O verdadeiro cristão é um eterno inconformado, não aceita a submissão da igreja ao tema do "não tem nada a ver", a gospelização de temas mundanos dentro da igreja com a "finalidade" de "ganhar almas", pregadores que pregam mensagens macias e que agradam a platéia e fazem encher os templos.

Esses crentes andam nos mesmos barquinhos que Jesus. Barcos a remos,  sem motor, que exigem grande esforço e exigem amor ao extremo. 

Faça sua escolha: barquinho ou transatlântico? 
Jesus ou os fariseus?

É hora de sair da zona de conforto, colocar-se à disposição do Reino, morrer por Jesus se preciso for. Suportar a perseguição e apresentar-se como ..."obreiro aprovado que não tem do que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da Verdade... 



Um Abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson










quinta-feira, 26 de maio de 2016

- FALA SÉRIO JESUS!


Esta postagem é a primeira de duas que vão tratar de postura de crentes com comportamentos que um tanto quanto farisaicos deixam de praticar as obras de Jesus e passam a criticar àqueles que lutam por almas e não por reputações. Na próxima semana teremos uma sequência com o tema: “Um Barquinho ou um Transatlântico?” aguarde. Mas vamos ao texto que nos é fornecido por Hermes C. Fernandes.

“Diga-me com quem andas e direi quem és.” Se quisermos aplicar esta máxima a Jesus, ficaremos desapontados. O Mestre Galileu costumava andar muito mal acompanhado.

Em uma de Suas andanças, Ele encontrou um publicano chamado Levi, também conhecido como Mateus. Sem a menor cerimônia, Jesus o convida para ser Seu seguidor.

Os publicanos eram considerados uma ‘raça maldita’, traidores da pátria, gente vendida ao império, que se prestava a extorquir seus patrícios para atender aos interesses de Roma. Jesus não o encontrou num ambiente amistoso, mas no lugar onde acontecia a cobrança dos impostos. Mesmo que Mateus não fosse desonesto como Zaqueu, não pegava bem para Jesus ficar de papo com gente de sua laia.

Além de atender de pronto ao convite de Jesus, Mateus revolveu comemorar em grande estilo, promovendo um grande banquete em sua casa. Que tipo de gente aceitaria participar de uma festa na casa de um publicano? Ninguém esperaria encontrar ali um sacerdote, um rabino ou qualquer outra pessoa de reputação ilibada. Os publicanos eram judeus que viviam como romanos. Não muito raro seus banquetes se tornavam orgias parecidas com os bacanais romanos. Definitivamente, aquele não era um ambiente para alguém como Jesus.

No mínimo, era de se esperar que Jesus desse um puxão de orelha em Mateus por querer celebrar sua chamada de maneira tão pagã. Seria como alguém acabar de se converter e ir para uma boate celebrar com os amigos e ainda chamar o pastor.

Não duvido que alguns dos Seus discípulos apostassem que Jesus chegaria lá virando as mesas de perna para o ar (Mas isso Ele deixaria para fazer num outro ambiente, considerado sagrado para os judeus).

O que esperar de um rabino judeu que transforma água em vinho só para impedir que a festa termine antes da hora?

Chegando à casa do publicano, uma multidão O aguardava. Gargalhadas estridentes eram ouvidas por toda a casa. Música alta. Danças extravagantes. Mulheres despudoradas. Definitivamente, o ambiente não era nada familiar.

Os discípulos se sentem constrangidos. Estão mais preocupados com a reputação do Mestre do que com a receptividade com que foram acolhidos. Eles não dão conta de conciliar o que veem com o salmo primeiro.

Sem parecer preocupado, Jesus toma lugar à mesa. Para o desconforto dos discípulos, Ele parece bem à vontade. Em momento algum lança olhares condenatórios sobre aquelas pessoas.

- O que é que estamos fazendo aqui? Indaga um deles. - Preciso tomar um ar lá fora! Esse ambiente impregnado de pecado está me sufocando.

Lá fora, alguns escribas e fariseus, a nata religiosa da sociedade, se aproxima de alguns discípulos e questionam:

- O que deu em vocês? Como têm coragem de acompanhar seu Mestre num banquete com gente desse tipo?

Jesus resolve dar um pulinho lá fora para checar a razão de terem se ausentado da festa. Ao flagrar os religiosos pressionando Seus discípulos, Jesus já chega respondendo:

- Quem precisa de médico não são os sãos, mas os enfermos. Não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.

Não há qualquer registro que naquela noite Jesus tenha interrompido a festa para pregar um sermão evangelístico. O importante era infiltrar-se ali, conquistar a confiança daquela gente, e, numa ocasião oportuna falar-lhes do reino de Deus. Por enquanto, Sua presença ali já era a mensagem.

O papo poderia ter terminado ali mesmo. Mas os religiosos não se deram por satisfeitos. Eles teriam que dar uma saia justa no Filho de Deus. O xeque-mate viria depois.

- Já que o Senhor está aqui, responda: Por que os discípulos do Seu primo João jejuam tantas vezes, enquanto os Seus só fazem comer e beber?

A estratégia era tentar extrair de Jesus uma crítica ao Seu predecessor e assim, expor Sua suposta contradição.

Imagino Jesus fazendo sinal com a mão para que guardassem Seu lugar à mesa, virando-se para os religiosos e respondendo:
- Como eles poderiam jejuar enquanto estou com eles? Que razão teriam para se lamentar? Por enquanto, só há motivo para festejar. Mas quando eu for tirado por alguns dias, eles terão motivo para jejuar. Querem mesmo saber? Ninguém tira um retalho de roupa nova para costurar numa roupa velha, pois, além de não combinar, o remendo acabará se rompendo. O tecido novo não tem a consistência do velho. E mais: Ninguém coloca vinho novo em odres velhos. O frescor do vinho novo romperá a estrutura dos odres velhos, e o vinho acabará sendo desperdiçado. Não adianta tentar explicar nada disso a vocês. Não vou perder meu tempo com quem não quer o novo, mas se contenta com o vinho velho e ainda tem coragem de dizer que ele é melhor. Com licença.

Deu meia volta e retomou Seu lugar à mesa.

Dias depois, Jesus se vê novamente assediado por religiosos. De saco cheio de suas insinuações, Jesus resolve dar-lhes uma resposta que expusesse sua hipocrisia:

- Sabem com quem esta geração se parece? Com meninos reclamando uns com os outros na praça: - Por que tocamos músicas animadas e ninguém dançou? E quando tocamos músicas tristes, ninguém chorou? Esta é uma geração que não sabe dançar conforme a música. Chora quando deveria se alegrar e se alegra quando deveria lamentar. Quando veio João Batista, que tinha um estilo de vida austero, não comia pão nem bebia vinho, vocês diziam que ele era um excêntrico endemoninhado. Quando chega a minha vez, só porque como e bebo na companhia de gente de reputação duvidosa, vocês me chamam de comilão e beberrão. Não vou ficar me explicando... vou deixar que os meus frutos falem por mim.

No calor da discussão, um fariseu resolve convidar Jesus a visitar sua casa. Talvez sua intenção fosse mostrar a Jesus a diferença entre aquele ambiente permissivo e o ambiente da casa de um homem temente a Deus.

O contraste era nítido. Formalidade. Etiqueta. Reverência. Nada de música alta, gargalhadas, danças. O olhar do fariseu parecia dizer: - Tá vendo aí, Jesus? Este é o tipo de ambiente que o senhor deveria frequentar.

De repente, uma mulher invade o recinto. Pelas roupas, dava para ver que não era uma dama da sociedade, mas uma dama da noite. Talvez uma daquelas que estiveram com Jesus na casa do publicano.

A presença dela incomoda a todos, principalmente o anfitrião.

Quebrando todos os protocolos, a meretriz vem por trás de Jesus, prostra-se aos prantos, e vendo que suas lágrimas regavam os pés de Jesus, desfaz as tranças dos seus cabelos, usando-os para enxugá-los. Como se não bastasse, ela se lança a beijá-los despudoradamente, enquanto os perfumava com o caro unguento que lhe custara um ano inteiro de prostituição.

Simão, o dono da casa, sentiu-se ultrajado.
- Se ele fosse realmente profeta, saberia quem é esta sem-vergonha! E agora... minha casa vai ficar mal falada na vizinhança. Eu já sabia do tipo de público que este rabino atrai. Por que fui convidar justamente ele para vir à minha casa?

Percebendo o mal estar que causara, Jesus se dirige a Simão e diz:
- Está vendo esta mulher? Pois é... entrei em tua casa e você sequer me ofereceu água para lavar os meus pés. Enquanto ela não para de regá-los com suas próprias lágrimas e enxugar com os seus cabelos. Enquanto você foi incapaz de dar-me um beijo de boas vindas, ela não para de me beijar os pés. Você tampouco ungiu minha cabeça como se faz a um convidado, mas ela derramou o mais caro unguento em meus pés. Sabe por quê? Porque ela sabe o quanto foi perdoada. Por isso me ama tanto. Já você, Simão, se sente tão santo, tão separado dos pecadores, que não tem noção de sua própria miséria.

Se houve uma vez em que Jesus tenha se sentado à roda dos escarnecedores, não foi na casa de Mateus, o publicano, mas na casa de Simão, o fariseu.

Aos olhos de Deus, ‘ímpio’ não é quem peca, mas quem não reconhece sua impiedade. O Filho de Deus sente-se muito mais ‘em casa’ entre pecadores que admitem sua condição do que entre santos que se veem no direito de julgar os demais.

Prefiro a companhia de quem ama por sentir-se acolhido e perdoado à companhia de quem julga por ser achar escolhido e privilegiado.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

terça-feira, 17 de maio de 2016

- VELOCISTA OU MARATONISTA?


Temos muitos crentes em nossas igrejas movidos por eventos, congressos de louvor e adoração, festividades, todo tipo de projeto, ou mesmo por ir ao monte orar.

Buscam um transbordamento, algo que os mantenha ligados numa adoração extravagante e extravasam em alguns momentos, quando podem. Pulam, sapateiam, gritam. Existe algum problema nisso? Na minha opinião não, desde que seja sincero. Existem também aqueles que vão a Deus apenas quando precisam de alguma coisa. A adrenalina sumiu, e estão precisando dar um gás na vida espiritual, ou aconteceu algum problema e precisam correr para alguém, todas as outras alternativas já se foram, então correm para Deus.

Chamo estes cristãos de cristãos adrenalina, eles chegam ao ápice e depois tudo some. Porém gostaria de falar sobre um tipo de cristãos que são pouco vistos hoje – os cristãos maratonistas.

Muitos acham que se derem um sprint (prova de velocidade) de 100m irão chegar no final. Não é verdade. A jornada cristã é uma maratona de uma vida inteira.

Não adianta em um dia você querer ficar orando a noite inteira e no resto da semana não passar nem 5 minutos em oração. Não adianta se mostrar cristão nos domingos e no resto da semana viver como um ateu.

Me lembro de Jeremias em Jeremias 25:3:

“Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia, mas vocês não me deram ouvidos.”

Durante 23 anos Jeremias levantava antes do sol nascer para anunciar a palavra do Senhor. Vinte e três anos, todos os dias, ininterruptamente, anunciando a palavra do Senhor a um povo que não dava ouvidos a ele. E pior, tentaram matá-lo.

Este é um cristão maratonista. E o próprio Jeremias nos diz como ele conseguia fazer isto. Em Lamentações 3:22-26 ele diz:

“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade! Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranquilo pela salvação do Senhor.”
Ele era perseverante na obra de Deus porque o Senhor perseverava com ele primeiramente. As misericórdias de Deus se renovavam a cada manhã sobre a vida de Jeremias. Ele recebia o renovo da parte de Deus a cada manhã, e antes de anunciar a palavra de Deus ao povo, ele a recebia da parte de Deus. Sua esperança não estava nos homens e sim na salvação do Senhor.

O que você busca? O favor dos homens? Levanta as mãos e fecha os olhos para ser visto? Acha que no monte o Senhor o ouvirá melhor? Deus não quer pessoas que “fiquem” com ele alguns momentos, mas quer um casamento duradouro, de entrega, perseverança, busca e dedicação total.

Oro a Deus para que sejamos como Jeremias, cristãos maratonistas e não de adrenalina apenas.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


Texto adaptado ao Blog Adorador Extravagante

domingo, 1 de maio de 2016

- BONO VOX DIZ QUE FALTA “REALISMO” DOS SALMOS NA MÚSICA GOSPEL ATUAL!

                    O documentário em que o cantor Bono Vox e o pastor Eugene Peterson dialogam sobre a beleza dos Salmos e a influência desse livro de poesias do Velho Testamento tem sobre suas carreiras foi colocado no ar no dia 26 de abril, e revelou uma visão crítica sobre as atuais composições de louvor e adoração da música gospel.

Bono, que é vocalista do U2 e compositor, vem falando cada vez mais abertamente sobre sua fé em Jesus Cristo e o impacto positivo que os cristãos podem e precisam causar no mundo.

A música cristã contemporânea vem sendo criticada, diversas vezes, por sua repetição, construção melódica sobre quatro acordes que formam mantras em torno de uma seleção de palavras e falta de coerência teológica.

No documentário, Bono afirma que quando lê os Salmos, enxerga naqueles versos de louvor a Deus toda a gama de emoções humanas, como raiva, tristeza, felicidade e irritação, dentre outros.

E nesse contexto, lembrando que os Salmos são uma inspiração para sua vida, Bono foi duro com o atual formato seguido pela música cristã contemporânea, sugerindo que os artistas que se dedicam a essa carreira se voltem à emoção crua e honesta dos Salmos: “O salmista é brutalmente honesto sobre a alegria explosiva que ele está sentindo e a profunda tristeza ou confusão”, disse Bono. “E muitas vezes eu penso: ‘Meu Deus, bem, por que será que a igreja não toca mais músicas assim?’”, revelou.

No documentário, a amizade entre o cantor e o pastor foi explicada como sendo o resultado da paixão de ambos pelos Salmos.

Eugene Peterson, autor do livro “A Mensagem”, que parafraseia a Bíblia, eliminando a separação dos textos em versículos, e oferecendo o mesmo conteúdo em uma linguagem mais contemporânea, disse que no trecho sobre os Salmos, se empenhou em fazer a tradução mais fiel possível.

“Não é bom, não é bom, não é bonito, mas é honesto”, disse Peterson. “Eu acho que nós estamos tentando chegar à honestidade, o que é muito, muito difícil em nossa cultura”, comentou o pastor, de acordo com o Huff Post.

No mesmo contexto, Bono, novamente, lamentou a falta de sinceridade na cultura cristã moderna, e chegou a dizer que encontra, na verdade, “muita desonestidade” na arte cristã dos tempos atuais: “Eu adoraria se essa conversa inspirasse as pessoas que estão escrevendo essas lindas […] músicas gospel, escrevessem uma canção sobre seu mau casamento. Escrever uma canção sobre como eles estão chateados com o governo. Porque é isso que Deus quer de você, a verdade”, disse Bono.

“A falta de realismo é o motivo pelo qual eu desconfio dos cristãos. Eu gostaria de ver mais disso na arte, na vida e na música”, concluiu.


Assista usando o recurso de legendas do YouTube:




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Fonte Gnotícias gospel+.com.br






sábado, 30 de abril de 2016

- O CARÁTER E A MENTE DO CRISTÃO!


(Filipenses 4.8-9)"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco".

A mente é a área mais vulnerável do nosso ser. Vitória na mente é bênção para todas as demais áreas da vida. É na mente que tem início qualquer atividade, e podemos afirmar que o caráter se forma a partir daquilo que aceitamos na mente: "Porque, como (o homem) imagina (pensa) em sua alma (mente), assim ele é" (Pv 23.7). Em face dessa verdade, devemos trabalhar ou "filtrar" o que vem a nossa cabeça. Na sequência, Paulo oferece uma lista de virtudes que devem ocupar o nosso pensamento, para que no decorrer da vida venhamos reproduzir atos que glorifiquem a Deus.

A MENTE É COMO UMA CHOCADEIRA E DEVEMOS SER CUIDADOSOS COM O QUE TOLERAMOS NELA.

1- SEIS VIRTUDES PARA PENSAR:
A - Tudo o que é verdadeiro
Devemos conservar em nossa "chocadeira" somente sementes genuínas. O "joio" da falsidade, mentira, hipocrisia ou da maldade maquiada (rumores infundados, falsos) devem ser rejeitados.
O termo grego alethe, traduzido por verdade, também pode ser: oposição aquilo que é irreal, insubstancial, errado. As Escrituras afirmam que Jesus Cristo é a verdade encarnada (veja João 14.6) e, por conseguinte o contrário exato do que é ilusório, utópico.

B-  Tudo o que é respeitável
Estamos cercados de coisas imorais e indecentes, como programas de TV, novelas, conversas não edificantes, livros, jornais e revistas seculares que não edificam, mas não podemos permitir que elas nos dominem ou influenciem nosso procedimento, daí a necessidade de pensar em coisas sérias, dignas, elevadas (Colossenses 3.1), nobres. A palavra grega original é semna e também pode ser traduzida por honroso.

C - Tudo o que é justo
Cristo é a nossa justiça, e por meio dEle obtemos regeneração, mudança de mente, e podemos ter uma mente boa, sadia, certa, reta, honesta. A mente renovada pela Palavra (Romanos 12.2) rejeita a forma mundana de pensar (levar vantagem em tudo), que não respeita o direito do próximo, que é egocêntrica. O termo grego dikaia também pode ser traduzido por: imparcial, reto, honesto.

D -  Tudo o que é puro
Esta deve ser a principal motivação que norteia o nosso agir, mesmo em um mundo tão malicioso. A palavra hagna no original dá ideia de uma mente limpa, não contaminada. Mais uma vez, devemos ter cuidado com o que vemos e ouvimos (Mateus 5.28-30). João diz que a esperança da vinda de Cristo é capaz de produzir purificação (1 João 3.3); Jesus nos manda "limpar" os pés (conduta) sempre que sujarem (João 13.5-11), mas podemos nos antecipar, não poluindo a mente. O pensar puro produz palavras e ações puras.

E - Tudo o que é amável
A palavra amável aqui é prosphile, e dá ideia de tudo que leva a amizade, comunhão, companheirismo. Devemos "lubrificar" nossos relacionamentos com o amor de Deus, não permitir que pequenas diferenças desgastem a comunhão. O cristão espiritual pensa uma coisa boa (positiva) do seu irmão, antes de uma má, esforça-se por rejeitar o espírito de dissensão na igreja (1 Coríntios 1.10) próprio dos crentes carnais, adeptos do PCC ("partido das contendas e ciúmes"- 1 Coríntios 3.3), a mente carnal gosta mais de pensamentos hostis do que amáveis (Gálatas 5.20-21).

F - Tudo o que é de boa fama
Paulo usa o termo grego euphema, que significa "o que soa bem, de boa reputação". Não devemos permitir que se estabeleça em nossas mente tudo aquilo que não tem valor. De outro lado, precisamos conservar, alimentar pensamentos que soergam nossa vida cristã, familiar, profissional, ministerial, intelectual etc.

2- A MENTE É IGUAL A CONDUTA EXEMPLAR

Aquilo que ocupa o nosso pensamento é o que praticamos, o que vivemos. Paulo fala de aprender, receber, ouvir e ver, como o conjunto das verdades e experiências que já tivemos oportunidade de acumular e elas devem contribuir para encarnarmos a doutrina apostólica que sem dúvida vai influenciar decisivamente todas as nossas ações.

CONCLUSÃO
Tudo que fazemos é reflexo do que pensamos, é verdade que os pensamentos maus (tentação, desânimo, inutilidade etc.) podem nos surpreender ou assaltar, mas isto não representa pecado de imediato, só se o aceitarmos. Precisamos ser disciplinados mentalmente, preenchendo o tempo vago com a leitura da Bíblia e ou algo edificante, oração etc. Não estamos desguarnecidos nessa luta, temos o capacete da salvação, o sangue de Cristo e o Espírito Santo.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Texto de Wilton Junior adaptado para o Blog Adorador Extravagante

- ARREPENDEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!




Por Charles H. Spugeon

"Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1:15).

"... O evangelho é um mandamento, é um mandamento que se explica em duas ordens: "arrependei-vos e crede no evangelho". Conheço alguns irmãos bem excelentes - aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos - que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento, expondo-a de acordo com o termo grego equivalente e mais usual, um termo que ocorre no original grego de meu versículo e significa "mudar a mente". Aparentemente, eles interpretam o arrependimento como algo mais brando do que o concebemos, uma mudança simples na maneira de pensar. Ora, desejo sugerir a esses queridos irmãos que o Espírito Santo nunca prega o arrependimento como uma trivialidade. A mudança na maneira de pensar e no entendimento, sobre a qual o evangelho fala, é uma obra mais profunda e solene e não deve ser depreciada por motivo algum.

Além disso, há outra palavra também usada no original grego que significa arrependimento; não é usada com frequência, eu admito. Ela significa "uma preocupação posterior", aproximando-se mais do sentido de tristeza ou ansiedade do que aquela que significa mudar a maneira de pensar. No verdadeiro arrependimento, deve haver tristeza e ódio para com o pecado; do contrário, li a minha Bíblia sem qualquer propósito... O arrependimento significa realmente uma mudança na maneira de pensar. Mas é a mudança completa do entendimento e de tudo que está na mente. Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniquidade e ódio para com o pecado, sem os quais não pode haver arrependimento autêntico. Penso que não devemos subestimar o arrependimento. É uma graça bendita de Deus, o Espírito Santo; é uma graça absolutamente necessária para a salvação."...

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


Traduzido por: Wellington Ferreira
Copyright©Editora Fiel 2009.

terça-feira, 29 de março de 2016

- O AMOR DE DEUS É INCONDICIONAL? SIM! SÓ QUE NÃO!!!



Graça e Paz

Há algum tempo esse texto vem cozinhando meus miolos e eu sei que se mal interpretado pode dar pano pra manga, mas...

Estava na Praça do Colonizador, no Centro de Papucaia, (2º Distrito de Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro) e lá ainda tem aquela rádio comunitária com alto-falantes espalhados por todos os postes e me chamou atenção a canção que estava tocando, bastante conhecida que dizia: 
“Deus me ama, o seu amor é tão grande, incondicional...” e alguém ao meu lado disse como que sussurrando: “incondicional; só que não!”

Depois de passar bastante tempo pensando no assunto cheguei à conclusão: ele está certo!

Vamos por partes:

· Se o amor de Deus é incondicional, por que tanta gente “boa” vai para inferno todos os dias?

· Se o amor de Deus é incondicional, por que está escrito em
Mateus 25:41
Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos; 
e em
Lucas 13:25
Quando o proprietário da Casa tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, exclamando: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele, contudo, vos responderá: ‘Não vos conheço, nem sei de onde sois vós!’?


· Se o amor de Deus é incondicional por que Jesus não salvou também Gestas, o outro ladrão crucificado consigo no Calvário?

· Se o amor de Deus é incondicional por que está escrito em Mateus 7; 22-23 Muitos dirão a mim naquele dia: ‘Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?’Então lhes declararei: Nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal.

Um turbilhão de questionamentos podem surgir a partir daí, mas... sem pensar não se pode escrever, então...

O amor de Deus É incondicional, mas para que isso seja uma realidade na minha vida preciso observar algumas questões:

1 ENTENDER


2 RECONHECER

3 ACEITAR

4 CONFESSAR

5 RECEBER

Entender o que está escrito em II Pedro 3:9

9 - O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
Longânimo quer dizer que ele continua esperando uma atitude nossa. Precisamos entender que Jesus é Salvador, mas eu só posso ser salvo se eu quiser. Imagine que eu estou me afogando numa praia e logo chega o salva-vidas com Jet-ski, helicóptero e bravos nadadores para me salvar, mas ao invés de me entregar à segurança eu prefiro ir para o fundo, rejeitando a ação salvadora. Certamente morrerei. Da mesma forma Deus quer que através de Jesus todos sejam salvos, mas se o rejeitarmos...

Mateus 12:32, fala sobre pecado sem perdão:

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Pecado sem perdão é aquele que levamos conosco para a eternidade e a maior blasfêmia que alguém pode cometer e que certamente a levará consigo para a eternidade é rejeitar o Espírito Santo e como diz a canção: “no céu não entra pecado...”

Reconhecendo que sou pecador tenho meio caminho andado para me encontrar com o amor incondicional de Deus. Meus olhos começam a se abrir e posso em Jesus Cristo mudar minhas perspectivas espirituais. Começo a identificar meus pecados, minhas transgressões (isso doe nos ossos) e passo a sentir uma necessidade de conversar com Alguém sobre isso. Então vou para o próximo passo.

Eu aceito a minha condição de pecador e que necessito urgentemente de um salvador.

Ele estava o tempo todo ao meu lado, mas eu não conseguia vê-lo. Meus olhos estavam como que nublados, turvos pelos cuidados do mundo, mas agora posso senti-lo, posso abrir meu coração e confessar que o amo que sou o mais miserável dos pecadores e movido por esse amor inexplicável o declaro meu Senhor, meu Salvador, meu Dono, meu Rei. E quando, como o filho pródigo, começo a confessar minhas transgressões ele me abraça e me diz: “Eu conheço todos os teus pecados, eles estão cravados na minha cruz, eu te perdoo, te recebo como meu filho, te ofereço o meu perdão, te faço comer o melhor desta terra!

Isto é o amor incondicional de Deus. Ele é incondicional, pois não importa o seu pecado, Ele, mediante seu sincero arrependimento, te perdoa.

Os nossos pecados acendem a ira de Deus, mas em Jesus Cristo temos o nosso propiciatório, que em amor incondicional, nos justifica e nos apresenta ao Pai!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


*Os nomes destes dois personagens que ladeavam Jesus no momento de sua morte não estão citados nos Evangelhos. Coube ao Evangelho de Nicodemos, um livro apócrifo, não oficializado, considerado como não canônico, tendo surgido no século III, em seu capítulo 9, verso 5, a identificação dos dois malfeitores como sendo Dimas e Gestas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

- CORÁ: A REBELDIA EM PESSOA!




Você já ouviu falar em “golpe de estado”?

Pois bem, é quando uma pessoa liderando um grupo tenta tomar o poder de uma nação, tirando do governo a pessoa que certamente tem de fato o direito de lá estar (existem golpes legítimos, mas não é o nosso caso agora). Era o desejo de Corá. Dar um golpe por inveja, porfia e rebeldia. Atiçou seus asseclas e iniciou a perseguição a Moisés e Arão com o simples pretexto de que eles não eram verdadeiramente designados por Deus para guiar o povo.

Ele sem dúvida tinha muita influência e autoridade. Descendente de Levi, filho de Jacó, conseguiu reunir atrás de si duzentos e cinquenta homens de renome, líderes do povo.

Inflado pela sua posição, Corá promoveu uma demonstração de força diante de Moisés e Arão a fim arrancar-lhes a autoridade, exclamando que Moisés e Arão se exaltavam indevidamente sobre o povo, onde todos eram iguais. Sem dúvida Corá ambicionava tomar o lugar deles, colhendo para si e para a sua família vantagens políticas e financeiras. Ele e os seus comparsas, Datã e Abirão, insuflaram o povo alegando que Moisés e Arão haviam feito Israel subir de uma terra que mana leite e mel (o Egito) para fazê-los morrer no deserto e ainda por cima queriam fazer-se príncipes entre eles!

O que alegavam era mentira, sem qualquer fundamento: Moisés não estava assumindo a liderança por vontade própria. Ele relutou bastante antes de aceitar a missão que o SENHOR lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo SENHOR porque Moisés queria alguém que o ajudasse. O povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade. Moisés nada queria para si, ao contrário de Corá, que provocou esta rebelião por inveja.

O SENHOR havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6:16,18; Números 3:17,28,29,31; 4:36; 26:57,62). Uma rebelião como esta era coisa muito séria, e era necessário tomar medidas drásticas.

Ainda hoje, as igrejas continuam a ser perturbadas pela inveja que surge entre alguns dos seus membros, resultando em rebelião contra seus líderes e provocando até mesmo a divisão da igreja. É por isso que somos instruídos a nos revestir de humildade e mansidão (Colossenses 3:12). Toda a autoridade na igreja vem de Deus, e cada um de nós recebe dele dons espirituais diferentes para exercermos dentro da igreja (1 Coríntios 12). Alguns vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, porque lhes falta o talento necessário. Aqui temos uma lição importante para tais pessoas.

Moisés, em sua mansidão, não retrucou com invectivas nem procurou defender sua posição. Com toda a humildade, ele propôs deixar para que o SENHOR indicasse quem era o santo da sua escolha, quando Corá e os homens do seu grupo deitassem incenso no dia seguinte diante dEle, junto com Arão (era uma das funções sacerdotais). Moisés sabia o que os havia motivado - embora já tendo um cargo importante no Tabernáculo, eles queriam a liderança exercendo o sacerdócio. Ele os repreendeu por isso e lembrou-os que estavam agindo contra o SENHOR.

Ninguém toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão (Hebreus 5:4). Era uma tentativa de criar uma ordem sacerdotal sem a aprovação divina (Hebreus 5:10). Foi o que fizeram os nicolaítas na era cristã (Apocalipse 2:6,15), dividindo uma irmandade em que todos são iguais, em duas castas, a do clero e a dos leigos, e arrogando-se títulos para diferenciar-se dos outros (Mateus 23:8-10).

O Novo Testamento nos ensina a reconhecer os dons de ministério (1 Coríntios 12:4-31; Efésios 4:8,11,12) e os supervisores (anciãos, presbíteros, bispos) e os diáconos (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9), o que é totalmente diferente do que o clero arroga para si.

Datã e Abirão não quiseram cooperar neste teste e fizeram acusações maliciosas contra Moisés e Arão. Se tivessem seguido ao mando de Moisés eles já estariam desfrutando da verdadeira terra que mana leite e mel, que não era o Egito onde eram escravizados.

Moisés desta vez irou-se com tamanha injustiça e declarou diante de Deus a sua inocência.

O juízo do SENHOR veio, severo e rápido. Não fosse pela intercessão de Moisés e Arão, Ele teria consumido a congregação toda. Os rebeldes principais, Corá, Datã e Abirão foram mortos com as suas famílias e seus bens mediante a abertura sobrenatural de fendas na terra embaixo de suas casas, que se fecharam em seguida, sepultando-os vivos.

Mas os filhos de Corá foram poupados (capítulo 26:11). Esta foi a prova que Moisés deu ao povo que o SENHOR o enviara a realizar tudo o que havia feito, que não havia procedido dele mesmo (v.28).

É notável como o SENHOR os julgou: porque eles procuraram separar o povo, o SENHOR os separou do povo e depois separou o solo debaixo deles para que fossem tragados. Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7).

O juízo sobre os duzentos e cinquenta homens foi o mesmo que acontecera antes aos filhos de Arão que apresentaram incenso indevidamente diante do SENHOR (Levítico 10:2): foram consumidos por fogo vindo do SENHOR. Ficou Arão, o legítimo titular da posição de sumo-sacerdote.

A mando do SENHOR os incensários desses homens, feitos de metal, foram fundidos e convertidos em lâminas para cobertura do altar, por memorial para que nenhum estranho, que não fosse da descendência de Arão, acendesse incenso perante o SENHOR.

É abominável para um homem ou um grupo revoltar-se contra a ordem que Deus estabeleceu, e introduzir algo para dividir o seu povo. O juízo do SENHOR virá certamente sobre tais pessoas.

Mas o povo culpou Moisés e Arão pelas mortes dos rebeldes, e, logo no dia seguinte, iniciaram nova murmuração ajuntando-se contra Moisés e Arão.

Sua atitude lhes trouxe ainda maior castigo. É de admirar como o povo aparentemente tinha dificuldade em compreender que o SENHOR era quem os estava disciplinando para que aprendessem a confiar nEle e a obedecê-lO. Era realmente um povo de dura cerviz, como o Senhor havia declarado antes a Moisés (Êxodo 32:9, etc.).

O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e o ceticismo, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Vigiemos se estivermos descontentes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as consequências serão sérias para nós.

A Glória do SENHOR novamente apareceu, como em todas as outras ocasiões, dentro da nuvem que desceu e cobriu a tenda da congregação. Outra vez coube ao injuriado, Moisés, interceder pelo povo. Mas a ira do SENHOR foi tal, que Ele começou a castigar o povo com uma praga mortal.



Foi preciso que, a mando de Moisés, Arão oferecesse expiação pelo povo, pondo fogo do altar em seu incensário e correndo entre o povo, deitando incenso nele à medida que corria, finalmente parando entre os mortos e os vivos. Morreram catorze mil e setecentas pessoas por causa da praga. Isto nos lembra que é JESUS, que a raça humana pregou numa cruz que nos salva. Ele está de pé entre o vivo e os mortos, Deus e o pecador.




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson




Este texto adaptado é dedicado a todos os que servem na Casa do Senhor e que por vezes são perseguidos, caluniados e difamados por alguns que sem a capacitação do Alto se acham capazes e tentam com rebelião arrancá-los do lugar que lhes foi designado por Deus!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

- BALAÃO, BALAÃO, OH BALAÃO!



A Bíblia relata no livro de Números a história de um profeta corrompido. Seu nome: Balaão. Por dinheiro ele profetizava o que se quisesse, mas algo muito louco aconteceu quando esse profeta recebeu uma proposta irrecusável para amaldiçoar o povo de Deus. Ele sabia que não devia, mas sua ganância dizia que podia, Deus mandou calar e aí coisa ficou estreita e lá no estreito a mula falou!

Números 23.8
“Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o Senhor não denuncia?"


O fato mais cômico da Bíblia Sagrada: Balaão e a Jumenta!
Painel Histórico: Os Israelitas fizeram acabaram com os Amorreus e os Moabitas estavam com medo!
O rei dos Moabitas se chamava: Balaque.

Números 22. 15-21
Segunda investida do Rei dos Moabitas:
Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles.
Os quais foram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim.
Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.
Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;
Agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que eu te disser.
Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi com os príncipes de Moabe.

Será que Deus estava nessa viagem?

Números 22. 22 parte A

E a ira de Deus acendeu-se, porque ele(Balaão) decidiu viajar! É preciso entender o incrível "livre arbítrio" que Deus nos dá! Deus não é teimoso! Ele PARCIALMENTE realiza nossos desejos ( é a vontade permissiva de Deus)!

Parte cômica dessa História!

Números 22. 21-27
Portanto, no dia seguinte Balaão se aprontou, pôs os arreios na sua jumenta e foi com os chefes moabitas. Deus ficou irado porque Balaão foi. Balaão ia montado na sua jumenta, e dois dos seus empregados o acompanhavam. De repente, o Anjo do SENHOR se pôs na frente dele no caminho, para barrar a sua passagem. Quando a jumenta viu o Anjo parado no caminho, com a sua espada na mão, saiu da estrada e foi para o campo. Aí Balaão bateu na jumenta e a trouxe de novo para a estrada.
Então o Anjo do SENHOR ficou numa parte estreita do caminho, entre duas plantações de uvas, onde havia um muro de pedra de cada lado.
Quando a jumenta viu o Anjo, ela se encostou no muro, apertando o pé de Balaão. Por isso Balaão bateu de novo na jumenta. Depois o Anjo do SENHOR foi adiante e ficou num lugar mais estreito ainda, onde não havia jeito de se desviar nem para a direita nem para a esquerda.


A jumenta viu o Anjo e se deitou no chão. Balaão ficou com tanta raiva, que surrou a jumenta com a vara.

A HORA MAIS ESPERADA!
E o SENHOR fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão: - O que foi que eu fiz contra você?
Por que é que você já me bateu três vezes?


Ele respondeu: - Foi porque você caçoou de mim. Se eu tivesse uma espada na mão, mataria você agora mesmo!
Então a jumenta disse a Balaão: - Por acaso não sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida? Será que tenho o costume de fazer isso com você? -Não! Respondeu ele.


AGORA A HISTÓRIA FICA BEM SÉRIA!

Aí o SENHOR Deus fez com que Balaão visse o Anjo, que estava no caminho com a espada na mão. Balaão se ajoelhou e encostou o rosto no chão. O Anjo do SENHOR disse: —Por que você bateu três vezes na jumenta? Eu é que vim como se fosse seu inimigo, para fazer você voltar, pois você não devia estar fazendo esta viagem.

Mas a sua jumenta me viu e se desviou três vezes de mim. Se ela não tivesse feito isso, eu já teria matado você, e ela teria ficado viva.

1. O Profeta estava tão "zuado" que estava dialogando com a Jumenta, como se fosse a coisa mais normal do mundo! kkkkkk
2. Levou uma lição de moral da Jumenta (Por acaso não sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida?)

3. A Jumenta viu o Anjo, mas o Profeta não conseguia ver! Isso é muito sério!


Números 23. 19-25
Deus não é como os homens, que mentem; não é um ser humano, que muda de ideia. Quando foi que Deus prometeu e não cumpriu? Ele diz que faz e faz mesmo. Recebi ordem para abençoar; ele abençoou, e eu não posso mudar nada. Vejo que no futuro do povo de Israel não há desgraça nem sofrimentos. O SENHOR, seu Deus, está com eles, e o povo está gritando que o SENHOR é o seu Rei. Deus os tirou do Egito; ele tem a força de um touro selvagem. A feitiçaria e a adivinhação não valem nada contra o povo de Israel. Agora todos dirão a respeito desse povo: ‘Vejam só o que Deus tem feito!’ Israel se levanta como uma leoa e se firma como um leão. Ele não descansa até que tenha devorado a presa e bebido o sangue das suas vítimas. ”
Então Balaque disse a Balaão: —Se você não pode amaldiçoar o povo de Israel, pelo menos não o abençoe.

Você pode perguntar, mas afinal BALAÃO profetizou contra ou não? NÃO, PORQUE DEUS NÃO QUIZ!

MAS ELE INFLUENCIOU NEGATIVAMENTE UMA GERAÇÃO!
Prova Bíblica da sua Influência Negativa!

Números 31. 16-17
Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR. Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele.

Deuteronômio 23.5
Porém o SENHOR teu Deus não quis ouvir Balaão ATENÇÃO!!!!!!!!!; antes o SENHOR teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o SENHOR teu Deus te amava.

Neemias 13.2
Porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes contra eles assalariaram a Balaão para os amaldiçoar; porém o nosso Deus converteu a maldição em bênção.

2 Pedro 2. 15
Os quais (o povo de Israel), deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.


“Os cantores gospel, estão ganhado troféus, pastores sendo homenageados. Interessante que Jesus disse que aqueles que pregassem o Evangelho e o seguissem, seriam perseguidos. Se tem homenagens e troféus, então o que está sendo pregado não é o evangelho de Cristo.”

Será que temos sido influenciadores do Reino de Deus e da sua justiça?

JESUS! O maior influenciador de todos os tempos! 

Será que esse negócio de "AMOR" funciona?



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



Texto adaptado para o Blog ADORADOR EXTRAVAGANTE.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

- MORTE DE CRISTO POR SEU POVO

Charles Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon ( O conhecidissimo príncipe dos pregadores) nasceu em 1834 e faleceu em 1892. Seu primeiro pastorado, aos 17 anos de idade, foi numa igreja em Cambridgeshire. Mudou-se para New Park Street Chapei, Lon­dres, em 1854, e em 5 anos tornou-se o ministro mais famoso da cidade. A pedra fundamental de um novo edifício chamado "Metropolitan Tabernacle" ("Tabernáculo Metropolitano") foi lançada em 1859, e aí Spurgeon pregou constantemente para uma congregação de cerca de 6.000 pessoas. Também alcançou uma audiência maior de aproximadamente um milhão de pessoas a quem se dirigia semanalmente através de seus sermões impressos.

Spurgeon foi o editor de uma revista mensal, e o fundador e diretor do "Pastors College" ("Faculdade para Pastores").




"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. " (Isaías 53.6).
Há uma confissão geral de pecados neste versículo. Todo o povo de Deus fala assim. Estas pessoas escolhidas dirão: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas".

Há também uma confissão pessoal aqui. Cada um pode dizer para si próprio: "Eu me desviava pelo caminho". Todos pecam, mas de maneiras diferentes. Todos nós sabemos em nosso próprio coração os modos pelos quais pecamos. Uma outra pessoa peca de forma totalmente diversa. Estes homens que confessam seus peca­dos aqui não dão nenhuma desculpa para seu pecado. Pecadores juntos ou separadamente, eles sabem que são culpados perante Deus. Não há nenhuma desculpa que possam dar pelo seu pecado.

A terceira parte de nosso texto está repleto de consolo. "... o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos." Estas palavras nos dizem que há misericórdia para o homem que está infeliz porque ele sabe que é um pecador. A morte de Cristo traz cura para os corações despedaçados; eles podem saber que seus pecados foram posto sobre Cristo.

Vamos refletir a respeito da passagem acima de três maneiras. Primeiro, explicaremos a verdade que ela contém. Segundo, apli­caremos essa verdade aos nossos corações. E terceiro, meditaremos sobre a verdade que estamos considerando.

1. O ensinamento do texto é:

(I). O pecado está por toda parte do mundo. Encontra-se nos corações de todos os homens. Há o pecado do passado; o pecado do presente; e o pecado do futuro. A ideia do texto é que todos os pecados do povo de Deus foram reunidos e colocados em Cristo. Há o pecado do povo escolhido de Deus entre os incrédulos que ouvirão a respeito de Deus; e há o pecado do povo judeu que crerá. Como é pesada a carga de pecado quando tudo isto é colocado junto! Esta carga pesada caiu sobre Cristo.

(II). Devemos lembrar-nos que Cristo em Si não tinha peca­do. Quando nosso pecado caiu sobre Ele, Ele sofreu, sendo inocente em Si mesmo. Éramos pecadores — ele estava sem pecado. Ele sofreu por nós como um substituto inocente. "... ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is. 53:5). "... mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos."

Se o Senhor Jesus tivesse sido um pecador, Ele não poderia ter suportado o pecado de Seu povo. Ele era santo em Sua natureza divina. Ele era santo em Sua natureza humana, também. Por ter nascido de uma virgem, de forma miraculosa, Ele estava livre do pecado original com que todos os homens nascem. Sendo o imaculado, o santo cordeiro de Deus, Ele podia ficar no lugar dos homens pecadores. Era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ninguém a não ser Ele podia suportar o pecado de Seu povo. Nunca poderemos realmente entender como o pecado de todo o povo de Deus caiu sobre a cabeça de Cristo. A Bíblia diz: "... ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Cor 5:21).

Esta verdade é tão maravilhosa que é muito difícil expressá-la em palavras. A Bíblia diz: "... as iniquidades deles levará sobre si" (Is. 53:11). Assim Ele fez, e portanto Seu povo agora está liberto das terríveis consequências de seu pecado.

(III). Algumas pessoas perguntam se era certo que nosso pecado caísse sobre Cristo. Minha resposta é que há quatro razões pelas quais isso era certo:

a. Deus só pode fazer o que é certo. Foi Ele quem fez cair sobre Cristo "a iniquidade de nós todos". Se questionarmos a equidade disso, questionaremos a justiça de Deus. E Deus, o criador de todas as coisas, não pode ser injusto.

b. Lembrem-se de que Jesus Cristo não foi forçado a receber nosso pecado sobre Si. Ele escolheu carregar nossos pecados "em seu corpo, sobre o madeiro" (1 Ped. 2:24). Ele disse: "Ninguém a tira (minha vida) de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou" (João 10:18). A morte de Cristo na cruz levou a efeito o acordo que Ele tinha feito espontaneamente com seu Pai, na eternidade. Este acordo, ou aliança, era que Cristo deveria vir à terra, nascer como um homem e morrer para salvar Seu povo de seu pecado.

c. Às vezes esquecemos que a relação entre Cristo e Seu povo tornou natural o fato de que Ele deveria carregar o pecado de Seu povo. Nosso texto nos diz que andávamos desgarrados como ovelhas, e não é Cristo nosso Pastor? Às vezes, fala-se de Cristo como o marido de Seu povo, da Igreja. Se uma mulher contrai uma dívida, é legal que seu marido pague essa dívida a fim de que ela fique livre. Assim, não seria justo que Cristo, nosso Pastor, nosso Marido, pagasse nossa dívida por nós, de maneira que nós, Seu povo, ficássemos livres? Nos tempos bíblicos, o parente mais próximo tinha que redimir a herança da família. É muito justo que o Senhor Jesus Cristo, nosso parente mais próximo, devesse redimir Sua Igreja mor­rendo por ela na cruz. Entretanto nossa união com Cristo é ainda mais íntima do que a união matrimonial. Somos membros de Seu corpo! É natural que Cristo, a Cabeça, devesse sofrer pela Igreja, Seu corpo.

d. Devemos lembrar também que a salvação nos vem de uma maneira semelhante ao modo pelo qual o pecado veio a nós. A razão por que pecamos encontra-se no fato de que o primeiro homem, Adão, pecou muito antes que tivéssemos nascido. Agora, todos os que descendem dele herdaram sua natureza pecaminosa. Nossa salvação en­contra-se no segundo Adão que morreu por nós, também muito antes que tivéssemos nascido. Agora, todos os que estão unidos a Cristo pela fé recebem Sua vida santa. Não é injusto que Deus tivesse um plano de salvação baseado numa relação estabelecida primeiro com Adão, e depois com Cristo. Este é o maravilhoso modo de salvação provinda de Deus. Vamos recebê-la com exultação!

(IV). Quando Cristo morreu por Seu povo na cruz, Ele assu­miu todas as consequências do pecado dele em Si próprio. Jesus Cristo era o Filho amado de Deus. Mas quando nossos pecados caíram sobre Ele, Ele sentiu que Deus O tinha desamparado, que Ele tinha sido deixado sozinho. Ele cla­mou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mat. 27:46). Não era possível que Jesus Cristo pudesse fruir da presença de Deus quando Ele foi feito pecado por nós. Ele Se encontrava em profundas trevas quando a presença de Seu Pai foi afastada. Não podemos descrever a dimensão inco­mensurável do sofrimento de Cristo quando Deus fez cair sobre Ele "a iniquidade de nós todos". A morte é o castigo pelo pecado. Cristo morreu por nós. A Bíblia diz que Cristo, "inclinando a cabeça, rendeu o espírito" (João 19:30); e "... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fil. 2:8).

(V). Reflitam agora sobre o que a morte de Cristo significou para nós, Seu povo eleito. Ele pagou nossa dívida. Todas as pessoas pelas quais Ele morreu estão livres. A justiça de Deus está satisfeita. Deus não nos pedirá mais pagamento pelos nossos pecados.

(VI). Vamos considerar agora a palavra "nós". "... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos." Cremos que há um valor infinito na expiação de Cristo. Cremos que, por causa da morte de Cristo, há um convite genuíno a todos os homens: "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31). Contudo, devemos crer também que Cristo morreu apenas por aqueles que Deus escolheu, Seu povo eleito. Como seria possível que Cristo fizesse a expiação dos pecados daqueles que nunca creram nEle e que vão para o inferno? Não adianta dizer: "Mas eles não aceitariam a expi­ação." Pergunto: "A expiação foi satisfatoriamente feita para eles, ou não?" Certamente acontecerá que todos aqueles pelos quais Cristo fez a expiação de fato serão salvos. Ou então a obra de Cristo foi insatisfatória, até que um homem, crendo, lhe dê valor. Isso é inconcebível.

Todo homem que crê em Cristo será salvo. Cristo, pela Sua morte, fez a expiação total por aqueles que creem. Deus seria injusto se castigasse os crentes quando Ele já castigou Seu próprio Filho pelos pecados de Seu povo. Esta segurança contra o castigo é como uma rocha sobre a qual os cristãos podem se sustentar. É um lugar de repouso seguro para todos aqueles que creem em Cristo.

Se vocês não creem em Cristo, devem suportar o castigo por seus próprios pecados. O sangue de Cristo não fez a expiação deles. Vocês rejeitaram o convite de Cristo e perecerão, porque transgre­diram a lei de Deus e recusaram-se a ser salvos pela cruz de Cristo.

2. Vamos agora aplicar aos nossos corações a verdade que estivemos expondo.

Quero fazer-lhes uma pergunta. O Senhor Jesus carregou seus pecados? Vocês podem verdadeiramente afirmar, usando estas palavras: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho..."? Vocês sentem em seus corações que pecaram e desviaram-se do caminho? Se vocês têm uma percepção pessoal do pecado dessa forma, então minha pergunta está respondida. O Senhor fez cair sua iniquidade sobre Cristo. Deus fez cair sobre Cristo o pecado de todos aqueles que confessam seu pecado e confiam apenas em Cristo para a salvação.

Mas se vocês não confiarem em Cristo, não posso dizer-lhes que o Senhor arrancou seu pecado e o fez cair sobre Cristo. Se vocês morrerem nessa atitude de incredulidade, serão condenados no dia do juízo. Deixem-me perguntar: vocês pretendem carregar sozi­nhos o seu pecado? Jesus sofreu muito quando carregou os pecados de Seu povo. O que vocês terão que sofrer se sozinhos suportarem a ira de Deus contra seu pecado? Vocês saberão então que "Horren­da coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Heb. 10:31). Os homens se enraivecem quando lhes falamos sobre este ensinamento do castigo eterno. Devemos dizer-lhes que esse é o ensinamento da Palavra de Deus. Sua pergunta deveria ser: "Como posso evitar o castigo?" Pensem em como Cristo era perfeito. Como podem achar que algo de bom em vocês é capaz de fazer a expiação do pecado?

Pensem no que Cristo teve que suportar a fim de fazer a expiação do pecado. Como vocês podem achar que algo que venham a fazer é capaz de efetuar a expiação de seu pecado? Se vocês não escolherem ser salvos pelo modo de Deus, não poderão absoluta­mente ser salvos. Não há nenhum outro caminho de salvação. Deixem-me recomendar este caminho a vocês. Confiar em Cristo, sabendo que Ele tomou meus pecados e suportou a punição por eles em meu lugar, faz com que eu me sinta muito exultante. Estou lhes falando a partir de minha própria experiência. Sei que estou salvo porque Cristo derramou Seu sangue por mim. Estou pronto para morrer e me erguer corajosamente no dia da ressurreição, porque Cristo é minha justiça e Deus não me condenará. Rogo-lhes que venham a Cristo a fim de que possam sentir a mesma confiança.

Sairemos agora refletir sobre a verdade que estivemos conside­rando.

Vou propor quatro coisas para vocês pensarem a respeito:

(I) . A enorme montanha de pecado que caiu sobre Cristo. Vocês já sentiram o peso de seu próprio pecado? Cristo carregou todos os pecados de todo Seu povo ao longo de todas as épocas. O peso de nosso próprio pecado ter-nos-ia atirado ao inferno para sempre. O Filho de Deus suportou todo o peso do pecado de Seu povo. Reflitam sobre esta ideia. Deixem-na entrar em seus corações.

(II). Em seguida, vou pedir-lhes para pensar sobre o maravi­lhoso amor de Cristo que O levou a fazer tudo isso. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8). Não tínhamos nenhuma bondade ou graça própria que faria com que Cristo quisesse nos amar. A natureza santa de Cristo tenderia a se afastar de pecadores tão perversos como nós. Seu amor é quase maravilhoso demais para que se possa falar dele.

Peço-lhes que pensem a respeito da profundidade do amor que Cristo tem pelo Seu povo. Acaso não está além de nossa compre­ensão o fato de que Deus fizesse cair sobre Cristo a iniquidade de todos nós, e Cristo nos tivesse amado tanto que desejou vir à terra para carregar nosso pecado?

(III). Pensem a respeito da segurança estabelecida pelo plano de salvação. Sei que Deus é justo e que Ele deve castigar o pecado. Jesus morreu por mim e, desde que Deus é justo, agora Ele não pode castigar-me também. Misericórdia, amor, verdade, justiça; agora estes são todos meus amigos! Visto que Jesus morreu por mim, eu não posso morrer. Ouçam as palavras do apóstolo Paulo: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rom. 8:33-34). Descanso minha alma sobre essa sólida rocha. Não preciso temer. Jesus morreu por mim! (iv). A última pergunta que quero fazer-lhes é: "Quais são as reivindicações de Jesus Cristo sobre vocês e sobre mim?" Porventura nosso Senhor Jesus tomou seus pecados e sofreu aquela morte por vocês? Se vocês sabem que isto é verdade, peço-lhes que O tratem como Ele deve ser tratado. Amem-nO como Ele deve ser amado. Sirvam-nO como Ele deve ser servido. Vocês realmente guardam Seus mandamentos? Mes­mo a obediência não é suficiente. Vocês realmente O amam? Vocês levam suas vidas como se O amassem ternamente? Ele merece tudo o que vocês podem dar. Cristo existe por nós. Devemos existir por Ele. Devemos amá-lO, sofrer por Ele e trabalhar por Ele, pedindo-Lhe que nos ajude a fazer isso. Antes de crermos em Jesus, nós, cada um de nós seguia seu próprio caminho. Vamos agora, cada um de nós, servi-lO. Devemos falar aos outros sobre Ele. Devemos pedir-Lhe que nos dê obras para fazer por Ele. Devemos dar-Lhe nosso dinheiro, tanto quanto pudermos, para a obra da igreja. Deve­mos a Ele tudo o que temos. Ninguém mais do que Ele merece nossa devoção.

Assim, todos dentre vocês que conhecem a graça de Deus devem se dispor a viver, morrer, consumir-se e ser consumidos pelo Senhor Jesus Cristo. Nada vale mais a pena do que viver e morrer por Cristo. Vocês Lhe devem sua libertação do inferno e sua esperança do céu. Sigam-nO, amem-nO até o fim de suas vidas. Assim, vocês estarão com Ele no céu e verão face a face este Senhor Jesus Cristo a quem têm amado e servido.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...