quinta-feira, 26 de maio de 2016

- FALA SÉRIO JESUS!


Esta postagem é a primeira de duas que vão tratar de postura de crentes com comportamentos que um tanto quanto farisaicos deixam de praticar as obras de Jesus e passam a criticar àqueles que lutam por almas e não por reputações. Na próxima semana teremos uma sequência com o tema: “Um Barquinho ou um Transatlântico?” aguarde. Mas vamos ao texto que nos é fornecido por Hermes C. Fernandes.

“Diga-me com quem andas e direi quem és.” Se quisermos aplicar esta máxima a Jesus, ficaremos desapontados. O Mestre Galileu costumava andar muito mal acompanhado.

Em uma de Suas andanças, Ele encontrou um publicano chamado Levi, também conhecido como Mateus. Sem a menor cerimônia, Jesus o convida para ser Seu seguidor.

Os publicanos eram considerados uma ‘raça maldita’, traidores da pátria, gente vendida ao império, que se prestava a extorquir seus patrícios para atender aos interesses de Roma. Jesus não o encontrou num ambiente amistoso, mas no lugar onde acontecia a cobrança dos impostos. Mesmo que Mateus não fosse desonesto como Zaqueu, não pegava bem para Jesus ficar de papo com gente de sua laia.

Além de atender de pronto ao convite de Jesus, Mateus revolveu comemorar em grande estilo, promovendo um grande banquete em sua casa. Que tipo de gente aceitaria participar de uma festa na casa de um publicano? Ninguém esperaria encontrar ali um sacerdote, um rabino ou qualquer outra pessoa de reputação ilibada. Os publicanos eram judeus que viviam como romanos. Não muito raro seus banquetes se tornavam orgias parecidas com os bacanais romanos. Definitivamente, aquele não era um ambiente para alguém como Jesus.

No mínimo, era de se esperar que Jesus desse um puxão de orelha em Mateus por querer celebrar sua chamada de maneira tão pagã. Seria como alguém acabar de se converter e ir para uma boate celebrar com os amigos e ainda chamar o pastor.

Não duvido que alguns dos Seus discípulos apostassem que Jesus chegaria lá virando as mesas de perna para o ar (Mas isso Ele deixaria para fazer num outro ambiente, considerado sagrado para os judeus).

O que esperar de um rabino judeu que transforma água em vinho só para impedir que a festa termine antes da hora?

Chegando à casa do publicano, uma multidão O aguardava. Gargalhadas estridentes eram ouvidas por toda a casa. Música alta. Danças extravagantes. Mulheres despudoradas. Definitivamente, o ambiente não era nada familiar.

Os discípulos se sentem constrangidos. Estão mais preocupados com a reputação do Mestre do que com a receptividade com que foram acolhidos. Eles não dão conta de conciliar o que veem com o salmo primeiro.

Sem parecer preocupado, Jesus toma lugar à mesa. Para o desconforto dos discípulos, Ele parece bem à vontade. Em momento algum lança olhares condenatórios sobre aquelas pessoas.

- O que é que estamos fazendo aqui? Indaga um deles. - Preciso tomar um ar lá fora! Esse ambiente impregnado de pecado está me sufocando.

Lá fora, alguns escribas e fariseus, a nata religiosa da sociedade, se aproxima de alguns discípulos e questionam:

- O que deu em vocês? Como têm coragem de acompanhar seu Mestre num banquete com gente desse tipo?

Jesus resolve dar um pulinho lá fora para checar a razão de terem se ausentado da festa. Ao flagrar os religiosos pressionando Seus discípulos, Jesus já chega respondendo:

- Quem precisa de médico não são os sãos, mas os enfermos. Não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.

Não há qualquer registro que naquela noite Jesus tenha interrompido a festa para pregar um sermão evangelístico. O importante era infiltrar-se ali, conquistar a confiança daquela gente, e, numa ocasião oportuna falar-lhes do reino de Deus. Por enquanto, Sua presença ali já era a mensagem.

O papo poderia ter terminado ali mesmo. Mas os religiosos não se deram por satisfeitos. Eles teriam que dar uma saia justa no Filho de Deus. O xeque-mate viria depois.

- Já que o Senhor está aqui, responda: Por que os discípulos do Seu primo João jejuam tantas vezes, enquanto os Seus só fazem comer e beber?

A estratégia era tentar extrair de Jesus uma crítica ao Seu predecessor e assim, expor Sua suposta contradição.

Imagino Jesus fazendo sinal com a mão para que guardassem Seu lugar à mesa, virando-se para os religiosos e respondendo:
- Como eles poderiam jejuar enquanto estou com eles? Que razão teriam para se lamentar? Por enquanto, só há motivo para festejar. Mas quando eu for tirado por alguns dias, eles terão motivo para jejuar. Querem mesmo saber? Ninguém tira um retalho de roupa nova para costurar numa roupa velha, pois, além de não combinar, o remendo acabará se rompendo. O tecido novo não tem a consistência do velho. E mais: Ninguém coloca vinho novo em odres velhos. O frescor do vinho novo romperá a estrutura dos odres velhos, e o vinho acabará sendo desperdiçado. Não adianta tentar explicar nada disso a vocês. Não vou perder meu tempo com quem não quer o novo, mas se contenta com o vinho velho e ainda tem coragem de dizer que ele é melhor. Com licença.

Deu meia volta e retomou Seu lugar à mesa.

Dias depois, Jesus se vê novamente assediado por religiosos. De saco cheio de suas insinuações, Jesus resolve dar-lhes uma resposta que expusesse sua hipocrisia:

- Sabem com quem esta geração se parece? Com meninos reclamando uns com os outros na praça: - Por que tocamos músicas animadas e ninguém dançou? E quando tocamos músicas tristes, ninguém chorou? Esta é uma geração que não sabe dançar conforme a música. Chora quando deveria se alegrar e se alegra quando deveria lamentar. Quando veio João Batista, que tinha um estilo de vida austero, não comia pão nem bebia vinho, vocês diziam que ele era um excêntrico endemoninhado. Quando chega a minha vez, só porque como e bebo na companhia de gente de reputação duvidosa, vocês me chamam de comilão e beberrão. Não vou ficar me explicando... vou deixar que os meus frutos falem por mim.

No calor da discussão, um fariseu resolve convidar Jesus a visitar sua casa. Talvez sua intenção fosse mostrar a Jesus a diferença entre aquele ambiente permissivo e o ambiente da casa de um homem temente a Deus.

O contraste era nítido. Formalidade. Etiqueta. Reverência. Nada de música alta, gargalhadas, danças. O olhar do fariseu parecia dizer: - Tá vendo aí, Jesus? Este é o tipo de ambiente que o senhor deveria frequentar.

De repente, uma mulher invade o recinto. Pelas roupas, dava para ver que não era uma dama da sociedade, mas uma dama da noite. Talvez uma daquelas que estiveram com Jesus na casa do publicano.

A presença dela incomoda a todos, principalmente o anfitrião.

Quebrando todos os protocolos, a meretriz vem por trás de Jesus, prostra-se aos prantos, e vendo que suas lágrimas regavam os pés de Jesus, desfaz as tranças dos seus cabelos, usando-os para enxugá-los. Como se não bastasse, ela se lança a beijá-los despudoradamente, enquanto os perfumava com o caro unguento que lhe custara um ano inteiro de prostituição.

Simão, o dono da casa, sentiu-se ultrajado.
- Se ele fosse realmente profeta, saberia quem é esta sem-vergonha! E agora... minha casa vai ficar mal falada na vizinhança. Eu já sabia do tipo de público que este rabino atrai. Por que fui convidar justamente ele para vir à minha casa?

Percebendo o mal estar que causara, Jesus se dirige a Simão e diz:
- Está vendo esta mulher? Pois é... entrei em tua casa e você sequer me ofereceu água para lavar os meus pés. Enquanto ela não para de regá-los com suas próprias lágrimas e enxugar com os seus cabelos. Enquanto você foi incapaz de dar-me um beijo de boas vindas, ela não para de me beijar os pés. Você tampouco ungiu minha cabeça como se faz a um convidado, mas ela derramou o mais caro unguento em meus pés. Sabe por quê? Porque ela sabe o quanto foi perdoada. Por isso me ama tanto. Já você, Simão, se sente tão santo, tão separado dos pecadores, que não tem noção de sua própria miséria.

Se houve uma vez em que Jesus tenha se sentado à roda dos escarnecedores, não foi na casa de Mateus, o publicano, mas na casa de Simão, o fariseu.

Aos olhos de Deus, ‘ímpio’ não é quem peca, mas quem não reconhece sua impiedade. O Filho de Deus sente-se muito mais ‘em casa’ entre pecadores que admitem sua condição do que entre santos que se veem no direito de julgar os demais.

Prefiro a companhia de quem ama por sentir-se acolhido e perdoado à companhia de quem julga por ser achar escolhido e privilegiado.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

terça-feira, 17 de maio de 2016

- VELOCISTA OU MARATONISTA?


Temos muitos crentes em nossas igrejas movidos por eventos, congressos de louvor e adoração, festividades, todo tipo de projeto, ou mesmo por ir ao monte orar.

Buscam um transbordamento, algo que os mantenha ligados numa adoração extravagante e extravasam em alguns momentos, quando podem. Pulam, sapateiam, gritam. Existe algum problema nisso? Na minha opinião não, desde que seja sincero. Existem também aqueles que vão a Deus apenas quando precisam de alguma coisa. A adrenalina sumiu, e estão precisando dar um gás na vida espiritual, ou aconteceu algum problema e precisam correr para alguém, todas as outras alternativas já se foram, então correm para Deus.

Chamo estes cristãos de cristãos adrenalina, eles chegam ao ápice e depois tudo some. Porém gostaria de falar sobre um tipo de cristãos que são pouco vistos hoje – os cristãos maratonistas.

Muitos acham que se derem um sprint (prova de velocidade) de 100m irão chegar no final. Não é verdade. A jornada cristã é uma maratona de uma vida inteira.

Não adianta em um dia você querer ficar orando a noite inteira e no resto da semana não passar nem 5 minutos em oração. Não adianta se mostrar cristão nos domingos e no resto da semana viver como um ateu.

Me lembro de Jeremias em Jeremias 25:3:

“Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia, mas vocês não me deram ouvidos.”

Durante 23 anos Jeremias levantava antes do sol nascer para anunciar a palavra do Senhor. Vinte e três anos, todos os dias, ininterruptamente, anunciando a palavra do Senhor a um povo que não dava ouvidos a ele. E pior, tentaram matá-lo.

Este é um cristão maratonista. E o próprio Jeremias nos diz como ele conseguia fazer isto. Em Lamentações 3:22-26 ele diz:

“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade! Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranquilo pela salvação do Senhor.”
Ele era perseverante na obra de Deus porque o Senhor perseverava com ele primeiramente. As misericórdias de Deus se renovavam a cada manhã sobre a vida de Jeremias. Ele recebia o renovo da parte de Deus a cada manhã, e antes de anunciar a palavra de Deus ao povo, ele a recebia da parte de Deus. Sua esperança não estava nos homens e sim na salvação do Senhor.

O que você busca? O favor dos homens? Levanta as mãos e fecha os olhos para ser visto? Acha que no monte o Senhor o ouvirá melhor? Deus não quer pessoas que “fiquem” com ele alguns momentos, mas quer um casamento duradouro, de entrega, perseverança, busca e dedicação total.

Oro a Deus para que sejamos como Jeremias, cristãos maratonistas e não de adrenalina apenas.



Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson


Texto adaptado ao Blog Adorador Extravagante

domingo, 1 de maio de 2016

- BONO VOX DIZ QUE FALTA “REALISMO” DOS SALMOS NA MÚSICA GOSPEL ATUAL!

                    O documentário em que o cantor Bono Vox e o pastor Eugene Peterson dialogam sobre a beleza dos Salmos e a influência desse livro de poesias do Velho Testamento tem sobre suas carreiras foi colocado no ar no dia 26 de abril, e revelou uma visão crítica sobre as atuais composições de louvor e adoração da música gospel.

Bono, que é vocalista do U2 e compositor, vem falando cada vez mais abertamente sobre sua fé em Jesus Cristo e o impacto positivo que os cristãos podem e precisam causar no mundo.

A música cristã contemporânea vem sendo criticada, diversas vezes, por sua repetição, construção melódica sobre quatro acordes que formam mantras em torno de uma seleção de palavras e falta de coerência teológica.

No documentário, Bono afirma que quando lê os Salmos, enxerga naqueles versos de louvor a Deus toda a gama de emoções humanas, como raiva, tristeza, felicidade e irritação, dentre outros.

E nesse contexto, lembrando que os Salmos são uma inspiração para sua vida, Bono foi duro com o atual formato seguido pela música cristã contemporânea, sugerindo que os artistas que se dedicam a essa carreira se voltem à emoção crua e honesta dos Salmos: “O salmista é brutalmente honesto sobre a alegria explosiva que ele está sentindo e a profunda tristeza ou confusão”, disse Bono. “E muitas vezes eu penso: ‘Meu Deus, bem, por que será que a igreja não toca mais músicas assim?’”, revelou.

No documentário, a amizade entre o cantor e o pastor foi explicada como sendo o resultado da paixão de ambos pelos Salmos.

Eugene Peterson, autor do livro “A Mensagem”, que parafraseia a Bíblia, eliminando a separação dos textos em versículos, e oferecendo o mesmo conteúdo em uma linguagem mais contemporânea, disse que no trecho sobre os Salmos, se empenhou em fazer a tradução mais fiel possível.

“Não é bom, não é bom, não é bonito, mas é honesto”, disse Peterson. “Eu acho que nós estamos tentando chegar à honestidade, o que é muito, muito difícil em nossa cultura”, comentou o pastor, de acordo com o Huff Post.

No mesmo contexto, Bono, novamente, lamentou a falta de sinceridade na cultura cristã moderna, e chegou a dizer que encontra, na verdade, “muita desonestidade” na arte cristã dos tempos atuais: “Eu adoraria se essa conversa inspirasse as pessoas que estão escrevendo essas lindas […] músicas gospel, escrevessem uma canção sobre seu mau casamento. Escrever uma canção sobre como eles estão chateados com o governo. Porque é isso que Deus quer de você, a verdade”, disse Bono.

“A falta de realismo é o motivo pelo qual eu desconfio dos cristãos. Eu gostaria de ver mais disso na arte, na vida e na música”, concluiu.


Assista usando o recurso de legendas do YouTube:




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

Fonte Gnotícias gospel+.com.br