sexta-feira, 15 de março de 2013

- DEUS NÃO É GEPETO: NÓS NÃO SOMOS PINÓQUIO!


"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros" (Efésios 4.25).


Juntando diversos dicionários, pode-se definir que mentir é "dizer o que não é verdade; negar o que se sabe ser verdade; proferir como verdadeiro o que é falso; dizer o que não se pensa; induzir ao erro; ser causa de engano; não cumprir a promessa, o compromisso, o acordado, o devido, o juramento; acrescentar ou omitir para distorcer a verdade".

Quer seja mentindo para os outros (engano) ou para si mesmo (ilusão), o mentiroso tem sua origem, produz e sofre consequências, mas, felizmente, pode ter um antídoto.

Existem várias teorias para explicar a origem do mentiroso. A psicologia explica que o mentiroso age como mecanismo de defesa; a sociologia como busca do poder; a filosofia como imperfeição humana; a antropologia como um talento de convivência social; mas Cristo deixa claro que o mentiroso é filho do Diabo, quando disse: "Vocês são filhos do Diabo e querem fazer o que o pai de vocês quer. Desde a criação do mundo ele foi assassino e nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras" (João 8.44 - NTLH; leia também 1 Timóteo 4.1-2). Em outras palavras, é pai de todos os mentirosos.

As consequências do mentiroso são terríveis.

Em primeiro lugar, consequências que o mentiroso produz: a Bíblia revela que a pessoa que diz mentiras produz injustiça (Provérbios 12.17); é indecente e vergonhosa (Provérbios 13.5); é traidora (Provérbios 14.25); é tão perigosa quanto uma espada, um porrete ou uma flecha afiada (Provérbios 25.18); com suas palavras bajuladoras causa desgraças (Provérbios 26.28); perverte todos os seus liderados (Provérbios 29.12); prejudica os pequenos (Isaías 32.7); conduz as pessoas ao erro (Jeremias 23.32).

Em segundo lugar, consequências que o mentiroso sofre: embora o pão da mentira pareça suave a essa pessoa, depois sua boca se encherá de pedrinhas de areia (Provérbios 20.17), pois será expulsa da presença de Deus (Jeremias 27.15), destruída (Oséias 7.13), ficando fora dos céus para todo o sempre (Apocalipse 21.27; 22.15). Nas palavras do salmista, "nenhum mentiroso viverá no meu palácio; nenhuma pessoa fingida ficará na minha presença" (Salmo 101.7 - NTLH).


O mentiroso fala mentira, pois fala do que está cheio o coração (Mateus 12.34b). Portanto, para tratar o mentiroso é necessário tratar as profundezas do coração. A boa notícia é que existe o antídoto para o mentiroso: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32). A verdade é Cristo (João 14.6). Ele venceu, nunca dizendo uma mentira (1 Pedro 2.22), pois mentir não faz parte de sua natureza (Hebreus 6.18). Seu nome é Fiel e Verdadeiro (Apocalipse 19.11). Por isso, somente em Cristo podemos ter vitória completa sobre o hábito nocivo de mentir. (Colossenses 3.9-10; 1 Pedro 2.1).

Somos chamados para andar na verdade (Efésios 5.8-9), seguir a verdade (Efésios 4.15), falar a verdade (Salmo 15.2) e amar a verdade (Zacarias 8.19). Afinal, "quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras" (1 Pedro 3.10 - NTLH).



Um abraço no eu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

domingo, 10 de março de 2013

- CASAMENTO DE “PAPEL PASSADO”, MAS NO ÍNTIMO, BEM “AMARROTADO”!





O personagem de Alexandre Borges na novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo foi, sem dúvida, um dos papéis mais hilários do ator. “Cadinho”, um rico empresário, bonvivant, era casado com três mulheres ao mesmo tempo e possuía três filhos, um com cada uma delas.

Até aí, levando-se em consideração as idiossincrasias dos “tempos modernos”, dá para entender, pois, decerto, o cara era mesmo bom de enganação. O inusitado, todavia, é que em certo momento da trama, “Cadinho” passa a viver simultaneamente com as três mulheres, e isso de forma consensual, ou seja, ele torna-se uma espécie de marido ondemand, tendo que cumprir uma agenda semanal na qual buscava atender as necessidades de cada uma delas.

Não obstante tudo isso, mesmo não podendo ser “casado” com todas as “esposas”, tendo sobre si as implicações legais, os relacionamentos de “Cadinho” são legítimos, uma vez que ele mantinha um convívio estável com cada uma delas. É que no Brasil não existe crime de “poligamia”, mas de “bigamia”, previsto no artigo 235 do código penal, o qual trata do fato de você tentar fazer o registro em cartório de um casamento já tendo outro registrado anteriormente.

Assim, do ponto de vista civil, pode-se ter quantas mulheres quiser, sem que isto incorra em crime, mas apenas um casamento registrado em cartório, não esquecendo que uniões estáveis possuem os mesmos direitos daquelas de “papel passado”. Quem consentir em viver nestas condições, que o faça, de livre e espontânea vontade.

Na verdade, “Cadinho” tinha, ao mesmo tempo, três mulheres e nenhuma. Sim, por que ter um casamento não significa ter filhos em comum, ou uma casa, bens, dormir no mesmo quarto, na mesma cama, ir junto a lugares, festas, fazer supermercado, pagar contas, e até ter relações sexuais! Nada disto define um casamento!

Casamento não é uma existência a dois, mas, dois que, na existência, se fazem um em essência.

É triste, mas há muitas pessoas “casadas” que jamais se casaram. Elas se “deram” no papel, mas não se entregaram no coração, juntaram coisas, mas não partilharam sonhos, conviveram, mas não compreenderam o significado de conjugalidade, habitaram o mesmo ambiente, mas nunca os "cômodos" da alma um do outro, fizeram sexo e não amor, geraram filhos, mas não puderam criá-los tendo o casamento como referência de relacionamento.

Neste sentido, a bíblia nos dá uma dica sobre o que é casamento: “... Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. MT. 19:5.

Há três implicações profundas para que algo desta natureza possa se estabelecer sobre o passadiço da vida:

1 - “deixar pai e mãe”, que tem a ver com a quebra dos vínculos emocionais, ou seja, é a emancipação do sujeito como indivíduo capaz de dar rumo e significado a própria vida.

2 - “Unir-se-á sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.

3 - Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é transcendental, muito antes de ser carnal.

Portanto, preste bem atenção no tipo de relacionamento que você está construindo! Não chame de casamento o que é apenas um contrato por cotas limitadas, com objetivos comuns, divisão de tarefas, participação nos resultados e geração de ativos.

Contudo, se quiser mesmo viver um casamento, vai um conselho: pense mais no outro do que em você, se entregue sem receios ou reservas, ame com toda a intensidade, sabendo que amor é uma opção, não um sentimento, faça filhos por amor e sexo sem pudor. Não esqueça, todavia, o principal: peça para que Deus lhe ajude a construir uma família, não uma empresa.



Um abraço no seu coração!
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus.
Pr. William Thompson



Texto de Carlos Moreira, modificado e adaptado para o Blog  Adorador Extravagante.

quinta-feira, 7 de março de 2013

- ESCOLHA FUGIR!





"Porém quem se une com o Senhor se torna, espiritualmente, uma só pessoa com ele. Fujam da imoralidade sexual! ... o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo ... Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele" (1 Coríntios 6.17-20 - NTLH).  

Quando o apóstolo Paulo deu essas instruções, tinha absoluta consciência das lutas que as pessoas passam contra as tentações na área da sexualidade. São diversas as formas de desvios expressas na Palavra que se referem a relações sexuais ilícitas: adultério, fornicação, concubinato,  prostituição, dentre outros. A Bíblia narra diversas situações para nossa reflexão. 

José fugiu  
Conta-nos, por exemplo, de alguém que fugiu da imoralidade sexual. "O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo. Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia. José era um belo tipo de homem e simpático. Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José. Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela. Mas um dia, como de costume, ele entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali. Então ela o agarrou pela capa e disse: - Venha, vamos para a cama. Mas ele escapou e correu fugindo para fora, deixando a capa nas mãos dela" (Gênesis 39.2,6-7,10-12 - NTLH). 

Manteve-se fiel ao seu patrão, a Deus e ao seu próprio corpo. A história nos conta como José foi elevado no Egito, tornando-se, depois de faraó, o homem mais poderoso na terra, casando-se, tendo filhos, livrando seu povo da fome e vivendo fartamente seus cento e dez anos junto com seus descendentes até a terceira geração.

Davi não fugiu
Mas outra história nos é contada; a história de alguém que não fugiu da imoralidade sexual. 
"Uma tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho. Aí ele mandou que descobrissem quem era aquela mulher e soube que era Bate-Seba, filha de Eliã e esposa de Urias, o heteu. Então Davi mandou que alguns mensageiros fossem buscá-la. Eles a trouxeram, e Davi teve relações com ela" (2 Samuel 11.2-4 - NTLH). 

Dali em diante, sua impureza gerou mentira e engano, até um horrendo plano de assassinato de seu fiel guerreiro Urias, o esposo traído. As consequências foram terríveis, pois a criança engravidada morreu e houve grande desordem na casa de Davi ao ponto de outro filho seu o desonrar publicamente. Nunca mais a família de Davi foi a mesma. Mesmo arrependido e perdoado, sofreu duras consequências de seu comportamento.  


Fugir ou não fugir?

Diferentes decisões, diferentes consequências. Fugir ou não fugir, eis a questão. Segundo Paulo, conseguimos fugir, pois nos tornamos um com o Pai, templo do Espírito Santo, comprados pelo precioso preço do sangue de Cristo. 

Em outras palavras, temos sua natureza, recebemos sua habitação e nos tornamos sua propriedade. Assim, se houve pecado, arrependa-se e não peque mais (Colossenses 3.5; Tiago 1.21; 1 Tessalonicenses 4.7). 

Vamos todos glorificar a Deus com nossos corpos, sendo nossa sexualidade somente para nosso cônjuge (1 Coríntios 7.2) e para ninguém mais.

Um abraço no seu coração!
Fique na Paz e na Graça do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

domingo, 3 de fevereiro de 2013

-PR. ARIOVALDO RAMOS CONVIDA IGREJAS A CORRIGIREM ERROS SOBRE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE!

“Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem”. Essa é a definição do pastor Ariovaldo Ramos para o que a teologia da prosperidade prega.

Num artigo, publicado em seu blog, Ariovaldo faz uma síntese da teologia praticada por muitas igrejas pentecostais: “Estamos, há mais de vinte anos convivendo com isso, talvez, por isso, a grande pergunta sobre essa teologia seja: Como têm conseguido permanecer por tanto tempo?”, questiona o pastor.

Tratada por Ariovaldo Ramos como uma prática de engano e sem base bíblica, a teologia da prosperidade já pintou quadros de absurdo, segundo ele: “Lembro-me de ter ouvido de um ferrenho seguidor dessa teologia que, quem tivesse fé poderia, inclusive, negociar com Deus a data de sua morte”, contextualiza.

Para o pastor, a teologia da prosperidade “se sustenta pela criatividade” e pelo fato de oferecer diversificação da mensagem cristã: “Os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, vivem de promover espetáculos ás custas da boa fé do povo”.


-É uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais. Suas igrejas são verdadeiros movimentos de massa, dirigidos por “pop stars” que tornam amadores os mais respeitados animadores de auditório da TV brasileira – critica.

Há questões culturais envolvidas, segundo o texto de Ariovaldo Ramos: “Os pregadores dessa panaceia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como ‘não dever nada a ninguém’, fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval [...] Tudo nessas igrejas é pago. Ainda que cada movimento financeiro seja chamado de oferta, trata-se, na prática, de pagamento pela benção”.

O pastor afirma que a teologia da prosperidade tem gerado “decepção” às pessoas que buscam a mensagem cristã e convoca o corpo de Cristo para reverter a situação: “Hoje, para além de tudo o que encerra a sua missão, a Igreja tem de corrigir os erros que, em seu nome, e, em muitos casos, sob a sua silenciosa conivência, foram e, ainda, estão sendo cometidos”.


Confira abaixo, a íntegra do artigo “Uma Pastoral para a Decepção!”, do pastor Ariovaldo Ramos.

Quando, na década de 80, a teologia da prosperidade chegou ao Brasil, ela veio como uma nova tese sobre a fé. Prometia  o céu aqui para o que tivesse certo tipo de fé. As promessas eram as mais mirabolantes: garantia de saúde a toda prova, riqueza, carros maravilhosos, salários altíssimos, posições de liderança, prosperidade ampla, geral e irrestrita.


Lembro-me de, nessa época, ter ouvido de um ferrenho seguidor dessa teologia que, quem tivesse fé poderia, inclusive, negociar com Deus a data de sua morte, afirmava que, na nova condição de fé, em que se encontrava, Deus teria de negociar com ele a data de sua partida para mundo dos que aguardam a ressurreição do corpo.


Estamos, há mais de vinte anos convivendo com isso, talvez, por isso, a grande pergunta sobre essa teologia seja: Como têm conseguido permanecer por tanto tempo? A tentação é responder a questão com uma sonora declaração sobre a veracidade desta proposição, ou seja, permanece porque é verdade, quem tem fé tem tudo isso e muito mais. Entretanto, quando se faz uma pesquisa, por mais elementar, o que se constata é que as promessas da teologia da prosperidade não se cumpriram, e, de fato, nem o poderiam, quando as regras da exegese e da hermenêutica são respeitadas, percebe-se: não há respaldo bíblico. Então qual a razão para essa longevidade?


Em primeiro lugar, a vida longa se sustenta pela criatividade, os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, vivem de promover espetáculos ás custas da boa fé do povo. Mesmo os mais discretos estão sempre expondo o povo, em alguns casos, quando mais simplório melhor, em outros, quanto mais bonita, e note-se o feminino, melhor.


Além disso, é uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais. Suas igrejas são verdadeiros movimentos de massa, dirigidos por “pop stars” que tornam amadores os mais respeitados animadores de auditório da TV brasileira.


Em segundo lugar, a vida longa se mantém pela penitência; os pregadores dessa panaceia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como “não dever nada a ninguém”, fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval, aliás, grande causadora da reforma protestante. Tudo nessas igrejas é pago. Ainda que cada movimento financeiro seja chamado de oferta, trata-se, na prática, de pagamento pela benção.


Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem. Assim, o fiel é aquele que paga e o faz pela fé; a oferta, nessas comunidades, é a única prova de fé que alguém pode apresentar.


Na idade média, como até hoje, entre os romanos, Deus podia ser pago com sacrifícios, tais como: carregar a cruz por um longo caminho num arremedo da via “crucis”, ou subir de joelhos um número absurdo de degraus, ou, em último caso, acender uma velinha qualquer, não é preciso dizer que a maioria escolhe a vela. Mas, isso é no romanismo!


Quem quer prosperidade, cura, promoções, carrões e outros beneplácitos similares tem de pagar em moeda corrente, afinal, dinheiro chama dinheiro, diz a crença popular. E tem de pagar antes de receber e, se não receber não pode reclamar, porque esse deus sabe o que faz e, se não liberou a bênção é porque não recebeu o suficiente ou não encontrou a fé meritória. Esses pregadores têm o consumidor ideal.


Em terceiro lugar são longevos porque justificam o pior do capitalismo, embora, segundo Weber, o capitalismo seja fruto da ética protestante, (aliás, a bem da verdade é preciso que se diga que o capitalismo descrito por Max Weber em seu livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” não é, nem de longe, o praticado hoje, que se sustenta no consumismo, enquanto aquele se erguia da poupança.); a fé cristã, de modo geral, não se dá bem com a busca pela riqueza como objetivo em si.


A chegada, porém, dessa teologia mudou o quadro, o pior do capital está, finalmente, justificado, foi promovido de grilhão que manieta a fé em troféu da mesma. Antes, o que se assenhoreava do capital tornava-se o avaro acumulador egoísta, agora, nessa tese, é o protótipo do ser humano de fé. Antes, o que corria atrás dos bens materiais era um mundano, hoje, para esses palradores, é o que busca o cumprimento das promessas celestiais.


Juntamente com o capitalismo, essa mensagem justifica o individualismo, a bênção é para o que tem fé, ela é inalienável e intransferível. Eu soube de uma igreja dessas que, num rasgo de coerência, proibiu qualquer socorro social na comunidade para não premiar os que não tem fé. Assim, quem tem fé tem tudo quem não tem fé não tem nada.


Antes, ter fé em Cristo colocava o sujeito na estrada da solidariedade, hoje, nesse tipo de pregação, o coloca no barranco da arrogância. Toda “esperteza” está justificada e incentivada. Não é de estranhar que ética seja um artigo em falta na vida e no “shopping center” de fé desses “ministros”.


Mas, o que isso tudo tem gerado, de verdade? Decepção, fragorosa decepção é tudo o que está sobrando no frigir dos ovos. As bênçãos mirabolantes não vieram porque Deus nunca as prometeu, e Deus não pode ser manipulado. O sucesso e a riqueza que, porventura, vieram foram mais fruto de manobras “espertalhonas”, para dizer o mínimo, do que resultado de fé.


Aliás, para muitos foi ficando claro que o que chamavam de fé, nada mais era do que a ganância que cega; o antigo conto do vigário foi substituído pelo conto do pastor. Gente houve que ficou doente, mas, escondeu; perdeu o emprego, mas, mentiu; acreditou ter recebido a cura, encerrou o tratamento médico e morreu. Um bocado de gente tentando salvar as aparências, tentando defender os seus lideres de suas próprias mentiras e deslizes éticos e morais; um mundo marcado pela esquizofrenia.


O individualismo acabou por gerar frieza, solidão e, principalmente, perda de identidade, porque a gente só se torna em comunidade.


Tudo isso acontecendo enquanto muitos fiéis observavam o contraste entre si e seus pastores, eles sendo alcançados pela perda de bens, pela angústia de uma fé inoperante, pela perda de entes queridos que julgavam absolutamente curados, e os pastores se enriquecendo, melhorando sensivelmente o padrão de vida, adquirindo patrimônio digno de nota, sendo contados entre o “jet set”, virando artistas de TV, tudo em nome de um evangelho que diziam ter de ser pregado, e que as suas novas e portentosas posses avalizavam.


E onde estão estes decepcionados? E para onde estão indo os seus pares? Muitos estão, literalmente, por aí, perderam aquela fé, mas não acharam a que os apóstolos e profetas da escritura judaico-cristã anunciaram; ouviram o nome Cristo, mas não o encontraram e pararam de procurar. Talvez, estejam perdidos para evangelho; para sempre.


Outros, no meio de tudo isso, foram achados por Cristo, e estão procurando pelo lugar onde ele se encontra. Para os primeiros não há muito que fazer a não ser interceder diante do Eterno, para que se apiede dos que foram vergonhosamente enganados; para os que estão à procura, entretanto, é preciso desenvolver uma pastoral.


Eles não estão chegando como chegam os que estão em processo de reconhecimento de Deus e do seu Cristo. Estão batendo às portas das comunidades, que julgam sérias com a Bíblia, à procura de cura para a sua fé, para a sua forma de ser crente, para a sua esperança de salvação, para a sua falta de comunidade e para a sua confusão doutrinária.


Precisam, finalmente, ver a Jesus Cristo e a si mesmos; precisam, em meio a tanta desinformação encontrar o ensino, em meio a tanto engano recuperar a esperança. Necessitam de comunidade e de identidade, de abraço e de paciência, de paz e de alento, de fraternidade e de exemplo, de doutrina e de vida abundante.


Quem quer que haja de recebê-los terá de preparar-se para tanto, mesmo porque, ainda que certos da confusão a que foram expostos, a cultura que trazem é a única que têm, e nos momentos de crise, de qualquer natureza, será a partir desta que reagirão, até que o discipulado bíblico construa, com o tempo, uma nova e saudável cultura.


Hoje, para além de tudo o que encerra a sua missão, a Igreja tem de corrigir os erros que, em seu nome, e, em muitos casos, sob a sua silenciosa conivência, foram e, ainda, estão sendo cometidos.



Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

sábado, 2 de fevereiro de 2013

- SÓ FALTA A CALÇA QUADRADA




“Julgai todas as coisas, retende o que é bom”
(1ª Ts 5.21)


O discernimento é um dom proveniente de Deus, o que não significa dizer que o cristão, o converso, não tenha que exercitá-lo como uma disciplina constantemente evolutiva em sua caminhada. Muito pelo contrário, o discernimento deve ser permanentemente desenvolvido, pois é por este dom que possuímos a capacidade de percepção dos elementos salutares e os nocivos que adentram na Igreja e nos edificam ou transtornam.

O discernimento funciona como um filtro por onde os germes infectos que circulam em torno procurando invadir a Igreja são identificados, sendo barrada sua entrada.



Porém, temos um problema:

O efeito esponja!

A esponja vai absorvendo água ou qualquer líquido com sua sujeira e impureza, até chegar ao extremo de sua capacidade e no primeiro aperto espalhar seu excesso.

Este é um fenômeno muito comum em nosso universo evangélico onde as águas sujas e infectas das doutrinas exóticas e esdrúxulas encontram campo fértil e ardorosos defensores.

Sincretismos pagãos, contorcionismos teológicos, atos proféticos, “visões” vindas de fontes turvas e com propósitos duvidosos, movimentos evocativos de forças estranhas, línguas que manifestam distúrbios emocionais, doutrinas contrárias aos ensinos bíblicos sendo aplaudidas, multidões desesperadas em busca do reino deste mundo; mistura perigosa com o pior da política, mundanismo, idolatrias etc.

E milhares de crentes seguem empolgados os novos ídolos, ditos evangélicos, sem o menor pudor doutrinário.

Armada de textos descontextualizados (Não julgueis – Mt 7.1; Quem não tiver pecados – Jo 8.7), os esponjas ameaçam aqueles que detectam os falsos ensinos e apologizam em favor das Sagradas Escrituras, mas não temem abraçar o “novo” e esdrúxulo caminho quilometricamente desviado da rota de Cristo.

Algumas velhas novidades que voltaram a ostentar imensa popularidade em nosso tempo:

-Negação da cruz;

-Recusa ao estreito e espinhoso caminho;

-Descrença na existência real do inferno;

-Negação a soberania de Deus;

-Relativismo para com a Bíblia;

-Renovação do misticismo exacerbado;

-Culto a personalidade;

-Feudalismo religioso;

-Anti-Bíblia em favor das visões enfatuadas;

-Estrelismo estratosférico;

-Adoração a Mamom.

Mas, tudo é permitido desde os sorrisos plastificados, os achaques ufanos, os arroubos performáticos e a ostentação cinematográfica das conquistas ou pseudos milagres estiverem sendo caudalosamente derramados nas mídias sem fim, projetando uma imagem do que nunca foi não é e jamais será Caminho de Cristo.

Mas quem se importa?

“Quem creu em nossa pregação”

Bradava o profeta Isaias sob inspiração divina, ante o espetáculo do Servo Sofredor (Is 53.1), contrariando as expectativas de um Messias beligerante e doador de benesses ao bel-prazer do seu povo.

Há alguém que se importa?

Está tudo tão legal!

Somos tantos, e podemos até pressionar governos. Temos até um dia instituído nacionalmente, e podemos angariar recursos públicos para financiar nossos shows.

- Não é ótimo! Crente Esponja!!!!

- É sim Crentik! Rê rê rê rê rê rê rê…

Mas, Aquele que tem na mão direita as sete estrelas, de cuja boca sai uma espada afiada de dois gumes, e o rosto, brilha como o sol em sua força, diz: Conheço as tuas obras (Ap 1.16; Ap 2.2,9, 13, 19; Ap 3.1,8,15).

Vivamos nEle, o Cristo, que nos dá o discernimento e não o estado esponjoso.



Um abraço no se coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


Este texto foi adaptado e aplicado ao Blog Adorador Extravagante e sempre que uso um texto que não é de minha autoria coloco no rodapé que o texto  é adaptado. Este aviso é para àqueles que leem com segundas intenções e acabam fazendo comentários descabidos!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

- RESPONDA DE ALMA E ESPÍRITO!


Imagine que até o final deste ano todas as pessoas que te ofenderam, te prejudicaram ou te magoaram durante sua vida, MORRERÃO!

Só há uma maneira de se evitar tal coisa: O SEU PERDÃO puro, sincero, irrestrito e de coração!
Qual seria sua decisão?

Responda de alma e espírito!













Um abraço no seu coração!
Fique na Paz do Senhor Jesus!
Pr. William Thompson

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

- EVANGÉLICO SIM; E SEM VERGONHA!


Romanos 1:16-17
16 - Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
17 - Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.

Eu não me Envergonho do Evangelho (Romanos 1,16-17). Em nossos dias o significado da palavra evangelho está longe daquilo que ela realmente significa. Reduzimos a ideia sublime contida nesses escritos, a uma ideia marcada pela religiosidade, pelos desejos meramente humanos, confundimos de forma até enfática, evangelho com evangélico; que é o mesmo que confundir aquilo que é santo com o que é impuro. Digo isto, não com alegria, mas com tristeza, porque muitos hoje que se dizem evangélicos, não tem parte com o evangelho, usam para atender aos seus desejos pecaminosos, maus e irrelevantes. Evangélicos que não reconhecem o caminho da cruz não são dignos do Evangelho. 




O Pr. Charles Spurgeon dizia: “A falta de pureza na fé costuma ser ocasionada pela ausência de conversão. Se tais homens tivessem experimentado o poder do evangelho em suas almas, não o teriam abandonado tão facilmente para ir à busca de fábulas”.
Estamos numa sociedade que busca estas fábulas. Que fazem de Cristo a máquina de atender os seus desejos. Numa sociedade que não existe mais o comprometimento com o evangelho, o comprometimento com Jesus Cristo. Estamos na sociedade do tem que funcionar. Se Jesus Cristo não funcionar podemos descartá-lo, trocá-lo, fazer reclamações a Deus. Dizer Deus, não está funcionando, não foi isso que comprei, preciso que o senhor troque, mande um anjo aí, mais eficiente, mais rápido, mais simples. O mais triste de toda essa história é que essas pessoas vão domingo após domingo a várias igrejas e acreditam fielmente que se converteram, quando na verdade nunca passaram pela a cruz de Cristo. As pessoas estão achando que Jesus é uma máquina que simplesmente funciona e elas têm chamado isso de evangelho. Evangelho não é uma ideia. Não é uma filosofia, pois essas vêm e passam. Evangelho não é um dogma da igreja, porque na verdade ele traz a própria a verdade que deve ser lida e interpretada e acima de tudo vivida. Evangelho não é uma motivação para prosperar financeiramente na vida. Evangelho não é um fábula qualquer contada por quatro loucos e confirmada por tantos outros. Isso definitivamente não é evangelho. Mas aqueles que desejam viver piedosamente aquilo que o evangelho os conclama a viverem, têm se sentido constrangidos.

Romanos capítulo 1:16 Paulo diz que “Não se envergonha do evangelho porque ele é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Se o evangelho é poder de Deus ele está acima de nossa compreensão, está acima de nossos projetos, nossos desejos, sonhos, está acima da própria vida e da própria morte. Paulo não se envergonha do evangelho porque estas boas novas são o poder de Deus, cujo propósito e alvo são a realização da libertação e salvação do homem pecador. Um homem obtém tal salvação quando a sua constante reação individual diante do evangelho é a confiança e crença – todo aquele que crê. O evangelho aponta para a fé em Jesus Cristo, e confiar em Cristo é entregar-se . Confiar em Cristo é envolver-se totalmente nas verdades eternas ensinadas por Ele e a respeito dEle no Novo Testamento. Em Efésio 1,13 Paulo nos diz que o evangelho é a verdadeira mensagem da parte de Deus: “A mesma coisa aconteceu também com vocês. Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que Ele havia prometido”.

Devemos estar atentos para o fato de que aqueles que receberam a mensagem do evangelho e aceitaram foram marcados com o selo do Espírito Santo. Isso quer dizer que é necessária uma transformação total em nosso ser, e um envolvimento de tal modo com Jesus Cristo que produza uma sinceridade moral, uma dedicação e uma consagração visível em todos os aspectos da vida. Com isso, vale entender a mensagem que nos diz que já não vivemos mais, mas Cristo vive em nós. Esse é o verdadeiro sentido do evangelho: permitir que Jesus Cristo viva em nós! Trazendo isso para termos práticos em comparação com que o fizemos no início, afirmamos que é necessária uma maior responsabilidade por parte daqueles que se dizem seguidores de Jesus Cristo. Dessa maneira entramos na segunda parte do texto que lemos hoje: “ele é a justiça de Deus que se revela, pela fé e para a fé, segundo o que está escrito: o justo viverá pela fé”. Entendemos essa justiça como a natureza santa de Deus, seu próprio caráter justo. Todavia essa justiça não é meramente uma descrição de um atributo divino, mas também se subentende uma espécie de natureza que ele injeta nos remidos. Os homens, uma vez transformados segundo a imagem de Cristo, em sentido bem real e literal, participam da santidade de Deus”. Em Mateus 5,48 está escrito: “Portanto, sejam perfeitos em amor, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu”. Isso indica a doação das perfeições morais aos remidos. É a agência do evangelho que produz essa natureza nova dos homens. Essa justiça nos é dada de fé em fé. O cristão só alcança essa justiça através da Fé em Jesus Cristo, ela é essencial para o homem ser justo. Todas as suas ações serão determinadas por ela. O caminho a ser seguido é o caminho indicado por Jesus Cristo, o caminho do Evangelho. Gostaria de terminar hoje com o prefácio do Novo Testamento, escrito no ano de 1534 por João Calvino. Um resumo belo do evangelho:
“Sem o evangelho tudo é inútil e vão; sem o evangelho não somos cristãos; sem o evangelho toda riqueza é pobreza; toda sabedoria, loucura diante de Deus; toda força, fraqueza; e toda a justiça humana jaz sob a condenação de Deus. Mas pelo conhecimento do evangelho somos feitos filhos de Deus, irmãos de Jesus Cristo, compatriotas dos santos, cidadãos do Reino do Céu, herdeiros de Deus com Jesus Cristo, por meio de quem os pobres são enriquecidos; os fracos, fortalecidos; os néscios, feitos sábios; os pecadores, justificados; os solitários, confortados; os duvidosos, assegurados; e os escravos, libertados”.

O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o aquele que crê. Assim, tudo o que poderíamos pensar ou desejar deve ser achado somente em Jesus Cristo.

Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


Texto adaptado

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

- AOS NOSSOS “AMIGOS” E CRÍTICOS ANÔNIMOS!


Sempre que postamos alguma matéria mais contundente, mais confrontadora, surgem diversos comentários. Alguns favoráveis, outros mais ácidos e muitos absurdamente desconectados com o próprio texto. Dentre esses, destaco aqueles que, "protegidos" sob a máscara do anonimato (a coragem dos covardes), destilam todo o ódio teológico típico da mentalidade talibã dos legalistas.

Em sua maioria, esses gladiadores anônimos da verborréia teológica usam sempre a mesma arma: comparação! "Quantas almas vocês já ganharam?" É como se o reino de Deus fosse reduzido às estratégias de marketing das grandes empresas: quem ganha mais é quem produz mais! Esse evangelicalismo da produtividade confunde o reino com uma competição barata, onde os supostamente mais aptos (a velha lei do mais forte) sempre vencem.

"Por que, ao invés de criticar, vocês não evangelizam?" Simples! Porque não é qualquer tipo de pregação que pode ser, de fato, evangelização. Evangelizar não é pregar uma teologia (seja ela qual for), mas o puro e simples Evangelho da Graça. Nesse Evangelho da Graça, é a essência que conta, não a evidência. É o miolo, não a casca. É a Graça, não a Lei. O que Jesus mais fez em sua estadia por aqui foi CRITICAR pesadamente os fariseus e sua teologia do "eu faço mais do que você".

"Cuidado! Deus vai cobrar de vocês" É a maldade teológica. A teologia da retribuição. É a Guantánamo da teologia. Estranho essa veia bélica dos que se dizem evangélicos, mas não amam como Jesus. É uma teologia da ira, da irritabilidade: "quebra, mata, arrasa, pesa tua mão", uma espiritualidade da destruição. E o pior é que nessa destruição tenta-se legitimar uma santidade: "Vocês vão ver o quanto somos santos quando Deus detonar vocês". Ou seja, uma santidade que só se legitima na desgraça alheia. Se esse fosse o Jesus do Novo Testamento, não teria sobrado um único romano pra contar a história.

Louvo a Deus pelo fato magistral de a Bíblia não legitimar uma prática da comparação. Assim como não há como comparar a glória por vir, também não há como comparar níveis de santidade a partir de contabilidades eclesiásticas da culpa. Graças a Deus que, em Cristo, estamos livres da tentativa de agradar, livres para um amor que não é escravo dos números, nem dos bancos de dados das al-qaedas divinas.

Quer comparar? Experimente servir a Deus sem as neuroses legalistas e as invencionices dos falsos mestres... Não há comparação!



Um abraço no seu coração!
Graça e Paz!
Pr. William Thompson


Texto adaptado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

- ANO NOVO: ALGUÉM TEM ALGUMA IDEIA?


Todos os anos é a mesma coisa. Os líderes eclesiásticos anunciam a "palavra profética" que guiará seus ministérios durante o decorrer do novo ano. Geralmente são frases de efeito tais como "Ano da Dupla Honra", "Ano da Conquista", "Ano da Multiplicação", "Ano da Restituição", Ano Disso, Ano Daquilo etc.

Eles bem que poderiam ser um pouco mais criativos, lançando frases como "Ano da Humildade","Ano do Amor ao próximo", ou "Ano do Perdão", e admitir que não se trata de palavras proféticas, mas tão-somente de slogans cujo objetivo é atrair o interesse das pessoas para os seus ministérios. Tudo não passa de marketing.

Mas quem se sentiria atraído por tais slogans? Quem está interessado em servir ao semelhante, perdoar os inimigos, andar humildemente? Todos querem mesmo é ter suas necessidades supridas, seus desejos saciados, seus sonhos realizados.

Enquanto isso, entidades seculares lançam campanhas de conscientização contra o racismo, a corrupção, a devastação do meio-ambiente, etc. A Igreja Católica, por sua vez, lança campanhas falando de solidariedade, fraternidade e até de ecologia.

Se a igreja evangélica não der uma guinada de 180 graus, vai acabar perdendo o pouco que lhe resta de credibilidade e pertinência.

O fato é que, tornamo-nos agremiações religiosas anacrônicas, centradas em seu próprio umbigo, indiferentes às demandas da sociedade. Só damos a cara a tapa quando o assunto é de ordem moral, como o homossexualismo. Não estamos preocupados com a corrupção crônica de nossa sociedade, nem com questões éticas e sociais. Nossas marchas são sempre com a intenção de demonstrarmos nosso capital político, a fim de barganharmos com os poderes constituídos. Não somos boca para os mudos, nem mãos estendidas para os excluídos.

As igrejas deixaram de ser voz profética em favor do oprimido, para tornarem-se franquias de ministérios megalomaníacos, cuja mensagem é pasteurizada, os cultos padronizados, e os obreiros (cópias fiéis de seus líderes) produzidos em série numa escala industrial. Por isso, sucursais (não congregações) pipocam a dois por um em todo território nacional.

O mundo nos menospreza, e não sem razão. Deveríamos nos envergonhar desse triunfalismo infantil e barato, voltando-nos para fora de nós mesmos, isso é, na direção do outro, de suas necessidades, de seus questionamentos.

Em Sua primeira aparição pública após o batismo, Jesus escolheu uma passagem das Escrituras e leu-a em plena sinagoga, usando-a como anúncio de intenção do Seu ministério:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres. Enviou-me para proclamar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, para libertar os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor." Lucas 4:18-19

Infelizmente, fazemos uma leitura espiritualizada desta passagem, perdendo sua essência subversiva e revolucionária. Os pobres em questão não eram pobres espirituais, e sim vítimas daquele sistema corroído pela injustiça romana. Além de pobres, Jesus também os chama de cativos, cegos e oprimidos. Aquele era o anúncio da chegada de um novo tempo, chamado de "Ano aceitável do Senhor". Tratava-se da proclamação da chegada do Reino de Deus, em que vigoraria a graça, e que priorizaria os excluídos e marginalizados pelo sistema.

Acabando de ler essa passagem, Jesus "fechando o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Os olhos de todos na sinagoga estavam direcionados para ele. Então começou a dizer: Hoje se cumpriu esta Escritura que acabastes de ouvir" (vv.20-21).

Aquele "ano aceitável" ainda não terminou. Independentemente do calendário a que estamos submetidos, aquela palavra não perdeu sua vigência. É sob ela que a igreja cristã deve avançar, ignorando agendas políticas e ideológicas, e promovendo a subversão reinista.*

O problema não é adotarmos slogans, lemas anuais, ou coisa parecida. O problema é perdermos o foco, voltando-nos para nossos projetos pessoais em detrimento do projeto do Reino. A escolha soberana de Deus não deve ser vista apenas como um privilégio, mas como um voto de confiança. Porém, para nós, este não é o "Ano dos Escolhidos" ou coisa parecida. Mas continua sendo o "Ano aceitável do Senhor".

Espero que esta reflexão contribua para o amadurecimento da igreja cristã no Brasil.

Tenham todos um 2013 surpreendente, repleto de amor, sinceridade, perdão, fidelidade, e todas as virtudes impressas em nosso caráter pelo Espírito da Graça.
* Reinista = alusão ao Reino de Deus






Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson


Texto adaptado.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

- CASAR PRA QUÊ?!!


Com a desvalorização do casamento em nossa cultura, junto com a relativização dos valores morais e a tendência contra tudo aquilo que é estabelecido, muitos cristãos nutrem esta idéia curiosa de que a Bíblia não ensina o casamento, o qual se resume num acordo mútuo de duas pessoas viverem juntas. Pronto, estão casadas diante de Deus.

Com isto, não é pequeno o número de evangélicos que têm uma vida sexual ativa com o namorado/namorada.

Este post deve-se à repercussão de um outro publicado no dia 22 de novembro, gerando opiniões diversas, atingindo a colocação de segunda postagem mais lida do blog. O título é “CARTA A EVANGÉLICO QUE FAZ SEXO COM A NAMORADA”!

Vamos em frente:

Há alguns dias fiquei impressionado com uma estatística publicada em um site evangélico após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, havia nascido em lar evangélico e eram frequentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já havia praticado sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem é de setembro de 2002. Desconfio que os números sejam ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2012.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga "é proibido o sexo pré-marital" (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

"...nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações" (Dt 7.3).

"...Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa" (Gn 34.12).

"... e lhe dará uma jovem em casamento..." (Dn 11.17).

"... Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?" (Mt 9.15).

"... nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento" (Mt 24.38).

"... Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento" (Jo 2.1-2).

"... Estás livre de mulher? Não procures casamento" (1Cor 7.27).

"... Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento..." (1Tim 4.1-3).

"... Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem..." (Dt 22.13-14)

"... qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 5.32).

"... Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar" (Mt 19.10).

"... Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Cor 7.9).

"... Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca" (1Cor 7.28).

"... A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor" (1Cor 7.39).

"... ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (Jo 4.17-18).

"... alguém (o presbítero e/ou pastor) que seja irrepreensível, marido de uma só mulher..." (Tito 1.6).

"... quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido." (1Cor 7:1-2)

"... Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Heb 13.4).

"... que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação" (1Tes 4.4-7).


As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 4). Os argumentos do tipo, "quem casou Adão e Eva" demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: "O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis".

Os demais argumentos - "é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc." nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação (e vergonha na cara).

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de jovens e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. "A vingança pertence ao Senhor" (Rom 12.19).



Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

- VERDADE SEM AMOR OU AMOR SEM VERDADE! O QUE DÓI MAIS?


Um dos pontos que mais me chama a atenção no comportamento humano é a falta de coragem de se falar a verdade.
Sinceramente não compreendo por que temos a capacidade de falar e pensar de uma forma, porém, ao agir fazemos tudo diferente.
Levando ao campo das relações interpessoais então, é um desastre total.
Vez e outra ouço expressões como “Ah, é só uma mentirinha boba”,” Falei isso para não machucá-lo (a).”, “ Menti por necessidade”.
Será que realmente existe mentira boba? Que ao usá-la livraremos o outro do sofrimento?
Que há momentos em que dizê-la se faz imprescindível?
Por mais que eu tente, não consigo concordar com tais afirmações. Sigo a filosofia “Diga a verdade não importa as conseqüências”. Sempre fui assim e agora vejo o quanto é difícil encontrar pessoas que compartilhem desse mesmo pensamento. Não entendo por que muitos acreditam que dizendo uma mentira estará protegendo o outro de possível sofrimento. Na realidade não percebem que quando se conta uma “inverdade” estará somente abrindo um profundo abismo entre ele e a pessoa enganada.
Falar a verdade é tão simples e fácil. É lógico que às vezes ela machuca, provoca dores profundas, mas logo são sanadas. Já a mentira é um campo minado, cheia de obstáculos que ao ser descoberta a dor virá acompanhada de mágoa, desilusão, ódio e rancor.
Mentir é pior que trair, pois você priva o outro de viver uma real felicidade.
Sei que viver a verdade nua e crua é muito difícil. Eu vivencio isso. Mas, não há nada melhor do que termos a consciência tranqüila, de saber que apesar das dificuldades nossa vida é um jogo tão excitante que nos permite jogar de uma maneira livre e aberta.
Falando a verdade você tem: Liberdade de ação; segurança em poder olhar no olho do outro e expor o que pensa e sente; e adquire Confiança em si mesmo.
Mas, como vivemos em um mundo de aparências, onde por mais que você tente ser autêntico, verdadeiro, os outros não aceitam tal atitude. É mais conveniente aceitar uma mentira do que encarar a dura verdade.
Você deve saber que ao primar pela verdade você sempre será visto com certa desconfiança pelas pessoas que o cercam, não é fácil, é duro, mas cabe a você escolher o que é melhor para si.

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche

Nós lemos e estamos carecas (eu literalmente) de conhecer o texto de João 8:32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará, mas nos firmamos na vã filosofia de que existe uma tal verdade sem amor e que verdade sem amor é mentira! Eu julgo que isso é mentira, por que verdade é e sempre será verdade, seja qual for a circunstância. A mentira pode estar na má intenção de quem fala a verdade com segundas intenções. Por exemplo: um filho é adotivo, mas foi criado com todo amor e carinho sem saber de sua real situação biológica, vive feliz e isso é algo que nem de longe passa pela sua cabeça, mas um belo dia sua mãe entra numa demanda com uma vizinha que, por vingança resolve contar o que sabe ao rapaz que entra numa piração total e a gente pode imaginar o que advêm de uma situação dessas. A vizinha mentiu? Não!!! O que ela fez foi usar realmente a verdade sem amor, com intuito de vingança.

As nossas convicções nos levam a mentir em nome de um pseudo amor. Se o texto sagrado me diz que a verdade liberta por que as pessoas tentam transformar a verdade em algo vergonhoso, vexatório, dolorido. Será muito mais dolorido ao meu irmão saber que eu usei de uma mentira com a “intenção” de não fazê-lo sofrer. É sempre uma enorme hipocrisia quando alguém lança mão desse tipo de recurso “em nome do amor”! SE NÃO É CONVENIENTE DIZER A VERDADE, ENTÃO QUE SE FAÇA SILÊNCIO! Lembra daquele clichê que os celebrantes de casamento falavam (alguns ainda falam): “se alguém souber de alguma coisa que possa impedir este casamento que fale agora ou cale-se para sempre”!

Quando alguém lhe perguntar alguma coisa, seja sincero em sua resposta, só não use a sinceridade como arma camuflada de vingança, agressão ou escárnio. Às vezes, a verdade pode ser dura de ouvir, mas palavras amigas, amorosas e compreensivas tornam tudo mais fácil. A crítica, o julgamento e a recriminação são espelhos do que está oculto na alma de cada um. Não use o outro para descarregar suas frustrações, não se aproveite da fraqueza alheia para enaltecer o seu ego. Seja verdadeiro de uma forma digna, correta, com o único propósito de ajudar. E se você não encontrar nada de bom para dizer, simplesmente silencie. Não dizer nada é melhor do que ferir!

O amor pode morrer na verdade, a amizade na mentira.
Abel Bonnard


Verdade sem amor, amor sem verdade. Há alguns anos estava numa aula de neuro-linguística e a professora começou a relatar sobre uma jovem que era muito bonita e queria fazer cirurgias para mudar o seu rosto, o seu corpo e apesar de todos à sua volta dizerem que ela era linda, nada mudava seu intento, até que o cirurgião recomendou um psicólogo para fazer um acompanhamento, foi quando se descobriu que a jovem tinha raiva se ser bonita, pois havia sido vítima de um estupro e durante o ato o estuprador repetia que estava fazendo aquilo por que “ela era muito linda”. O fato de ela ser uma linda jovem não mudou, não se tornou uma mentira por não haver amor na forma com a qual o bandido lhe disse! Os traumas que acometeram a essa jovem talvez fossem menores se o bandido ficasse de boca fechada, tudo que ele dizia não passava de uma verdade hipócrita e nojenta.

PARA ENCERRAR:

“Seguindo a verdade em amor...” (Ef 4.15a). Uma frase curta que contém um desafio tão grande. O desafio de reconciliar o que nunca deveria ter sido separado.

Verdade e amor são duas faces da mesma moeda: o caráter de Deus. Não são dois guerreiros, um tentando vencer o outro. Ao contrário, são dois guias de uma mesma jornada que nos revelam a natureza de Deus e nos conduzem à sua maravilhosa presença, onde há plenitude de vida.

Em tempos de pós-modernidade, sofremos; confusos, com a falta de equilíbrio. Nossos traumas do passado nos convencem de que falar sobre uma verdade absoluta é desrespeitar o amor. Outros imaginam que a bandeira do amor não é uma luta tão digna quanto a corajosa imposição da verdade.

A verdade não passa de ideologia sem a aproximação misericordiosa do amor. O amor, por sua vez, se torna sentimentalismo sem a referência segura da verdade. “Verdade sem amor é legalismo. Amor sem verdade é hipocrisia”.

Como então conciliar as duas coisas? A resposta está no mesmo versículo: “…cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef. 4.15b). Cristo é tanto o exemplo do amor como a fonte da verdade. Sua autoridade divina personaliza tudo o que é digno. Seu sacrifício torna possível o horizonte inalcançável. Sua ressurreição anuncia um novo tempo e rasga o futuro, trazendo luz à escuridão das nossas dicotomias filosóficas. Crescer em Cristo é crescer na verdade e no amor.

Que o Espírito Santo nos ajude a caminhar juntos nesta jornada tão fascinante!


Um abraço no seu coração
Fique na Paz do Senhor Jesus
Pr. William Thompson

- EU NÃO CREIO EM DEUS!

  Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que espera...