sábado, 29 de outubro de 2016

- ADORAÇÃO, OU MANTRA?



Costumo expor aos integrantes do Ministério de Adoração que o momento de culto é como se fosse um casamento: a Igreja é a noiva, Cristo é o noivo e o Ministério de Louvor faz o papel do pai da noiva, entregando-a nos braços do noivo em total e perfeita adoração.

Existem algumas coisas que ocorrem que podem aguçar a adoração, aproximando cada vez mais a igreja do coração de Deus, assim como podem dispersar a atenção e, por conseguinte, deixamos de ter adoração.

Acabamos por ficar naquilo que Jesus fala em Mateus 6:7 sobre vãs repetições, coisas que se assemelham a mantras e que não contribuem em nada na adoração e edificação da igreja.

Vamos compartilhar algumas ideias sobre por que repetir ou não as coisas quando estamos cantando ou ministrando no momento de louvor nos cultos.

Mas existe muita repetição, e isso pode ser uma crítica válida para os líderes de louvor que repetem as coisas demais.

Então, como líderes de louvor sabem quando devem repetir ou não repetir? Vou tentar apresentar algo muito prático aqui:

1. Suponha que uma vez é suficiente
Sua linha de base para uma canção deve ser de cantá-la uma vez. Simples.

2. Repita algo que é desconhecido
Uma maneira de pensar sobre a condução com discernimento é desta forma: líderes de louvor eficazes têm quatro antenas todo o tempo que estiver na frente. Uma para a liderança do Espírito Santo, uma para os músicos que estão liderando ao lado, uma para a congregação, e uma para o pastor.

Se a sua antena da congregação diz que eles não chegaram a obter esse primeiro verso ou aquele coro (ou seja, ainda é novo ou as letras não foram projetadas a tempo), então provavelmente é uma boa ideia cantá-la novamente.

3. Repita algo que o Espírito Santo quer levemos para casa
Usando sua antena do Espírito Santo, enquanto você está cantando através da música, seja sensível ao seu estímulo e liderança. Para mim, isso vem na forma de uma sensação de que o Espírito Santo quer nos conduzir a determinado ponto que nós não compreendemos totalmente da primeira vez.

Isso é um pouco de repetição que faz uma grande diferença. Mas por outro lado…

4. Esteja ciente de que muita repetição trabalha contra você
Um vez: linha de base.
Duas vezes: Pode ser útil dependendo do grupo.
Três vezes: Você está empurrando.
Quatro vezes: Você já cruzou a linha.
Cinco vezes: Você está no seu próprio mundo.
Seis vezes: Você nunca mais vai ser convidado a liderar a adoração nesta igreja novamente.

Uma vez que você começar a repetir as coisas, esteja ciente de que você tem que avaliar se a sua repetição estará adicionando ou subtraindo do efeito que você está esperando conseguir. Repetição eficaz é um sublinhado. Repetição ineficaz está fora de contexto.

5. Esteja ciente do nível de conforto dos músicos e de sua congregação
Se a sua congregação não é acostumada a repetir alguma coisa, use a repetição com moderação. Mesmo para seus músicos. Gradualmente acostume-os à ideia com a prática, e repetindo apenas o que é realmente importante, para mostrar-lhes como ele pode ser útil.

6. Eles ainda estão com fome?
Há momentos em que uma criança de dois anos e meio de idade não vai comer nada. Às vezes é porque, enquanto ela está com fome, ela não percebe o quão boa é a comida em seu prato. Mas às vezes é porque ela não está realmente com fome.

Quando você está conduzindo uma canção, tente estar ciente de que eles ainda estão com fome ou não. Às vezes, repetindo algo você pode ajudá-los a perceber que eles estão em falta e, em seguida, eles vão devorá-lo. Outras vezes, repetindo algo, você está tentando erguer as bocas abertas e forçá-lo para baixo.

7. Repita verdade objetiva sobre respostas subjetivas
Pense consigo mesmo quando você está liderando louvor: há qualquer coisa que já cantamos que seríamos beneficiados lembrando-nos sobre ela outra vez? Ao repetir a verdade sobre quem é Deus e o que ele fez por nós em Jesus Cristo nós permitimos que “… a palavra de Cristo habite em nós ricamente …” (Colossenses 3.16).

E isso, é realmente o ponto de repetição – deixar que a palavra de Cristo habite ricamente em nossos corações. Não é para conduzir as pessoas em um frenesi ou um estado sem sentido, mas para ajudá-las a agarrar a glória de Deus, ajudando-as cantar com entendimento.

Sabiamente – e com discernimento – use a repetição como uma ferramenta, líderes de louvor podem pastoralmente apontar suas congregações para aquele que é digno de louvor sem fim. Aponte Jesus como um sublinhador, um marcador, e um refletor.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson




ADAPTADO do texto original de Jamie Brown. Copyright © 2016 Worthily Magnify. Original: Let Me Repeat Myself? – Part Two



sábado, 22 de outubro de 2016

- CARTA ABERTA AO PASTOR CABO-ELEITORAL


Pastor cabo-eleitoral sua visão com respeito à missão da igreja está turva. Você pensa que a missão da igreja é dar dimensão moral à vida política. Quando estudamos a vida dos crentes no livro de Atos, constamos que eram pessoas diferentes, porque todo o seu manancial de vida tinha sido renovado pelo poder do Evangelho. Vemos vínculo de amor, imenso poder espiritual, influência espiritual e ousadia. Nada disso foi alcançado mediante o engajamento na política da época. Não há nenhum registro bíblico de que o crente deva se engajar na política para influenciar o governo a mudar seus métodos, estratégias e projetos. O propósito divino é que, mediante vida piedosa a igreja faça emudecer as estratégias e projetos diabólicos.


Quero lembrar-lhe que o Novo Testamento declara que o crente é cidadão do céu, cuja esperança e chamada não dizem respeito a este mundo. O crente está aqui apenas provisoriamente rumo a sua pátria celestial. É peregrino e forasteiro. É um viajor e um residente temporário neste mundo. É embaixador de Cristo. O interesse primordial do crente sempre deve ser o Reino de Deus, e depois, por causa disso, a salvação das almas. E, talvez até tenha de sofrer como Paulo, que se disse “embaixador em cadeias”. Na verdade, pastor-cabo eleitoral, o crente deve dedicar a sua vida a coisas que dizem respeito ao seu Senhor e deixar o mundo ocupar-se das que dizem respeito ao seu mestre – Satanás.


A função primordial de um pastor não é levar suas ovelhas a se entusiasmar com a cristianização da política, mas exorta-las à santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor. É patético, para não dizer burlesco, você levar o seu rebanhão a pensar que sua ideia de politicagem no culto é inovadora. Se você não sabe, o culto a Deus tem que ser biblicamente relevante. O culto biblicamente relevante é teocêntrico, tem a glorificação de Cristo como alvo e a Bíblia como tudo. Púlpito é local para se pregar o Evangelho e não para fazer propaganda de candidato. Você tem praticado voto de cabresto no púlpito através do abuso de “autoridade espiritual”. Lamentável! Muito lamentável!


Talvez você pense que se faz necessário a igreja ter representante político para que as leis diabólicas não sejam aprovadas. Com isso, nossos filhos não sejam influenciados pelos professores de seu colégio. Ora, se dermos uma base doutrinária evangélica sólida a nossos filhos eles serão luz e sal em qualquer ambiente degradante. Influenciarão e não serão influenciados. Agora, se receber uma doutrina de meia-boca serão espiritualmente destruídos.


Quero lembrar-lhe que o grande avivamento no País de Gales, em 1904, começou não com os crentes se engajando na política da época, mas com uma reunião de oração liderada por Evans Robert. Como resultado, caravanas de todas as partes do mundo ali chegavam para ver as coisas extraordinárias que Deus estava fazendo. Os grandes estádios de futebol ficaram vazios. Os teatros tiveram de cancelar suas apresentações. Os bares fecharam suas portas. Os prostíbulos deixaram de existir. Os juízes presenteavam-se uns aos outros com luvas brancas, porque não havia crimes para serem julgados. Deus agiu sem os crentes engajarem-se na política.


Um fato extraordinário da história da igreja ocorreu no século XVIII entre os irmãos morávios. Nicolau Zinzendorf, envergonhado com a esterilidade da igreja, quebrantou-se, jejuou e orou por si e pela igreja, até que o avivamento veio em dezembro de 1727, dando um novo rumo ao seu País sem nenhum representante evangélico no parlamento.


A igreja deve avançar na força do Senhor e arrancar as vidas cativas do império das trevas para o Reino da luz sem que seja necessário ter representantes na política desse mundo.


É o que tenho a dizer,
Fonte: Ir. Marcos Pinheiro em Voltemos às Raízes


Um Abraço no Seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

- O QUE É E O QUE FAZ UM LÍDER?

A atividade humana, há séculos, deixou clara a necessidade de atuação em equipe. O homem que saia sozinho à caça raramente retornava com o prêmio de seu trabalho, uma vez que as feras o tragavam.
Depois de muitas experiências inglórias, os homens passaram a atuar em grupo, a fim de enfrentarem as adversidades que os desafiavam. Nesses grupos, sempre surgia um indivíduo que se destacava nas estratégias, por isso, era seguido pelos demais. Esse era o líder.
Nossas atividades alcançam melhor resultado quando organizadas em torno de uma liderança capaz de mostrar aos demais a melhor forma de conseguir êxito. A liderança unifica, apresenta métodos de sucesso. Deve haver liderança na família, no trabalho, nos estudos, nas igrejas e nas atividades religiosas. Todavia, líder não é o que dita regras; não se faz o que ele "impõe", mesmo que o faça com sutileza e artimanha.
O líder tem a função de apresentar os bons projetos; mas, cabe aos liderados a aceitação ou a recusa dessas propostas. Já não vale a máxima latina "magister dixit".
Quando se trata de liderança evangélica o processo não é, de modo algum, diferente; sobretudo, nos assuntos referentes à doutrina bíblica e à vida cristã, (2 Pe 1.20). Nenhum líder está acima do que dispõe a Escritura Sagrada.
Em Bereia, o apostolo Paulo não se opôs a que seus ouvintes fossem examinar "cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (At 17.11). Ora, pela autoridade de liderança que ele tinha, poderia até dizer "aceitem o que eu disse, porque eu conheço a verdade, tenho experiência e vocação divina". Mas o apóstolo teve a satisfação de ter o seu discurso revisto, aprovado e recebido pelos que examinavam o conteúdo apresentado. Isso é ser líder!
Hoje há inúmeros condutores de rebanhos submissos, indoutos na Palavra, seguidores de uma liderança que se impões preponderante, vaidosa, e temerária.
Esse pobres liderados são transformados em espécie de robôs prontos a acatar qualquer que seja a imposição de um "chefe" que se põe acima do bem e do mal. É isso que sustenta um mal chamado fanatismo religioso.


Um abraço no seu coração.
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus.
Pr William Thompson

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

- QUEM É VOCÊ? UM "VOLUNTÁRIO" OU UM SER CHAMADO POR DEUS?


Sempre ouvimos em nossas igrejas que o Reino de Deus precisa de líderes, de voluntários, de pessoas dispostas a pagar o preço de ser um servo a serviço de outros servos. Mas qual será o limite entre o voluntário e um servo; um voluntário e um vocacionado, chamado pelo próprio Deus para servi-lo?

Eis aqui 10 diferenças básicas entre um voluntário e um vocacionado!

1 - "Voluntários" veem seus envolvimentos na igreja como serviço comunitário, mas pessoas chamadas por Deus veem isso como ministério;

2 - "Voluntários" queixam-se do quanto vai custar servir, mas pessoas que são chamadas estão comprometidas com o serviço. Pessoas vocacionadas ficam fortalecidas no serviço. Você não vai ouvi-las reclamando: ah, não! Tenho que levantar cedo no domingo para ir a igreja. Elas calculam o custo, mas também podem ver os benefícios;

3 - "Voluntários" recuam quando se trata de resolver conflitos de relacionamento, mas pessoas chamadas por Deus buscam equacionar esses conflitos em nome da unidade;

4 - "Voluntários" encaram ensaios como outro compromisso que são obrigados a cumprir, mas pessoas chamadas por Deus aguardam pelo ensaio como outra oportunidade de serem usadas por Deus;

5 - "Voluntários" não fazem preparações ou ensaios extras, mas pessoas que são chamadas por Deus vêm aos ensaios e apresentações o mais preparadas possível;

6 - "Voluntários" não estão abertos a sugestões, adotando sempre uma postura de defesa diante delas. Mas pessoas chamadas por Deus são gratas pelo retorno que recebem porque querem ser o melhor que podem ser;

7 - "Voluntários" sentem-se ameaçados pelo talento de outros, mas pessoas chamadas por Deus o louvam por distribuir talentos conforme Sua vontade;

8 - "Voluntários" querem desistir ao primeiro sinal de adversidade ou desânimo, mas pessoas chamadas por Deus cavam trincheiras e perseveram. Quando há um problema, pessoas chamadas por Deus não sentam e reclamam de tudo, ou transferem a responsabilidade para os outros. Elas oram, elas escolhem tornar-se parte da solução ao invés de parte do problema;

9 - "Voluntários" encontram sua principal fonte de realização em seus talentos e habilidades e esperam reconhecimento das pessoas, querem os “maiores papéis”, mas pessoas chamadas por Deus chamadas sabem que ser usado por Deus é a experiência mais recompensadora que você pode ter em sua vida não importa quão pequena seja;

10 - "Voluntários" não conseguem lidar com situações nas quais são pressionadas, mas pessoas chamadas por Deus respondem ao Seu chamado com uma humilde dependência Dele. Elas sabem que Deus irá solucionar o que parece sem solução.


Faça uma autoanálise e descubra se você é um voluntário ou um chamado  por Deus!




Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson