domingo, 1 de maio de 2016

- BONO VOX DIZ QUE FALTA “REALISMO” DOS SALMOS NA MÚSICA GOSPEL ATUAL!

                    O documentário em que o cantor Bono Vox e o pastor Eugene Peterson dialogam sobre a beleza dos Salmos e a influência desse livro de poesias do Velho Testamento tem sobre suas carreiras foi colocado no ar no dia 26 de abril, e revelou uma visão crítica sobre as atuais composições de louvor e adoração da música gospel.

Bono, que é vocalista do U2 e compositor, vem falando cada vez mais abertamente sobre sua fé em Jesus Cristo e o impacto positivo que os cristãos podem e precisam causar no mundo.

A música cristã contemporânea vem sendo criticada, diversas vezes, por sua repetição, construção melódica sobre quatro acordes que formam mantras em torno de uma seleção de palavras e falta de coerência teológica.

No documentário, Bono afirma que quando lê os Salmos, enxerga naqueles versos de louvor a Deus toda a gama de emoções humanas, como raiva, tristeza, felicidade e irritação, dentre outros.

E nesse contexto, lembrando que os Salmos são uma inspiração para sua vida, Bono foi duro com o atual formato seguido pela música cristã contemporânea, sugerindo que os artistas que se dedicam a essa carreira se voltem à emoção crua e honesta dos Salmos: “O salmista é brutalmente honesto sobre a alegria explosiva que ele está sentindo e a profunda tristeza ou confusão”, disse Bono. “E muitas vezes eu penso: ‘Meu Deus, bem, por que será que a igreja não toca mais músicas assim?’”, revelou.

No documentário, a amizade entre o cantor e o pastor foi explicada como sendo o resultado da paixão de ambos pelos Salmos.

Eugene Peterson, autor do livro “A Mensagem”, que parafraseia a Bíblia, eliminando a separação dos textos em versículos, e oferecendo o mesmo conteúdo em uma linguagem mais contemporânea, disse que no trecho sobre os Salmos, se empenhou em fazer a tradução mais fiel possível.

“Não é bom, não é bom, não é bonito, mas é honesto”, disse Peterson. “Eu acho que nós estamos tentando chegar à honestidade, o que é muito, muito difícil em nossa cultura”, comentou o pastor, de acordo com o Huff Post.

No mesmo contexto, Bono, novamente, lamentou a falta de sinceridade na cultura cristã moderna, e chegou a dizer que encontra, na verdade, “muita desonestidade” na arte cristã dos tempos atuais: “Eu adoraria se essa conversa inspirasse as pessoas que estão escrevendo essas lindas […] músicas gospel, escrevessem uma canção sobre seu mau casamento. Escrever uma canção sobre como eles estão chateados com o governo. Porque é isso que Deus quer de você, a verdade”, disse Bono.

“A falta de realismo é o motivo pelo qual eu desconfio dos cristãos. Eu gostaria de ver mais disso na arte, na vida e na música”, concluiu.


Assista usando o recurso de legendas do YouTube:




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Fonte Gnotícias gospel+.com.br






sábado, 30 de abril de 2016

- O CARÁTER E A MENTE DO CRISTÃO!


(Filipenses 4.8-9)"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco".

A mente é a área mais vulnerável do nosso ser. Vitória na mente é bênção para todas as demais áreas da vida. É na mente que tem início qualquer atividade, e podemos afirmar que o caráter se forma a partir daquilo que aceitamos na mente: "Porque, como (o homem) imagina (pensa) em sua alma (mente), assim ele é" (Pv 23.7). Em face dessa verdade, devemos trabalhar ou "filtrar" o que vem a nossa cabeça. Na sequência, Paulo oferece uma lista de virtudes que devem ocupar o nosso pensamento, para que no decorrer da vida venhamos reproduzir atos que glorifiquem a Deus.

A MENTE É COMO UMA CHOCADEIRA E DEVEMOS SER CUIDADOSOS COM O QUE TOLERAMOS NELA.

1- SEIS VIRTUDES PARA PENSAR:
A - Tudo o que é verdadeiro
Devemos conservar em nossa "chocadeira" somente sementes genuínas. O "joio" da falsidade, mentira, hipocrisia ou da maldade maquiada (rumores infundados, falsos) devem ser rejeitados.
O termo grego alethe, traduzido por verdade, também pode ser: oposição aquilo que é irreal, insubstancial, errado. As Escrituras afirmam que Jesus Cristo é a verdade encarnada (veja João 14.6) e, por conseguinte o contrário exato do que é ilusório, utópico.

B-  Tudo o que é respeitável
Estamos cercados de coisas imorais e indecentes, como programas de TV, novelas, conversas não edificantes, livros, jornais e revistas seculares que não edificam, mas não podemos permitir que elas nos dominem ou influenciem nosso procedimento, daí a necessidade de pensar em coisas sérias, dignas, elevadas (Colossenses 3.1), nobres. A palavra grega original é semna e também pode ser traduzida por honroso.

C - Tudo o que é justo
Cristo é a nossa justiça, e por meio dEle obtemos regeneração, mudança de mente, e podemos ter uma mente boa, sadia, certa, reta, honesta. A mente renovada pela Palavra (Romanos 12.2) rejeita a forma mundana de pensar (levar vantagem em tudo), que não respeita o direito do próximo, que é egocêntrica. O termo grego dikaia também pode ser traduzido por: imparcial, reto, honesto.

D -  Tudo o que é puro
Esta deve ser a principal motivação que norteia o nosso agir, mesmo em um mundo tão malicioso. A palavra hagna no original dá ideia de uma mente limpa, não contaminada. Mais uma vez, devemos ter cuidado com o que vemos e ouvimos (Mateus 5.28-30). João diz que a esperança da vinda de Cristo é capaz de produzir purificação (1 João 3.3); Jesus nos manda "limpar" os pés (conduta) sempre que sujarem (João 13.5-11), mas podemos nos antecipar, não poluindo a mente. O pensar puro produz palavras e ações puras.

E - Tudo o que é amável
A palavra amável aqui é prosphile, e dá ideia de tudo que leva a amizade, comunhão, companheirismo. Devemos "lubrificar" nossos relacionamentos com o amor de Deus, não permitir que pequenas diferenças desgastem a comunhão. O cristão espiritual pensa uma coisa boa (positiva) do seu irmão, antes de uma má, esforça-se por rejeitar o espírito de dissensão na igreja (1 Coríntios 1.10) próprio dos crentes carnais, adeptos do PCC ("partido das contendas e ciúmes"- 1 Coríntios 3.3), a mente carnal gosta mais de pensamentos hostis do que amáveis (Gálatas 5.20-21).

F - Tudo o que é de boa fama
Paulo usa o termo grego euphema, que significa "o que soa bem, de boa reputação". Não devemos permitir que se estabeleça em nossas mente tudo aquilo que não tem valor. De outro lado, precisamos conservar, alimentar pensamentos que soergam nossa vida cristã, familiar, profissional, ministerial, intelectual etc.

2- A MENTE É IGUAL A CONDUTA EXEMPLAR

Aquilo que ocupa o nosso pensamento é o que praticamos, o que vivemos. Paulo fala de aprender, receber, ouvir e ver, como o conjunto das verdades e experiências que já tivemos oportunidade de acumular e elas devem contribuir para encarnarmos a doutrina apostólica que sem dúvida vai influenciar decisivamente todas as nossas ações.

CONCLUSÃO
Tudo que fazemos é reflexo do que pensamos, é verdade que os pensamentos maus (tentação, desânimo, inutilidade etc.) podem nos surpreender ou assaltar, mas isto não representa pecado de imediato, só se o aceitarmos. Precisamos ser disciplinados mentalmente, preenchendo o tempo vago com a leitura da Bíblia e ou algo edificante, oração etc. Não estamos desguarnecidos nessa luta, temos o capacete da salvação, o sangue de Cristo e o Espírito Santo.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Texto de Wilton Junior adaptado para o Blog Adorador Extravagante

- ARREPENDEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!




Por Charles H. Spugeon

"Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1:15).

"... O evangelho é um mandamento, é um mandamento que se explica em duas ordens: "arrependei-vos e crede no evangelho". Conheço alguns irmãos bem excelentes - aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos - que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento, expondo-a de acordo com o termo grego equivalente e mais usual, um termo que ocorre no original grego de meu versículo e significa "mudar a mente". Aparentemente, eles interpretam o arrependimento como algo mais brando do que o concebemos, uma mudança simples na maneira de pensar. Ora, desejo sugerir a esses queridos irmãos que o Espírito Santo nunca prega o arrependimento como uma trivialidade. A mudança na maneira de pensar e no entendimento, sobre a qual o evangelho fala, é uma obra mais profunda e solene e não deve ser depreciada por motivo algum.

Além disso, há outra palavra também usada no original grego que significa arrependimento; não é usada com frequência, eu admito. Ela significa "uma preocupação posterior", aproximando-se mais do sentido de tristeza ou ansiedade do que aquela que significa mudar a maneira de pensar. No verdadeiro arrependimento, deve haver tristeza e ódio para com o pecado; do contrário, li a minha Bíblia sem qualquer propósito... O arrependimento significa realmente uma mudança na maneira de pensar. Mas é a mudança completa do entendimento e de tudo que está na mente. Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniquidade e ódio para com o pecado, sem os quais não pode haver arrependimento autêntico. Penso que não devemos subestimar o arrependimento. É uma graça bendita de Deus, o Espírito Santo; é uma graça absolutamente necessária para a salvação."...

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


Traduzido por: Wellington Ferreira
Copyright©Editora Fiel 2009.

terça-feira, 29 de março de 2016

- O AMOR DE DEUS É INCONDICIONAL? SIM! SÓ QUE NÃO!!!



Graça e Paz

Há algum tempo esse texto vem cozinhando meus miolos e eu sei que se mal interpretado pode dar pano pra manga, mas...

Estava na Praça do Colonizador, no Centro de Papucaia, (2º Distrito de Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro) e lá ainda tem aquela rádio comunitária com alto-falantes espalhados por todos os postes e me chamou atenção a canção que estava tocando, bastante conhecida que dizia: 
“Deus me ama, o seu amor é tão grande, incondicional...” e alguém ao meu lado disse como que sussurrando: “incondicional; só que não!”

Depois de passar bastante tempo pensando no assunto cheguei à conclusão: ele está certo!

Vamos por partes:

· Se o amor de Deus é incondicional, por que tanta gente “boa” vai para inferno todos os dias?

· Se o amor de Deus é incondicional, por que está escrito em
Mateus 25:41
Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos; 
e em
Lucas 13:25
Quando o proprietário da Casa tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, exclamando: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele, contudo, vos responderá: ‘Não vos conheço, nem sei de onde sois vós!’?


· Se o amor de Deus é incondicional por que Jesus não salvou também Gestas, o outro ladrão crucificado consigo no Calvário?

· Se o amor de Deus é incondicional por que está escrito em Mateus 7; 22-23 Muitos dirão a mim naquele dia: ‘Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?’Então lhes declararei: Nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal.

Um turbilhão de questionamentos podem surgir a partir daí, mas... sem pensar não se pode escrever, então...

O amor de Deus É incondicional, mas para que isso seja uma realidade na minha vida preciso observar algumas questões:

1 ENTENDER


2 RECONHECER

3 ACEITAR

4 CONFESSAR

5 RECEBER

Entender o que está escrito em II Pedro 3:9

9 - O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
Longânimo quer dizer que ele continua esperando uma atitude nossa. Precisamos entender que Jesus é Salvador, mas eu só posso ser salvo se eu quiser. Imagine que eu estou me afogando numa praia e logo chega o salva-vidas com Jet-ski, helicóptero e bravos nadadores para me salvar, mas ao invés de me entregar à segurança eu prefiro ir para o fundo, rejeitando a ação salvadora. Certamente morrerei. Da mesma forma Deus quer que através de Jesus todos sejam salvos, mas se o rejeitarmos...

Mateus 12:32, fala sobre pecado sem perdão:

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Pecado sem perdão é aquele que levamos conosco para a eternidade e a maior blasfêmia que alguém pode cometer e que certamente a levará consigo para a eternidade é rejeitar o Espírito Santo e como diz a canção: “no céu não entra pecado...”

Reconhecendo que sou pecador tenho meio caminho andado para me encontrar com o amor incondicional de Deus. Meus olhos começam a se abrir e posso em Jesus Cristo mudar minhas perspectivas espirituais. Começo a identificar meus pecados, minhas transgressões (isso doe nos ossos) e passo a sentir uma necessidade de conversar com Alguém sobre isso. Então vou para o próximo passo.

Eu aceito a minha condição de pecador e que necessito urgentemente de um salvador.

Ele estava o tempo todo ao meu lado, mas eu não conseguia vê-lo. Meus olhos estavam como que nublados, turvos pelos cuidados do mundo, mas agora posso senti-lo, posso abrir meu coração e confessar que o amo que sou o mais miserável dos pecadores e movido por esse amor inexplicável o declaro meu Senhor, meu Salvador, meu Dono, meu Rei. E quando, como o filho pródigo, começo a confessar minhas transgressões ele me abraça e me diz: “Eu conheço todos os teus pecados, eles estão cravados na minha cruz, eu te perdoo, te recebo como meu filho, te ofereço o meu perdão, te faço comer o melhor desta terra!

Isto é o amor incondicional de Deus. Ele é incondicional, pois não importa o seu pecado, Ele, mediante seu sincero arrependimento, te perdoa.

Os nossos pecados acendem a ira de Deus, mas em Jesus Cristo temos o nosso propiciatório, que em amor incondicional, nos justifica e nos apresenta ao Pai!


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


*Os nomes destes dois personagens que ladeavam Jesus no momento de sua morte não estão citados nos Evangelhos. Coube ao Evangelho de Nicodemos, um livro apócrifo, não oficializado, considerado como não canônico, tendo surgido no século III, em seu capítulo 9, verso 5, a identificação dos dois malfeitores como sendo Dimas e Gestas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

- CORÁ: A REBELDIA EM PESSOA!




Você já ouviu falar em “golpe de estado”?

Pois bem, é quando uma pessoa liderando um grupo tenta tomar o poder de uma nação, tirando do governo a pessoa que certamente tem de fato o direito de lá estar (existem golpes legítimos, mas não é o nosso caso agora). Era o desejo de Corá. Dar um golpe por inveja, porfia e rebeldia. Atiçou seus asseclas e iniciou a perseguição a Moisés e Arão com o simples pretexto de que eles não eram verdadeiramente designados por Deus para guiar o povo.

Ele sem dúvida tinha muita influência e autoridade. Descendente de Levi, filho de Jacó, conseguiu reunir atrás de si duzentos e cinquenta homens de renome, líderes do povo.

Inflado pela sua posição, Corá promoveu uma demonstração de força diante de Moisés e Arão a fim arrancar-lhes a autoridade, exclamando que Moisés e Arão se exaltavam indevidamente sobre o povo, onde todos eram iguais. Sem dúvida Corá ambicionava tomar o lugar deles, colhendo para si e para a sua família vantagens políticas e financeiras. Ele e os seus comparsas, Datã e Abirão, insuflaram o povo alegando que Moisés e Arão haviam feito Israel subir de uma terra que mana leite e mel (o Egito) para fazê-los morrer no deserto e ainda por cima queriam fazer-se príncipes entre eles!

O que alegavam era mentira, sem qualquer fundamento: Moisés não estava assumindo a liderança por vontade própria. Ele relutou bastante antes de aceitar a missão que o SENHOR lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo SENHOR porque Moisés queria alguém que o ajudasse. O povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade. Moisés nada queria para si, ao contrário de Corá, que provocou esta rebelião por inveja.

O SENHOR havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6:16,18; Números 3:17,28,29,31; 4:36; 26:57,62). Uma rebelião como esta era coisa muito séria, e era necessário tomar medidas drásticas.

Ainda hoje, as igrejas continuam a ser perturbadas pela inveja que surge entre alguns dos seus membros, resultando em rebelião contra seus líderes e provocando até mesmo a divisão da igreja. É por isso que somos instruídos a nos revestir de humildade e mansidão (Colossenses 3:12). Toda a autoridade na igreja vem de Deus, e cada um de nós recebe dele dons espirituais diferentes para exercermos dentro da igreja (1 Coríntios 12). Alguns vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, porque lhes falta o talento necessário. Aqui temos uma lição importante para tais pessoas.

Moisés, em sua mansidão, não retrucou com invectivas nem procurou defender sua posição. Com toda a humildade, ele propôs deixar para que o SENHOR indicasse quem era o santo da sua escolha, quando Corá e os homens do seu grupo deitassem incenso no dia seguinte diante dEle, junto com Arão (era uma das funções sacerdotais). Moisés sabia o que os havia motivado - embora já tendo um cargo importante no Tabernáculo, eles queriam a liderança exercendo o sacerdócio. Ele os repreendeu por isso e lembrou-os que estavam agindo contra o SENHOR.

Ninguém toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão (Hebreus 5:4). Era uma tentativa de criar uma ordem sacerdotal sem a aprovação divina (Hebreus 5:10). Foi o que fizeram os nicolaítas na era cristã (Apocalipse 2:6,15), dividindo uma irmandade em que todos são iguais, em duas castas, a do clero e a dos leigos, e arrogando-se títulos para diferenciar-se dos outros (Mateus 23:8-10).

O Novo Testamento nos ensina a reconhecer os dons de ministério (1 Coríntios 12:4-31; Efésios 4:8,11,12) e os supervisores (anciãos, presbíteros, bispos) e os diáconos (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9), o que é totalmente diferente do que o clero arroga para si.

Datã e Abirão não quiseram cooperar neste teste e fizeram acusações maliciosas contra Moisés e Arão. Se tivessem seguido ao mando de Moisés eles já estariam desfrutando da verdadeira terra que mana leite e mel, que não era o Egito onde eram escravizados.

Moisés desta vez irou-se com tamanha injustiça e declarou diante de Deus a sua inocência.

O juízo do SENHOR veio, severo e rápido. Não fosse pela intercessão de Moisés e Arão, Ele teria consumido a congregação toda. Os rebeldes principais, Corá, Datã e Abirão foram mortos com as suas famílias e seus bens mediante a abertura sobrenatural de fendas na terra embaixo de suas casas, que se fecharam em seguida, sepultando-os vivos.

Mas os filhos de Corá foram poupados (capítulo 26:11). Esta foi a prova que Moisés deu ao povo que o SENHOR o enviara a realizar tudo o que havia feito, que não havia procedido dele mesmo (v.28).

É notável como o SENHOR os julgou: porque eles procuraram separar o povo, o SENHOR os separou do povo e depois separou o solo debaixo deles para que fossem tragados. Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7).

O juízo sobre os duzentos e cinquenta homens foi o mesmo que acontecera antes aos filhos de Arão que apresentaram incenso indevidamente diante do SENHOR (Levítico 10:2): foram consumidos por fogo vindo do SENHOR. Ficou Arão, o legítimo titular da posição de sumo-sacerdote.

A mando do SENHOR os incensários desses homens, feitos de metal, foram fundidos e convertidos em lâminas para cobertura do altar, por memorial para que nenhum estranho, que não fosse da descendência de Arão, acendesse incenso perante o SENHOR.

É abominável para um homem ou um grupo revoltar-se contra a ordem que Deus estabeleceu, e introduzir algo para dividir o seu povo. O juízo do SENHOR virá certamente sobre tais pessoas.

Mas o povo culpou Moisés e Arão pelas mortes dos rebeldes, e, logo no dia seguinte, iniciaram nova murmuração ajuntando-se contra Moisés e Arão.

Sua atitude lhes trouxe ainda maior castigo. É de admirar como o povo aparentemente tinha dificuldade em compreender que o SENHOR era quem os estava disciplinando para que aprendessem a confiar nEle e a obedecê-lO. Era realmente um povo de dura cerviz, como o Senhor havia declarado antes a Moisés (Êxodo 32:9, etc.).

O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e o ceticismo, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Vigiemos se estivermos descontentes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as consequências serão sérias para nós.

A Glória do SENHOR novamente apareceu, como em todas as outras ocasiões, dentro da nuvem que desceu e cobriu a tenda da congregação. Outra vez coube ao injuriado, Moisés, interceder pelo povo. Mas a ira do SENHOR foi tal, que Ele começou a castigar o povo com uma praga mortal.



Foi preciso que, a mando de Moisés, Arão oferecesse expiação pelo povo, pondo fogo do altar em seu incensário e correndo entre o povo, deitando incenso nele à medida que corria, finalmente parando entre os mortos e os vivos. Morreram catorze mil e setecentas pessoas por causa da praga. Isto nos lembra que é JESUS, que a raça humana pregou numa cruz que nos salva. Ele está de pé entre o vivo e os mortos, Deus e o pecador.




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson




Este texto adaptado é dedicado a todos os que servem na Casa do Senhor e que por vezes são perseguidos, caluniados e difamados por alguns que sem a capacitação do Alto se acham capazes e tentam com rebelião arrancá-los do lugar que lhes foi designado por Deus!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

- BALAÃO, BALAÃO, OH BALAÃO!



A Bíblia relata no livro de Números a história de um profeta corrompido. Seu nome: Balaão. Por dinheiro ele profetizava o que se quisesse, mas algo muito louco aconteceu quando esse profeta recebeu uma proposta irrecusável para amaldiçoar o povo de Deus. Ele sabia que não devia, mas sua ganância dizia que podia, Deus mandou calar e aí coisa ficou estreita e lá no estreito a mula falou!

Números 23.8
“Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o Senhor não denuncia?"


O fato mais cômico da Bíblia Sagrada: Balaão e a Jumenta!
Painel Histórico: Os Israelitas fizeram acabaram com os Amorreus e os Moabitas estavam com medo!
O rei dos Moabitas se chamava: Balaque.

Números 22. 15-21
Segunda investida do Rei dos Moabitas:
Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles.
Os quais foram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim.
Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.
Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;
Agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que eu te disser.
Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi com os príncipes de Moabe.

Será que Deus estava nessa viagem?

Números 22. 22 parte A

E a ira de Deus acendeu-se, porque ele(Balaão) decidiu viajar! É preciso entender o incrível "livre arbítrio" que Deus nos dá! Deus não é teimoso! Ele PARCIALMENTE realiza nossos desejos ( é a vontade permissiva de Deus)!

Parte cômica dessa História!

Números 22. 21-27
Portanto, no dia seguinte Balaão se aprontou, pôs os arreios na sua jumenta e foi com os chefes moabitas. Deus ficou irado porque Balaão foi. Balaão ia montado na sua jumenta, e dois dos seus empregados o acompanhavam. De repente, o Anjo do SENHOR se pôs na frente dele no caminho, para barrar a sua passagem. Quando a jumenta viu o Anjo parado no caminho, com a sua espada na mão, saiu da estrada e foi para o campo. Aí Balaão bateu na jumenta e a trouxe de novo para a estrada.
Então o Anjo do SENHOR ficou numa parte estreita do caminho, entre duas plantações de uvas, onde havia um muro de pedra de cada lado.
Quando a jumenta viu o Anjo, ela se encostou no muro, apertando o pé de Balaão. Por isso Balaão bateu de novo na jumenta. Depois o Anjo do SENHOR foi adiante e ficou num lugar mais estreito ainda, onde não havia jeito de se desviar nem para a direita nem para a esquerda.


A jumenta viu o Anjo e se deitou no chão. Balaão ficou com tanta raiva, que surrou a jumenta com a vara.

A HORA MAIS ESPERADA!
E o SENHOR fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão: - O que foi que eu fiz contra você?
Por que é que você já me bateu três vezes?


Ele respondeu: - Foi porque você caçoou de mim. Se eu tivesse uma espada na mão, mataria você agora mesmo!
Então a jumenta disse a Balaão: - Por acaso não sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida? Será que tenho o costume de fazer isso com você? -Não! Respondeu ele.


AGORA A HISTÓRIA FICA BEM SÉRIA!

Aí o SENHOR Deus fez com que Balaão visse o Anjo, que estava no caminho com a espada na mão. Balaão se ajoelhou e encostou o rosto no chão. O Anjo do SENHOR disse: —Por que você bateu três vezes na jumenta? Eu é que vim como se fosse seu inimigo, para fazer você voltar, pois você não devia estar fazendo esta viagem.

Mas a sua jumenta me viu e se desviou três vezes de mim. Se ela não tivesse feito isso, eu já teria matado você, e ela teria ficado viva.

1. O Profeta estava tão "zuado" que estava dialogando com a Jumenta, como se fosse a coisa mais normal do mundo! kkkkkk
2. Levou uma lição de moral da Jumenta (Por acaso não sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida?)

3. A Jumenta viu o Anjo, mas o Profeta não conseguia ver! Isso é muito sério!


Números 23. 19-25
Deus não é como os homens, que mentem; não é um ser humano, que muda de ideia. Quando foi que Deus prometeu e não cumpriu? Ele diz que faz e faz mesmo. Recebi ordem para abençoar; ele abençoou, e eu não posso mudar nada. Vejo que no futuro do povo de Israel não há desgraça nem sofrimentos. O SENHOR, seu Deus, está com eles, e o povo está gritando que o SENHOR é o seu Rei. Deus os tirou do Egito; ele tem a força de um touro selvagem. A feitiçaria e a adivinhação não valem nada contra o povo de Israel. Agora todos dirão a respeito desse povo: ‘Vejam só o que Deus tem feito!’ Israel se levanta como uma leoa e se firma como um leão. Ele não descansa até que tenha devorado a presa e bebido o sangue das suas vítimas. ”
Então Balaque disse a Balaão: —Se você não pode amaldiçoar o povo de Israel, pelo menos não o abençoe.

Você pode perguntar, mas afinal BALAÃO profetizou contra ou não? NÃO, PORQUE DEUS NÃO QUIZ!

MAS ELE INFLUENCIOU NEGATIVAMENTE UMA GERAÇÃO!
Prova Bíblica da sua Influência Negativa!

Números 31. 16-17
Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR. Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele.

Deuteronômio 23.5
Porém o SENHOR teu Deus não quis ouvir Balaão ATENÇÃO!!!!!!!!!; antes o SENHOR teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o SENHOR teu Deus te amava.

Neemias 13.2
Porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes contra eles assalariaram a Balaão para os amaldiçoar; porém o nosso Deus converteu a maldição em bênção.

2 Pedro 2. 15
Os quais (o povo de Israel), deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.


“Os cantores gospel, estão ganhado troféus, pastores sendo homenageados. Interessante que Jesus disse que aqueles que pregassem o Evangelho e o seguissem, seriam perseguidos. Se tem homenagens e troféus, então o que está sendo pregado não é o evangelho de Cristo.”

Será que temos sido influenciadores do Reino de Deus e da sua justiça?

JESUS! O maior influenciador de todos os tempos! 

Será que esse negócio de "AMOR" funciona?



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson



Texto adaptado para o Blog ADORADOR EXTRAVAGANTE.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

- MORTE DE CRISTO POR SEU POVO

Charles Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon ( O conhecidissimo príncipe dos pregadores) nasceu em 1834 e faleceu em 1892. Seu primeiro pastorado, aos 17 anos de idade, foi numa igreja em Cambridgeshire. Mudou-se para New Park Street Chapei, Lon­dres, em 1854, e em 5 anos tornou-se o ministro mais famoso da cidade. A pedra fundamental de um novo edifício chamado "Metropolitan Tabernacle" ("Tabernáculo Metropolitano") foi lançada em 1859, e aí Spurgeon pregou constantemente para uma congregação de cerca de 6.000 pessoas. Também alcançou uma audiência maior de aproximadamente um milhão de pessoas a quem se dirigia semanalmente através de seus sermões impressos.

Spurgeon foi o editor de uma revista mensal, e o fundador e diretor do "Pastors College" ("Faculdade para Pastores").




"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. " (Isaías 53.6).
Há uma confissão geral de pecados neste versículo. Todo o povo de Deus fala assim. Estas pessoas escolhidas dirão: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas".

Há também uma confissão pessoal aqui. Cada um pode dizer para si próprio: "Eu me desviava pelo caminho". Todos pecam, mas de maneiras diferentes. Todos nós sabemos em nosso próprio coração os modos pelos quais pecamos. Uma outra pessoa peca de forma totalmente diversa. Estes homens que confessam seus peca­dos aqui não dão nenhuma desculpa para seu pecado. Pecadores juntos ou separadamente, eles sabem que são culpados perante Deus. Não há nenhuma desculpa que possam dar pelo seu pecado.

A terceira parte de nosso texto está repleto de consolo. "... o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos." Estas palavras nos dizem que há misericórdia para o homem que está infeliz porque ele sabe que é um pecador. A morte de Cristo traz cura para os corações despedaçados; eles podem saber que seus pecados foram posto sobre Cristo.

Vamos refletir a respeito da passagem acima de três maneiras. Primeiro, explicaremos a verdade que ela contém. Segundo, apli­caremos essa verdade aos nossos corações. E terceiro, meditaremos sobre a verdade que estamos considerando.

1. O ensinamento do texto é:

(I). O pecado está por toda parte do mundo. Encontra-se nos corações de todos os homens. Há o pecado do passado; o pecado do presente; e o pecado do futuro. A ideia do texto é que todos os pecados do povo de Deus foram reunidos e colocados em Cristo. Há o pecado do povo escolhido de Deus entre os incrédulos que ouvirão a respeito de Deus; e há o pecado do povo judeu que crerá. Como é pesada a carga de pecado quando tudo isto é colocado junto! Esta carga pesada caiu sobre Cristo.

(II). Devemos lembrar-nos que Cristo em Si não tinha peca­do. Quando nosso pecado caiu sobre Ele, Ele sofreu, sendo inocente em Si mesmo. Éramos pecadores — ele estava sem pecado. Ele sofreu por nós como um substituto inocente. "... ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is. 53:5). "... mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos."

Se o Senhor Jesus tivesse sido um pecador, Ele não poderia ter suportado o pecado de Seu povo. Ele era santo em Sua natureza divina. Ele era santo em Sua natureza humana, também. Por ter nascido de uma virgem, de forma miraculosa, Ele estava livre do pecado original com que todos os homens nascem. Sendo o imaculado, o santo cordeiro de Deus, Ele podia ficar no lugar dos homens pecadores. Era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ninguém a não ser Ele podia suportar o pecado de Seu povo. Nunca poderemos realmente entender como o pecado de todo o povo de Deus caiu sobre a cabeça de Cristo. A Bíblia diz: "... ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Cor 5:21).

Esta verdade é tão maravilhosa que é muito difícil expressá-la em palavras. A Bíblia diz: "... as iniquidades deles levará sobre si" (Is. 53:11). Assim Ele fez, e portanto Seu povo agora está liberto das terríveis consequências de seu pecado.

(III). Algumas pessoas perguntam se era certo que nosso pecado caísse sobre Cristo. Minha resposta é que há quatro razões pelas quais isso era certo:

a. Deus só pode fazer o que é certo. Foi Ele quem fez cair sobre Cristo "a iniquidade de nós todos". Se questionarmos a equidade disso, questionaremos a justiça de Deus. E Deus, o criador de todas as coisas, não pode ser injusto.

b. Lembrem-se de que Jesus Cristo não foi forçado a receber nosso pecado sobre Si. Ele escolheu carregar nossos pecados "em seu corpo, sobre o madeiro" (1 Ped. 2:24). Ele disse: "Ninguém a tira (minha vida) de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou" (João 10:18). A morte de Cristo na cruz levou a efeito o acordo que Ele tinha feito espontaneamente com seu Pai, na eternidade. Este acordo, ou aliança, era que Cristo deveria vir à terra, nascer como um homem e morrer para salvar Seu povo de seu pecado.

c. Às vezes esquecemos que a relação entre Cristo e Seu povo tornou natural o fato de que Ele deveria carregar o pecado de Seu povo. Nosso texto nos diz que andávamos desgarrados como ovelhas, e não é Cristo nosso Pastor? Às vezes, fala-se de Cristo como o marido de Seu povo, da Igreja. Se uma mulher contrai uma dívida, é legal que seu marido pague essa dívida a fim de que ela fique livre. Assim, não seria justo que Cristo, nosso Pastor, nosso Marido, pagasse nossa dívida por nós, de maneira que nós, Seu povo, ficássemos livres? Nos tempos bíblicos, o parente mais próximo tinha que redimir a herança da família. É muito justo que o Senhor Jesus Cristo, nosso parente mais próximo, devesse redimir Sua Igreja mor­rendo por ela na cruz. Entretanto nossa união com Cristo é ainda mais íntima do que a união matrimonial. Somos membros de Seu corpo! É natural que Cristo, a Cabeça, devesse sofrer pela Igreja, Seu corpo.

d. Devemos lembrar também que a salvação nos vem de uma maneira semelhante ao modo pelo qual o pecado veio a nós. A razão por que pecamos encontra-se no fato de que o primeiro homem, Adão, pecou muito antes que tivéssemos nascido. Agora, todos os que descendem dele herdaram sua natureza pecaminosa. Nossa salvação en­contra-se no segundo Adão que morreu por nós, também muito antes que tivéssemos nascido. Agora, todos os que estão unidos a Cristo pela fé recebem Sua vida santa. Não é injusto que Deus tivesse um plano de salvação baseado numa relação estabelecida primeiro com Adão, e depois com Cristo. Este é o maravilhoso modo de salvação provinda de Deus. Vamos recebê-la com exultação!

(IV). Quando Cristo morreu por Seu povo na cruz, Ele assu­miu todas as consequências do pecado dele em Si próprio. Jesus Cristo era o Filho amado de Deus. Mas quando nossos pecados caíram sobre Ele, Ele sentiu que Deus O tinha desamparado, que Ele tinha sido deixado sozinho. Ele cla­mou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mat. 27:46). Não era possível que Jesus Cristo pudesse fruir da presença de Deus quando Ele foi feito pecado por nós. Ele Se encontrava em profundas trevas quando a presença de Seu Pai foi afastada. Não podemos descrever a dimensão inco­mensurável do sofrimento de Cristo quando Deus fez cair sobre Ele "a iniquidade de nós todos". A morte é o castigo pelo pecado. Cristo morreu por nós. A Bíblia diz que Cristo, "inclinando a cabeça, rendeu o espírito" (João 19:30); e "... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fil. 2:8).

(V). Reflitam agora sobre o que a morte de Cristo significou para nós, Seu povo eleito. Ele pagou nossa dívida. Todas as pessoas pelas quais Ele morreu estão livres. A justiça de Deus está satisfeita. Deus não nos pedirá mais pagamento pelos nossos pecados.

(VI). Vamos considerar agora a palavra "nós". "... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos." Cremos que há um valor infinito na expiação de Cristo. Cremos que, por causa da morte de Cristo, há um convite genuíno a todos os homens: "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31). Contudo, devemos crer também que Cristo morreu apenas por aqueles que Deus escolheu, Seu povo eleito. Como seria possível que Cristo fizesse a expiação dos pecados daqueles que nunca creram nEle e que vão para o inferno? Não adianta dizer: "Mas eles não aceitariam a expi­ação." Pergunto: "A expiação foi satisfatoriamente feita para eles, ou não?" Certamente acontecerá que todos aqueles pelos quais Cristo fez a expiação de fato serão salvos. Ou então a obra de Cristo foi insatisfatória, até que um homem, crendo, lhe dê valor. Isso é inconcebível.

Todo homem que crê em Cristo será salvo. Cristo, pela Sua morte, fez a expiação total por aqueles que creem. Deus seria injusto se castigasse os crentes quando Ele já castigou Seu próprio Filho pelos pecados de Seu povo. Esta segurança contra o castigo é como uma rocha sobre a qual os cristãos podem se sustentar. É um lugar de repouso seguro para todos aqueles que creem em Cristo.

Se vocês não creem em Cristo, devem suportar o castigo por seus próprios pecados. O sangue de Cristo não fez a expiação deles. Vocês rejeitaram o convite de Cristo e perecerão, porque transgre­diram a lei de Deus e recusaram-se a ser salvos pela cruz de Cristo.

2. Vamos agora aplicar aos nossos corações a verdade que estivemos expondo.

Quero fazer-lhes uma pergunta. O Senhor Jesus carregou seus pecados? Vocês podem verdadeiramente afirmar, usando estas palavras: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho..."? Vocês sentem em seus corações que pecaram e desviaram-se do caminho? Se vocês têm uma percepção pessoal do pecado dessa forma, então minha pergunta está respondida. O Senhor fez cair sua iniquidade sobre Cristo. Deus fez cair sobre Cristo o pecado de todos aqueles que confessam seu pecado e confiam apenas em Cristo para a salvação.

Mas se vocês não confiarem em Cristo, não posso dizer-lhes que o Senhor arrancou seu pecado e o fez cair sobre Cristo. Se vocês morrerem nessa atitude de incredulidade, serão condenados no dia do juízo. Deixem-me perguntar: vocês pretendem carregar sozi­nhos o seu pecado? Jesus sofreu muito quando carregou os pecados de Seu povo. O que vocês terão que sofrer se sozinhos suportarem a ira de Deus contra seu pecado? Vocês saberão então que "Horren­da coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Heb. 10:31). Os homens se enraivecem quando lhes falamos sobre este ensinamento do castigo eterno. Devemos dizer-lhes que esse é o ensinamento da Palavra de Deus. Sua pergunta deveria ser: "Como posso evitar o castigo?" Pensem em como Cristo era perfeito. Como podem achar que algo de bom em vocês é capaz de fazer a expiação do pecado?

Pensem no que Cristo teve que suportar a fim de fazer a expiação do pecado. Como vocês podem achar que algo que venham a fazer é capaz de efetuar a expiação de seu pecado? Se vocês não escolherem ser salvos pelo modo de Deus, não poderão absoluta­mente ser salvos. Não há nenhum outro caminho de salvação. Deixem-me recomendar este caminho a vocês. Confiar em Cristo, sabendo que Ele tomou meus pecados e suportou a punição por eles em meu lugar, faz com que eu me sinta muito exultante. Estou lhes falando a partir de minha própria experiência. Sei que estou salvo porque Cristo derramou Seu sangue por mim. Estou pronto para morrer e me erguer corajosamente no dia da ressurreição, porque Cristo é minha justiça e Deus não me condenará. Rogo-lhes que venham a Cristo a fim de que possam sentir a mesma confiança.

Sairemos agora refletir sobre a verdade que estivemos conside­rando.

Vou propor quatro coisas para vocês pensarem a respeito:

(I) . A enorme montanha de pecado que caiu sobre Cristo. Vocês já sentiram o peso de seu próprio pecado? Cristo carregou todos os pecados de todo Seu povo ao longo de todas as épocas. O peso de nosso próprio pecado ter-nos-ia atirado ao inferno para sempre. O Filho de Deus suportou todo o peso do pecado de Seu povo. Reflitam sobre esta ideia. Deixem-na entrar em seus corações.

(II). Em seguida, vou pedir-lhes para pensar sobre o maravi­lhoso amor de Cristo que O levou a fazer tudo isso. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8). Não tínhamos nenhuma bondade ou graça própria que faria com que Cristo quisesse nos amar. A natureza santa de Cristo tenderia a se afastar de pecadores tão perversos como nós. Seu amor é quase maravilhoso demais para que se possa falar dele.

Peço-lhes que pensem a respeito da profundidade do amor que Cristo tem pelo Seu povo. Acaso não está além de nossa compre­ensão o fato de que Deus fizesse cair sobre Cristo a iniquidade de todos nós, e Cristo nos tivesse amado tanto que desejou vir à terra para carregar nosso pecado?

(III). Pensem a respeito da segurança estabelecida pelo plano de salvação. Sei que Deus é justo e que Ele deve castigar o pecado. Jesus morreu por mim e, desde que Deus é justo, agora Ele não pode castigar-me também. Misericórdia, amor, verdade, justiça; agora estes são todos meus amigos! Visto que Jesus morreu por mim, eu não posso morrer. Ouçam as palavras do apóstolo Paulo: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rom. 8:33-34). Descanso minha alma sobre essa sólida rocha. Não preciso temer. Jesus morreu por mim! (iv). A última pergunta que quero fazer-lhes é: "Quais são as reivindicações de Jesus Cristo sobre vocês e sobre mim?" Porventura nosso Senhor Jesus tomou seus pecados e sofreu aquela morte por vocês? Se vocês sabem que isto é verdade, peço-lhes que O tratem como Ele deve ser tratado. Amem-nO como Ele deve ser amado. Sirvam-nO como Ele deve ser servido. Vocês realmente guardam Seus mandamentos? Mes­mo a obediência não é suficiente. Vocês realmente O amam? Vocês levam suas vidas como se O amassem ternamente? Ele merece tudo o que vocês podem dar. Cristo existe por nós. Devemos existir por Ele. Devemos amá-lO, sofrer por Ele e trabalhar por Ele, pedindo-Lhe que nos ajude a fazer isso. Antes de crermos em Jesus, nós, cada um de nós seguia seu próprio caminho. Vamos agora, cada um de nós, servi-lO. Devemos falar aos outros sobre Ele. Devemos pedir-Lhe que nos dê obras para fazer por Ele. Devemos dar-Lhe nosso dinheiro, tanto quanto pudermos, para a obra da igreja. Deve­mos a Ele tudo o que temos. Ninguém mais do que Ele merece nossa devoção.

Assim, todos dentre vocês que conhecem a graça de Deus devem se dispor a viver, morrer, consumir-se e ser consumidos pelo Senhor Jesus Cristo. Nada vale mais a pena do que viver e morrer por Cristo. Vocês Lhe devem sua libertação do inferno e sua esperança do céu. Sigam-nO, amem-nO até o fim de suas vidas. Assim, vocês estarão com Ele no céu e verão face a face este Senhor Jesus Cristo a quem têm amado e servido.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

- DISCÍPULOS OU CONSUMIDORES? O OUTRO LADO DA HERANÇA DE CHARLES G. FINNEY.


Por Augustus Nicodemus Lopes

A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que ocorre o perigo, de se tornar totalmente vazia de significado. Robert Charles Sproul.

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter cinco mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo. Uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me à multiplicação dos pães narrada em João, 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas Ele recusou-se (João 6:15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (João 6:26, 30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase todos da multidão (João 6:60, 66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que Ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (João 6:67-69).
Jesus poderia ter satisfeito as necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos a ter uma vasta multidão que o fazia por motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Síndrome da porta giratória
Infelizmente, parece prevalecer entre os evangélicos em nossos dias uma mentalidade bem semelhante à multidão nos dias de Jesus. Muitos, influenciados pela febre de consumir (inclusive coisas supérfluas), que vem crescendo nas sociedades capitalistas, tem assumido uma postura de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo encontrou a porta da igreja evangélica. Tem entrado com toda a força, e parece ter vindo para ficar.
Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados pro outrem. No consumismo, as necessidades individuais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno do indivíduo, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.
Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas , o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, físicas e materiais das pessoas. E, neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais frequentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar frequentando igrejas. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos, constatou-se que quatro a cada dez americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente, buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo o Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, um em cada cinco americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia etc) durante o curso de um ano. Discordo que todas estas coisas sejam problemas mentais; muita coisa tem a ver com os efeitos do pecado na consciência. De qualquer forma, os espertos se aproveitam de estatísticas assim. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita no ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o Marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. 
A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vez seu propósito inicial de difundir o Evangelho e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence a corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram caches altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today's Leader. Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente fazê-los sentir-se bem. Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta giratória". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações, ou simplesmente diversão e entretenimento evangélicos; muitas delas estão simplesmente passeando pelas igrejas, como quem passeia pelas lojas de um shopping center, escolhendo produtos que lhe agradam. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que frequentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão, facilmente quanto entraram. As pessoas escolhem igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.

Finney e a mentalidade consumista!

Ao meu ver, um dos mais decisivos fatores para o surgimento da mentalidade consumista na igreja evangélica é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney tem, moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do "movimento de sinais e prodígios", do movimento neopentecostal e do movimento de crescimento da igreja. Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja cristã, estimado e venerado como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney, sem qualquer crítica à sua teologia e à sua metodologia. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.
Em sua obra de teologia sistemática (Systematic Teology [Bethany, 1976]), escrita no final de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney abraça ensinos estranhos aos Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (pág. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e consequentemente, a salvação) toda vez que peca (pág. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (pág. 1798); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a ideia da justificação com base na obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste em o pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferências; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto motivo pela influência ,oral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (pág. 224).
Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, trocou a ênfase que à pregação doutrinária pela ênfase em fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology, ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos." Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no Século IV, que foi condenado como herético pela Igreja. Ele tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagianismo (ou mesmo, pelagianismo) em sua doutrina, e um dos maiores responsáveis pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas. Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e o avivamento é resultado de campanhas bem planejadas com os métodos conceitos.
Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los a Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores por meios psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isso, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática moderna de se fazer apelos por uma decisão imediata ao final da mensagem), o uso de quaisquer medidas que provocassem um estado emocional propício aos pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis de pecado e juízo. O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado esses métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, promovendo a mentalidade consumista.
O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a uma multidão de consumidores. É preciso reconhecer que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

- O ANEL DO PROFESSOR


O aluno diante do professor:

- Professor, eu me sinto um inútil. Não tenho força alguma. Dizem-me que não sirvo para nada… que sou lerdo… um completo idiota. Ajude-me, por favor.

O professor, sem olhá-lo, disse-lhe: – Sinto muito, meu jovem. Você me pegou num dia ruim. Estou tentando resolver um sério problema. Volte outra hora, por favor.

Quando o jovem já ia saindo, o professor lhe propôs: – Bem, se você me ajudasse, eu poderia resolver o meu problema mais rápido, daí a gente poderia conversar…

- C… Claro, professor, gaguejou o jovem, bastante inseguro.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e disse ao garoto: – Monte meu cavalo e vá até o mercado vender este anel. Preciso pagar uma dívida, mas, por favor, não o venda por menos que uma moeda de ouro. Vá correndo e volte o mais rápido que puder.

Mal chegou ao mercado, o jovem começou a oferecê-lo a todos que encontrava. Eles olhavam com algum interesse, mas, quando o jovem dizia quanto pretendia pelo anel, eles riam, volviam-lhe as costas, ignoravam-no. Somente um velhinho, vendo o sofrimento do rapaz, foi simpático com ele, e lhe explicou que uma moeda de ouro era muito dinheiro por aquele anel.

Um outro, tentando ajudar, chegou a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem, seguindo as orientações do seu professor, recusou a oferta.

Abatido pelo fracasso, montou novamente o cavalo e, muito triste, voltou para a casa do professor. Chegou mesmo a desejar ter uma moeda de ouro e comprar aquele anel, mesmo que não valesse tanto, somente para ajudar seu mestre.

Ao entrar na casa, relatou: – Professor, sinto muito, não consegui vender o anel. É impossível conseguir o que o senhor está pedindo por ele. Talvez eu possa conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas, não mais que isso. Não podemos enganar ninguém sobre o valor deste anel.

- Você tem razão, meu amigo. Antes de tentar vender o anel, deveríamos, primeiro, saber seu real valor. Não queremos enganar ninguém, nem ser enganado, não é mesmo? Por favor, faça-me mais uma coisa: Monte novamente o cavalo e vá até o joalheiro; quem melhor do que ele para saber o valor deste anel? Diga-lhe que eu quero vendê-lo e pergunte quanto ele pode ofertar, mas, atenção meu amigo, não importa o quanto ele ofereça, não venda o anel ao joalheiro.
Apenas pergunte o valor do anel e o traga de volta.

Ainda tentando ajudar seu professor, o jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro, então, lhe disse: – Diga ao professor que, se ele tem pressa em vender o anel, não posso lhe dar mais do que 8 moedas de ouro…

- Oito????? Perguntou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, posso chegar a lhe oferecer até 10 moedas, mas, só se ele não tiver pressa.

O jovem, emocionado, correu até a casa do professor e contou-lhe tudo. – 8 moedas de ouro, uau! – exclamou o professor, e rindo, zombou: – Aqueles homens no mercado deixaram de fazer um bom negócio, não é mesmo? – Sim, professor, concordou o menino, todo empolgado.

- Então, professor, perguntou o menino, o senhor vai vender o anel por 8 ou por 10 moedas? – Não vou vendê-lo, respondeu ele, fiz isso apenas para que você entenda uma coisa:

- Você, meu jovem, é como esse anel: uma jóia valiosa e única. Mas, somente pessoas sábias podem avaliar seu real valor. Ou você pensava que qualquer um poderia avaliá-lo corretamente? Não! Não importa o que digam de você, o que importa é o seu real valor.

E, dizendo isso, colocou seu anel de volta no dedo.

- Todos nós somos como esta jóia: únicos e valiosos. Infelizmente, passamos a vida andando por todos os mercados da vida, barateando nosso próprio valor, pretendendo que pessoas mal preparadas nos valorizem. Ninguém deveria ter a força de nos fazer sentir inferior, sem o nosso consentimento. Cada um de nós é especial, pois foi Deus quem nos fez.

“Não se julguem melhores do que realmente são. Ao contrário, sejam modestos nos seus pensamentos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu”. Romanos 12.3


Fonte: Livro Autoestima, de Miguel Angel Montoya e Carmen Elena Sol, Editorial PAX, México


Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

- PRIMÍCIA?


Confesso que pensei e pesquisei bastante antes de adentrar nesta seara. Olhei bem em volta, na prática e na reação de amigos próximos e distantes até chegar o momento de passar para a grande rede aquilo que tem me incomodado a respeito do assunto.

Sou Pastor Batista, nasci e fui criado na Igreja, tenho 54 anos de idade e 54 anos de igreja, tendo passado pelo batismo aos 12 anos. Fui aluno assíduo da Escola Bíblica Dominical, Uniões de Treinamento para juniores,  adolescentes, jovens, fui para o seminário teológico e hoje como pastor não posso parar de estudar.

Mas a realidade é que nunca estudei nada sobre o assunto, não da forma que tem sido encarado nos dias atuais. Tudo tem me parecido muito novo e, sinceramente, estudei bastante sobre mordomia e não me lembro de nenhum professor ou colega falando sobre primícia, da forma como hoje é tratada. Aprendi que somos todos mordomos e como tal, cuidamos daquilo que não nos pertence.

Pois bem. Nos dias atuais temos visto e ouvido que além de dizimista e ofertante o cristão deve também ser um primicista (se o termo não existe passou a existir), isto é: deve entregar também 1/30 (um trinta avos) do seu salário, ou 1 dia dos seus vencimentos.

Até aí nada me espanta. O que me chamou a atenção e me trouxe certa admiração é ver a cara de pauzice (termo novo também) de alguns líderes que arrogam para si as primícias. Como no Antigo Testamento orientam o rebanho a entregar-lhes as “primícias”. Observe no texto a seguir o que acabei de dizer:

“Anular as Primícias seria anular uma parte importantíssima do sistema de ofertas deixadas por Deus para a manutenção dos seus sacerdotes e do Templo. E assim como cremos que devemos continuar entregando os Dízimos, devemos pelo mesmo princípio e fundamentação bíblica, continuar entregando as nossas Ofertas e as Primícias para os Sacerdotes!
Vemos que no AT, a preocupação inicial e consequentemente a distribuição dos recursos entregues pelo povo de Deus, era inicialmente para os SACERDOTES. Depois, o POVO era atendido nas suas necessidades (órfãos, viúvas, estrangeiros, pobres...) e em seguida vinha à manutenção do TEMPLO que basicamente era mantido pelas ofertas. Então, a ordem era: SACERDOTES — POVO — TEMPLO. Depois da instalação e desenvolvimento da Igreja, chegamos até os nossos dias com essa ORDEM completamente invertida, tendo o Templo como prioridade e os Sacerdotes como aquele que “vive das sobras”. E a ordem hoje tem sido:
TEMPLO - POVO - SACERDOTE! E muitas Igrejas constroem seus templos em cima do sacrifício dos seus sacerdotes, esquecendo-se muitas vezes de que “os sacerdotes comem do altar, vivem do altar...”! Isso tem afastado e desestimula-lo aqueles que são chamados por Deus para o Ministério!”


Deu-me vontade de chorar, por que o Apóstolo que escreveu isto que você acabou de ler não deve ter nenhum tipo de renda, não tem profissão e vive no templo com sua famélica família 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias no mês, por isso passa à membresia de sua igreja tais ensinamentos. Esqueceu-se de dizer que no AT esse era o sistema, pois os sacerdotes não tinham salário e nem parte na divisão das tribos de Israel, eram SEPARADOS para o serviço sacerdotal e as primícias era de onde saia o sustento dele, sacerdote e dos levitas que com ele viviam e cuidavam do templo. 



Esqueceu que os pastores de hoje ganham salários de fazer inveja a vários empresários, sem contar que alguns ainda acumulam com seus vencimentos como profissionais liberais e até mesmo empresários. Conheço pastores que não recebem um centavo sequer como salário de suas igrejas, vivem com o que ganham de suas atividades seculares e nem por isso diminuíram no amor que têm pela causa e pelas ovelhas. Eu sou militar reformado e não vivo como um nababo, mas vivo muito bem.

Há algum tempo atrás fui visitar uma igreja e no final do culto estava conversando com o pastor quando um membro da citada igreja chegou com um envelope, colocou no bolso do paletó e disse: “aqui está a primícia deste mês!”

Ele, pastor, me explicou que a primícia é a forma que o membro da igreja tem para honrar o seu pastor; afinal, “honra a quem tem honra!”

Vim para casa e fiquei pensando: na minha igreja, em qualquer encontro, seja social, espiritual, ou de qualquer outra natureza que envolva alimentação os pastores são os ÚLTIMOS a comer. Só avançamos à mesa depois que todo o rebanho está alimentado e já teve vezes de comermos pão com mortadela por que a comida havia acabado e, pra ser sincero: me senti mais que honrado!!!

Continuei pensando, quase pirei, quando pensei o seguinte: uma igreja pequena= 200 membros; vamos tirar as crianças, os adolescentes que não tem renda para contribuir e um ou outro desempregado; suponha que pelo menos 120 membros contribuam com um dia de salário (base salário mínimo RJ) de R$ 953,47 = R$ 31,78 x 120 = R$ 3.813,88. Este é o valor da honra que o pastor, bispo, apóstolo, patriarca vai embolsar livre de impostos. Concluí que a primícia pode se tornar uma enorme fraude fiscal. São R$ 45.766,56 por ano sem ter que prestar contas ao fisco. Isto num cálculo com toda a igreja ganhando salário mínimo do RJ. (para esclarecer: quando um pastor é assalariado pela igreja isso é lançado na declaração de renda da igreja, que não paga imposto, mas tem que declarar, logo ele, pastor, tem que pagar o imposto de renda de pessoa física conforme o valor declarado pela igreja, no caso das primícias entregues no bolso do pastor não há registro algum e pode até ser configurado como caixa 2 e sonegação).

Mas, vi também pastores que não tomam para si as primícias; orientam para que sejam depositadas no gazofilácio junto com os dízimos e as ofertas e são contabilizadas nas entradas financeiras da igreja.

Portanto, num universo de coisas terríveis como: colher de pedreiro ungida, tijolo ungido, rosa ungida, sabonete de arruda, lenço ungido, areia do Monte Sinai, água do Rio Jordão e, a última: caneta ungida por R$ 100,00 e outras cocitas mais, cada uma com seu preço, é claro; vamos vendo avançar a avidez daqueles que se um dia foram realmente chamados por Deus estão na condição de Saul. Desviaram os olhos do alvo que é Cristo para olharem para mamom. Comem a gordura das ovelhas sem a menor cerimônia. Pedem honra para si, quando toda honra e toda glória pertencem a Deus.

Volto a dizer algo que já disse em outra matéria deste blog e que foi dito pelo Pastor Marcos Antônio Quintanilha, meu professor no seminário: “por mais louca ou herética que seja uma pregação, sempre haverá alguém para segui-la e/ou defendê-la!”

Confesso que busquei cada texto dado como fundamentação bíblica para este assunto, nenhum deles me convenceu:

Ezeq 44:30; Joel 1:9 e 13; LEV 2:3; Malaquias. 3:8-12; Atos. 5; 2Cor. 9:6-8; Ex 23:16,19; Lev 2:14; 23:17 e 20; Num 28:26; II reis 4:42; Neemias 10:35 e Ezequiel 44:28-31; Rom 8:23; 11:16; 16:5; ICor15:20 e 23; 16:15; II TES 2:13; TIAGO 1:18; Apoc 14:4; Tiago 1:17-18;Ex 22:29 e 34:18,22; Lev 23:16- 20; II Crôn 31:5; EXODO 23:14-19; Exodo 34:22; Lev 23:17 e 20; II Reis 4:42-44; Ezequiel 44:30; Deut 18:4-5; Num 18:11-14, 19; Fil 4:15-18; IICor 9:1-5 e 1 Cor9:7-14, entre outros.

Não digo que o pastor ou líder não deva ser abençoado financeiramente pela sua igreja, mas o que temos visto é uma ganância desenfreada. Pastores chegando com carros do ano enquanto as ovelhas chegam a pé, quando não de bicicleta, sendo fieis para bancar a “honra” luxuosa do líder!

Isso trás vergonha para o Reino, para o Evangelho, não edifica e quando o membro da igreja se dá conta daquilo que está participando, que está sendo extorquido tanto financeira quanto espiritualmente, abandona a casa do Senhor, revoltado com Deus, e a partir daí, todo crente é safado e todo pastor é ladrão, tudo 171. Sem contar que por essas e outras é que se identificar como pastor em determinados locais, como bancos, concessionárias de automóveis já não abre portas, fecha!

Tiago 4:1-10 - De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.


I Timóteo 6:10 - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


Um abraço no seu coração
Fique na graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

- ASTROFÍSICA ATEIA SE CONVERTE A CRISTO; “EU PERCEBI QUE EXISTE UMA ORDEM NO UNIVERSO”.


Por: Helio Medeiros


Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história de Sarah Salviander e sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela.

Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância”.

“O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais”.

Aos 25 anos, quando abraçava a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou em uma universidade dos EUA: “Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem focados em desfrutar a vida, os objetivistas racionalistas não pareciam sentir alegria alguma. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa”.

A atenção da jovem se voltou completamente ao estudo da física e da matemática.

“Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a me influenciar e eu me via cada vez menos hostil ao cristianismo. No verão, depois do meu segundo ano, participei de um estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia, num grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo me fez pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’”.

Depois desse insight, a razão de Sarah foi gradualmente se abrindo ao Mistério:

“Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós nos apaixonamos e nos casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante me casar com um cristão. Terminei a minha formação em física e matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na Universidade do Texas em Austin”.

A penúltima etapa da jornada de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder:

“The Science of God” [“A Ciência de Deus”]. “Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão em completo acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; me senti como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isso, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava convencida de coração”.

O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: “Eu fui diagnosticada com câncer. Não muito tempo depois, meu marido teve meningite e encefalite; ele se curou, felizmente, mas levou certo tempo. A nossa filhinha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando você tem 20 anos, boa saúde e a família por perto, você se sente imortal. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade evapora e você se vê forçada a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas”.

“Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do universo e me dou conta, agora, de que a atração que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca vou me esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele me contou que outro professor tinha respondido que não. Eu me perguntei quantos outros jovens estavam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com esses questionamentos. Eu sei que vai ser uma jornada difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer”.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...