quarta-feira, 11 de novembro de 2015

- PRIMÍCIA?


Confesso que pensei e pesquisei bastante antes de adentrar nesta seara. Olhei bem em volta, na prática e na reação de amigos próximos e distantes até chegar o momento de passar para a grande rede aquilo que tem me incomodado a respeito do assunto.

Sou Pastor Batista, nasci e fui criado na Igreja, tenho 54 anos de idade e 54 anos de igreja, tendo passado pelo batismo aos 12 anos. Fui aluno assíduo da Escola Bíblica Dominical, Uniões de Treinamento para juniores,  adolescentes, jovens, fui para o seminário teológico e hoje como pastor não posso parar de estudar.

Mas a realidade é que nunca estudei nada sobre o assunto, não da forma que tem sido encarado nos dias atuais. Tudo tem me parecido muito novo e, sinceramente, estudei bastante sobre mordomia e não me lembro de nenhum professor ou colega falando sobre primícia, da forma como hoje é tratada. Aprendi que somos todos mordomos e como tal, cuidamos daquilo que não nos pertence.

Pois bem. Nos dias atuais temos visto e ouvido que além de dizimista e ofertante o cristão deve também ser um primicista (se o termo não existe passou a existir), isto é: deve entregar também 1/30 (um trinta avos) do seu salário, ou 1 dia dos seus vencimentos.

Até aí nada me espanta. O que me chamou a atenção e me trouxe certa admiração é ver a cara de pauzice (termo novo também) de alguns líderes que arrogam para si as primícias. Como no Antigo Testamento orientam o rebanho a entregar-lhes as “primícias”. Observe no texto a seguir o que acabei de dizer:

“Anular as Primícias seria anular uma parte importantíssima do sistema de ofertas deixadas por Deus para a manutenção dos seus sacerdotes e do Templo. E assim como cremos que devemos continuar entregando os Dízimos, devemos pelo mesmo princípio e fundamentação bíblica, continuar entregando as nossas Ofertas e as Primícias para os Sacerdotes!
Vemos que no AT, a preocupação inicial e consequentemente a distribuição dos recursos entregues pelo povo de Deus, era inicialmente para os SACERDOTES. Depois, o POVO era atendido nas suas necessidades (órfãos, viúvas, estrangeiros, pobres...) e em seguida vinha à manutenção do TEMPLO que basicamente era mantido pelas ofertas. Então, a ordem era: SACERDOTES — POVO — TEMPLO. Depois da instalação e desenvolvimento da Igreja, chegamos até os nossos dias com essa ORDEM completamente invertida, tendo o Templo como prioridade e os Sacerdotes como aquele que “vive das sobras”. E a ordem hoje tem sido:
TEMPLO - POVO - SACERDOTE! E muitas Igrejas constroem seus templos em cima do sacrifício dos seus sacerdotes, esquecendo-se muitas vezes de que “os sacerdotes comem do altar, vivem do altar...”! Isso tem afastado e desestimula-lo aqueles que são chamados por Deus para o Ministério!”


Deu-me vontade de chorar, por que o Apóstolo que escreveu isto que você acabou de ler não deve ter nenhum tipo de renda, não tem profissão e vive no templo com sua famélica família 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias no mês, por isso passa à membresia de sua igreja tais ensinamentos. Esqueceu-se de dizer que no AT esse era o sistema, pois os sacerdotes não tinham salário e nem parte na divisão das tribos de Israel, eram SEPARADOS para o serviço sacerdotal e as primícias era de onde saia o sustento dele, sacerdote e dos levitas que com ele viviam e cuidavam do templo. 



Esqueceu que os pastores de hoje ganham salários de fazer inveja a vários empresários, sem contar que alguns ainda acumulam com seus vencimentos como profissionais liberais e até mesmo empresários. Conheço pastores que não recebem um centavo sequer como salário de suas igrejas, vivem com o que ganham de suas atividades seculares e nem por isso diminuíram no amor que têm pela causa e pelas ovelhas. Eu sou militar reformado e não vivo como um nababo, mas vivo muito bem.

Há algum tempo atrás fui visitar uma igreja e no final do culto estava conversando com o pastor quando um membro da citada igreja chegou com um envelope, colocou no bolso do paletó e disse: “aqui está a primícia deste mês!”

Ele, pastor, me explicou que a primícia é a forma que o membro da igreja tem para honrar o seu pastor; afinal, “honra a quem tem honra!”

Vim para casa e fiquei pensando: na minha igreja, em qualquer encontro, seja social, espiritual, ou de qualquer outra natureza que envolva alimentação os pastores são os ÚLTIMOS a comer. Só avançamos à mesa depois que todo o rebanho está alimentado e já teve vezes de comermos pão com mortadela por que a comida havia acabado e, pra ser sincero: me senti mais que honrado!!!

Continuei pensando, quase pirei, quando pensei o seguinte: uma igreja pequena= 200 membros; vamos tirar as crianças, os adolescentes que não tem renda para contribuir e um ou outro desempregado; suponha que pelo menos 120 membros contribuam com um dia de salário (base salário mínimo RJ) de R$ 953,47 = R$ 31,78 x 120 = R$ 3.813,88. Este é o valor da honra que o pastor, bispo, apóstolo, patriarca vai embolsar livre de impostos. Concluí que a primícia pode se tornar uma enorme fraude fiscal. São R$ 45.766,56 por ano sem ter que prestar contas ao fisco. Isto num cálculo com toda a igreja ganhando salário mínimo do RJ. (para esclarecer: quando um pastor é assalariado pela igreja isso é lançado na declaração de renda da igreja, que não paga imposto, mas tem que declarar, logo ele, pastor, tem que pagar o imposto de renda de pessoa física conforme o valor declarado pela igreja, no caso das primícias entregues no bolso do pastor não há registro algum e pode até ser configurado como caixa 2 e sonegação).

Mas, vi também pastores que não tomam para si as primícias; orientam para que sejam depositadas no gazofilácio junto com os dízimos e as ofertas e são contabilizadas nas entradas financeiras da igreja.

Portanto, num universo de coisas terríveis como: colher de pedreiro ungida, tijolo ungido, rosa ungida, sabonete de arruda, lenço ungido, areia do Monte Sinai, água do Rio Jordão e, a última: caneta ungida por R$ 100,00 e outras cocitas mais, cada uma com seu preço, é claro; vamos vendo avançar a avidez daqueles que se um dia foram realmente chamados por Deus estão na condição de Saul. Desviaram os olhos do alvo que é Cristo para olharem para mamom. Comem a gordura das ovelhas sem a menor cerimônia. Pedem honra para si, quando toda honra e toda glória pertencem a Deus.

Volto a dizer algo que já disse em outra matéria deste blog e que foi dito pelo Pastor Marcos Antônio Quintanilha, meu professor no seminário: “por mais louca ou herética que seja uma pregação, sempre haverá alguém para segui-la e/ou defendê-la!”

Confesso que busquei cada texto dado como fundamentação bíblica para este assunto, nenhum deles me convenceu:

Ezeq 44:30; Joel 1:9 e 13; LEV 2:3; Malaquias. 3:8-12; Atos. 5; 2Cor. 9:6-8; Ex 23:16,19; Lev 2:14; 23:17 e 20; Num 28:26; II reis 4:42; Neemias 10:35 e Ezequiel 44:28-31; Rom 8:23; 11:16; 16:5; ICor15:20 e 23; 16:15; II TES 2:13; TIAGO 1:18; Apoc 14:4; Tiago 1:17-18;Ex 22:29 e 34:18,22; Lev 23:16- 20; II Crôn 31:5; EXODO 23:14-19; Exodo 34:22; Lev 23:17 e 20; II Reis 4:42-44; Ezequiel 44:30; Deut 18:4-5; Num 18:11-14, 19; Fil 4:15-18; IICor 9:1-5 e 1 Cor9:7-14, entre outros.

Não digo que o pastor ou líder não deva ser abençoado financeiramente pela sua igreja, mas o que temos visto é uma ganância desenfreada. Pastores chegando com carros do ano enquanto as ovelhas chegam a pé, quando não de bicicleta, sendo fieis para bancar a “honra” luxuosa do líder!

Isso trás vergonha para o Reino, para o Evangelho, não edifica e quando o membro da igreja se dá conta daquilo que está participando, que está sendo extorquido tanto financeira quanto espiritualmente, abandona a casa do Senhor, revoltado com Deus, e a partir daí, todo crente é safado e todo pastor é ladrão, tudo 171. Sem contar que por essas e outras é que se identificar como pastor em determinados locais, como bancos, concessionárias de automóveis já não abre portas, fecha!

Tiago 4:1-10 - De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.


I Timóteo 6:10 - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


Um abraço no seu coração
Fique na graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

- ASTROFÍSICA ATEIA SE CONVERTE A CRISTO; “EU PERCEBI QUE EXISTE UMA ORDEM NO UNIVERSO”.


Por: Helio Medeiros


Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história de Sarah Salviander e sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela.

Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância”.

“O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais”.

Aos 25 anos, quando abraçava a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou em uma universidade dos EUA: “Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem focados em desfrutar a vida, os objetivistas racionalistas não pareciam sentir alegria alguma. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa”.

A atenção da jovem se voltou completamente ao estudo da física e da matemática.

“Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a me influenciar e eu me via cada vez menos hostil ao cristianismo. No verão, depois do meu segundo ano, participei de um estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia, num grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo me fez pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’”.

Depois desse insight, a razão de Sarah foi gradualmente se abrindo ao Mistério:

“Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós nos apaixonamos e nos casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante me casar com um cristão. Terminei a minha formação em física e matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na Universidade do Texas em Austin”.

A penúltima etapa da jornada de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder:

“The Science of God” [“A Ciência de Deus”]. “Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão em completo acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; me senti como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isso, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava convencida de coração”.

O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: “Eu fui diagnosticada com câncer. Não muito tempo depois, meu marido teve meningite e encefalite; ele se curou, felizmente, mas levou certo tempo. A nossa filhinha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando você tem 20 anos, boa saúde e a família por perto, você se sente imortal. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade evapora e você se vê forçada a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas”.

“Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do universo e me dou conta, agora, de que a atração que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca vou me esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele me contou que outro professor tinha respondido que não. Eu me perguntei quantos outros jovens estavam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com esses questionamentos. Eu sei que vai ser uma jornada difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer”.

Um abraço no seu coração
Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus
Pr William Thompson